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Contos do Bié - O Menino que Voava

Categoria(s): Contos e Poemas


 Sabedoria

Colaborador: Gabriel Araújo dos Santos *

* Poeta Mineiro

                                O Menino que Voava.
  menino que voava                                  

                 Lilico voava e voava…
                 Vinha sempre com histórias fantásticas, mas as gentes grandes, aquelas pessoas sérias, não acreditavam em nada do que dizia, e riam dele, ou então ficavam bravas!
                 Lilico descrevia as belezas de tudo o que observava em seus  vôos, e só vendo   o entusiasmo com que falava dos rios, das cachoeiras, das matas, das aves e dos bichos que encontrava pelos lugares por onde passava. Mas ninguém fazia conta dele, e, como sempre, riam, davam gargalhadas.
                 Certa feita, encontrou um velhinho que se interessou pelo que ele falava de suas aventuras, e o velhinho tinha um neto da mesma idade que a dele,  Lilico,   e que também dizia que voava e voava, e deixava o avô feliz com as suas histórias.
                 Um dia o velhinho sentou-se à sombra de uma frondosa árvore na praça da pequena cidade, e rodeado de uma porção de gente, ficou contando causos de quando ele também tinha sido pequenino.
                 Aí, as pessoas que o ouviam  passaram a acreditar nas histórias que Lilico contava,  porque quando tinham a sua idade, todos eles também voavam e voavam, e viam mundos que os deixavam encantados…
                 E Lilico ficou acreditado, e voava e voava…

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2 Comentários »

  1. Eneida Tagliolatto Pires comenta:

    20 Janeiro, 2008 @ 15:29

    Gabriel, não é só criança que voa. Adultos sonhadores voam também.
    Quando você vê uma pessoa parada olhando para o céu, ou mesmo para um lugar que ninguém sabe explicar onde é, essa pessoa está voando com seus pensamentos perdidos no tempo.

    Eneida

  2. Silvia Trevisani comenta:

    22 Janeiro, 2008 @ 07:39

    Amigo Bié…

    Somos o Lilico do século XXI … voamos … voamos… sonhamos e sonhamos. E neste vôo alcançamos o céu, tocamos o arco-íris, tropeçamos nas nuvens de algodão e contemplamos o infinito e verdejante oceano. Viajamos na alma, cantarolamos valsas e desenhamos o Universo com as mais variadas cores. E assim… dia após dia … não envelhecemos… apenas pincelamos nossos cabelos com um prateado das manhãs orvalhadas … acreditamos no nosso vôo e encantamos a Humanidade.

    Parabéns pelo seu vôo rasante!

    Silvia Trevisani

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