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Cardiomiopatia hipertrófica

Categoria(s): Cardiogeriatria, Caso clínico, Dicionário




Interpretação clínica

Mulher de 58 anos, apresenta-se no pronto socorro com história de episódios de tonturas há 2 semanas. As tonturas não tem horário para aparecer, não tem relação com esforço físico, posição. Junto com a tontura sem disparos no coração, quando estes melhoram, melhora a tontura. Nega febre, perda do apetite, problemas urinários ou intestinais. Acha que esta tendo reação aos remédios para o diabetes, que está tomando há muitos anos. Exame físico geral normal. No exame cardiológico, pressão arterial normal, pulsos normais, freqüência cardíaca de 80 batimentos por minuto. Presença de sopro sistólico de média intesidade, no foco aórtico, irradiado para o pescoço. Qual o possível diagnóstico e que exame ajuda no diagnóstico?

- Na investigação das crise agudas de tonturas, com carater repetitivo, devemos pensar nas vertigens de causa circulatória. A presença de sopro na região precordial (área da valva aórtica) indica que pode estar ocorrendo uma estenose na via de saída do ventrículo esquerdo (valva ou septo interventricular). A taquiarritmia que acompanha o quadro é muito indicativo de hipertrofia do septo interventricular, a chamada estenose aórtica subvalva. O diagnóstico pode ser feito com o auxílio do ecodopplercardiograma. O diagnóstico diferencial é com estenose aórtica valvar por depósito de cálcio (veja – estenose aórtica do idoso).

miocardiopatia

Cardiomiopatia hipertrófica é uma designação genérica que abriga um leque de hipertrofia miocárdica com formas anatômicas distintas. Os casos com hipertrofia predominantemente localizada no septo interventricular mormente na altura da via de saída do ventrículo esquerdo, recebe o nome de hipertrofia septal assimétrica, e constitue a variedade mais prevalente e melhor estudada.

Do ponto de vista hemodinâmico, tais casos podem classificar-se em obstrutivos, não obstrutivos, com obstrução latente ou ainda com obstrução lábil, na dependência da presença e do comportamento do gradiente pressórico na via de saída.

A hipertrofia miocárdica provoca alterações no relaxamento ventricular e redução de sua complacência, passando o enchimento ventricular a depender fundamentalmente da contração atrial.

Histológicamente observa-se uma hipertrofia miocárdica com acentuado deslinhamento das fibras cardíacas, como mostra a figura abaixo.

Os sintomas são de angina, dispnéia, síncope e morte súbita.
Freqüentemente ouve-se terceira e/ou quarta bulha, disritmias atriais e/ou ventriculares.

A mortalidade anual é de 3 a 4%, causada por insuficiência cardíaca congestiva ou morte súbita.

O diagnóstico eletrocardiográfico pode ser suspeitado pela presença de ondas Q patológicas resultante de distúrbios no processo de ativação do septo interventricular, sobretudo em v2 a v5. As disritmias atriais e ventriculares também podem ocorrer.

ECO O aspecto ecocardiográfico típico é a hipertrofia preferencial da porção média do septo interventricular, que se mostra, no mínimo com 1,3 vezes mais espesso que a parede posterior do VE.

Outras áreas podem ser acometidas, como a parede anterior, a região apical ou, mais raramente uma distribuição concêntrica. A região muscular acometida mostra aspectos ecogênicos heterogêneo (pontilhados). No septo pode se detectar área hiperecogênica no endotélio, atribuída ao choque da cúspide anterior durante a sístole (movimento sistólico anterior). Prolapso da valva mitral pode estar presente pela redução da cavidade ventricular esquerda em função da hipertrofia. O estudo ecodoppler mostra diminuição da complacência (onda A maior amplitude que onda E). Nos casos de oclusão sub-aórtica, pela proeminência septal o estudo doppler mostra aumento da velocidade sangüínea a este nível.

O tratamento inicial é clínico a base de betabloqueadores e nos casos avançados cirúrgico, com septoplastia.

Referências:

Adelman AG, Wigle ED, Ranganatham MBBS et al – The clínical course in muscular subaórtic stenosis. Ann Intern Med, 1972;77:515-25.

Wigle ED, Sasson Z, Hudson MA et al – Hypertrophic cardiomyophathy. The importance of the side and the extent of hypertrophy. A review. Prog Cardiovasc Dis,1985;28:1-83.

Cooly D, Leachman RD, Wukorch DC – Difuse muscular subaórtic stenosis surgical treatment. Am J Cardiol, 1973;31:1-6.

Wigle ED – Hypertrophic Cardiomyopathy. Circulation, 1987;75:311-22.
Maron BJ, Epstein SE – Hypertrofic cardiomyopathy: a discussion of nomenclature. Am J Cardiol.1979;43:1242.

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30 Comentários »

  1. Almerinda comenta:

    15 junho, 2008 @ 5:37 PM

    Boa noite.
    Tive um filho a quem foi diagnosticado um sopro no coração com 5 anos apenas. Aos nove fez um cateterismo e foi-lhe diagnosticado uma cardiomiopatia hipertrófica .
    Fazia um ecocardiograma anual, e a partir dos 16 anos um de 6 em 6 meses.Aos 17 fez mais um caeteterismo, tendo-nos sido dito que o padrão de cardiomiopatia estava com gradiente de 28 MMHG entre o ventrículo esquerdo e a artéria aortica e insuficiência mitral significativa. Fazia uma vida normal, sem cometer excessos. Faleceu aos 18 anos na madrugada do dia 01/09/99, tendo concluído o 12.º ano com média de 17 na escola Profissional de Arte de Mirandela; tocava flauta transversal e entrou na Universidade de Aveiro nesse mesmo ano. O médico cardiologista nunca nos disse que podia morrer a dormir.Tenho outro filho com 20 anos e nem quero saber se virá a ser portador dessa doença. Vivemos um dia de cada vez.

  2. Teresinha de Jesus comenta:

    2 setembro, 2008 @ 4:27 PM

    Eu tenho um filho de 14 anos e uma filha de 17 anos, ambos com cardiomiopatia hipertrófica assimétrica e eu tenho muito medo de perdê-los.
    Faço acompanhamento com o Dr. Fernando Eugênio Cruz do Intituto Nacional do Coração em Laranjeiras no Rio de Janeiro e ele tem sido muito atencioso no nosso caso.
    Ter filhos com este problema não é facil, imaginem ter 2 filhos com o mesmo problema.
    Preciso de acompanhamento psicológico para mim e pra eles. Não sei como conseguir.

  3. Junior comenta:

    21 outubro, 2008 @ 7:20 PM

    Por favor me esclareção . No meu ECO deu ” SUGESTAÕ DE HIPERTOFRIA SEPTAL” O QUE DEVO FAZER ISSO TEM CURA TENHO APENAS 23 ANOS E FAÇO ATIVIDADES FISICAS

  4. Fernando comenta:

    18 abril, 2009 @ 12:01 AM

    BOM , caros colegas tenho convivido com este pesadelo
    a algum tempo , minha mãe foi diagnosticada com
    cardiomiopatia hipertrofica forma obstrutiva do septo
    esquerdo , ela sofre muito com dispneia e palpitações ,
    eu mesmo fui diagnosticado como também portador
    a dois anos quando fui fazer uma bateria de exames
    apenas para confimar a suspeita que eu mesmo ja havia ,
    tem sido dificil , também tenho TDHA, dda trastorno de defct
    de atenção com hiperatividade , tem sido dificil , pois sempre
    fui muito eletrico nunca tive medo de enfrentar 16
    as vezes 18 horas de trabalho ineterrupito ,tenho que
    manter as contas da casa em dia tendo mais um irmão
    que perdeu a visão de um dos olhos com toxoplasmose ,
    o fato eh que tenho suportado uma situação que nem
    meu corpo mesmo não suporta , mais confio em deus
    e reso por vocês também acredito apesar de tudo em
    dias melhores ,só não quero acabar meus dias sem nem
    ao menos ter tido um dia de tranquilidade ,
    tenham força ,
    Paz Amor e Empatia

  5. Doris comenta:

    17 setembro, 2009 @ 7:18 PM

    Tenho acompanhado meu sogro com esta doença a 7 anos, tenho um cunhado falecido de morte subita aos 17 anos, sem nunca ter sido diagnosticado. meu marido realiza eocardiogramas todos os anos. Meus outros cunhados não levam a serio quando falo para elesfazerem o exame, fico muito chateada,ja que conheço a doença por trabalhar na area da saude. Infelizmente so agora a familia do meu marido esta dando ouvidos para o que venho falando todos esses anos, porque meu sogro piorou muito.
    Espero que vcs que tenham a doença tratem-se bem,porque é possivel ter uma qualidade de vida boa. Vcs merecem

  6. Jair Mota comenta:

    4 janeiro, 2010 @ 7:16 PM

    Oi pessoal,

    A minha filha foi diagnosticada por esses dias com esse problema (Miocardiopatia hipertrófica Septal), minha esposa e eu estamos assustados pois o médico passou um medicamento chamado concor, e esse medicamento é novo, e tem uma serie de possiveis reações, inclusive a bula diz que é contra-indicado em crianças e adolecentes. A minha filha tem apenas 14 anos, estou com receio de dar esse medicamento. Se alguém conhece ou tem alguma experiencia, por favor me escreva.

    Muito obrigado,

    Jair Mota

  7. Teresinha - Rio de Janeiro comenta:

    4 fevereiro, 2010 @ 6:49 AM

    Sr. Jair Mota

    Meus filhos, agora com 15 e 18 anos, que foram diagnosticdos com essa doença há algum tempo, tomam apenas um medicamento que é propanolol 10mg, além isso não podem fazer qualquer tipo de atividade física. No mais, vida normal. Sem traumas. Incentivamos para que eles se preparem para o futuro como qualquer pessoa e evitamos que eles comentem com outras pessoas que eles possuem uma cardiopatia para que não haja tratamento diferenciado.

  8. Roque Luís comenta:

    28 fevereiro, 2010 @ 6:24 PM

    Foi ótimo encontrar este espaço para dividir com outras pessoas este diagnóstico tão limitador de nossas vidas. Porém, para as famílias com crianças e jovens com esta cardiopatia, saibam que tenho este problema e estou com 47 anos indo para os 48 anos. O mais incrível é que sempre pratiquei esportes e não tive uma vida muito regráda. Agora mesmo estou com 110kg e estou juntando forças para conseguir perder peso. Na verdade só soube desta doença em 2006 e desde esta data faço acompanhamento médico frequentemente. Tomo Selozock 100mg diariamente. Meu gradiente de obstrução é alto. Só fiz este relato para confortar as famílias que o tempo de vida pode ser elevado ou normal para muitos portadores desta doença. Aliás, o índice de óbitos é baixo. O importante é um bom acompanhamento médico. Deus abençoe a todos e sorte para todos nós.

  9. Doris comenta:

    10 março, 2010 @ 11:33 AM

    Primeiro gostaria de expressar minha felicidade em poder ler os comentários de todos vcs…

    Meu sogro está bem, desenvolveu um Insuficiencia renal cronica e está em terapia dialitica á 4 meses, ele faz as dialises em casa,enquanto dorme, diálise peritoneal automatica. Colocou um cateter na barriga e por ele realiza a limpeza do sangue.
    No começo ficamos muito preocupados porque ele também tem miocardiopatia hipertrofica.
    Agora leva uma vida otima.
    Tudo de bom a todos.

  10. Gelcino Santos comenta:

    20 julho, 2010 @ 6:23 PM

    Ola pessoal
    Tenho 30 anos e descobrir apos uma bateria de exames que tenho miocardiopatia hipertrofica do tipo septal assimétrica.Claro que fiquei preocupado, ainda mais por não ter plano de saúde e precisar recorrer ao SUS. Felismente consegui uma consulta no incor de Brasíla, onde devido a dois epsódios de síncope (Breves desmaios) fui submetido a uma intervenção cirúrgica para a implantação de um cardioversor (CDI) para precaver a morte súbita. Estou fazendo uso de um betabloqueador (Atenolol 25mg) e do Somalgim 325mg o que surtiu algum efeito. Desde então levo o vida relativamente normal, e procuro não me concentrar muito no assunto para não ficar desanimado e não sofrer algum tipo de preconceito pois algumas pessoas podem achar que agora sou inválido por causa desse implante coisa que é total descabível e preconceituoso. Estimo uma boa vida a todos!!!!!!
    È só cuidar direitinho que dá tudo certo!!!!

  11. Eliana comenta:

    27 setembro, 2010 @ 10:47 PM

    Olá Pessoal!
    Peguei o resultado do meu ecocardiograma na semana passada e qual a minha surpresa ao ler a conclusão: severa miocardipatia assimétrica hipertrófica do tipo obstrutiva. Vou levar o resultado para o médico na próxima sexta-feira, mas estou muito preocupada. O incrível é que venho tentando descobrir as causas das minhas frequentes tonturas há pelo menos 4 anos. Já fiz exames para labirintite, mas não deu nada. Por conta disso fui diagnósticada com estresse e fui parar no psiquiatra, mas continuei com as tonturas. Inconformada e sem saber que especialista procurar, marquei uma consulta com uma clínica geral enviada por Deus, com certeza que foi extremamente atenciosa comigo e diante das minhas queixas fez o pedido de exame que relate. O detalhe que já havia passado inclusive em um cardiologista com pressão alta, sopro e nem assim ele suspeitou da miocardiopatia. Só peço a Deus que isso se resolva da melhor maneira possível
    Abraços
    Eliana

  12. elisabeth marton comenta:

    3 dezembro, 2010 @ 10:00 PM

    Boa noite anteriormente entrei em contato , meu filho com 16 anos foi diagnosticado com HSA, e o mesmo nao deixou nem por um momento de fazer exercicios fisicos e tudo oque gostava tambem nao tomava medicamento atenolol 100 mg, no dia 16/11/2010,
    meu filho faleceu morte subita, estava sentado dentro do meu veiculo quando retornavamos p/ Sao Paulo, estavos no interior, gostaria que alguem pudesse me responder se ha algum tratamento .

  13. Almerinda Ramos comenta:

    4 dezembro, 2010 @ 6:11 PM

    Olá pessoal,
    Quero dizer à Elisabeth que lamento muito a sua perda,pois não é fácil. O meu filho faleceu já fez 11 anos e não tem sido nada fácil.
    Nenhum pai ou mãe deveriam enterrar um filho, porque a partir desse momento nunca mais se vive. Eu costumo dizer que se sobrevive, pois uma parte de nós morre com ele.
    Recentemente foi diagnosticado à minha sogra cardiomiomatia hipertrófica, e ficamos a saber que afinal a doença com que faleceu o meu filho mais velho não era um caso isolado mas sim genético e a portadora é a minha sogra. Consegui convencer o meu filho actualmente com 23 anos a fazer um ecocardiograma e graças a Deus tem um coração normal, sem qualquer problema. Ficamos mais tranquilos pois a medicina atualmente está mais avançada em relação à morte súbita, pois através do implante de um desfibrilhador conseguem controlar o problema, segundo diz o cardiologista da minha sogra.
    Imaginem ela tem 68 anos , sempre viveu com a doença sem saber, e nunca teve problemas , por isso pensem que o índice de morte súbita é muito baixo e as coisa já não são como há 11 anos atrás..
    Um abraço e força para vocês todos, Que Deus vos ajude.

  14. Gelcino Santos comenta:

    4 dezembro, 2010 @ 8:21 PM

    Boa noite a todos,
    Realmente fiquei triste pela perda da Sra. Elizabhe, em especial por ser um rapaz com a vida toda pela frente. Também sou portador de miocardiopátia hipertrofica do tipo septal assimetrica, e já faço uso do cardiodesfibrilador por 1 ano. Realmente é uma boa terapia, pois em um possível caso de sincope que poderia levar a morte súbita ele reconhece e dispara um choque direto no coração, podendo assim salvar a vida. Há também um outro método chamado de ablação, ou seja, um cateter direcionado no coração e por meio dele, o cirurgião
    tenta diminuir o septo com o uso de alcool. Em alguns casos tem resolvido o problema definitivamente, em outros não. Entretanto só podemos ter por certeza, confiar que o Reino de Deus possa resolver em breve todos os problemas e podermos ver se cumprir a profecia de Isaias 33:24 que diz: “nenhum residente dirá: ‘Estou doente.’” E com respeito aqueles que já faleceram, podemos contar com a garantia certa do que disse Jesus no evangelho de João 5:28,29 = “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz  e sairão” De fato será realmete maravilhoso quando isso acontecer!

  15. Claudio Jorge comenta:

    6 janeiro, 2011 @ 4:20 PM

    Sou portador de uma Estenose Sub valvular Hipertrófica Obstrutiva Ediopatica. Tenho hoje quase 63 anos e me trato desde os 14. Em maio de 2001 fui operado, porque os sintomas estavam comprometendo a minha qualidade de vida, mas depois da cirurgia a minha vida ficou maravilhosa, com pouquissimos sintomas, para ser mais exato, quase nenhum. É importante informar que até 2 anos antes da cirurgia, eu praticava esportes e não fazia restrição a nada.
    Hoje tenho uma vida normal, com filhos e neta e todos eles sem dignóstico (todos eles já fizeram por varios anos exames e nada foi encontrado), contrariando a hireditariedade, genetica e outros bichos mais e desta forma vou toco uma vida agitada, estressante e muito prazeirosa.

    Claudio Jorge

  16. viviane moreira comenta:

    29 março, 2011 @ 8:19 PM

    Boa noite.
    Perdi um filho com apenas 6 anos de vida no dia 14/10/2008, de morte súbita eu nem imaginava que ele tivesse problemas de coração foi um choque.Somente Deus para nos sustentar

  17. Jose Carlos Lopes Pereira comenta:

    24 abril, 2011 @ 3:53 PM

    olá pessoal não é facil vc receber a noticia que é portador de uma doença cardiaca , quando tinha 23 anos fui fazer um check up e descobri que tenho a doença miocardipatia hipertrofica não obstrutiva, isso foi muito dificil pra mim passei por periodos em que não dormia direito , nao me alimentava mais direito fiquei realmente abalado emagreci visivelmente , mas resolvi dar a volta por cima aceitei a doença por se trata de uma doença em que vc já nasce com ela comecei a me cuidar fazia caminhadas todos os dias voltei ao peso normal hj levo uma vida normal sem muito esforço fisico só o nescessario para ter uma vida saudavel estou com 44 anos tomo diariamente pelas manhãs atenolol 25 gr, que Deus abençoe voces .

  18. Ondina comenta:

    12 outubro, 2011 @ 1:37 AM

    Ola voceis não estão sozinhos eu sou portadora de miocadiopatia hipertrofica.tenho 48anos e 9 meses não é nada facil.
    meu filho Thiago de 16 anos e nove meses teve morte subita em casa brincando com a irma de 12 anos na época eu tomava banho
    sai como louca do banheiro mas Deus ja o tinha buscado faz 11anos foi em 18 de junho de 2002.
    ele éra feliz ,viva cada momento não pense que vai morrer ou perder alguem deixe que Deus cuida de tudo e de vc como ele ta cuidando de mim.
    eu agradeço Deus que ele teve misericordia de nós e buscou o Thiago em casa ele estava feliz.
    não se desespere viva se cuida faça tudo que o Medico mandar se envolva com a familia curta vá a igreja agradeça a Deus sempre por tudo.abraços…

  19. Roque Luís comenta:

    14 outubro, 2011 @ 10:50 AM

    Sra. Ondina, gostei muito de ler seu depoimento. É bastante confortante o que escreveu. Peço a todos vocês que postem aqui as novidades, suas angustias e sucessos para que possamos sempre trocar alguma idéia. Meu último comentário foi em Fev. de 2010. Minha situação é a mesma, apenas o que mudou é que o gradiente de obstrução aumentou de 51 para 80 e o médico considerou uma altração normal.

    Um grande abraço a todos.

  20. Fábio comenta:

    14 dezembro, 2011 @ 4:00 PM

    Olá pessoal tenho 31 anos e a 4 anos fui diagnosticado com miocardiopatia hipertrófica obstrutiva,no começo foi meio dificil pra mim nao aceitava a doença de modo algum mas aprendi a conviver com a doença,bom nao pratico nenhum tipo de exercicio mas tenho alguns sintomas do tipo dispneia,e dores de cabeça faço uso do inderal 40mg 3 vezes ao dia mas a 3 dias estive no meu cardiologista com o resultado do eco e ele me disse que minha doença estacionou ou seja nao progrediu apesar dos meus sintomas piorarem, então ele me receitou o selo zok 25mg até agora me sinto melhor,no mais tenho uma vida normal trabalho ,estudo e tenho um filho que é tudo na minha vida.

    Um forte abraço a todos.

  21. Vanessa comenta:

    20 dezembro, 2011 @ 8:03 PM

    Olá a todos !! Tenho 32 anos , minha primeira filha nasceu dia 05/07/2011 e diagnosticou-se a miocardiopatia hipertrófica bilateral biventricular , nunca ouvimos relatos desta doença!!! Seguimos com acompanhamento no cardiopediatra , o qual entrou com o medicamento propanolol 10 mg . Em 30 de Outubro minha princesa foi internada e constatou-se pneumonia ficou internada na UTI uma semana, teve três paradas cardiaca e coração não resistiu e ela faleceu agora dia 09/11/2011! Estou numa tristeza e num vazio sem tamanho ! Precisamos fazer exames para saber se temos também sei lá . abraços a todos

  22. Roque Luís comenta:

    22 dezembro, 2011 @ 8:16 PM

    Srª Vanessa, lamento muito pela sua filinha e compartilho a dor da sua perda. Perdi meu pai este ano vítima de um câncer fulminante e o que me doi mais é não ter conseguido me despedir dele. Somente agora estou superando este trauma. Torço para que supere o seu também. Muito força e não deixem de fazer os exames porque uma das caracteristicas dessa doença é a hereditariedade.

    Um grande abraço.

  23. Adriano Neri comenta:

    28 fevereiro, 2012 @ 12:22 PM

    Olá a todos! Fui diagnosticado com Miocardiopatia Congestiva Dilatada de grau severo, tenhos os ventrículos esquerdo e direito bastante dilatados e o causa não foi diagnósticada apesar de uma bateria de exames, mas provavelmente a causa é viral (gripe, inflamação na garganta) coisas que sempre tive com frenquência. Comecei a senti dores agudas no peito, dispinéia ao deitar e falta de ar ao praticar esporte. O ponto mais alto dos sintomas foi num jogo de futebol, quase desmaio pela falta de ar, meus amigos viram ali que tinha algo errado, pois sempre tive muita disposição em campo, me tiraram do jogo de imediato. Fui ao hospital e me indicaram uma endoscopia (Acreditem!)… as duas semanas consecutivas foram sem dormi, cansaço, dores toráxicas e falta de ar… voltei ao hospital de informei ao médico de plantão, me interna porque tenho algo no coração (procurei na internet pelos sintomas que apresentava e todos os sites indicarão miocardite), ele me olhou, mandou tirar um raiox e identificou o aumento do coração! Ai foram 15 dias internados, vários exames, fura daqui, dali e nada da causa. Enfim, hoje vivo uma vida normal, sem prática de esporte e ingestão alcool, comendo menos sal e açucar, tomando meus medicamentos diariamente pela manhã e a noite (Concor, Procoralan, AS, Espironolactona, Furosemida e Losartana Potássica), namorando e amando a minha noiva. Não sei se acordarei ao amanhecer, mas se acontecer viverei aquele dia intensamente, porque não sei se terei outro! Então é isso, peço a Deus todos os dias que fique bem, espero que todos fiquem também. Grande abraço, Adriano Neri

  24. ligia mara da silva vieira comenta:

    30 abril, 2012 @ 5:25 PM

    olha fico muito assustada pois descobri essa doença aos 40 anos ja passei muito mal mais depois que descobri faço o tratamento e tomo losartana e atenolol tem dia que choro e fico deprimida pois gostaria de ver meu filho de 7 anos encaminhado e sabendo se virar na vida e quando ouço que nao tem cura me deprimeno hospital conheci alguns pacientes com essa doença eu sou muito encabulada mais e a vida tem coisa pior tchau e desculpe pelo que eu estou sentindo hoje

  25. Rosali Azevêdo comenta:

    11 maio, 2012 @ 12:55 AM

    Olá para todos!!

    Em fevereiro de 2012, aos 36 anos,Também descobri ser portadora de hipertrofia septal assimétrica obstrutiva.
    É horrível receber um diagnóstico como este, após passar mal e achar que poderia ser uma coisa mais simples, que apenas com medicamentos viria a cura, porém, o pior é ter pessoas na família que não conhecem a doença e nem querem conhecer, achar que você não tem nada de mais, que é frescura, que muita gente tem tonturas, falta de ar, cansaço e vive muito bem, acham que os médicos gostam de exagerar para que a pessoa viva no consultório lhes dando lucro, dizem que se nasci assim e não morri ainda não irei morrer tão cedo…
    Espero que pelo menos nisso tenham razão!!!
    Quem tem inveja da minha família???

    Deus nos abençoe e nos dê muita força.

    Rosali Azevêdo

  26. Marcelo Batista comenta:

    16 julho, 2012 @ 11:16 AM

    Em 2005, descobri que tinha Hipertofia Septal Assimetrica de Grau leve (hipertrofia diastólica do Septo = 16mm, com gradiente na VSVE 22mmHg). Hoje, aumentou para Hipertrofia Septal de Grau Importante (espessura do septo = 22mm) e como severa obstrução durante o esforço (gradiente até a exaustão = 106mmHg). Ainda não encontrei ninguém da família com a doença. Estou tentando realizar um exame genético para avaliar qual mutação originou a hipertofia. Tenho extensa fibrose ântero-septal. Estou avaliando com o médico a possibilidade de implante de um CDI. Bom, vamos tentando ter uma sobrevida quase normal. Quem quiser entrar em contato, lá vai meu email: marcelo_batista@yahoo.com . Que Deus abençoe a todos!!!

  27. Vevezinha comenta:

    2 fevereiro, 2013 @ 4:56 PM

    Olá,

    Tenho 37 anos e sou portadora de cardiomiopatia hipertrófica, diagnosticado em 2001. Até agosto de 2012 fazia uso de Atenolol 50mg, porém a partir dessa data vinha sentindos dores no peito e arritmia. Meu médico mudou a medicação para Cloridrato de Amiodarona + propanolol, após o exame holter.
    Minha vida mudou, pois amiodarona é um medicamento que causa fotossensibilidade. Já tenho a pele muito clara e com essa sensibilidade à luz, então piora tudo. Pior ainda, moro no Ceará… rsrsrsrs ….
    Enfim, apesar de tudo procuro curtir um dia de cada vez e sou uma pessoa muito feliz.
    Algumas pessoas se impressionam com a minha cardiopatia, mas deixo isso para os outros, por que eu, quero apenas continuar vivendo.
    Abraços a todos.

  28. elaine zani comenta:

    9 abril, 2013 @ 10:34 PM

    ola!! pessoal ha 5 meses descobri que tenho cardiomiopatia hipertrofica nunca ouvi falar disso…foi uma bomba quando o medico me disse não tem cura imaginei tenho 38 anos filho de 11anos pensei no pior mas ate hoje ainda me entristeço muito quando me vem a cabeça essa doença pois ainda não consigo ter a vida normal eu sei que não sera a mesma mas comigo sinto muita falta de ar em até caminhar dentro de casa e estou impossibilitada de muitas coisas…tomo propanolol de 80mg 3x ao dia e furosemida de 40mg….

  29. Jose Edelberto Costa comenta:

    4 setembro, 2013 @ 12:19 PM

    Tenho mesma doença, antes tomava propanolol e sentia muitas palpitações e angina, depois que passei usar de ATENELOL 50 sumiu todos os sitomas . Ótimo medicamento.

  30. Santos comenta:

    3 novembro, 2013 @ 10:42 PM

    Boa noite, tenho 34 anos e Miocardiopatia Hipertrofica Septal (28mm) e fiz implante de CDI a 4 anos. Tomo uma porção de remedios, atenolou 100mm, já tomei selozok 100mm, somalgim 325mm cardizem 90mm e nada de sentir melhor, acho mesmo que não chego aos 35, neste exato momento estou com falta de ar, tonto e com dor no torax, sem falar na dor de cabeça,alteração intestinal, alteração de humor e outras infelicidades que esses remédios causam. Já passei do estágio da depressão e não vou ficar me lamentando de nada mais não. Vou me deitar agora e esperar para ver se acordo para abraçar amanhã minhas amadas filhas e esposa. Tô cansado.

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