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Jan
05
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Câncer de Próstata
Categoria(s): DNT, Dicionário, Oncogeriatria, Urogeriatria |
Resenha
Câncer de Próstata representa 15,6% dos óbitos por câncer no estado de São Paulo.
O câncer de próstata é o tumor mais comum entre os homens com mais de 50 anos, depois do câncer de pele. De acordo com o Presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Aguinaldo Nardi, estima-se 540 mil novos casos de câncer de próstata no mundo em 2005.
Na fase inicial do câncer de próstata, o paciente não sente nada. Nesta fase, o tumor só é detectado através de exames clínicos e laboratoriais de rotina (toque retal e a dosagem de antígeno prostático específico ou PSA). É nesta fase, também, que o tratamento é mais eficiente. Porém, muitos homens deixam de fazer o exame por preconceito e acabam por serem diagnosticados numa fase mais sintomática da doença, dificultando o tratamento.
Na fase sintomática, os pacientes se queixam de dificuldade de urinar, jato urinário fraco, sensação de bexiga cheia sempre, mesmo após urinar, e raramente sangramento na urina. Dores nos ossos podem ser sinal de uma doença mais avançada (metástase). Além disso, a anemia, a perda de peso e o aparecimento de ínguas no pescoço e região inguinal podem ser a primeira manifestação da doença.
É recomendado a todo homem a partir dos 45 anos realizar o toque retal e a dosagem do PSA, principalmente aqueles com histórico familiar de câncer, independente de sintomas. No caso de toque anormal e ou PSA elevado, o paciente deverá ser submetido a uma ecografia transretal com biópsia prostática. Os fragmentos obtidos serão levados ao exame anátomo-patológico, e uma vez confirmado o diagnóstico, o tumor deverá ser estagiado, a fim de que se possa saber se o tumor está confinado à próstata ou se já invadiu órgãos adjacentes (bexiga, vesículas seminais, reto) ou se já enviou metástases. A cintilografia óssea é o exame mais útil nessa fase e nos dá informações quanto a metástases no esqueleto. Exames como a fosfatase alcalina, tomografia computadorizada de abdômen, radiografias de tórax e radiografias do esqueleto, podem ser pedidos eventualmente.
O tratamento é baseado na classificação e no estadiamento do tumor (mais ou menos malignas e localização). Para os tumores localizados dentro da glândula, a prostatectomia radical e a radioterapia são as primeiras opções e consideradas curativas. Tumores que avançam para fora da próstata, mas sem evidência de metástases, são geralmente tratados com radioterapia. Os tumores metastáticos são paliativamente controlados com hormônios femininos, orquiectomia, drogas anti-androgênicas ou análogos do LHRH.
Entretanto, o tratamento é controverso por apresentar muitas variáveis como a idade do paciente, níveis de PSA, estágio do tumor e tipo histológico. Além disso, Dr. Armando lembra que deve-se discutir com o paciente as complicações do tratamento, já que pode causa impotência, incontinência urinária, diminuição do libido, problemas psicológicos, entre outros.
O prognóstico depende do estádio (extensão) e grau histológico (Gleason), principalmente. Se o câncer é localizado e se o paciente realizar uma prostatectomia radical, a sobrevida em dez anos pode atingir 90%, sendo equivalente à da população normal. O índice de recorrência local após cinco anos é de 10% contra 40% da radioterapia. A radioterapia utilizada no câncer de próstata localizado ou localmente avançado (fora da próstata, mas sem metástases) apresenta biópsias positivas de 60% a 30% dos casos quando realizadas seis meses e dois anos respectivamente após o tratamento. Nos casos metastáticos, o tratamento é paliativo e o prognóstico bem mais reservado.
Seja qual for a doença, a prevenção sempre é o melhor remédio e no câncer não é diferente. Por isso, um diagnóstico precoce, uma dieta pobre em gordura, principalmente de origem animal, e rica em frutas, legumes e verduras parecem estar associados a uma diminuição no risco para esse tipo de câncer. Algumas substâncias têm sido apontadas como responsáveis por esse fator de proteção. Os estudos com Vitamina E, Vitamina D, Selenium e Lycopene (esse último presente nos tomates) na sua forma natural ou como suplementação dietética são os mais consistentes em demonstrar essa associação. A raça também é considerada um fator que deve ser elevado em conta na prevenção do câncer de próstata. Aparentemente, essa diferença racial se dá pelo nível de testosterona circulante em cada raça. Porém, outros fatores que podem estar distribuídos de forma diferente nas raças podem ser responsáveis por essa diferença na distribuição desse tipo de câncer. De qualquer forma, homens da raça negra devem dar uma atenção especial para esse risco elevado e fazer os exames de detecção precoce rotineiramente.
Referência:
INCA - Instituto Nacional de Câncer [on line]

Ricardo Pessôa comenta:
4 Fevereiro, 2008 @ 14:28
PSA+Toque Retal+Ultrasson não são efetivamente seguros no diagnóstico. Ressonância +Espectroscopia são procedimentos de primeira escolha. Atentar que, pela dimensão do câncer em fase inicial, os primeiros procedimentos podem não resultar em sucesso.
luiz comenta:
5 Março, 2008 @ 00:30
estoua escrever um livro de fitoterapia sobrte a próstata. Voltaremos a nos ver.lemefranco.
Ricardo Mesquita comenta:
9 Abril, 2008 @ 11:21
Tenho cancer de próstata, estou na escolha de definir o tratamento. Minha lesão está no estadio inicial e pensando no tratamento, acho que se a radioterapia destrói as células cancerosas e ao mesmo tempo destrói as células boas e a prostatectomia extirpa toda glândula prostática, então qual a saída? devo preferir um tratamento menos envasivo estou certo?
Maciel comenta:
2 Maio, 2008 @ 16:24
A minha preferência foi a radioterapia. Hoje, estou curado. A minha lesão estava em estado inicial. A radioterapia conformacional não destrói as células boas. Fiz tratamento em Recife, no Hospital Português, com Dr Ernesto Roesler. Estou feliz. Para mim, câncer é problema resolvido. O meu psa era 13,7. Hoje, 7 meses depois do tratamento é 2,3 e vai baixar mais. Hoje, eu vejo que câncer tem solução.
diegolino comenta:
7 Maio, 2008 @ 22:01
que material é usadi na prostatectomia
davi comenta:
20 Maio, 2008 @ 13:46
achei muito bom
gilda comenta:
21 Maio, 2008 @ 13:22
Ola! gostei muito deste espaço,muito bem esplanado o assunto.Mas estou procupada porque fala do assunto ,mas não fala dos cuidados que devemos ter com o idoso com o cancer.
Catarina comenta:
7 Julho, 2008 @ 20:34
Gostaria de mais informações sobre cancer de prostata, mais especifico (raspagem de testículos)
Obrigada
Paulo comenta:
22 Agosto, 2008 @ 23:55
Em maio de 2005 tive um diagnóstico de adenocarcinoma de próstata, após uma ultrasonografia transretal com biópsia. Fui submetido a uma prostactomia radical, isto é, a retirada total da próstata como o único recurso para que eu continuasse vivendo. Meu PSA na ocasião era 4,39 ng, um pouco acima do tolerável. Hoje, 03 anos após a cirurgia meu PSA é de 0,01 ng negativo. Consultei vários urologistas e todos foram unamines em afirmar que a cirurgia era o procedimento correto para o meu caso. Mas, ficou um sequela grave, pois fiquei impotente. Porém, estou vivo e isso é o que importa. Na ocasião estava com 59 anos. Agraeço a Deus e ao meu médico. Este é o meu depoimento. Abraços!