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Insônia nos idosos - Centro cerebral do Sono
Categoria(s): Neurogeriatria, Psicogeriatria |
Conhecendo o assunto
Anatomia do SNC e o sono
A regulação do sono é regida pelo segmento mesencefálico-pontino do tronco cerebral, onde se situa a chamado sistema reticular ativador que é constituída de agregados de células de diferentes tipos e tamanhos, entremeadas numa densa rede de fibras nervosas ascendentes, descendentes e horizontais. Na parte alta, ou mesencefálica, situa-se o núcleo gigantocelular, de função ativadora “vigiliogênica”; na parte baixa, ou pontina, situam-se o locus ceruleus e outros núcleos, de função depressora “hipnogênica”. Estes núcleos se relacionam entre si e com as demais porções do SNC, gerando os ciclos de sono e despertar. O sono, pois, não é só um processo passivo de “repouso”, mas sim basicamente um mecanismo ativo do qual participam estruturas de função específica.
Neurotransmissores
Em nosso organismo, todas as respostas interneuronais, sejam elas excitatórias ou inibitórias, são mediadas por substâncias denominadas neurotransmissores. Os neurotransmissores são liberados na sinapse nervosa, entre o axônio de um neurônio e os dendritos de outro(s), por ocasião da passagem de um estímulo elétrico interneuronal. Os neurotransmissores podem ter caráter excitatório (facilitando a despolarização ou “disparo” do neurônio seguinte) ou inibitório (dificultando esse “disparo”, mediante hiperpolarização ou “estabilização” do neurônio seguinte). Hoje, são conhecidos mais de 30 destes mediadores bioquímicos. Cada tipo de neurônio e cada região de nosso cérebro tem capacidade de produzir e possui afinidade para um ou mais neurotransmissores. No mesencéfalo, tem especial importância a acetilcolina (Ach). Já nas porções hipnogênicas pontinas, o principal neurotransmissor é o ácido gama-aminobutírico (GABA), embora se saiba que, na fase REM do sono, também participe significativamente a noradrenalina (NORA).
Bioquímica dos neurotransmissores
Sabe-se hoje que o ácido gama-amino-butírico (GABA) é o neurotransmissor mais abundante no SNC, atuando de forma inibitória no cérebro e no tronco cerebral. E secretado no cerebelo, gânglios da base, e em diversas áreas corticais. O GABA é capaz de atuar no locus ceruleus - um dos centros-chave do sono. Após ser sintetizado e liberado nas sinapses nervosas, ele interage com o complexo macromolecular dos receptores GABA, o que resulta na abertura de um canal de íon cloro-específico (cloro-ionóforo). A abertura do canal de cloro propicia um influxo aumentado destes íons (de carga negativa) para o interior do neurônio, hiperpolarizando a célula. O que diminui a probabilidade da mesma atingir seu limiar de disparo e, por conseguinte, conduzir algum estímulo (inibição neuronal). O GABA exerce ações semelhantes também no hipotálamo e na porção anterior do cérebro, regiões igualmente envolvidas na gênese do sono. É importante destacar que a maior liberação de GABA ocorre justamente durante o sono natural. Mais ainda, estudos de ultra-estrutura e de imuno-histoquímica revelaram que os complexos macromoleculares de receptores GABA apresentam as seguintes particularidades:
1) Existem duas subpopulações de receptores GABA, a saber, GABA-A e GABA-B. Os receptores GABA-A são bem caracterizados, e desempenham papel importante na gênese do sono.
2) Existem, no complexo, também subpopulações de receptores, aos quais podem ligar-se os indutores de sono; estes receptores, inicialmente chamados benzodiazepínicos, são hoje denominados receptores Ômega, subdividindo-se em 1, 2 e 3; cada um tem atividade mais ou menos específica, resultando em efeitos hipnóticos (indução do sono), anticonvulsivantes e miorrelaxantes, respectivamente.
Referências:
Duthie Jr Edmund H. Duthie Jr; Katz, Paul R. Geriatria Prática. Sono nos idosos. 3ª edição, Rio de Janeiro: Editora Revinter, 2002, pág.230-236.
Martinez, Denis (2006) Os cuidados com o sono.[on line]
Poyares, Dalva et.al.(2003). I Consenso Brasileiro de Insônia. [on line]
Leitura - Nicolau PFM -Insônia, Atualizações, perguntas e respostas [on line]

conceição comenta:
12 Março, 2008 @ 21:08
tenho 53 anos, insonia iniciada há mais ou menos 2 anos, com a retirada de hormônio.
fazem 7 meses que não durmo sem pelo menos meio comprimido do DIAZEPAN 10 mg. Já tentei acupuntura, todos os remédio homeopáticos, melatonina, hormonios, relaxantes, chás, calmentes, passei noites em claro testanto todos, hoje vou para a cam, se dormir em 1 hora, 1hora e meia, muito bem, senão tomo DIAZEPAN. nO DIA SEGUINTE DEPOIS DE 5/6HORAS DE UM SONO RELAXANTE, LEVANTO MUITO BEM , DISPOSTA, SEM DORES , SEM TONTURA, SEM NADA. ELE É PERFEITO, MAS TENHO RECEIO DA DEPENDÊNCIA, QUE ACREDITO JÁ SE FEZ, E A CONSEQUENCIA DISSO HÁ LONGO PRAZO. tOMAVA UM COMPRIMIDO, FAZ UM MÊS REDUZI PARA MEIO COMPRIMIDO. aGUARDO GRATA