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Lúpus eritematoso sistêmico
Categoria(s): Dermatogeriatria, Dicionário, Neurogeriatria |
Resenha
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica, multissistêmica, de causa desconhecida e de natureza auto-imune, caracterizada pela presença de diversos auto-anticorpos (anticorpos contra as estruturas celulares da própria pessoa). Evolui com sintomas clínicos variados, com período de exacerbação e período de remissão. É uma doença rara, atingindo especialmente as mulheres na proporção de dez mulheres para um homem, com prevalência de 50/100.000 habitantes.
Diagnóstico - O diagnóstico baseia-se na presença de pelo menos quatro critérios clínicos e laboratorias dos onze propostos com o American College of Rhreumatology, revistos em 1997. (veja o final do texto)
A avaliação laboratorial reforça o diagnóstico quando se observar alterações como, leucopenia, anemia, linfopenia, plaquetopenia e alterações do sedimento urinário.
No diagnóstico de LES é fundamental a pesquisa de anticorpos ou fatores antinucleares (FAN) por imunofluorescência indireta. A positividade deste teste, embora não específico para o diagnóstico de LES, serve como triagem em virtude de sua alta sensibilidade (maior que 95%) e alto valor preditivo negativo. A pesquisa de anticorpos como anti-DNA nativo, anti-SM, anti-RNP e células LE pode contribuir para melhor caracterização laboratorial da LES. Por outro lado, a negatividade do FAN dispensaria a pesquisa desses auto-anticorpos.
A figura ilustra o eritema malar, que é uma lesão eritematosa fixa em região malar, plana ou em relevo. Ao lado a pesquisa de célula LE característica do lúpus.
Tratamento - O tratamento medicamentoso é individualizado para cada paciente e depende do órgãos ou sistemas acometidos e da gravidade das lesões. Em pacientes com comprometimento de últiplos sistemas, o tratamento deverá ser orientado para o mais grave.
Lesão cutânea - O tratamento depende do grau de extensão do acometimento dermatológico e da gravidade das manifestações extracutâneas. É muito importante lembrar que nem toda lesão cutânea pode ser exclusiva do lupus, muitas ocorrendo por complicações do próprio tratamento ou de outra dermatose associada, e requer conduta específica. A fotoproteção é indispensável, pois a radiação ultravioleta B é a principal causa de fotossensibilidade e desencadeante das lesões cutâneas.
Lesão articular - A artrite lúpica normalmente é intermitente e não erosiva, entretanto cerca de 10% dos casos podem evoluir com poliartrite ou oligoartrite crônica. As artrites agudas sem comprometimento sistêmico podem ser tratadas com antiinflamatório não hormonais. Nas artrites crônicas ou recidivantes está indicado o uso de antimalárico (difosfato de cloroquina ou hidroxicloroquina). Nos casos não responsivos, pode-se associar imunossupressores (metotrexate, ciclofosfamida, azatioprina).
Lesão cardiopulmonar - As lesões valvares respondem bem à corticoterapia. Já nas miocardiopatias a resposta é pobre. As pneumonites lúpicas são raras, porém extremamente graves, causando insuficiência respiratória aguda e hemorragias pulmonares. Nesses casos está indicada a terapia imunossupressora vigorosa com corticoterapia e imunossupressores.
Distúrbios neuropsíquicos
Os distúrbios neuropsíquicos podem estar relacionado com o sistema nervoso central, como: estado confusional agudo, distúrbios cognitivos, psicose, desordens de humor, desordens de ansiedade, cefaléia, mielopatia, distúrbios do movimento, convulsões, síndromes desmielinizantes e meningite asséptica; ou com o sistema nervoso periférico, como: neuropatia craniana, polineuropatia, plexopatia, mononeuropatia simples/múltipla, polirradiculoneuropatia inflamatória aguda (Guillan-Barré), distúrbios autonômicos e miastenia grave.
A psicose é, de modo geral, fruto do dano imunológico da LES, embora, também possa se secundária à corticoterapia. A cefaléia pode ser causada pela LES, ou por causas independentes.
Lesão renal - O quadro clínico é de edema, oligúria e hipertensão arterial assintomática. O exame completa-se com estudo do sedimento urinário, Com exame renal alterado existe a indicação de biópsia renal. O tratamento com corticoterapia e/ou imunossupressores citostáticos depende do grau lesão caracterizado pelo exames laboratoriais e biópsia renal.
Os onze critérios clínicas e laboratorias propostos com o American College of Rhreumatology
1. Eritema malar; 2. Lesão discóide; 3. Fotossensibilidade; 4. Úlceras orais/nasais; 5. Artrite; 6. Serosite (pleurite, pericardite); 7.Comprometimento renal; 8. Alterações neurológicas; 9. Alterações hematológicas; 10. Alterações imunológicas; Anticorpos antinucleares.
Referências:
Wallace DJ, Hahn BH (eds) - Dubois Lupus Erythematosus. Philadelphia Williams & Wilkins, 2002.
Grande JB, Ballow JE - Renal biopsy in lupus nephritis. Lupus, 1998,611-617.
Hochberg MC - Updating the American College of Reumatology revised criteria for the Classification of systemic lupus erythematosus. Letter. Arthriti Rheum 1997;40:1725.
Sato EI, Bonfá ED et al - Consenso Brasileiro em Reumatologia - Tratamento do lúpus eritematoso sistêmico (LES). Temas de Reumatologia Clínica 2003;4(4):109-115
Tags: Artrite, convulsões, mielopatia, miocardiopatia, neurite, pneumonite, polineuropatia, psicose


Liliani comenta:
5 Março, 2008 @ 18:04
Como saber se possuo lupus,qual o especialista procurar?
Obrigada,Liliani.
Sergio comenta:
10 Março, 2008 @ 17:27
Resposta da pergunta anterior:
Primeiramente, procure um clinico geral. Ele vai triar se você realmente pode ter Lupus.
dilza da silva pereira comenta:
18 Março, 2008 @ 21:06
não conhecia esta doença chamada lúpus só depois de três sobrinhas apresentarem sintomas positivos. uma delas teve até que ser hospitalizada com certa urgencia, a doença é mesmo silenciosa.
Luziane Oliveira comenta:
3 Abril, 2008 @ 00:41
Bom dia, gostária de saber qual é o maior centro de tratamento da lupus no Brasil, pois sou portadora desta doênça.
Ruth comenta:
9 Abril, 2008 @ 20:59
Olá! no momento, minha mãe está com a doença lupus, quero muito ajuda la!
.. ja foi detectado, porem, qual especialista eu procuro? Existe aqui no Rio de Janeiro alguma clinica especialista? Um Dr.? … enfim!
se poder me respodam!!!
Obrigada!
CARMEM LIANE comenta:
16 Maio, 2008 @ 08:56
MEU TATAMENTO É FEITO NO INSTITUTO DE REUMATOLOGIA DE SAO PAULO DR;JAIME COBRA A 20 ANOS UMA CRISE QUANDO DESCOBERTO O LUPUS O DR;JAIME É COBRA NO ASSUNTO ATÉ MAIS
alka singla comenta:
18 Maio, 2008 @ 14:42
I am suffering from SLE VASCULITE since last 2 years and my doctors in india is giving me storides regularly. Since they feel there is no proper cure for the sle vasculite.
Kindly inform me the treatment for the same and if it is completly curable and the time.
If you can help me out i will be more obliged.
Regards,
Alka Singla
Banglore
India
Jorge Madureira comenta:
19 Maio, 2008 @ 20:37
Boa noite,
Minha mulher tem uma nefrite lúpica classe Iv( LES).
Criamos um blogue que podem visitar comentar e divulgar.
Lúpus, um blogue sobre a doença
http://www.tonymadureira.blogspot.com
Obrigado
Tony Madureira
rodrigo comenta:
6 Julho, 2008 @ 10:30
Minha esposa abortou na 8a semana de gravidez , o feto não tinha ritmos cardiacos depois de varios exames descobriu que ela tem colagenose, mas não sabemos de que tipo, gostaria que voçes me ajudassem, pois estamos muito preocupados com este problema a que diz respeito ao tratamento, a duração deste tratamento e se depois de tratada se fica alguma seguela e se pode engravidar “normalmente” sem perigos para a mae e para o bebe e se corre o risco do bebe nascer com algum probela.
Desde já agradeço a atenção recebida.
Valéria comenta:
20 Julho, 2008 @ 17:03
Boa tarde. No mês de agosto de 2008 vai fazer 4 anos que foi diagnosticado que eu estava com Lúpus e nefrite lúpica. No ínicio foi difícil e demorado descobrir o que eu tinha, pois os sintomas eram variados e cada dia surgia um diferente. Tive que ficar internada durante um mês no Hospital Escola de Uberaba onde fiz biopsia do rim e só depois começar a fazer o tratamento indicado.
Foi realizado tratamento com pulsoterapia(ciclofosfamida) e corticóide por 6 meses. Os resultados foram melhorando a cada dia, e até tomo vários medicamentos, mas nunca mais voltei a sentir sintoma nenhum da doença. Hoje, vivo muito bem com o apoio de todos meus familiares e amigos. Isso, sim é o essencial para que pessoas em tratamento possam se sentir “normais” e gozar sempre de sua saúde com muita alegria e prazer. Hoje trabalho como professora e posso dizer sou muito feliz, graças a DEUS e a NOSSA SENHORA.
Cristiane comenta:
25 Julho, 2008 @ 20:50
Tenho lupus a 2 anos durante este tempo estava tudo bem tudo controlado só que dessa ultimo exame foi detectado inflamação no rim.
O medico falou que eu vou ter que fazer uma pulsoterapia ciclosfosfamida , estou apavorada .
SERA QUE ALGUEM PODE ME AJUDAR PARA TIRAR ALGUMAS DUVIDAS
aGUARDO RESPOSTA PELO MEU E-MAIL.
CRIKALV@HOTMAIL.COM.
Inaiá Oliveira comenta:
28 Julho, 2008 @ 13:40
Estou fazendo quimioterapia com ciclofosfamida pois as pulsoterapias com corticoide ñ
tiveram efeito a longo prazo.Também fiquei apavorada e ñ é p/ menos pois os efeitos cola-
terais são devastadores.
Uma coisa é certa se o médco indicou a ciclofosfamida é porque ñ tem uma outra auter-
nativa.
Se deseja saber sobre a medicação pergunte a seu reumatologista ou pesquise no google.
Samira Solano comenta:
13 Agosto, 2008 @ 15:51
Entre os 20 e os 28 tive 4 pneumonias e vários pneumotórax; sempre tive alergias, algumas esquisitas (às cores primárias, por ex.), e fotosensibilidade, tendo que me despir na penumbra para evitar lesões. Tive tb asma na infância. Por td isto sempre tomei mtos medicamentos com cortisona e AAS para as dores de cabeça, sempre mto intensas.Aos 34 anos suportei um stress emocionei mto intenso e comecei a sentir dores nas costas, mãos e pulsos, estava sempre febril. Sempre conversando com médicos sobre estes sintomas e remédios paliativos que ingeria, um deles, amedrontou-me sobre o uso diário do AAS e pos isto, parei de tomar. Após aproximadamente 6 meses com este quadro sem obter diagnóstico, os sintomas articulares foram intensificados e um dia amanheci com as mãos muito inchadas e todas as articulações avermelhadas, mta dor e aí, sim, o meu Clínico Geral apostou no Lupus; fiz os exames e alguns dias depois, foi confirmado. Minha cidade é mto quente, mas consigo até hoje, evitar a exposição ao sol, nunca tive lesão de pele, mas meus malares estão sempre edemaciados.Tomei Meticortem durante 1 ano e pouco (no início em dosagens mto altas e depois manutenção) e tive: catarata, prolapso cardíaco, púrpura leve, miastenia nos músculos pequenos e problemas no fígado. Passei para a Cloroquina. Consciente dos riscos de usá-la a longo prazo, procurei medicinas complementares: Iridologia, Ortomolecular, Homeopatia, Florais, Acupuntura. Livrei-me do medicamento após 2 anos e até hoje, estou sem uso contínuo. Ao longo dos anos tive problemas no intestino (SII), surgiu osteoartrose, artrite leve, degeneração das vértebras cervicais. Ano passado em junho as dores articulares pioraram e o resultado laboratorial esteve mto próximo da atividade lupúnica. Após um pequeno choque com Prednizona, tomei Calcort em dose de manutenção durante 8 meses, qdo finalmente, os sintomas sumiram. Os médicos sempre tem dúvida se o Lupus está entrando em atividade ou se está enviando mensagens. Procuro levar uma vida saudável, não me preocupar demais com a doença sem deixar de ser responsável. Quando surgiu me disseram que a expectativa de vida era de 6 meses e lá se vão 14 anos mto bem vividos. Brinquei mto com meu filho que tem hoje, 19 anos, não permitindo que ele ficasse impressionado com meu estado de saúde e sem perder a infância. Acho que não houve evolução, o Lupus estacionou. Estou tranquila. Acho primordial cuidar mas não acreditar na força da doença. Tenho sempre objetivos, metas, e isto me leva adiante, faz eu me sentir bem e cada vez que alcanço um alvo, uau!, fico melhor. Dorezinhas aqui e ali o tempo todo, mas nada que escape a controle. Desejo a todas (os) que compartilham o quadro, que melhorem a cada dia o estado psíquico, emocional e espiritual e tudo vai caminhar bem. Abraço. Sam.
juliana melo comenta:
19 Agosto, 2008 @ 08:21
este comentário da sam foi ótimo!
gilmara botelho comenta:
28 Agosto, 2008 @ 14:38
faz um mes deste ano descobrimos que minha irma tem lupos ,preciso saber qual o melhor hospital que possamos leva-la para fazer o tratamento ,ela tem apenas 38 anos estamos passando por faze dificil tanto financeira como emocional nao sabemos o que fazer,nos ajudem,moramos em Rondonia.
Karine comenta:
1 Setembro, 2008 @ 14:57
Tenho uma amiga que está em um estágio crítico da doença. Existe algum tipo de pesquisa, teste, algo que ela possa tentar para ver se melhora, ou se pelo menos paralisa a doença? Ouvi falar sobre alguns tratamentos com células tronco e gostaria de saber um pouco mais. Vocês sabem onde podemos ir? Desde já agradeço a atenção.
Jorge Madureira comenta:
7 Setembro, 2008 @ 11:57
Olá,
Se puderem visitem, comentem e divulguem o blogue:
lúpus, um blogue sobre a doença
http://www.tonymadureira.blogspot.com
Abraço
Jorge Madureira comenta:
7 Setembro, 2008 @ 11:58
O email:
tonymadureira@kanguru.pt
Vanessa comenta:
9 Setembro, 2008 @ 15:38
Olá.
Tenho 28 anos e há uma semana foi confirmado o LES, tenho muito medo da evolução da doença, e até de não poder um dia engravidar e perder, ou de outras complicações.
Estou um pouco deprimida, pois meus cabelos caem demais, as manchas pelos rosto são muitas e as dores nas articulações (tornozelos e joelhos) são terríveis.
Estou sendo medicada com Sulfato de Hidroxicloroquina, será que posso ter complicação na visão?
Lilian comenta:
10 Setembro, 2008 @ 01:57
oi Vanessa, meu é Lilian tenho 25 anos, descobri em janeiro de 2006 que tenho lupus, sofri um pouco, ouvi muitas coisas negativas que me deixaram com medo, inclusive que nunca poderia pensar em ter filhos fiz tratamento e faço até hoje,
Mas nada para Deus e quando a gente acredita é impossivel,engravidei alguns meses depois que descobri a doença, tenho um casal de gêmeos que são lindos e perfeitos.
Não deixe que ese nome te abale, parece feio e assustador mas nada que não possa ser superado.
fatima comenta:
18 Setembro, 2008 @ 12:18
Sou portadora da doença sindrome de bechet……isso tem algo a ver com lupus, ja foi constatada essa doença a 16 anos, porem no momento estou com varios problemas nas pernas, circulação, lesóes na panturilha, tomando varios medicamentos, mas a dor não passa ….alguem pode me ajudar??
Desde já agradeço
jociene comenta:
28 Setembro, 2008 @ 20:12
fiz um exame fan e foi diagnosticado o lupos tomei a micaçao so que antes de terminar a medicaçao repetir o exame e ja nao diagnosticou mas isso pode acontecer. quero tambem saber qual o especialista devo procurar pois atualmente estou com ematologista e
nao to sastifeita.
LIDIANE GUIMARÃES GONÇALVES comenta:
29 Setembro, 2008 @ 17:01
Olá,sou lidiane e tbm sou portadora da doença (LES),no início foi bastante dificil ,mas fui fazendo os exames e dando tudo certo, GRAÇAS A DEUS.Agora pra esses dias que voltei a ficar preocupada, pois meus cabelos começaram a cair e estou assustada,será que irei ficar careca?
joci comenta:
30 Setembro, 2008 @ 20:07
fiz o exame fan e diagnostico o lupos o medico passou o remedio e mandou eu repetir outro exame e nao deu mas pode ser que a medicaçao interferiu no exame .nao sei qual especialista certo devo procurar pois estou com ematologista estou cheias de duvidas sera que devo repetir de novo outro exame agora que nao estou tomando remedio.