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Poemas da Silvia Trevisani - Raízes

Categoria(s): Contos e Poemas


Emoção

Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *

* Poetisa Paulista

RAIZES

amarelinha

Quero mergulhar no passado em busca do meu “eu”.
Vasculhar nas fendas da vida as minhas raízes.
Conhecer todos os lados deste coração que perece.
Sonhar no futuro com a beleza dos matizes.

Quero voltar àquela porteira velha empoeirada.
Que rangia quando eu me abria para vida,
Quando o sol nascia todos os dias no meu sorriso,
Onde a esperança era mantida.

Quero pisar naquele caminho longínquo,
Onde caminhei sobre as pedras e sobrevivi,
Hoje sou andarilha das calçadas,
Nem pra sonhar me sobra tempo, acho que me perdi…

Quero ouvir o vento açoitar as matas,
E o gorjear festeiro do bem-te-vi,
Colher as flores silvestres e brincar de bem-me-quer,
E sonhar com a vida que escolhi.

Quero ser hoje, tudo que almejei no passado,
Construir meu castelo com os sonhos que acalentei,
Renascer das cinzas do meu presente pétreo,
E buscar nas minhas raízes o que não alcancei.

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3 Comentários »

  1. Eneida Tagliolatto Pires comenta:

    16 Dezembro, 2007 @ 13:36

    Silvia, não foi por acaso que nos tornamos amigas, veja só:
    Busquei minhas raízes na Itália pelo Google.
    No passado almejei muitas coisas, das quais poucas realizei.
    Chupei mel de flores atravessando o Largo do Pará, quando ia para a escola.
    Desfolhei margaridas para saber se ele me queria bem ou mal.
    Ouço ainda o Bem-te-vi cantar enquanto me observa no quintal (ele fica na antena da TV).
    Quanto a andar na calçada confesso, isso eu faço com medo, pois tantos são os buracos causados pelo descaso público; que posso cair e acabar me machucando.
    Mas quero como você, ser uma Fênix, e nessa luta continuar e ver o que acontece.
    Abraços da amiga,

    Eneida Tagliolatto

  2. Raquel Rocha comenta:

    16 Dezembro, 2007 @ 18:03

    Silvia, poeta que entende da Alma… Raizes, perdi algumas, lamentos… Almejo encontrar as que perdi… Só uma poeta pode compreender isso!

    Parabéns querida, parabéns.

    Abraço de sua amiga,

    Raquel Rocha.

  3. Gabriel Araújo dos Santos comenta:

    17 Dezembro, 2007 @ 04:56

    A Sílvia chora a perda do paraíso. Ela não está só neste lamento. Reparem, e verificarão que o mundo está cheio de “Sílvias”, daí os consultórios de analistas, psicólogos e psiquiatras lotados, e nos templos religiosos e nos chamados “terreiros” as pessoas se apinham na busca da sua identidade.

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