09 - dez
  

Dor de cabeça – Cefaléia: Neuralgia do trigêmeo

Categoria(s): Caso clínico, Emergências, Fisioterapia, Neurologia geriátrica




Interpretação clínica

  • Homem de 63 anos, fumante, apresenta-se no consultório com história de dor na face, lado direito, de forte intensidade há 5 dias. Nega alcoolísmo, diabetes, hipertensão. Tem tomado calmantes nos últimos 2 anos, após estresse com a morte súbita da esposa, por infarto do miocárdio. A dor iniciou-se com o tempo frio, no final de semana, durante um passeio nas montanhas. A dor ora aparece de forma intensa, ora desaparece expontaneamente, após alguns minutos. O ato de tocar a região próxima da orelha, e escovar o dente usando água fria, desencadeia a dor na forma  de um choque elétrico, deixando todo lado direito da cabeça dolorido e em seguida “anestesiado”.

Qual o diagnóstico e como tratar?

As queixas de cefaléia e dores faciais são bastante constantes, principalmente em pacientes de idade avançada. Os sintomas e sinais estão relacionados aos acometimentos do distúrbio que as produzem, como afecções oculares (irites, glaucoma, astigmatismo), afecções otorrinolaringológicas (otites, sinusites, mastoidites), cefalalgia de origem osteocraniocervicais (doença de Paget, artroses cervicais), neuralgias (trigeminal, glossofaríngeas) e artrites (artrites temporal de células gigantes).

A International Headache Society (IHS) as dividiu consoante critérios diagnósticos, baseados inteiramente em atributos clínicos em cefaléia ou dor facial associada a distúrbio de crânio, pescoço, olhos, ouvidos, nariz, seios paranasais, dentes, boca ou outras estruturas da face ou crânio e neuralgias cranianas, dor de tronco nervoso e dor da deaferentação.

A descrição fornecida pelo paciente faz direcionar na dor facial para uma neuralgia do trigêmio.

A neuralgia do trigêmeo é uma neuralgia facial unilateral dolorosa que incide mais nas pessoas na sexta e sétima década da vida. É caracterizada por dor tipo intensa, breve (segundos), em facada ou agulhada. Os pacientes descrevem a dor como se fosse um choque elétrico. A dor pode ser provocada por estímulos táteis (pressão digital), geralmente na chamada zona-gatilho, que localiza-se em torno das narinas e da boca. Ato de escovar os dentes, mastigar, falar ou mesmo um golpe de vento frio na face, podem desencadear um crise dolorosa.

A dor da neuralgia do trigêmeo é recorrente e assintomática entre as crises que duram alguns segundos, geralmente se localiza nas divisões do nervo trigêmeo, preferencialmente na segunda e na terceira, e tendo a divisão mandibular como a principal região acometida.

Dada a grande malha de nervos na região facial (figura) a dor acaba por irradiar-se ou espalhar-se por outras áreas do rosto, colocando em dúvida o diagnóstico.

nervo trigêmeo

Diagnóstico – O diagnóstico da neuralgia do trigêmio é fundamentalmente clínico e deve ser diferenciado de outras causas de dor facial, como: carcinoma nasofaríngeo, arterite de células gigantes, linfoma intracraniano, sinusite etmoidal ou esfenoidal, esclerose múltipla, trauma, neuralgia pós-herpética, cáries dos ossos da mandibula ou maxilar.

Neuvralgina dentária, do glossofaríngeo (nono par craniano), do geniculado (sétimo para craniano) podem dar clínicas semelhantes.

Tratamento – O tratamento da neuralgia do trigêmeo é bem sucedido na maioria dos casos. Os medicamentos mais utilizados são: carbamazepina, baclofeno, fenitoína, ácido valpróico, gabapentina e clonazepam. O tratamento clínico pode falhar em 30% dos pacientes, por falta de eficácia ou por efeitos colaterais dos medicamentos. Havendo falha neste tipo de procedimento, deve-se recorrer a tratamentos cirúrgicos como: injeções gasserianas (no gânglio de Gasser – veja figura) ou retrogasserianas de álcool ou glicerol, gangliose por radiofreqüência e descompressão microvascular por craniotomias, principalmente, occipital.

Referência:

Headache Classification Committee of the International Headache Society. Proposed classification and diagnostic criteria for headache disorders, cranial neuralgias and facial pain. Cephalalgia 1988; 8:10-73.

Rabello GD. Cefaléia no idoso. RBM – Rev Bras Med 1998; 55:660-680.

Gloth FM. Pain management in older adults: prevention and treatment. J Am Geriatrics Society 2001; 49 (2): 188-199.

Montagnini M; Dor no doente idoso. In: Teixeira MJ, Figueiró JAB (editores). Dor: Epidemiologia, Fisiopatologia, Avaliação, Síndromes dolorosas e tratamento. Grupo Editorial Moreira Jr., São Paulo, 2001; 32: 397-399.

Kondziolka D, Perez B, Flickinger JC, Habeck M, Lunsford LD – Gamma knife radiosurgery for trigeminal neuralgia: results and expectations. Arch Neurol, 1998; 55:1524-1529.

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657 Comments »

  1. ATILA PATRIC comenta:

    3 março, 2010 @ 12:38 PM

    pessoal vamos todos participar do Associação Brasileira de Portadores de Neuralgia Trigeminal, é muito importantes nos participamos, pois precisamos de mais amparo , e ajuda quem mais precisa, vamos se mobilizar basta acessa o site da Associação Brasileira de Portadores de Neuralgia Trigeminal http://asbratrigeminal.blogspot.com/ la vc tira sua duvida fala com ””””””” Eliana Curcio
    Diretora de Comunicação
    E-mail: eliana_curcio@globo.com
    Tel. Cel.: (11) 7200-4896
    Tel. Res.: (11) 4787-4289
    com isso e mais um pouco quem sabe podemos mobilizar ate ministro da Saúde Jose Carlos Temporão, para que ele possa nos ajudar mais, facilitando mais as coisas. pois o SUS pode ser Universal mais é para quem não tem condições é muito longe. vamos facilita isso para ajudamos uns aos outros.

    ATILA PATRIC G SILVA filho de uma portadora de Neuralgia Trigemina
    celular (74) 9979 6405 todos os dias da semanda
    residencia ( 74) 3612 0617 das 18:40 ate as 22:20hs sabado e domingo a parti de 12:40hs

  2. Grazielle comenta:

    5 março, 2010 @ 6:05 PM

    Olá estou recorrendo a pesquisas na internet e preciso do esclarecimento de um médico, há aproximadamente 4 meses a minha mãe vêm sentindo dores faciais que começam pelo nariz e se espalha entre olho e lábios, os episódios começaram após uma cirurgia de catarata que ela se submeteu, antes disso ela se encontrava num quadro de tristeza profunda após a morte do meu pai, seu companheiro por 30 anos, porém a mesma não fazia uso de anti-depressivos.Enfim depois de recorrer a ajuda de vários oftamologistas o parecer que davam era que não havia nenhum problema derivado da cirurgia e que o problema precisava ser analisado por um neurologista que por sua vez diagnosticou Neuvralgia do trigemio. Ela está fazendo uso de cabamazepina e apresenta coceira pelo corpo.Em relação as dores elas diminuem, mas não somem. Bom eu gostaria de saber qual a opinião do Dr. Amando. Por favor nos ajude , eu não aguento mais vê-la sofrer!!Estou desesperada, qnd terei minha mãe de volta??saudável?
    desde já agradeço.

  3. vicente lucemi dos santos comenta:

    10 março, 2010 @ 12:10 PM

    boa tarde amigos sofredores,quero dizer q pude presenciar o sofrimento da minha esposa com essa maldita nevralgia do trigemeo,pesso a quem tiver pelomenos algo q alivie essador q nos envie como comprar esse remedio obg , q DEUS tenha piedade de todos q sofrem essa doen;a maldita .

  4. sheila comenta:

    10 março, 2010 @ 3:43 PM

    Boa tarde,,,estou com um problema serio de dores na regiao do pescoço garganta e ouvido…ja a mais de 6 meses,,ja consultei medicos q dizem q meu problema vem do stress…outros falaram q pode ser nevralgia…atualmente estou tomando pamelor…gostaria de saber qual sera o meu problema e se estou no caminho certo,,,abços!!

  5. Jefferson comenta:

    15 março, 2010 @ 9:20 PM

    Boa noite
    Tenho 36 anos e aproximadamente 4 anos estou sofrendo com dores diarias em volta dos olhos e as vezes atrás do globo ocular, é uma dor tipo queimação (ardencia), ou seja, NÃO é nenhum tipo de “agulhadas” como sintoma de neuralgia do trigemio.
    A dor é unilateral, quando passa dor de um lado, começa a doer o outro, nunca aconteceu desta dor ocorrer nos dois lados ao mesmo tempo. Já fiz varios exames (TC, RM, etc), nada foi diagnosticado por nenhum exame, procurei varios especialistas (oftalmo, dentista, neurologistas), e tomei varios medicamentos direcionados a problemas do nervo (ex carbamazepina, amipriptilina,etc, etc) atualmente estou tomando Lyrica 150, mas atyé o momento nenhuma medicamento conseguiu cortar mesmo que parcial esta dor ( media de 3 a 4 x por dia com duração media de 3 horas).

    Por favor me ajudem informando um possivel tratamento mais eficaz para este tipo de dor especificada acima. Obrigado

  6. ALZIRA DA SILVA SA comenta:

    21 março, 2010 @ 10:02 PM

    OI GENTE A MUITO TEMPO A MINHA MAE SOFRE COM ESSA DOR QEROAJUDA MORO EM ALTO PARAISO RONDÔNIA MEU EMAIL É ZIRA 01AP@HOTMAIL.COM ME ADD ME AJUDE A AJUDAR MINHA MAEZINHA Q AMO TANTO!!

  7. ALZIRA DA SILVA SA comenta:

    21 março, 2010 @ 10:20 PM

    DOUTOR ARMANDO ISSA DOR TEM CURA ME RESPONDA A CIRUGIA É CARO PRECISO TER UMA LUZ!!! DE QEM ENTEDE DESSA DOENÇA! MEU CELULAR É 69 99595184 ,SE ALGUEM TIVER UMA INFORMAÇAO ME AJUDE DESDE JA Q DEUS DE FORÇAS AOS Q SOFREM E INTELIGENCIA AOS Q ESTUDAM A DOENÇAE ENCONTREM A SOLUÇÃO.

  8. ALZIRA DA SILVA SA comenta:

    21 março, 2010 @ 10:26 PM

    OI JEFFESON SE VOLTAR AQUI ME ADD ZIRA01AP@HOTMAIL.COM

  9. Maria Bernadete comenta:

    25 março, 2010 @ 5:32 AM

    Olá, tenho um cisto aracnóide no cerebelo fica na parte de trás da cabeça no lado esquerdo, e agora ele esta pressionando o nervo trigêmeo tenho tido dores horríveis de dente e ouvido, não sei o que fazer.

  10. Aida comenta:

    26 março, 2010 @ 11:56 AM

    Ola! Doutor:

    Meu nome é Aida, tenho 40a. Há cinco meses faço tratamento no hc, com HD de um mielo fibrose/ auto imune, sem causa definida. Há um mês venho sentindo dores fortes quase que insuportável do lado direito da face deixando-a anestesiada. Adotei por conta própria e depois pelo médico desde então o uso de ibuprofeno 900mg. Só que o efeito dura no mâximo 12h. Procurei o PS numa das crises pq não suportava mais tomar analgésico de 4/4h, até pq poderia atacar os meus rins pelo excesso de remédio, e o médico do PS identificou de cara pela minha descrição nevralgia de trigemêo. Me encaminhou para avaliação e conduta do Neurologista. Enquanto aguardo avaliação do Neuro, o médico que está tratando de mim, para adiantar me receitou o carbamazepina 200mg+codein 30mg se sentir dor. Por enquanto não senti nenhum efeito até pq comecei a tomar o medicamento hoje. Alem desses dois, ainda tomo prednisona 60mg,por causa do meu problema primário. Quando pergunto aos médicos o pq? dessa dor percebo que nem eles mesmo sabem. Na minha opinião de paciente uma vez que não tenho respostas claras para minhas perguntas acredito que essa dor surgiu depois da realização de uma primeira coleta de Mielograma( BX de crista iliaca) e num espaço curto de 1 semana, outra coleta de mielograma sem coleta de BX.) talvez pelo excesso de xylocayna, que deve ter mexido no nervo medular. Agora só me resta aguardar a próxima crise, pq qualidade de vida perdi qdo fui acometida por está enfermidade, e em comparação aos outros comentários no prazo mais curto. Apesar de eu estar em busca da minha cura através da medicina que é um prazo mais longo por outro lado estou em busca da minha cura tbém através do espirito santo (Jesus).

    Desde já agradeço e espero uma resposta…

    Aída

  11. juliana de souza comenta:

    30 março, 2010 @ 6:25 AM

    Amigos esse findi tive varias crises
    fiquei mt mal mt dor mas hoje to bem
    boa sorte a nos
    Deus nos abençõe

  12. matheus comenta:

    27 abril, 2010 @ 4:50 PM

    A cirurgia do trigêmeos deixa danos ?]

  13. eliane comenta:

    30 abril, 2010 @ 6:20 AM

    Oi
    Minha mãe sofre dessa doença já faz uns 13 anos +ou-, e agora os medicos diagnosticaram que os ossos da cabeça dela entraram em fase de degeneração, eles estao se decompondo, por causa da neuralgia, alguem já ouviu falar sobre isso?
    se alguem ja passou por isso por favor entre em contato comigo, pois estou desesperada.
    obrigada e que Deus abencos todos voces!

  14. CIro Campos comenta:

    8 junho, 2010 @ 10:42 AM

    Irmãzinhas e Irmãozinhos

    Anotem ai:

    Visite: http://www.inc-neuro.com.br/

    Dr. Sonival Candido Hunhevicz
    Fones: 41-3342-7442

    Depois de tempos de sofrimento, desespero, dores intensas e insuportáveis, tomei conhecimento do mal que me acometia (neuralgia do trigêmio).
    Após de tratamento com base nos remédios já descritos pelos amigos portadores de tal doença e, em razão de que tais remédios não surtiram o efeito desejado, partiu-se para a cirurgia decidida pelo Neuro.
    Há um ano e meio atrás o procedimento (balão) foi realizado com o médico acima e o retorno foi muto bom. Tal profissional goza de prestigio internacional sendo extremamente acessível, além de ótima figura humana. Vale a pena conferir, pois sofri muito e hoje levo uma vida normal.
    Algo a esclarer a vocês, só passo o nome e fone do médico por querer ajuda-los, por carinho e amor… amizade incondicional. Isso existe ainda.

    Caso queiram, estou à disposição para maiores detalhes
    cirocampos2006@hotmail.com ou 42-9919-0101
    Me liguem

    Deus lhes conforte

  15. ATILA PATRIC comenta:

    22 junho, 2010 @ 11:37 AM

    ola, pessoal…alguem ai…ja esta melhor sem essa maudita dor… minha mãe a dor dela so passar se ele toma um medicamento chamado DOLANTINA OU DOLOSAL se não for esse medicamento não passar a dor dela.
    gostaria de saber se voces para passar a dor toma outro tipo de medicamento diferente de cabarmazepina que esse nã da resultado nenhum… se estiver alguma tecnica o brigado……

  16. Viviane comenta:

    22 junho, 2010 @ 12:19 PM

    Dr,

    No ano passado fui diagnosticada com essa doença e fui aconselhada a tomar Flanax, na ocasião o remédio resolveu. Esse ano, após o início do frio fui atacada novamente pelas dores e retornei ao neuro que me receitou Tegretol (o tão conhecido carbamazepina), posso dizer que o remédio acalmou os “choques” espontaneos, porém continuo com extrema sensibilidade as alterações de temperatura, seja quente ou frio.
    Qualquer ingestão de liquidos ou alimentos contrários a temperatura ambiente me causam novamente uma dor horrível, até escovar os dentes me dá calafrios.
    Minha dúvida é que o ponto sensível são meus dentes, tenho dois deles que ficam “doloridos” e as vezes o ato de comer também me causa dores (não sei se isso é normal). Tanto o último dente, quanto (acho) o canino são os dentes que “originam” a dor quando como algo mto quente ou frio.

    Isso seria normal ou devo procurar um dentista??? Morro de medo, pois já li sobre vários casos em que foram feitos trabamentos de canais e até extrações desnecessárias…
    Além disso, um fato que descobri recentemente é que minha gengiva superior, de ambos os lados está inflamada, principalmente do lado em que me doi…

    Alguém pode me ajudar com essas dúvidas?

    Obrigada!

  17. valeria_RS comenta:

    22 junho, 2010 @ 1:07 PM

    Olá pessoal, minha irmã que sofria da nevralgia do trigêmio à mais de um ano, hoje graças à Deus está sem dores. Na semana passada ela se submeteu a um procedimento no hospital Parque Belem em Porto Alegre, que deu certo. Ela colocou um balão entre o nervo e o vaso sanguineo, evitando assim as crises de dores. Desde o momento que ela saiu do bloco cirurgico, NUNCA mais sentiu as dores HORROROSAS da crise. Queria dizer que o procedimento que ela fez, segundo o medico, é um dos mais simples, foi pela boca, através de um cateter, com anestesia geral.
    Quanto a este remédio citado pelo Átila,a DOLANTINA, é mais forte que a morfina, segundo a enfermeira que conversei.
    Queria deixar uma palavra de esperança para quem sofre dessas crises, façam o que tem que ser feito, procurem a intervenção cirurgica, no caso da minha irmã, a carbamazepina não estava mais funcionando, e as crises estavam cada vez mais frequentes.
    Quando falamos em cirurgia, ainda mais na cabeça, ficamos apreenssivos, mas tenham fé, hoje em dia a medicina está modernizada! Não é humano as pessoas viverem com essa doença, procurem ajuda e tenham fé!
    Obrigada

  18. ATILA PATRICK comenta:

    22 junho, 2010 @ 7:12 PM

    QUE DEUS NOS ABENÇOES

  19. Luiz comenta:

    23 junho, 2010 @ 10:37 PM

    Olá ,boa noite,tenho 47 anos e a 1 ano e meio estou com dor na face direita ,dor tao intensa que tive que tomar morfina,para passar ,ja fiz varios exames neurologicos e os medicos nao dizem nada pois esta tudo normal,agora dizem ser neuralgia do trigemeo,doi diariamente e muito forte ,doe cabeça ,ouvido e os dentes do maxilar superior,ja arranquei ate um dente pensando ser ele ,mas nada adiantou,nao sei mais o que fazer peço um auxilio moro no rio de janeiro,obrigado,Luiz.

  20. Jorge Martins comenta:

    25 junho, 2010 @ 8:52 PM

    Viviane:
    Eu tenho esses sintomas já lá vão mais de 20 anos, e há cerca de 17 mexeram-me em todos os dentes até que me diagnosticaram Nevralgia do Trigémio, já me sujeitei a 2 intervenções cirurgicas, vários outros tratamentos e nada, tomo dose de cavalo de Tegretol e Lyrica e a coisa tem estado mais ou menos controlada, quanto à operação por colocação do balãozinho, já aqui li quem foi operado por 2 vezes e não resultou.
    Já me mentalizei que tenho que viver com isto, só que já estou enjoado da medicação.
    Só te tenho a desejar muita saúde, calma e que descubras a cura.

    Um Abraço

  21. GLEDSON ALBVES DA SILVA comenta:

    28 junho, 2010 @ 9:02 AM

    Bom dia caro amigo , que sofre desta miserável doença, tenho 38 anos e a 02 anos sofro
    desta doença ,ante estava tomando tegretol 200 mg estava tomando 04 por dia passei ums 06 meses
    sem esta setindo dores , mais infelizmente voltol gostaria de saber ser existe algum médico
    especiallista em recife para mim ajudar a fazer uma cirurgia se possivel grátis pelo governo
    S´que m tem está donençã sabe o sofrimento , tenho fé em que que sou conseguir essa ajuda
    que a pa do senhor esteja com TODOS

  22. juliana de souza comenta:

    28 junho, 2010 @ 11:19 AM

    CAROS IRMÃOS QUE SOFREMOS DO MESMO PROBLEMA
    *QUANDO QUIZEREM CONVERÇAR SOBRE O ASSUNTO ESTOU A DISPOSIÇÕ PARA TROCAR IDEIAS
    ESTOU FAZENDO TRATAMENTO EM PORTO ALEGRE
    TENHO IDAS E VOLTAS MAS JA TENHO TIDO SUCESSO
    BEIJÃO

  23. juliana de souza comenta:

    28 junho, 2010 @ 11:24 AM

    o MEU MSN É jd.juliana@hotmail.com
    aguardo comunicação

  24. Grace comenta:

    28 junho, 2010 @ 11:48 AM

    Caros Irmãos,
    Tenham muito cuidado com a PROPAGANDA ENGANOSA
    infórmense bem antes de aceitar conselhos ou indicações.
    Há oportunistas por todos os lados.

  25. Wanderlei comenta:

    28 junho, 2010 @ 12:06 PM

    Amigos,
    Uma possível saída que não envolve operação.
    acessar:
    http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=569190

  26. ATILA PATRIC comenta:

    6 julho, 2010 @ 11:22 AM

    Bom dia pessoal, vocês precisam ver essa historia de ricado, no SITE http://asbratrigeminal.blogspot.com/
    lá você encontra varios depoimentos como esse abaixo, entrevista com médicos especialista em NF. e varias outras coisas

    Eliana Curcio
    Diretora de Comunicação – Asbratrigeminal
    E-mail: eliana_curcio@globo.com
    Tel. Cel.: (11) 7200 – 4896
    Tel. Res.: (11) 4787 – 4289

    QUERO QUE VOCÊS LEIA ESSE DEPOIMENTO ISSO COM MUITA ATENÇÃO E CARINHO.

    Ricardo Augusto Fiaschi, nascido em 14 de Maio de 1982.

    Relato

    Acontecimentos relativos à nevralgia do nervo Trigêmio, iniciada no 2º Semestre de 2005.

    Perfil

    *Sou uma pessoa dedicada, calma e tranqüila, porém, em situações de stress e cobrança sou muito ansioso, sinto “frio no estômago”, coração acelerado, sono e apetite alterados, com pensamentos no que irá acontecer.

    * Segundo relatos familiares mordo com muita força os dentes quando durmo (bruxismo).

    *Não fumo e não ingiro bebidas alcoólicas.

    * Sou calado, de pouco amigos, pensativo, prestativo e compenetrado quando o assunto é trabalho. Sou formado em Administração de Empresas e Pós-Graduado em Comunicação com o Mercado.

    *Trabalhei nos anos de 2004 a 2006 coordenando o departamento de Marketing de uma empresa de médio porte. Em 2007 e até outubro de 2008 coordenei administrativamente uma empresa familiar.

    A Nevralgia do Nervo Trigêmio – Descrição do Caso

    No 2º Semestre de 2005, ao final de um tratamento ortodôntico, comecei sentir dores na face, parte inferior do lado direito, que se parecia com choques elétricos.

    Estas dores, em meados de setembro, ocorriam de duas a três vezes ao dia. Como era um momento estressante de trabalho pensei que seria alguma coisa relacionada ao stress e não dei muita atenção a estas dores.

    As dores começaram a aumentar tanto em intensidade quanto na periodicidade. Alguns dias eu sentia meu lábio “formigando”, ou então sentia uma alternância calor/frio. Sentia uma dor forte, como uma descarga elétrica, que partia da parte inferior da mandíbula (abaixo dos molares) e se irradiava por todo lado direito do rosto indo até o côndilo, próximo ao ouvido.

    Eu percebia que minha mandíbula “tremia” quando eu tentava fechar os dentes. Percebi que isto ocorria com maior freqüência quando o ortodontista e fazia algum ajuste no aparelho fixo. Interrompi o tratamento ortodôntico por um mês para verificar o que ocorria.

    Neste intervalo, questionei o ortodontista a respeito de algum problema com a colocação do aparelho, de canal ou mesmo algo relacionado com as extrações dos meus dentes do ciso, realizadas três anos antes, já que as dores irradiavam principalmente nos molares, somente do lado direito da face e eram parecidas com dor de dente.

    Avaliadas as raízes dos dentes, através de raios-X e não foi encontrado nenhum problema. Fiz uma panorâmica para verificar a condição dos locais dos “dentes do ciso” e dos nervos da face, sendo que também não foi encontrado nenhum problema.

    Em Outubro de 2005 procurei outro ortodontista, com especialização em cirurgia e buco-maxilo e obtive as mesmas respostas, porém este comentou sobre um possível problema com o meu maxilar, visto que eu havia dito que rangia os dentes e na panorâmica aparecia um pequeno desgaste do côndilo da mandíbula do lado direito.

    No dia 05/11/05 procurei o Dr. Paulo de Tarso (buco-maxilo) que examinou a panorâmica, meus dentes e mandíbula e me informou que realmente havia um pequeno desgaste no côndilo, porém que não era nada comprometedor e não traria problemas como os do tipo que eu estava sentido.
    O Dr. Paulo foi o primeiro médico que me informou o que era o nervo trigêmio e que pelas reações que eu apresentava, possivelmente teria algum problema com este. Bastou ele apalpar as “regiões de gatilho” do nervo para que as dores aparecessem abruptamente, de uma forma muito intensa, e características de uma nevralgia do Trigêmio.

    Dr. Paulo indicou um tratamento com Tegretol e iniciei tomando ½ comprimido pela manhã e ½ à noite e depois de uma semana, ½ comprimido pela manhã e 1 comprimido à noite. Passei a sentir um pouco de enjôo e muita sonolência.

    A partir daí as dores foram sumindo e no início de Janeiro de 2006 diminui a dose de Tegretol até parar de tomar.

    Nesta mesma época procurei o Dr. Carlos Henrique, neurologista do hospital Brasil, para obter maiores informações sobre a nevralgia do trigêmeo. Ele solicitou uma ressonância magnética das articulações têmporo-mandibulares. Neste exame não foi comprovado nenhum problema com desgaste, mas sim uma sinusopatia inflamatória esfenoidal direita.

    Finalizei o meu tratamento dentário e retirei o aparelho fixo no final de 2005, ficando somente com uma contenção e um aparelho móvel, o qual nunca cheguei a usar.

    Até o mês de Julho de 2006 não senti nenhuma dor, porém ao finalizar meu trabalho de conclusão da Pós-Graduação (ficando 18 horas na frente do computador diariamente, durante uma semana) percebi que as dores estavam iniciando novamente.

    Fui ao pronto-socorro do Hospital Brasil, expliquei o caso a uma médica que me pediu uma Tomografia Computadorizada do Crânio, que não apresentou nenhum problema. Ela me receitou Gabapentina (já que eu havia reclamado das reações do Tegretol). Tomei um comprimido por dia, mas as reações foram muito mais fortes que a do Tegretol: sentia náusea, enjôo e sono. Nenhuma dor ocorreu em uma semana e quando retornei ao hospital o médico informou que eu poderia parar de tomar o remédio.

    No início de março de 2007, agora em um emprego novo, procurei o otorrinolaringologista do Hospital Brasil, porque um fato que me intrigava era que antes das dores começarem eu percebia meu ouvido do lado direito com “estampidos”, como quando descemos a Serra em direção a Santos.

    Eu sabia que quando meu ouvido começava deste jeito (e a audição ficava até um pouco comprometida), os problemas com as dores iriam começar. Isso me intrigou porque eu lembrava de que o Dr. Paulo havia me dito que a Neuralgia poderia ocorrer por stress da artéria pulsando sobre o nervo ou então uma possível inflamação da camada que envolve o nervo.

    Dia 05/04/07 fiz uma Audiometria, que demonstrou uma pequena variação do ouvido do lado direito, porém o médico me informou que isso não poderia interferir com meu problema no nervo.

    Voltei à estaca zero. Decidi procurar uma nova opinião, encontrei o Dr. Nelson E. P. Colombini, que além de otorrino também é cirurgião craniomaxilofacial. Investigando meu caso, me pediu uma Tomografia Computadorizada da Mandíbula, com espaços parafaríngeos e mastigatórios.
    Realizei o exame dia 14/04/07, mas os resultados deram normais. Olhando outros exames meu desvio de septo o intrigou, podendo fazer com que as dores tivessem alguma relação com uma sinusite. Outro possível problema seria com ATM, mas nada foi constatado com a tomografia. Dia 25/04/07 realizei uma Ressonância Magnética das Articulações Têmporo-Mandibulares que também não acusaram nada.

    Iniciei então um tratamento para relaxamento muscular com a Dr. Monica M. C. Macedo dentista do consultório do Dr. Nelson, com aplicações de Ozônio na face, iniciando o processo em 03/05/07. Além disso, passei a utilizar uma placa de acrílico para dormir à noite, por causa do “bruxismo”. Adaptei-me bem ao tratamento, porém interrompi o tratamento no final de Junho de 2007, quando percebi que as dores voltavam.

    No dia 06/07/2007 as dores iniciaram e foram muito mais fortes, se comparado com as que eu havia sentido. Mesmo deitado, em silêncio, eu tinha uma dor muito forte, com as mesmas características: sempre do lado direito, parte inferior da mandíbula, formigamento e tremor nos lábios, além da sensação de choque que agora iniciava na mandíbula e iria até a têmpora.

    Não podia falar, sorrir, me alimentar e muito menos escovar os dentes. No dia 07/07/07 (Sábado) fui ao Hospital Metropolitano, na Lapa onde existia um buco-maxilo de plantão na emergência, mas ele somente me deu alguns remédios para dor, que foram subindo gradativamente de “potência”: Tramal (13h15), Titatil (14h00), Dipirona (14h50) e Nubain (16h30). Fui para casa com uma receita de Codaten. As dores cessaram momentaneamente, mas após 2 horas já estavam da mesma maneira. Nesta semana tomava 80 gotas de Lisador, varias vezes ao dia para conseguir abrir a mandíbula e tentar me alimentar, sem sucesso.

    Dia 10/07/07 fui para a emergência do hospital São Luiz, feito um raios-X, que indicou uma possível Sinusite. Tomei Dipirona e Tramal. As dores também cessaram momentaneamente, mas logo voltaram.

    Neste mesmo dia fui ao consultório do Dr. Nelson que me informou que eu tinha uma sinusite. Ele me receitou alguns remédios e pediu que quando possível fizesse uma Tomografia computadorizada dos Seios da Face. O exame foi feito e novamente nada foi revelado, a não ser um enfisema subcutâneo (que na realidade era o gás Ozônio das aplicações).

    Dia 11/07/07, em desespero de causa, procurei o Dr. Ruy Tanigawa para fazer uma sessão de acupuntura. As dores sanaram pelo resto do dia, porém no dia seguinte as dores eram as mesmas.

    Comecei a colocar bolsas de água quente nos locais onde sentia dor e percebi que a melhora era muito significativa.

    Dia 13/07/07, as dores estavam do mesmo jeito, procurei a Neurologia do Hospital Brasil, onde fui atendido pelo Dr. Orestes, que identificou meu problema como nevralgia do trigêmeo, e me receitou Tegretol. O remédio fez um efeito avassalador e na Sexta-feira eu não senti absolutamente nada. A partir desde momento comecei a ser tratado com Tegretol, tomando três comprimidos ao dia.

    Dia 30/07/07 fiz uma Ressonância Magnética do Cérebro, com contraste, com ênfase para o nervo Trigêmio, a fim de verificar se existiria algum problema, tumor ou compressão do nervo. Como de praxe, nada foi encontrado.

    O tratamento com Tegretol resolveu bastante. Fui me acostumando com os efeitos e quase não sinto nada.

    Em 07/12/07 tive a pior crise relacionada à nevralgia do Trigêmio, mesmo tomando regularmente três comprimidos de Tegretol por dia.

    Nas piores crises diárias, a cada 10 segundos (contados no relógio) eu sentia uma dor insuportável, um ”choque” que se propagava pelo lado direito da face. Eu tinha que ficar com a boca aberta o tempo todo e quando tentava fechá-la, recebia um “choque” violento.

    Não conseguia dormir de nenhuma maneira e acabei emagrecendo 6 Kg neste período. Fui para a emergência do hospital Brasil, tomei Tramal, Dipirona, mas o que me fez relaxar foi uma dose de Codeína. A dor diminuiu bastante, mas naquele dia fui internado.

    Passei 14 dias no hospital sendo tratado com Tegretol e mais uma associação de outros oito medicamentos. Dessa vez eu sentia uma pressão (como uma agulhada) muito forte na maçã do rosto, que “latejava”. No décimo dia as dores estavam menores, porém a pressão no rosto ainda continuava. Foi quando se iniciou um sangramento nasal que duraram 5 minutos. Logo após este evento, no final daquela mesma tarde as dores cessaram.

    No ano de 2008 não tive nenhum problema, mas continuo tomando três comprimidos do Tegretol por dia.

    No dia 19/05/08 fui ao consultório do Dr. Nilton Alves Lara Jr, neurologista da Santa Casa. Ele concorda que meu caso é típico de Nevralgia do Trigêmio, mas assim como o Dr. Orestes, ele acredita que enquanto eu vou agüentando com o remédio, é melhor, do que partir para uma cirurgia. Ele me pediu uma angio-ressonância, para investigar se existiria alguma compressão. O exame foi realizado em 02/06/08 e não foi encontrada nenhuma compressão significativa.
    Preocupado com a quantidade de Tegretol que tomo, procurei uma hepatologista para verificar meu sangue, fígado e estômago. Dia 21/08/08 realizei uma endoscopia que mostrou uma pequena esofagite edematosa distal. Dia 23/08/08 realizei uma ultra-sonografia para verificar os aspectos morfológicos do meu fígado e tudo aparenta normalidade. Também dia 23/08/08 fiz uma coleta de sangue, que se mostrou resultado um pouco alterado, mas considerado normal em virtude da medicação.

    A partir do dia 08/01/09 comecei a sentir um formigamento na boca e a cada dia que passa isso foi piorando. Até que dia 13/01/09 as dores iniciaram novamente. Posso dizer que são iguais as de Julho de 2007. As dores irradiam por debaixo dos molares, indo para a lateral do rosto. Se tento colocar a escova de dente, ou mesmo tento me alimentar, as dores ficam muito agudas, são repentinas. Porém quando insisto, as dores somem da face e vão para a têmpora e aí fica impossível mastigar alguma coisa. Tenho impressão de algo pressiona minha cabeça e a sensação é de uma dor de cabeça muito aguda e direcionada, na têmpora realmente.

    Desde o dia 15/01/09 dobrei a quantidade de Tegretol, passando a tomar seis comprimidos diários e não percebi nenhuma melhora, porém também não existiu piora. Estou realizando compressas com água quente, que melhoram momentaneamente as dores.

    Segundo o Dr. Orestes do Hospital Brasil provavelmente a conduta de meu caso tenda para uma cirurgia de separação e isolamento do nervo Trigêmeo.

    Sem nenhuma expectativa de melhora e já pensando em cirurgia, retornei ao consultório do Dr. Paulo de Tarso, com intuito de buscar algum contato no Hospital das Clínicas, haja visto que ele é Cirurgião dentista supervisor do hospital.

    Entendendo meu caso e com muita boa vontade, Dr. Paulo de Tarso me indicou o Dr. José Siqueira, inclusive escreveu uma carta pedindo uma atenção especial ao meu caso.

    A partir do dia 19/01/09 comecei a passar por consulta no Hospital das Clínicas. No horário marcado levei a carta e me dirigi ao prédio dos ambulatórios do HC. Percebi que na sala existiam muitos casos semelhantes ao meu e que, então, estava no lugar certo.

    Por causa da minha indicação por carta, fui direcionado a outra ala do Hospital, o IPQ. Fui recebido pela Dr. Silva Siqueira (filha do Dr. Siqueira), que fez doutorado relacionado ao Nervo Trigêmio. Na sala estavam presentes também cinco alunos da Dra. Fui tratado de uma forma muito cortês e pela primeira vez alguém se preocupou em escutar o meu caso. Forneceram-me informações coerentes e decisivas. Fiquei muito empolgado. Analisei todos os aspectos, entendi as possibilidades de tratamento medicamentoso, os tipos de cirurgias, riscos e iniciei um tratamento com a Dra. Michelle Ichida, com supervisão da Dra. Silvia.

    A partir deste momento eu já havia decidido pela tratamento cirúrgico, então iniciamos uma etapa de preparação para realmente detectar o problema. Como o HC é um hospital-escola, o tratamento era gratuito (com atendimento pelo SUS), porém era necessário que o paciente se conscientizasse de que faria parte de um estudo, coletando dados para análise e formação de metodologias para tratamentos de casos posteriores. Achei muito justo e informei que cooperaria com o que fosse necessário.

    A Dra. Michelle mostrou ser uma profissional muito competente, dedicada, atenciosa e preocupada em resolver o meu caso.

    Iniciei o tratamento respondendo a alguns questionários, para análise do meu perfil e de como o problema afetava minha vida. A partir daí, toda Quinta-feira da semana eu passava em consulta com a Dra. Michelle e sua especialidade com acupuntura foi muito útil para começar a melhorar meu problema. A cada sessão eu percebia uma melhora nas dores e um fortalecimento da musculatura do meu rosto. Mas em nenhum momento deixei de tomar o Tegretol, que agora eram três por dia.

    O momento mais interessante desse processo foi quando a Dra. Michelle aplicou um teste de percepção de temperatura, com um equipamento desenvolvido no próprio HC, no qual eu pude realmente constatar que minha sensibilidade (principalmente ao calor) do lado direito era muito comprometida no ramos dois e três do nervo. O teste foi complementado com uso de agulhas para detectar percepção de sensibilidade e o sentido de tato, assim como teste de paladar. Neste dia fiquei muito contente porque pude realmente constatar o meu problema e tive confiança de estar no caminho certo para a cura do problema.

    As sessões de acupuntura continuaram e em casa eu colocava bolsas de água quente no rosto para diminuir as dores. A idéia era de diminuir os sintomas, até que o momento da cirurgia ocorresse.

    Em outra oportunidade, com o auxílio de um dentista, foram efetuadas várias medições e análise de dentes e mandíbula para verificar se eu não possuía nenhum problema na mandíbula. Os desvios encontrados estavam dentro das tolerâncias e não geraram nenhuma preocupação sugestiva.

    Com o passar do tempo, novos exames foram solicitados para que o diagnóstico fosse 100% preciso. Fiz uma retirada de liquor da espinha, para excluir a possibilidade de ter esclerose múltipla. Além disso, fiz uma ressonância magnética do crânio com cortes finos para análise minuciosa e auxílio na cirurgia.

    No final de Março fui informado que o Dr. Eric faria minha cirurgia, então deveria marcar uma consulta com ele para nos conhecermos e conseguir explicação sobre o procedimento. Nesse momento, confesso que fiquei muito decepcionado. Primeiro porque tive que pagar a consulta (no valor de R$300,00, caso contrário poderia ocorrer uma demora no atendimento pelo SUS) e também pelo fato de que não fui atendido pelo Dr. Eric, mas sim pelo sua assistente, Iwzhe.

    Ela é uma profissional competente, mas não trouxe nenhuma novidade ao meu caso (porque o desconhecia) e pelo contrário, disse que eu deveria continuar tomando o Tegretol, esquecer a cirurgia e acabou jogando por terra todo o processo que estava sendo tão bem conduzido pela Dra. Michelle e Dra. Silvia. Fiquei preocupado com a conduta do Dr. Eric e conversando com a Dra. Michelle, decidimos tentar realizar o procedimento com o Dr. Antonio Nogueira.

    Como existem procedimentos cirúrgicos diferentes para este tipo de problema, os médicos do Hospital foram direcionados segundo suas especialidades e como meu caso era de cirurgia aberta, com isolação do nervo, conseguimos que o Dr. Antonio Nogueira realizasse minha cirurgia.
    Durante este “impasse”, como eu ainda reclamava de dores musculares (associadas ao problema do nervo), recebi um indicação da Dr. Iwzhe para realizar fisioterapia facial, em outra ala do HC.

    Na semana posterior, marquei uma avaliação e iniciei novamente todo um processo de seleção, que incluía uma entrevista com um médico para identificar o problema, uma análise da assistente social, uma consulta com outro médico para avaliar o tratamento e depois seriam marcadas as fisioterapias. Neste momento também fiquei um pouco decepcionado, porque a médica já não entendeu o que era Neuralgia do Trigêmio e muito menos como ela aparecia… Ela insistia em dizer que meu problema era relacionado à outra doença (como Sífilis) ou tinha “origem emocional”, que foi a mesma coisa que a psiquiatra quis me convencer.

    Depois destas “situações” e do fato de ver a quantidade de pessoas, a gravidade dos casos que eram ali tratados (maiores que o meu) e a rapidez com que os atendimentos eram feitos (por causa do número elevado de pacientes) decidi que era melhor eu deixar minha vaga ser preenchida por outra pessoa e abandonei o processo. Levei em conta também que minha cirurgia iria acontecer dentro de um mês (coincidindo com o início da fisioterapia) e eu não teria condições de iniciar o tratamento por causa da recuperação. E provavelmente meu problema muscular será resolvido naturalmente com a solução do problema do nervo.

    A única ação que tomei foi a de iniciar o uso de um relaxante muscular, que juntamente com as sessões de acupuntura auxiliaram, em parte, na melhora.

    Algumas semanas antes da cirurgia fui convidado a participar de um procedimento que foi muito interessante e fez com que realmente eu tivesse certeza do nível de complexidade do meu problema com o nervo. Um equipamento sueco havia sido adquirido e eu seria a primeira pessoa a utilizá-lo, inclusive com a presença do dono da empresa. Foi um teste parecido com o equipamento do HC, porém este era muito mais evoluído, específico e sensível, sendo ministrado juntamente com um software. Pude constatar as tolerâncias de temperatura que eu sentia, tanto frias quanto quentes, com gráficos e relatórios.

    Fiz análise de vibrações, sensação de tato e toque, além de sensibilidade a dor e análise de paladar com líquidos. Estes testes foram cruciais para entender a evolução do meu caso, verificar quais ramos do nervo estavam com problema e auxiliar na busca de um tratamento eficiente. Além disso, o teste seria realizado após a cirurgia para comparação dos dados, verificando a melhora do meu caso.

    Fiquei esperando a confirmação da data da cirurgia, que seria feito pelo Dr. Eloy, residente em neurologia. O processo demorou um pouco, pois era preciso coincidir as datas disponíveis com o médico e a urgência dos casos. Como é um hospital escola as cirurgias não tem data marcada, possuindo somente dias disponíveis para aquela especialidade, portanto era preciso “encaixar”.
    No dia 13/05/09 peguei todos os exames que possuía e me internei no IPQ. Fui atendido pelo Dr. José Francisco (excelente e atencioso profissional), respondi a um questionário, informei as medicações que tomava e passei por alguns testes para identificar meu problema. Logo depois realizei exames de sangue e raios-X para verificar se tudo estava correto para a cirurgia. Passei a noite no hospital, em jejum, para realizar a cirurgia na Quarta-feira. Fui muito bem atendido. Os profissionais e as instalações são muito eficientes.

    No dia 14/05/09, as 7h30, eu entrei no centro cirúrgico. Estava tudo certo, mas instantes antes da anestesista realizar seus procedimentos, o Dr. Eloy entrou na sala, pegou meus exames e disse: “Boa tarde, Sr. José!”. Foi ai que me dei conta de que estavam me confundindo com outro paciente. Esclareci que era o Ricardo e ele me informou que esperava outro paciente com maior gravidade. Como minha cirurgia não implica em risco de vida, foi cancelada para dar lugar a do outro paciente. Retornei ao quarto e aguardei o médico, pois fui informado que minha cirurgia poderia ser efetuada no mesmo dia. Fiquei em jejum até as 17h00, quando fui informado de que a cirurgia do Sr. José foi muito longa e que a minha cirurgia havia sido cancelada e transferida para a Quarta-feira de semana posterior. Por se tratar de meu aniversário e conseguir chegar facilmente ao hospital, recebi alta e fui embora.

    Durante a semana seguinte aguardei ser chamado novamente, mas recebi uma ligação na Terça-feira, informando que naquela semana não seria possível realizar minha cirurgia. Aguardei mais uma semana novamente. No dia 26/05/09, por volta das 8h00 recebi uma ligação do Dr. Eloy informando que minha cirurgia seria realizada no dia 27/05/09. Fui para o hospital e me internei novamente.

    No dia 27/05/09, por volta das 8h00, fui para o centro cirúrgico e dessa vez fui operado. A cirurgia foi um sucesso, demorando por volta de 4,5 horas. Quando recobrei a consciência, percebi que não conseguia respirar direito e fiquei na sala de recuperação do centro cirúrgico por mais umas 3 horas. Tive algum tipo de reação alérgica à anestesia. Leve, mas tive.
    Logo após fui encaminhado ao quarto para descansar e me recuperar da cirurgia. Estava bem enquanto deitado de forma inclinada, quando deitava totalmente, tinha fortes náuseas e comecei a vomitar. Este processo não se interrompeu até que eu tomasse Plasil com soro. Quando estava relaxado, fui informado de que teria que descer de maca até a ambulância e fazer uma Tomografia, para verificar se tudo havia corrido bem. Fiquei muito enjoado na ambulância e na realização do exame. Logo após retornei ao quarto e algum tempo mais tarde comecei a melhorar.

    Quando o efeito da anestesia passou, foi quando percebi que estava com uma sonda urinária e um curativo muito grande na parte traseira direita da cabeça, que incomodava bastante quando deitado. Percebi também que não tinha nenhuma sensação ao tato e temperatura da metade inteira do lado direito do rosto. Além disso, não escutava absolutamente nada pelo ouvido direito e tinha muita tontura.

    Estas sensações foram muito estranhas e me incomodaram bastante, pois eu fiquei com receio de ter alguma seqüela, mas conversando com os médicos percebi que isso era normal. Durante os dois primeiros dias tive dores de cabeça muito fortes e intolerância à luminosidade. O Dr. José Francisco me explicou que era acúmulo de ar dentro da minha cabeça, mas que isso passaria em dois ou três dias. Realmente passaram, assim como a tontura e as náuseas.
    No dia seguinte à cirurgia, Dr. Antonio me visitou no quarto junto com alguns alunos e me informou que minha cirurgia havia corrido muito bem. Disse ainda que eu possuo uma alça vascular bem delineada, sem nenhum problema e que o nervo havia sido isolado. Somente senti falta de um retorno ao médico, que não foi marcado. Talvez existiu alguma falha de comunicação e então não pude fazer um acompanhamento com ele ou trocar maiores informações.
    A grande vantagem de tudo foi que as dores sumiram completamente, logo após a cirurgia. Os choques cessaram completamente. Pude me alimentar, falar, sorrir e escovar os dentes normalmente. Desde o primeiro dia da cirurgia me alimentei normalmente e tentava ficar em pé ou sentado o máximo de tempo que eu conseguia. Nos dois primeiros dias a sensação de não ouvir e a tontura me incomodaram bastante, mas com o tempo foram passando e dentro de cinco dias minha audição e equilíbrio voltaram ao normal. Os curativos e os pontos incomodavam bastante para dormir, pois eu somente tinha uma posição para deitar. Fiquei com este curativo até sair do hospital, dia 31 de Maio. Não tive nenhuma infecção e a cicatrização estava indo bem.
    Na primeira semana, o lado direito do meu rosto continuava “adormecido”. Quando tocado, eu sentia um “formigamento”, mas não sentia nenhum tipo de temperatura. Mas isso não me preocupava porque eu sabia que existiria uma melhora gradativa e que levaria um tempo. O que mais me incomodou mesmo foi a falta de sensação dentro da boca (no lado direito). Tinha que mastigar e escovar os dentes com muita calma, porque não sentia absolutamente nada e corria o risco de mastigar a bochecha, a língua ou machucar a gengiva.

    Na segunda semana após a cirurgia voltei no consultório da Dra. Michelle para realizar novamente os testes com o aparelho sueco. Percebemos uma melhora no meu caso e que apesar dos nervos ainda estarem se “acomodando” com a nova situação, eu não fiquei com nenhum tipo de paralisia ou seqüela. Não tinha problemas para mastigar, com saliva escorrendo pelo canto da boca sem perceber, em piscar ou lacrimejar.

    Estava muito contente porque ganhei minha vida de volta. As dores e os choques sumiram completamente e a questão da sensibilidade seria resolvida aos poucos. Meu dia-a-dia começou a voltar ao normal, mas mesmo assim não deixei de tomar o Tegretol.

    Dia 18 de Junho fui retirar os pontos. A experiência não foi muito agradável porque fiquei muito tempo com estes (que já estavam cicatrizando) e o médico que os retirou não foi nada cortês, puxando as linhas com o alicate, deixando alguns pontos caírem dentro da minha camisa e no chão. Mas percebi que ele estava completamente perdido, sendo aquele seu primeiro dia ali. Por sinal, ele se esqueceu de retirar um dos pontos, que descobri um mês depois, e o retirei na Emergência do Hospital Brasil.

    Dois meses depois da cirurgia voltei a fazer os testes com o aparelho sueco e percebemos uma grande melhora. O mais interessante foi responder aos mesmos questionários aos quais fui submetido antes da cirurgia e perceber que minha qualidade de vida melhorou muito. As respostas foram muito mais positivas, animadoras, sem preocupação com o que a neuralgia poderia trazer para meu futuro.

    Durante os quatro meses após a cirurgia continuei tomando o Tegretol, sendo que nos dois primeiros meses tomava três comprimidos ao dia, depois reduzi gradativamente, passando três semanas tomando dois, depois duas semanas tomando um e por último, fiquei mais duas semanas tomando meio comprimido, até parar completamente. Após cinco meses de cirurgia não senti nenhuma dor, fisgada ou choque.

    Minha sensibilidade está voltando ao normal. Podemos dizer que hoje está em 90%. Mas você aprende a conviver com isso e esse detalhe se torna insignificante, se comparado com as dores que aconteciam antigamente. Eu percebo que meu paladar mudou, mas que tem melhorado gradativamente. Consigo me alimentar, escovar os dentes, falar e sorrir normalmente. Posso viajar e trabalhar normalmente, sem ter medo do que poderá ocorrer. Minha vida mudou muito! Estou me sentindo muito bem!

    As cicatrizes não me incomodam. Somente restaram elas para me lembrar do que passei com este problema. Tenho uma cicatriz de uns 8,0 cm na parte traseira direita da cabeça (aonde o nervo foi isolado) e mais dois locais, sendo um na têmpora esquerda e outro na direita, decorrentes dos pinos de fixação para realizar a cirurgia.

    Daqui pra frente farei acompanhamentos para verificar o avanço do meu caso. Dia 19 de Dezembro irei retornar ao IPQ para realização de novos testes.

    Espero poder ajudar outros pacientes da mesma maneira que fui ajudado. Espero que os dados que foram colhidos comigo possam ter utilidade para estudos e análises de casos semelhantes.
    Sou muito grato por ter encontrado pessoas como a Dra. Silvia, Dr. Antonio, os enfermeiros do HC e especialmente para a Dra Michelle, que entendeu o meu problema e deu o máximo de atenção para que ele fosse resolvido.

    Espero que todos aqueles que sofram com este tipo de problema consigam ter acesso aos mesmos tratamentos e profissionais que tive o privilégio de contar, pois ninguém merece passar por uma provação deste tipo e não ter a quem recorrer.
    Vale dizer que não paguei nada pela cirurgia e o período de internação, pois isso tudo foi custeado pelo SUS.

    Contatos
    Caso exista interesse em obter mais alguma informação, curiosidade ou complemento de algum ponto aqui citado estou à disposição através dos e-mails:

    ricardofiaschi@hotmail.com ricardofiaschi@yahoo.com.br

  27. Alice Ratko comenta:

    6 julho, 2010 @ 1:56 PM

    Amigos,
    Quero compartilhar parte da historia de dor da minha mae (71 anos). Há 4 anos desenvolveu a nevralgia do Trigemio. Foram mtos dias /noites de dores e desespero. Passamos por 9 medicos e nda. Já no desespero, entrei na internet e achei esse canal, onde nosso querido amigo Ciro Campos dava referencia de um medico de Curitiba, foi aonde ascendeu uma ponta de esperança de ver o sofrimento da minha mãe e da familia toda ser amenizada. Sem questionar, entrei em contato com o tal medico por email, imediatamente fui atentida. Marcamos p/ fazer o procedimento do balão na esperanca de neutralizar as dores em choque. Fizemos a primeira vez aliviou a dor em +/- 70% das dores, foi refeito novamente, ficou 6 meses sem dores, porem nenhuma dessas vez fez o amortecimento, esperado após o procedimento do balão. Semana passada foi refeito pela 3ª vez , o procedimento com o mesmo medico, faz bem dizer, que em momento algum nos sentimos explorado, e sim cada vez mais esperançosos diante de sua profissionalidade. Dessa ultima vez, acredito que minha mãe foi curada. Suspendeu toda a carga de medicacao (gabapentina 1600 mg/dia, carbamazepina 400 mg/dia venlafaxina 100 mg/dia). Hoje, uma semana ela esta sem dores alguma e sem medicação alguma. Entao, quero deixar aqui registrado àqueles que sofrem essa doença cruel e desumana a esperanca. Sempre há uma saída. O que não podemos é desanimar e entregar os pontos. Mais uma vez aqui, meu agradecimento a indicaçaõ do amigo Ciro Campos, que não hesitou em guardar só para si o alivio encontrado juntamente a uma pessoal tão receptiva, acima do gde profissional que é Dr Sonival.
    Visitem: http://www.inc-neuro.com.br/
    Dr. Sonival Candido Hunhevicz
    Fones: 41-3342-7442
    Meu email para contato, porventura alguém desejar trocar experiencias s/ NT: aliceratko@hotmail.com
    Abraços a todos!!!!
    Alice

  28. Obedes de melo comenta:

    7 julho, 2010 @ 6:11 AM

    Meu nome é Obedes de melo moro em Mato Grosso tenho 30 anos sou portador da neuralgia do trigêmeo.
    essa é minha estória!

    “Em 1999 eu fui lavar o rosto na água fria, deu um choque na minha face. Desse dia comecei a senti dor e choques nos dentes e nos olhos ao me deitar.
    Cortei o gelado, ventilador ligado direto na face pra tentar viver melhor, mais sempre passando mal, pois tudo que é gelado pra mim é veneno.
    No dia 15/06/2009 bati a escova na gengiva perto do nariz… Nossa! Começou a doer sem parar, fiquei louco de tanta dor… Parecia dor de dente.
    Resolvi ir a um Buco-Maxilo. Ele me falou que eu tinha um cisto na gengiva e que eu tinha de fazer uma cirurgia. Fiz a tal cirurgia e acabei tirando 3 dentes da frente, pensando que ia parar a dor… Engano, pois a minha vida é chorar de tanta dor.
    Agora não posso mais abrir a boca que dói tudo. Eu descobri que eu nunca tive cisto na gengiva. Fui reclamar com ele, que me mandou ir no psiquiatra… Nossa! Fiquei pior!
    Depois fui ao neurologista. Ele me passou Garbamazepina, que não adiantou. Depois prescreveu Gabapentina que também não resolveu…
    , segundo 5 neurologista que eu consultei me falou que era neuralgia do trigêmeo e que eu tinha de fazer uma cirurgia, agora em maio de 2010 eu fiz a cirurgia do trigêmeo no hospital das clinica em São Paulo mais as dores não saiu da minha face e nem da minha boca fui tomar água gelado fiquei de cama 2 semana e o Professor de dentista da univercidade de São Paulo me falou que que estou com um trauma no nervo trigêmeo mais o neurologista que me passou a cirurgia do trigêmeo a descompreéção depois da cirurgia me falou que estavo com 2 problema que eu deveria ir no dentista, fui na falcudade de dentista todos me falou que era o trigêmeo agora não sei mais o que fazer ja recorri a medicina! EU PRECISO DE AJUDA ESTOU SOFRENDO MUITO COM DOR ESTOU FAZENDO DE TUDO PRA MIM VIVER MAIS ESTA MUITO DIFICIL!

  29. Jorge Martins comenta:

    11 julho, 2010 @ 7:51 PM

    Ao Ricardo Augusto Fiasch, desejo as maiores Felicidades pelo êxito da cirurgia e que Deus o acompanhe.

  30. jose Ronivon comenta:

    15 julho, 2010 @ 5:07 AM

    sinto dores a mais ou menos uns 9 anos tenho 27 hoje a unica conhecidencia e que as dores comesaram quando meus dentes siso estavam nacendo. Minhas dores e na maça do rosto lado direito, pareçe xoque eletrico e inicia quando toco perto do nariz ou nos dentes do lado direito. meu apelo e por uma informaçao se existe algum especialista em meu estado sou de MS
    NAO SEI MAIS O QUE FAZER !!!

  31. Angelo comenta:

    20 julho, 2010 @ 7:36 AM

    Realmente Obedes essa dor é terrível e deixa a gente inabilitado sem poder fazer nada , apenas aguentar a dor e ficar pensando: Será que sempre vou ter que viver com isso??
    Sou portador da terrivel nevralgia do trigemeo do lado esquerdo na parte inferior da face, os primeiro episodios aconteciam leves e moderados sempre que eu ia enxugar o rosto com a toalha depois de escovar os dentes vinham os relâmpagos que se concetravam em um dente. Eu achava que aquilo seria um canal e fui enrolando pra procurar o dentista. Foi até que veio o grande episodio com a verdadeira face da nevralgia , estava dirigindo em uma manha de domingo quando começou as pequenas fisgadas e aumentado de intensidade que chegou ao ponto de eu pisar no freio do carro e parar no meio da rua com a mao no rosto fazendo eu ficar totalmente escravo daquela situação sem poder fazer nada…Poderiam juntar varias carretas atras de mim bozinando que eu não tinha condiçao nem de encostar o carro.
    Bom depois desse episodio a gente fica traumatizado e logo procurei o dentista que fez todos os exames e me disse que nao tinha nada no meu dente onde eu sentia a dor ele me encaminhou para um neuro e disse: “reza pra não ser uma nevralgia”. Realmente era uma nevralgia e logo o neuro me pediu todos os exames que logo eu fiz e nao deu nada… Ele me explicou toda essa maldição de doença que é CRONICA e me passou Carbamazepina 400mg ao dia , no começou ajudou um pouco depois melhorou e o remedio me deixava doidão
    Tratei uns dois meses ate desaparecer as dores, estou quase um ano sem sentir essa dor terrivel. Mas quando lembro sinto ate medo dela voltar. Fico pensando sera que o resto da minha vida vou ter que viver com isso? Tenho apenas 26 anos e ja estou com doença de velho, meu neuro disse que pra ter essa doença basta ter o nervo trigemeo….rs
    Bom Obedes aconselho procurar um neuro em outra região pra ir testando todos os tipos de medicamentos em vc ate um dar certo, tem pessoas que chegam a tomar até morfina! Eu te entendo e digo que quando a gente sente essa dor nos não valemos nada!!
    Abraço e melhoras!

  32. Almir comenta:

    26 julho, 2010 @ 10:14 PM

    Acho que deve m considerar um bem vindo ao “clube”! Tenho 57 anos e meus primeiros sintomas foram em 2007. Fiz tratamento de canal dentário mas nada adiantou. Até que, por exclusão, foi diagnosticada a tenebrosa “neuralgioa do trigêmio”. Tomei cabamazepina de 200mgt, três vezes ao dia, por quase um ano (2008) e fui reduzindo a dosagem no ano seguinte. Ao final de 2009 o médico me considerou “curado” e supendeu a medicação. Passei um final de ano e umas férias fantásticas em janeiro de 2010. Porém, em fevereiro tudo voltou, com mais intensidade. E agora ja estou tomando 800 mg diárias da carbamazepina e nada. A última ressonância indicou uma alça vascular junto à emergência do nervo trigêmeo à direita. Parece que só uma intervenção cirúrgica amainaria a situação. Mas tenho sérias dúvidas. Gostaria de ouvir conselhos de especialistas ou pessoas que já se submeteram a alguma intervenção. Desnecessário falllar da terrivel dor que sinto, pois seria recorrente em meu relato. Obrigado e, realmente, espero para todos nós um alento.

  33. Bernadette comenta:

    28 julho, 2010 @ 10:29 PM

    Há um mês comecei com dores horriveis do lado esquerdo, não sabia que médico ia pois a dor é terrivel, fui no clínico geral que me passou o tegreto, toragesic , dividol e paco 500/30 que é derivado de morfina, fora que tomo rivotril, mais atenol pra pressão, azetiniba e artovastatina para colesterol.
    essa dor não parou fui a outro médico que me passou os mesmos medicamentos só mudando os nomes, e me deu uma carta para procurar o dentista me dizendo que podia ser atm.
    Hoje dia 28/07 fui na uniesp em araraquara na emergência, pois na minha cidade os dentistas me disseram que não tinha dentista que avaliassem a ATM. o dentista de lá me adenteu e falou que não era parte dele, mostrei todos os medicamentos e ele me liberou.
    Dia 30/07 vou voltar em outro dentista para avaliar se é ATM, só sei que tenho vontade de bater a cabeça na parede até estourar de tanta dor, não sei se é pq. tenho fibomialgia que a dor não passa.
    Dr. gostaria de saber se tem algum exame que mostre se é nevralgia do trigêmios mesmo, já fiz RM aguardo resposta

  34. ATILA PATRICK comenta:

    31 julho, 2010 @ 8:42 PM

    Ola pessoal!!!!!,
    Queria pedir uma coisa de coração mesmo, gostaria que vocês, entrasse no portal do Ministério da Saúde site http://portal.saude.gov.br/portal/saude/default.cfm – e na parte da ouvidoria no site der sua surgestão, reclamação, e critica, etc. arespeito da nevralgia do trigemeo.
    Para sensibilizar o governo sobre essa doença que acaba não só com o portador de nevralgia do trigemeo mas, com os familiares e amigos proximos.
    Por isso essa semana eu fiz uma denuncia e uma critica no portal da ouvidoria de Ministério da Saúde, Por que os médicos não que atender mais minha mãe, de tanto ela ir para o hospital tomar medicamentos fortes tais como DOLANTINA DOLOSAL. como eu sou do interior da Bahia os medicos da qui pouco conhece esse tipo de doença. Ai eles acham que minha mãe esta ” doida precisando de Psiquiatra” Por isso minha mãe tem que viaja 55 Km para uma cidade visinha para tomar medicamento pois os medicos da minha cidade não mais que medica-la. Por isso fiz a denuncia e logo o Ministerio ligou para secretaria de saude de minha cidade para investigar o que estava avendo sobre essa possivel denuncia.
    minha mãe estar sendo acompanhada pela secretaria de saude da minha cidade como prioridade. tudo por causa desse reclamação. mas isso não é o bastante para minha mãe, ela precisa fazer tratamento fora da mina cidade aqui não tem tratamento so em São Paulo.

    Pessoal!!, os governantes não se preocupa com esse doença por que, ela so atingem menos de 000,3% da população brasileira. por isso eles não se preocupa.

    qualquer duvida entre encontato comigo.

    Orkut. atilapatric@gmail.com
    Msn. atilapatrick@hotmail.com
    telefone (0xx74) 9979 6405

  35. Brenda Mendes comenta:

    3 agosto, 2010 @ 1:17 PM

    na semana passada, fui entrar no carro e bati com a lateral da cabeça na porta do carro.Desde este dia, estou sentindo uma dor na lateral da cabeça, um pouco atras da orelha, um pouco mais para cima.São “fincadas” ou mesmo dores latejantes, ficam fincando, uma atras da outra. Eu acho que é do nervo trigemeo.Tomo Neosaldina e a dor passa. Os sintomas são identicos ao da nevralgia do trigemeo.As fincadas vem, quando menos se espera.Será que estou certa?Quando vai passar esta dor?Obrigada, Brenda.

  36. Obedes de melo comenta:

    11 agosto, 2010 @ 11:41 AM

    Meu nome é Obedes de melo tenho Neuralgia do trigêmeo a dez anos!
    minha vida é sentir dor! ja fiz 2 cirurgia uma eu fiz em julho de 2009 com um dentista que me enganou me falando que eu tinha um cisto na gengiva e nessa cirurgia ganhei uma contração no nervo com uma dor que mexe com todos meus sistema nervoso! em maio de 2010 eu fiz uma cirurgia no Hospital das clinica em São paulo com a equipe da Dra. Silvia pois então nada de parar a dor depois da cirurgia a dor aumento doi meus dentes o nervo perto do nariz o olho do lado esquerdo não posso tomar nada gelado Ar Condicionado não sei mais o que será da minha vida não posso trabalhar assim! quero ver se consigo encostar com essa duença ! ja fiquei sabendo que o governo não Ta nei aí pra essa doença então o jeito é se matar tirar a vida!????????????????
    gostaria de uma resposta sobre esse assunto ??? Pimenta no cu no zoto é refresco né!!!! essa é a verdade! que Deus tem piedade de todos que tem esse problema de Nueralgia do trigêmeo!!! meu contado emeil, msn, orkut, obedesmelo_tga79@hotmail.com
    65-9986-4989

  37. william comenta:

    19 agosto, 2010 @ 3:31 PM

    ola gostaria de saber si o sus faz este tipo de cirurgia e o codigo do sus para altorizar este tipo de cirurgia obrigado dez de ja .

  38. Andreia comenta:

    20 agosto, 2010 @ 9:07 AM

    Olá. Sou portuguesa e já deixei aqui o meu testemunho anteriormente. Desde já gostaria de dizer que decifrar algumas mensagens que aqui são postadas não é obra fácil, é cada erro ortográfico que até mete medo! Apenas vos deixo esta mensagem: há solução! Poderá ser dispendiosa para alguns, acredito que sim, mas que existe solução existe, NINGUÉM tem de viver com esta doença! Uma coisa vos garanto, quem sofre com este tipo de dores chega a um ponto de nem querer saber se a cirurgia deixa mazelas ou não, não existem dúvidas nem hesitações e tenta-se TUDO, mas TUDO, para parar com estas dores, tendo sempre em atenção que a cura se faça junto de profissionais com credibilidade! Quanto ao valor das cirurgias, são caras, sim, incluindo tratamentos posteriores, de pensos e assim, internamento hospitalar, etc. Tudo isso custa $, mas neste tipo de casos devemos lutar com tds as nossas forças, procurar ajudas, pedir emprestado, pagar em prestações, fazer qualquer coisa… depois da saúde ganha e com muita fé e trabalho árduo, tudo se consegue repor. Em relação ao sucesso das cirurgias, a medicina, como aqui já foi dito muitas vezes, está muito avançada e a nevralgia do trigémeo começa a ser uma doença mais comum do que se pensa e tem solução. É muito dolorosa, mas se pensarmos na máquina que é a nossa cabeça e tentarmos perceber o que está relamente provocando as dores, vimos que afastar qq veia, artéria ou seja o que for, do nervo, a partir da boca ou de um corte na cabeça, não há-de ser coisa assim tão complicada para neurocirurgiões que o fazem centenas de vezes por ano. Pena tenho de quem sofre de doenças adjacentes, como esclerose multipla, que origina o desgaste da mielina do nervo e aí, nada há a fazer senão aguentar e tomar mt medicação.
    Deus ajuda muito. Acreditar nele dá-nos força e preenche-nos mas não nos cura, quem tem de caminhar e lutar suando, com o nosso corpo e força espiritual somos nós, por isso, não desistam, não desanimem, procurem, corram, perguntem, vasculhem por todo o lado e mais algum para conseguirem viver a vida como ela deve ser vivida, alegre e feliz, sem queixumes e tristeza!
    FORÇA!

  39. Obedes de melo comenta:

    21 agosto, 2010 @ 5:44 PM

    Sim William o SUS faz a cirurgia ! mais se na sua região não fazer a cirurgia vc deve pega um encaminhamento público e ir no TFD do seu estado e encamiar pra são paulo no hospital das clinica o telefone do hc. 01130697802 marca consuta com a Dra. Sivia sobre neuralgia do trigêmeo mais enformão me me add no msn ou me manda emeil no obedesmelo_tga79@hotmail.com

  40. Cid Teixeira comenta:

    23 agosto, 2010 @ 4:04 PM

    Boa tarde, amigos.

    É curioso recorrer à opiniões tão diversas sobre delicado assunto, mas somente quem o vivencia, tem a exata dimensão do mesmo e o quanto é necessário a troca de informações sobre tal.
    É muito sofrimento para uma família só.
    Minha jovem esposa apresentou-se com fortes dores na região facial e depois de passar por vários “especialistas” foi aconselhada por um professor doutor em odontologia, a “serrar” todos os seus lindos dentes como forma de corrigir sua oclusão, o que, segundo esse “especialista” provocava tais dores. Atendido o conselho e tendo seus dentes “serrados” cruelmente e sem anestesia (por incompatibilidade com tal procedimento) minha esposa continuou com o seu martírio de sofrimento e, sem sucesso, teve essas dores acentuadas, vertiginosamente.
    Sofrendo e rogando aos céus por uma solução, depois de 3 anos de peregrinação por diversos centros especializados, ouvimos pela primeira vez a expressão “neuragia do trigêmeo”, o que, se nos alegrou pela descoberta da doença, frustrou-nos pelo insucesso da cura.
    Minha esposa apresentou-se pela 1ª vez à equipe do Dr. Manoel Jacobsen no ano de 2000 e foi submetida a intervenção cirúrgica do “balãozinho”, retornado a nossa cidade natal que é Acopiara na região central do estado do Ceará.
    Aliviada das dores n’um primeiro momento, tal não foi nossa surpresa, quando, nove meses após a 1ª cirurgia, as dores voltaram com tal intensidade que ela foi submetida a nova cirurgia, desta feita, pela mesma equipe do Dr. Manoel Jacobsen no hospital 9 de Julho, em São Paulo.
    Passados 11 meses da 2ª cirurgia, minha esposa apresentou novo qudra de dores agudíssimas e, novamente, foi submetida a uma 3ª cirurgia, dessa vez, efetuada pela equipe do Dr. Jackson Gondim em Fortaleza-Ce e 8 meses depois dessa data, apresentou novo quadro da doença, sendo novamente e pela 4ª vez, submetida a interevenção cirúrgica do “balãozinho”.
    Relato tudo isso a vocês, como forma de expressar o pesar que sentimos, eu e minha família, pelo sofrimento enfrentado por todos aqueles e seus familiares, que aquí expressaram suas mazelas no trato com tão infame doença.
    Qualidade de vida em baixa, dor, sofrimento, choro, angústias, desestabilização do planejamento familiar e porque não dizer revolta?
    É esse o quadro que melhor se identifica com uma família que sofre com um ente querido portador de “neuralgia de trigêmeo”!
    Por último, quero registrar que minha esposa, hoje com 43 anos de idade e 15 de convivência com essa doença, encontra-se exatamente nesse momento (16h do dia 23 de Agosto de 2.010) em um consultório médico na cidade de Fortaleza, acompanhada de nossos 3 filhos, para mais uma consulta com outro especialista e, provavelmente, será submetida a novo procedimento cirúrgico, pois encontra-se acometida de de novas velhas dores.
    É esse o meu relato, feito, talvez, por necessidade de desabafar e ter consciência das minhas limitações humanas.
    Que Deus seja misericordioso com as nossas famílias!

  41. Dra. Daiane comenta:

    24 agosto, 2010 @ 9:25 AM

    Olá Cid,
    Sou Cirurgiã Dentista, Habilitada em Laserterapia pelo CFO (Conselho Federal de Odontologia), Mestre e doutoranda em Laser, e gostaria muito de falar com você a respeito de uma nova técnica terapêutica não invasiva para tratar nevralgia do trigêmio.
    Trata-se de laser de baixa intensidade. São feitas irradiações indolores, 2x por semana, e o tratamento apesar de ser um pouco longo proporciona uma qualidade de vida normal, controla a dor, sem utilização de medicamentos. Já tenho vários casos de sucesso aqui em Campinas onde atuo.
    Se lhe interessar, entre em contato: dai@usp.br.
    um abraço
    Daiane

  42. rosa dias comenta:

    27 agosto, 2010 @ 10:30 PM

    Ola caro colegas fiquei encantada com o depoimento do ricardo de todos que pesquisei ate agora sobre neuralgia do trigemeo ele teve todas as dores que tenho,+nao lavar os cabelos,nao pentear ,as vezes ate andar.,e esta me atrapalhando com minhas filhas ,meu trabalho,em fim na na minha vida ,so que na minha cidade nao tem tratamento adequado como eu gostaria de ir para ribeirao preto no HC ,quem sabe me fariam uma cirurgia igual e eu voltasse a ser feliz. obrigado pelo espaco

  43. Katia telis comenta:

    8 setembro, 2010 @ 7:11 PM

    Oi gente, estou chocada, li o depoimento de várias pessoas e percebo que não sou a única a sofrer deste problema, realmente maldito. Não gosto deste termo pois ele é muito distânte das leis de Deus, mas o nome é propicio, maldito.

    Faz mais de um ano que sofro desta doença e a cada dia tenho muitas pioras, uma vez que sou ansiosa e muitooooo nervosa, minhas dores ficam na região do ouvido esquerdo, irradia em região temporal e desce para face, pescoço, torax e hoje descobri após uma consulta com um médico clícico (anjo) que devido ao processo de inflamação que sempre veêm acompanhado com as dores, chegar aos braços e deixar sequela.

    Vou explicar melhor, estou em franca crise algica e inflamatória, mas algo foi diferente do que as crises anteriores meu braço esquerdo esta muito canssado, sinto fortes dores, acompanhada de fraqueza muscular, perco a força do braço quando pego num simples copo, é como se eu tivesse tido um AVC ou uma sequela sequela dele. Após este atendimento médico tomei conhecimento destes relatos de casos e que a doença alem de não ter cura, possui uma evolução as vezes ruim.
    Sou enfermeira, mas por causa da ansiedade procurei não lêr artigos deste assunto, fui pega de surpresa quando meu braço perdeu a força, imaginei pode ser… mais até confirmar que foi o trigêmio que causou mais este sofrimento… Nem sei se ficarei com alguma sequela no braço, pois tenho que aguardar a melhora da inflamação .

    Acreditava que as crises seriam espassadas na medida que os remédios fizessem efeito tomo oxcarbazepina 600 mg e gabapentina 300 mg e cymbalta um antidepressivo, não lembro a dose. Mais um efeito que tenho o esquecimento, em crise minha memória recente fica horrivel. Já troquei algumas vezes o medicamento e as doses sempre aumentam, meu tto atual é com um neurologista de São Caetano do Sul – SP, um Psicólogo, um psiquiatra de SBC, um dentista com especialização em ATM. O bruxismo tambem é meu companheiro, uso placa de mordida

    Tambem fui avaliada por um neuro especialista do sono, pois tenho uma polissonografia com algumas alterações e este me pediu ema ressonancia do cranio e ouvido. Acredito que o resultado será normal, depois de ver estes relatos. Este mês completo 1 ano afastada de minhas atividades laborativas, antes eu cuidava das pessoas, hoje sou cuidada, como dizem o mundo da voltas.

    Não me imagino daqui 10 anos ainda reclamando destas dores.

    Gostaria de saber: se alguem ja teve assim como eu pinçamento do nervo e inflamação até os membros superiores, sendo mais especifica alguem ja sentiu o braço perdendo a força ou ficou com sequela no braço com diminuição da força?????
    Será possivel alem de dores o nervo ser pinçado pela inflamação muscular e deixar sequelas?????
    Tenho disfunção de ATM, mas sem alteração nos condilos, a cirugia no meu caso não é indicada meu tto é somente com o uso da placa. Meu dentista ja reposicionou meu maxilar, levou ele para frente atraves da placa de mordida e quando ela esta desta maneira as dores do trigemio são muito raras, porém existe muitas contra-indicações em manter o maxilar desta forma, não é uma posição anatomica real e pode danificar os ossos dos condilos, alem de inflamar os musculos mastigatórios com frequencia.

    Se algum buco maxilo, dentista ou médico puder responder meu relato ficarei grata. A nevralgia do trigemio pode levar a um processo inflamatorio muscular e chegar aos braços, pode deixar a pessoa com sequelas, a inflamação pode aumentar a lesão no nervo???

    Alguem faz acompanhamento com grupo de dor em São Paulo – Capital? gostaria de saber relatos, penso em procurar a equipe de dor que tem na Santa Casa de São Paulo, li um relato que tbem teem no HC, naõ sei se ajuda em alguma coisa.

  44. Obedes de melo comenta:

    13 setembro, 2010 @ 4:28 AM

    Dor com duração de cerca de dez anos, com longa historia de exames e tratamento, incluindo diagnótisco de neuralgia do trigêmeo, tratamento farmacológisco (anticonvulsivantes antidepressivos tricíclicos e opióides) e cirurgia de descompressão microvascular. Teve dois elementos dentarios exatraídos e um procedimento círúrgico local, na tentativa de aliviar a dor, com piora a cada procedimento.

  45. ana carolina boschini de oliveira comenta:

    14 setembro, 2010 @ 4:32 PM

    ola a 3 anos eu ingravidei e comecei a sentir fortes dores no rosto axando q era dor de dente fiz canal em 4 dentes e nada da dor passar fiz raio x da face toda e nao deu nada .fui a uma neurologista fiz tomografia do cranio tambem nao foi constatado nada.mas pelos sintomas q eu descrevi na mesma hora a doutora me disse q eu tinha neralgia do trigenio comecei a fazer o tratamento com o medicamento LAMITOR 100 mg apos 4 meses de usar o medicamento a dor sumio por 5 meses e voltou denovo faco o uso do medicamento 1 vez ao dia quando esta muito atacado faco o uso 2 vezes..sinto dor todos os dias e quase todos as horas porem dores rapitas gostaria de saber c estou com o medicamento certo.. obrigada

  46. Eloisa Maria Jose de Barros Vianna comenta:

    27 setembro, 2010 @ 1:16 PM

    A varios anos venho sofrendo essa dor terrivel, e não passa por nada fui ao Dentista me disse que tinha pedaçõ de dente tocando no nervom tomei tegretol e nada. vai passa por um tempo e volta..será que existe dor mais insuportavel que essas .será qie existe. Quem descobrir o rémédio que avista.

  47. Marilene comenta:

    3 outubro, 2010 @ 1:15 PM

    Boa Tarde, gostaria de tc com pessoas q tem essa dor terrivel, estou em crise e esta dificil de passar ja fazem 2 anos q estou com essa dor, no começo pensei q fosse dente fiz tratamento de canal e nada, um amigo enfermeiro q descobriu o q eu tenho nevralgia do trigêmio.
    Vou passar meu msn, mais gostaria q me add quem tem esse problema.
    endereço verzima_41@hotmail.com
    Obrigada e uma linda tarde.

  48. Obedes de melo comenta:

    5 outubro, 2010 @ 2:25 AM

    Meu nome é Obedes de melo tenho 30 anos,

    tem 10 anos que tenho dor no maxilar e na mandíbula essa dor começa com ventos gelados ar condicionado pois tudo que é gelado pra mim é veneno não posso tomar nada gelado que me faz mal,

    em 1999 eu trabalhei em uma loja de material de Construção meu serviço na empresa era descarregar cimento quente na cabeça depois fui tomar um refrigerante gelado e tomando o refrigerante gelado me deu uma dor de cabeça e sempre sentindo dor de cabeça, em 1999 eu cai de Bicicleta batendo os dentes no chão os dentes de cima do lado esquerdo meu dentes da frente ficou todo mole na região que tenho as dor

    Em 2000 fui em vários dentista e neurologista me pássaro vários exames mais não deu nada pois então ate 2005 eu corri atrás depois cassei de correr atrás de médicos estavo me Adapitando conviver com a dor mais sempre passando mal, em maio de 2009 eu bati a escova na gengiva começou a doe sem parar parecia dor de dente, fui no dentista pra vê essa dor, o dentista abriu o canal e nada de parar a dor eu mandei ele tirar o dente pra vê se parava a dor tirei o dente e nada de parar a dor, fui em vários dentista ate um me manda ir no boco maxilo facial segundo o boco me falou que eu tinha um cisto na gengiva e que eu tinha de fazer uma cirurgia eu fiz a cirurgia depois disso comecei a senti um nervo atrofiado quando eu mexo a boca eu sinto o nervo duro no céu da boca esse nervo doi sempre agora minha vida é sentir dor o utimo remédio que faz parar de doe é dormi não doi quando estou dormindo ja fui em varios profissional neurologistas, boco maxila facial, dentistas, fui no Hospital das clinica em Sp.

    Segundo um neurologista Dr. Antonio me falou que eu tinha neuragia do trigêmeo

    Me falou da cirurgia descompreésão eu fiz a cirurgia mais nada de parar a dor

    Fui no neuro Dr. Antonio segundo ele me falou que meu problema era com dentista fui na Odontologia Dr. José Tadeu T. sinqueira e o neuro da mesma equipe me passando Longactil 100 mg

    e Amitriptilin 25mg Primeira semana 1 de manha e 1 anoite,

    segunda semana 2 de manha e 2 anoite

    terceira semana 2 de manha e 3 anoite

    quarta semana 2 de manha e 4 anoite

    estou tomando os remédios e Amitriptilin 25mg já a 1 ano e 3 meis e 4 meis Longactil 100 mg mais ate agora nada de parar a dor

    não consigo mais trabalha estudar namorar estou vivendo pra dor

    já fui em 6 neurologistas, mais de 30 dentistas, e 5 universidade de odontologia.

  49. claudia pizzi comenta:

    6 outubro, 2010 @ 10:33 PM

    por favor, alguém me dê uma resposta. minha sogra tem problemas no nervo trigemeo, ela fala até em suicidio de tanta dor que sente, fora a enxaqueca cronica que tem, por favor alguem me ajude a achar um especialista para curá-la. sou de resende estado do rio, aqui nao conheço ninguém, nem publico e nem particular. nao gostaria de vê la se suicidar por falta de ajuda

  50. Ciro Campos comenta:

    8 outubro, 2010 @ 9:59 AM

    Claudia Pizzi:

    Sou portador do mesmo problema de sua sogra e, posso, quem sabe, passar a minha experiência, já que a minha melhora foi considerável.

    Força e fé.

    cirocampos2006@hotmail.com

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