Dez
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Poemas da Silvia Trevisani - Crepúsculo

Categoria(s): Contos e Poemas


Emoção

Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *

* Poetisa Paulista

CREPÚSCULO

O crepúsculo é um momento de renascimento dos povos.
É o que cabe a cada um de nós dentro desse Universo,
o despertar de sentimentos em busca de novos horizontes e metas.
O sonho misturando-se a realidade e contado em verso.

O crepúsculo é o momento de perceber o brilho nos olhos dos excluídos,
de não ignorar o semblante cansado do desempregado no findar do dia.
É a verdade do mundo, estampada nas primeiras páginas.
É o confronto da realidade com a poesia.

O crepúsculo é o alaranjado sustentando a profusão das cores.
São as mãos calejadas do lavrador arando a terra.
É o amor vencendo o ódio nos cárceres e nas algemas,
e a vida impondo bandeira branca desafiando a guerra.

O crepúsculo é o resultado das condições humanas.
É a luz que enxergamos além do motim.
O sorriso meigo que aflora nos lábios das crianças.
É o sonho, a esperança o amor enfim…

O crepúsculo é vencer o mal com o bem.
É repousar consciente que o amanhecer sempre será de luz.
É mergulhar na vida, navegar novos mares, ver além dos horizontes.
Viver além das manhãs preguiçosas
e das tardes congestionadas nos semáforos da cidade grande.

Crepúsculo é o momento em que o dia se despede,
rendendo-se ao encanto da escuridão.

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2 Comentários »

  1. Gabriel Araújo dos Santos comenta:

    7 Dezembro, 2007 @ 17:54

    Esta página é uma inovação. São os abnegados e prestimosos discípulos de Hipócrates a alivivar as dores das sofridas criaturas, com artigos valiosos com sábias orientações sobre a saúde do corpo. E depois vêm os poetas, dos quais se diz que “não têm os pés na Terra, estão na Lua”. Mas é do alto que se tem uma visão do todo e dos detalhes. É como magnificamente fez a Sílvia, mostrando aquilo que nunca temos tempo para perceber: O CREPÚSCULO. É o crespúsculo em todas suas nuances materiais, humanas e espirituais, e sociais, acima de tudo.

  2. Eneida Tagliolatto Pires comenta:

    8 Dezembro, 2007 @ 14:09

    Silvia, você fez-me ver o crepúsculo de uma outra forma, uma forma não de declínio, mas de fascínio, de alento, de expectativa.
    Quando os calos na mão do colono incomodam, é sinal de trabalho feito com suor e força, mas ao mesmo tempo de dever cumprido. Então esse colono não esmorece e sente mais força, pois acredita que no amanhecer do outro dia, a parte que ainda falta, ele fará sem dor nas mãos, pois a noite amenizou. E quando novamente o crepúculo chegar, a esperança brilhará e acalmará o incomodo de seus calos, porque logo colherá os frutos de seu tão suado trabalho.
    Eneida Tagliolatto

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