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Nov
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Estudo de caso - Leucemia mielóide crônica
Categoria(s): Caso clínico, Oncogeriatria |
Interpretação clínica
Paciente de 63 anos, safenectomizado há 3 anos, após episódio de infarto agudo do miocardio. Tem feito consulta de acompanhamento periodicamente, com o cardiologista. Nos últimos 2 meses vem sentido muita fadiga, canseira aos pequenos esforços e dor pré-cordial tipo anginosa. Foram novamente realizados todos os exames cardiológicos, que se mostraram normais. Porém, o exame hematológico mostrou hemoblobina de 11 mg/dL e leucocitose de 35.000. Dentre os leucócitos há um aumento de neutrófilos, bastonetes, metamielócitos, e também de eosinófilos e basófilos. As plaquetas estavam em 450.000 (figura).
Diante do quadro o cardiologista suspeitou de leucemia mielóide crônica e encaminhou ao hematologista. Este realizou um exame de biópsia da medula ósssea (mielograma), que mostraou-se com hipercelularidade com granulócitos em diferentes estágios de maturação (bastonetes, metamielócitos, mielócitos, promielócitos e mieloblastos), aumento de eosinófios e basófilos.
O exame citogenéticos detectou cromossomo Filadélfia.
Diante do quadro fechou-se o diagnóstico de leucemia mielóide crônica.
Análise do caso
A leucemia mielóide crônica (LMC) é uma doença mieloproliferativa crônica, que cursa com grande esplenomegalia e leucocitose. O diagnóstico dessa entidade é feito, geralmente, por exames de rotina do sangue periférico e estudo da medula óssea, e 90% dos casos apresentam alteração citogenética típica, que é a presença do cromossomo Filadélfia.
A LMC possui três formas clínicas: forma crônica, com duração de 3 a 4 anos; forma acelerada, que antecede a metamorfose blástica; e forma terminal, ou crise blástica, caracterizada pela refratariedade ao tratamento, e com duração de três a quatro meses, até o êxito letal.
Uma complicação relativamente rara e de repercussão cardíaca é a hiperviscosidade secundária à leucocitose, que ocorre, geralmente, quando o número de leucócitos está acima de 30000 ml/dl. Com a instituição do tratamento, utilizando a hidroxiuréia com o objetivo de reduzir a leucocitose, a resposta é, habitualmente, satisfatória. Quando a repercussão sistêmica é de grande importância, é indicada a leucaferese. Outra complicação, com repercussão cardíaca, deve-se à presença de anemia, comum na fase acelerada e na crise blástica. Essa anormalidade pode levar a hipoxia tecidual e aparecimento de sintomas de insuficiência cardíaca congestiva. Nesses pacientes, podem ser utilizadas transfusões de glóbulos vermelhos, de acordo com a necessidade.
Tratamento - O transplante de medula óssea (TMO) alogeneico constitui a única forma de tratamento curativo da doença. O uso do quimioterápico (hidroxiuréia) é apenas sintomático, levando a um controle transitório da doença. O uso de alfa-interferon tem sido preferencialmente indicado naqueles pacientes que não dispõem de doador compatível e pode levar tanto à remissão hematológica como citogenética.
Referências:
Bennett J. Claude, Plum Fred. Cecil: Tratado de medicina interna. 20ª ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 1997. p. 524, 976-978, 985-986.

Berenice comenta:
27 Outubro, 2008 @ 08:27
Bom dia!
Meu pai começou a fazer o tratamento de leucemia, conforme o diagnostico do exame de biópsia de medula óssea que deu como conclusão: “doença mieloproliferativa crônica”. Sabemos todos que ele tem leucemia conforme foi confimado pelo seu clínico antes dele fazer a consulta no hospital do cancêr aqui em minha cidade. Ele não sabe que está leucemia, pensa somente que está tomando o remédio para combater um incômodo que está sentindo.
O médico hematologista lhe receitou o remédio Hydria 500 mg ( 0l por dia)., este remédio ele vai tomar até o exame de caneótipo, ficar pronto. Depois ele vai tomar outro remédio que ele vai receitar. O médico hematologista não falou com meu pai que ele esta com leucemia., creio que é porque meu pai é muito nervoso., que as vezes poderá talvez se deprimir e prejudicar o tratamento.
Meu pai tem 74 anos, já passou por um infarte, diverticulite, cancêr de próstata, embólia e trombólia pulmonar, trombose e reumatismo que acompanhou ele por muitos anos. Apesar de ter passado por estes maus momentos, ele aposentou e trabalha até hoje., poís o trabalha é uma maneira de ter uma ocupação com a cabeça e lhe ocupar o tempo sem pensar nos problemas.
Como sou leiga no assunto, gostaria de saber de vocês mais detalhes a respeito deste diagnóstico, a respeito do tratamento e medicação que ele vai tomar. Se este tratamento via oral é quimioterapico fraco. Ou depois que ele fizer o tratamento ele poderá submeter a quimioterapia ingetável?. E quais os efeitos colaterais?
Obrigado!
Berenice
Divinópolis- MG
isabela santos arcanjo comenta:
14 Novembro, 2008 @ 17:15
Olá, td bem, estou te enviando um email para vcs mandarem para mim, tipo caso clinico sobre leucemias.
Obrigada!!!!!!!!!!
raquel comenta:
21 Novembro, 2008 @ 18:06
gostaria de saber qual remedio caseiro da amazonia serve para leucemia mieloide cronica.