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Pancreatite aguda

Categoria(s): Dicionário, Emergências, Gastroenterologia




Resenha

Abstract

Pancreatitis is inflammation of the pancreas. The pancreas is a large gland behind the stomach and close to the duodenum—the first part of the small intestine. The pancreas secretes digestive juices, or enzymes, into the duodenum through a tube called the pancreatic duct. Pancreatic enzymes join with bile—a liquid produced in the liver and stored in the gallbladder—to digest food. The pancreas also releases the hormones insulin and glucagon into the bloodstream. These hormones help the body regulate the glucose it takes from food for energy. Normally, digestive enzymes secreted by the pancreas do not become active until they reach the small intestine. But when the pancreas is inflamed, the enzymes inside it attack and damage the tissues that produce them.

The acute pancreatitis has numerous causes, but two most common causes are alcohol abuse and biliary tract obstruction related to cholelithiasis. These two conditions account for 60 to 80 percent of all cases of acute pancreatitis. Patients with acute pancreatitis present with mild to severe epigastric pain, with radiation to the flank, the back, or both. Classically, the pain is characterized as constant, dull and boring, and is worse when the patient is supine. The discomfort may lessen when the patient assumes a sitting or fetal position. A heavy meal or drinking binge often triggers the pain. Nausea and nonfeculent vomiting are present in 75 to 90 percent of patients. The clinical diagnosis of pancreatitis is difficult to make.

The treatment of pancreatitis may be conservative or complex, depending on the severity of the presentation and the development of complications. A patient with a history and physical examination consistent with pancreatitis should have laboratory studies, including determination of amylase, lipase. Additional tests that are helpful are a complete blood cell count and hepatic function tests, radiographs of the chest and abdomen. Ultrasonography is indicated if the clinical presentation or laboratory assessment suggests biliary disease.

 

Pancreatite aguda é um processo inflamatório agudo do pâncreas, de inúmeras etiologias, e que se manifesta por dor abdominal e elevação das enzimas pancreáticas sangüíneas e/ou urinária. A forma anatomoclínica mais comum, representando 80 a 90% dos casos é a pancreatite aguda leve ou intersticial, que corresponde a uma doença restria ao pâncreas e abdome, com evolução clínica e laboratorial favorável. Sob o ponto de vista anatomapatológico, corresponde a um infiltrado inflamatório rico em polimorfonucleares. A pancreatite aguda leve costuma resolver-se clinicamente em 7 dias e histologicamente em 21 dias.

A forma grave ou necrosante corresponde aos 10 a 20% dos casos de pancreatite aguda. É uma doença sistêmica que tem como ponto fundamental a necrose pancreática e a liberação de inúmeras substâncias da cascata inflamatório, como citoquinas, fator de necrose tumoral, fator de ativação plaquetária, elastase do polimorfonuclear neutrófilo. Estas substâncias podem provocar vasodilatação, hemorragia, síndrome de angústia respiratória aguda, insuficiência renal e choque *. A mortalidade nestes casos é de 5 a 30%, sendo mais elevada quando ocorre infecção concomitante.

Pancreatite

A figura ilustra o pâncreas inflamado. O quadro histológico mostra os acinos com células inflamtória ao seu redor.

Unidade funcional do pâncreas – A unidade funcional do pâncreas exócrino é o ácino. As células que o compõem circundam a porção final de um ducto pancreático interlobular, dispondo-se de tal forma que quando os grânulos de zimogênio se abrem o fazem para a luz ductal; a cada ácino, corresponde rico suprimento, tanto vascular, quanto nervoso. As células dos ductos pancreáticos são distintas das dos ácinos e produzem fluido rico em água e eletrólitos. O corte histólico de um pâncreas normal (abaixo), corado pelo HE, mostra a região avermelhada os ácinos do pâncreas exócrino e na parte mais clara as ilhotas de Langerhans do pâncreas endócrino (produtora de insulina e glucagon).

Ácino pancreáticoEnzimas pancreáticas – O pâncreas produz inúmeras enzimas, sob a forma de pró-enzimas e o tripsinogênio, ativado por peptidases nos vilos do intestino delgado (enteropeptidases), é o responsável pela ativação das mesmas, com a finalidade de prevenir a autodigestão da glândula pancreática.

Fisiopatogenia – As pancreatites agudas decorrem da ativação de enzimas pancreáticas ainda dentro do pâncreas, por um processo ainda desconhecido na sua totalidade. A partir da ativação de tripsinogênio em tripsina, inicia-se, a transformação de enzimas, antes protegidas em grânulos de zimogênio, em enzimas ativas, como a elastase, a quimotripsina, a fosfolipase A, que passam a agir no interior do pâncreas e mesmo a distância.

Etiologias – São conhecidos inúmeros fatores etiológicos para a pancreatite aguda, dentre os quais os mais importante são: a litíase biliar e o alcoolismo. Dentre as causas infecciosas, a que chama atenção é a causada pelo vírus da paratodite epidêmica, em função do tropismo do vírus pelo pâncreas. O comprometimento ocorre após quatro dias do início da paratodite e desaparece em aproximadamente uma semana. É uma pancreatite de evolução benigna, sem seqüelas, com dor abdominal, náuseas e vômitos. Aproximadamente, 2% das pancreatite agudas são causadas por medicamentos, fato este que muitas vezes passa despercebido dos médicos. Os medicamentos mais comuns que podem causar pancretite aguda são: corticosteróides, clortiazídicos, sulfapiridina, sulfasalazina, azatioprina, L-asparginase, metronidazol, tetraciclinas, furosemida.

Ainda como causa de pancreatite aguda devemos lembrar os traumas, os procedimentos endoscópicos bíleo-pancreáticos e os procedimentos cirúrgicos sobre as vias biliar e/ou pancreática, neoplasias do pâncreas como adenocarcinomas e as neoplasias produtoras de mucina.

Diagnóstico – O pâncreas é um orgão de difícil acesso propedêutico é a experiência clínica é a melhor forma de diagnosticar a lesão. O diagnóstico de pancreatite pode ser confirmado com a dosagem as enzimas séricas amilase e lipase. Nos últimos anos procura-se substânias orgânicas que, detectadas no sangue ou na urina, possam determinar precocemente o curso da evolução da doença, como as citocinas emvolvidas no processo inflamatório (fator de necrose tumoral alfa, as interleucinas, fator de agregação plaquetária). A avaliação por imagem deve obedecer a rotina indicada para abdome agudo, com Rx símples de abdome e ultrassonografia. No entanto, a tomografia computadorizada abdominal com contraste intravenoso em bolo, também conhecida como “mapeamento dinâmico do pâncreas por TC”, sabidamente constitui o método de imagem mais eficaz para o diagnóstico da pancreatite aguda.

Tratamento – Independente da gravidade ou da etiologia, todos os pacientes com pancreatite aguda devem manter-se em dieta zero, fator preponderante para o repouso glandular, evitando-se estímulos pancreáticos que ativariam secreção enzimática e suas conseqüências. O processo deve durar 3 a 5 dias, tempo suficiente para a redução significativa do processo inflamatório. A reintrodução da alimentação oral deve ser lenta e progressiva. Inicialmente os caldos isentos de conteúdo lipídicos, e posteriomente, dieta lipopídicas padronizadas. Nas forma graves (pancreatite necrosante) a dieta zero prolongada é a regra, sendo por vezes mantida por 30 a 60 dias. É obvio que se impõe nesta situação, não só uma hidratação venosa adequada, mas em especial, nutrição parenteral ou enteral.

Mecanismos de proteção pancreática

1. As enzimas proteolíticas e as que digerem as membranas celulares são produzidas sob a forma de pró-enzimas.
2. As enzimas digestivas são separadas em compartimentos dentro das células acinares, longe do contato com enzimas lisosomiais.
3. O pâncreas produz um inibidor da tripsina juntamente com as enzimas proteolíticas.
4. A enzima de ativação das enzimas pancreáticas, a enteroquinase, encontra-se no duodeno, portanto, longe do pâncreas.
5. O fígado produz dois inibidores séricos da ativação enzimática pancreática, a alfa 1-anti-tripsina e a alfa 2-macroglobulina.

* As enzimas pancreáticas, substâncias vasoativas e tóxicas são liberadas pelo pâncreas e chegam ao espaço retoperitonial e à cavidade peritonial, causando irritação química (peritonite química) e perda para o terceiro espaço de líquidos rico em proteínas, hipovolemia e hipotensão. Esse mesmo material tóxico pode chegar à circulação sistêmica por vias linfática e venosa, contribuindo para a instalação do choque e as falências renal e respiratórias.

Veja – Dieta na Pancreatite aguda

Referências:

Alves JG – Pancreatite Aguda. In Mincis M, ed. Gastroenterologia e Hepatologia: diagnóstico e tratamento. São Paulo. Lemos Editorial 1997. p505-516.
Bradley El III – A clinical based classification system for acute pancreatitis. Arch Surg 1993, 128:586-590.
Guarita DR, Mott CB – Pancretite aguda – etiologia e fisiopatologia. Rev Bras do Pâncreas 15 Abr 2004;10-14.
Meyer R, Belinger C, Layer P et al. ESPN guidelines on nutrition in acute pancretitis. Nutriion 2002;21:173-183.

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274 Comments »

  1. Renata comenta:

    29 abril, 2012 @ 12:40 AM

    Oi, minha mãe fez uma cirurgia, retirou um calculo e a vesicula, e logo depois da cirurgia ela deu queda de sódio, inchou muito as pernas e ficou totalmente prostata e foi encaminha ao UTI, e lá descobriram que estava com pancreatite, o medico me disse queé leve, mas estou preocupada demais. Já voltaram com ela para o quarto hoje, ela permaneceu no UTI por 8 dias e sem alimentação, sendo que hoje voltou a alimentar. Mas gostaria muito de saber como é feito a dieta dela, tipo, o que ela pode comer ou não! Ela tem 78 anos e hoje fazem 20 dias internada entre enfermaria e UTI. Por favor me respondam com o maximo de urgencia. Ela pode ter alguma crise novamente? Ela é hipertensa(controlada), tem labirintites e ovos de solitaria no cerebro calcificados. Por favor , mais uma vez eu peço ajuda. Obrigada.

  2. Claudio comenta:

    20 junho, 2012 @ 7:32 PM

    Tive pancreatite em razão do excesso de alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas, estou muito bem agora, mudei meus hábitos alimentares, não bebo, mas gostaria de saber se posso fazer uso moderado de pimenta.

  3. Rosa Helena comenta:

    5 julho, 2012 @ 7:37 PM

    Doutor meu marido teve pancreatite recente, a dois meses atrás, ele pode comer sardinha ,tomar refrigerante etc ,nunca mais ele pode beber cerveja,ou de vês enquanto pode tomar alguma. ele comeu sardinha e sentiu mal estar no pancrea.

  4. Cristina Teixeira da Silva comenta:

    7 julho, 2012 @ 1:47 PM

    Eu tive pancreatite aguda por duas vezes ja tem dois anos mais eu sofro muito com isso pois tomo remedios e tenho que fazer uma dieta zero gordura dizem os medicos q foi pelo meu aumento do trigliceres. Por favor eu peso ajuda porque e muito dificio fazer dietas sera q nao tem uma dieta mais gostosa porque eu ja nao aguento mais.

  5. ALBERTEINSTEIN comenta:

    21 julho, 2012 @ 9:53 AM

    PUBLICAÇÃO DIFERENTE:
    Peço desculpas ao médico que responde as perguntas, mas vou detalhar um pouco sobre pancreatite em geral.
    Durante minha trajetória estudando sobre essa doença, tenho a dizer que para evitá-la um pouco é necessário evitar o uso de carne vermelha, ou comendo nos finais de semana.(moderadamente) Para quem já teve pancreatite ou tem, nem passar perto de vacas ou bois.
    Evitar o uso de remédio principalmente DICLOFENACO.
    Evitar ao máximo o uso de bebidas alcoólicas.
    Evitar o fumo e outras drogas em geral.
    Fazer um hemograma a cada 1 ano para diagnosticar possíveis auterações em seus resultados, como por exemplo gordura no fígado (ESTEATOSE) e outros.
    Evitar o sedentarísmo. (a saúde do seu corpo em geral está nas pontas dos seus pés)
    Diabetes, colesterol elevado, pesso acima, tudo isso contribui para um pancreatite, independente do grau.
    Geneticamente tem um pouco também.
    Comer frutas e verduras sempre.
    Contar com a sorte.
    Ter muita fé em Deus.
    Com todos esses fatores está uma explicação bem simples sobre essa doença.
    Melhoras a todos vcs e que Deus ilumine os caminhos de todos.

  6. marli gregorio dos santos comenta:

    30 julho, 2012 @ 12:11 AM

    Tive pancreatite um mês atrás, gostaria de sa ber se posso voltar a ter novamente, a explicação do médico é que foi por pedra na vesícula. Obrigada, aguardo resposta.

  7. paula comenta:

    8 agosto, 2012 @ 8:07 PM

    ola boa noite.gostaria muito que vc me esclerecesse algumas duvidas meu pai foi internado ja faz 15 dias que isto aconteceu.. ele ficou 4 dias nos soro sem beber e sem comer pois os medicos disse q ele tava com pancreatite.ele ficou 7 dias no hospital hoje graças a deus esta em casa, mas ele tem q tomar remedio para a flora intestinal pois e muito dificil ele ir ao banheiro evacuar, e tambem disse q se sente fraco e tem dias que a barriga incha, queria saber se estes tres q eu citei aqui sao normais por ele ainda esta em processo de recuperaçao?e qual dieta ele pode seguir?por favor esclareçam minhas duvidas.desde ja eu agradeço.que deus abençoe.

  8. Janete Reis comenta:

    18 setembro, 2012 @ 11:03 PM

    Boa noite. Perdi meu pai sexta-feira passada dia 14.9.2012.
    É uma dor enorme. A causa foi: choque séptico, pancreatite necro hemorragica, hepatopatia alcoolica. Ficou internado em Uberlândia na UTI por 95 dias. Seu sofrimento foi enorme, juntamente com a surpresa de que ele bebia, pois para nós ele bebia socialmente. Foi realmente uma surpresa o laudo médico apresentar essa característica. O meu questionamento hoje é: uma vez descoberto um pâncreas necrosado, não seria melhor retirá-lo? Se está literalmente podre por que permanecer dentro do paciente? Grata Janete

  9. paula comenta:

    20 setembro, 2012 @ 3:04 PM

    ola gostaria que me esclarecesse uma duvida. meu pai teve pancreatite aguda e foi internado ja faz dois meses ,ele ficou 7 dias internado e os medicos disseram q o pancreas dele respondeu bem ao tratamento. agora ele nao sente mais dores so q antes dele ficar doente ele fazias as necessidades ( evacuar) varias vezes ao dia .agora ele so vai uma vez aos pes. isto e normal? ele esta tomando um remedio para evacuar o nome do remedio e dhupalac. queria saber se pode voltar as crises de dores novamente?muito obrigado.

  10. Francisco comenta:

    2 outubro, 2012 @ 8:09 PM

    Boa noite, fiz um exame de amilase, e está a 269, fiz outro exame e meu pancreas está inchado.. Não sinto dor, mas agora sinto ele inchacho abaixo da costela.. Pergunto, é motivo de preocupação? devo procurar que médico de que especialidade?

  11. nestor comenta:

    6 outubro, 2012 @ 12:35 PM

    bom dia, a 5 anos tive 1 crise de pancreatitis 1 hora de dor que subia para as costas, nao sabia que era pancreatis, pasaram 2 a 3 meses para me atender com o medico, meu amilase estava em 136 tomei o remedio que o medico pasou; o amilase baixou a 110 mais a dieta sem gordura progresivamente foi caindo para 65, em estes 5 anos sempre fui cuidando para o amilase nao subir, agora ultimo meu amilase estava em 120 tomei antibiticos por causa de uma cirurjia (cisto sebaceo) o amilase foi para 140, e eu que tanto cuidaba para isto nao acontecer entrei em panico, mesmo com a dieta com muito pouca gordura o amilase foi para 158, tirei toda a gordura do arroz, feijao etc, e o amilase caiu para 138 e o medico me dize que nao vai abaixar mais, estou triste tenho muito medo pois sei que se o amilase subir mais, posso ter serios problemas por favor me oriente enquanto a alimentaçao o que que eu nao posso comer, alguem me dize que batata nao posso comer, me ajude Dr. Deus o abençoe!

  12. Erika comenta:

    12 outubro, 2012 @ 8:42 PM

    Qual é a alimentação adequada para quem tem pancreatite?

  13. Dr. Armando Miguel Jr comenta:

    13 outubro, 2012 @ 10:37 AM

    Erika,
    Independente da gravidade ou da etiologia, todos os pacientes com pancreatite aguda devem manter-se em dieta zero, fator preponderante para o repouso glandular, evitando-se estímulos pancreáticos que ativariam secreção enzimática e suas conseqüências. O processo deve durar 3 a 5 dias, tempo suficiente para a redução significativa do processo inflamatório. A reintrodução da alimentação oral deve ser lenta e progressiva. Inicialmente os caldos isentos de conteúdo lipídicos, e posteriomente, dieta lipopídicas padronizadas. Nas forma graves (pancreatite necrosante) a dieta zero prolongada é a regra, sendo por vezes mantida por 30 a 60 dias. É obvio que se impõe nesta situação, não só uma hidratação venosa adequada, mas em especial, nutrição parenteral ou enteral.

  14. Ana telma comenta:

    10 novembro, 2012 @ 12:21 AM

    Bom dia Dr.
    Meu marido tem 30 anos, ha um ano atras sentiu fortes dore no abdomem, fomos ao P.S e após exames constataram pancreatite ( não sabemos se aguda ou crônica), o fato é que ontem fomos ao P.S novamente por causa da urina dele que estava com cor escura… O medico solicitou exame de urina e um hemograma e constatou que a amilase dele estava alta (523), tentou interná-lo mas meu marido por medo não aceitou e fomos embora; preocupada tentei convencê-lo a voltar ao médico para novos exames, voltamos e fiquei em pânico pois um novo hemograma revelou que a amilase subiu para 999 e ele não estava sentido absolutamente nada, imediatamente cuidamos de sua internação. Tenho muitas dúvidas pois não o internaram na UTI para fossem realizados exames mais precisos e principalmente para saber quanto da gravidade. Dentre todas as dúvidas que tenho Dr. gostaria de saber se não seria o caso de solicitar uma TC com urgência, ou seja, nas primeiras horas de internação e se um hemograma que revela uma produção de amilase tão alta (embora o paciente não sinta nenhum desconforto) não seja tão serio como estou pensando para encontrar meu marido num quarto de enfermaria recebendo como medicação Buscopan e Dramin. O que o Dr. aconselharia? Por que meu marido não sente dores? 999 de amilase é muito grave? Na ultrasson do abdômen feita na consulta anterior não revelou nada, isto é favorável no que se refere à pancreatite? Por favor me ajude Dr.!!!

  15. ALEX SANDRA WANDEL REY SANTOS comenta:

    3 fevereiro, 2013 @ 11:02 PM

    Dr Armando,
    Minha irmã teve PNH, a 68 dias internada em UTI, iniciou com náusea,võmito e diarréia ,cãimbras e dormência no corpo, seguida de fortes dores abdominais, sendo internada durante 4 dias com diagnóstico de virose ou hipertensão alternando para uma sindrome hepato renal seguida de pancreatite necro hemorrágica.Após ser descartada a hipótese de problemas cardíacos e observada uma baixa produção de insulina,qdo então chegaram ao pancreas.Ela foi submetida aa cirurgia no 6º dia depois da primeira crise,e de lá prá cá estaá com o abdome aberto e sendo levada ao centro cirurgico já 18 vezes para fazer limpezas do organismo, em um desses procedimentos ela foi operada com raspagem do pancreas e parte necrosada do abdome.Ela tem tido febre e agora foi perfurado o intestino dela e esta tendo complicações. Os médicos pedem para orarmos e confiar em Deus e também neles,porqu o que tem que ser feito estão fazendo e todo po possível para a medicina. Mas, nós irmãos ficamos preocupados, apesar de saber que pessoas já sairam de casos assim, e sobreviram,por favor o Dr.Armando ,os médicos dizem que ainda não pode fechar o abdome dela, é possivel fechar depois, e a necrose do tecido, o que existe de tratamento para fechar esta cavidade abdolminal? como fechar o que está rejeitando o ponto , pois ela teve casdo de rejeitação de pontos em um cesárea a 15 anos atrás e o abdome chegou a ficar aberto um tempo, mas, não foi muito como agora.
    existe um tratamento a que ela possa ser submetida?
    Ela tem 45 anos e tres filhos,gostariamos de saber se algo como sessão bariátrica ou hiperbárica ajuda e onde fazer isto no ES?
    AGRADEÇO E PARABENIZO PELO SITE.
    Obrigada e um abraço
    Alex Sandra Wandel Rey
    Montanha ES

  16. Dr. Armando Miguel Jr comenta:

    7 fevereiro, 2013 @ 7:24 PM

    Alex Sandra.
    As pessoas que apresentam doenças com longa duração acabam consumindo muitas proteinas, musculatura e elementos do sangue, anticorpos, sais minerais. Neste casos somente tratamente nutriconal com dietas hiperproteícas e hipercalóricas e mesmo reposição de sangue total ou de derivados sangue é capaz de reverter o quadro de continua perda de massa muscular e tecidos do corpo. Acredito que os profissionais que estão cuidando de sua irmã devam estar fazendo isso. Fechar uma ferida é um fato que poderá até ocorrer expontaneamente quando a pessoa está bem nutrida, com vitaminas e sais minerais como Zinco, selênio, etc.
    Assim, Alex Sandra acredito que a nutricão é parte fundamental no tratamento. A terapia em câmara hiperbárica pode ajudar na cicatrização e recuperação de doenças crônicas.
    Espero ter contribuido com alguns esclarecimentos.
    Boa sorte.

  17. emerson riboldi comenta:

    15 fevereiro, 2013 @ 7:36 AM

    tive pancreatite aguda um ano atras por abuso de bebidas tive algumas dores depois que sai do hospital mas depois de seis meses nao sinto mais nada e nem tomo remedio algum enfim falaram que eu iria morrer emagreci 30 klg mas estou firme e forte claro nunca mais bebi mas me alimento normalmente sera que posso ainda ter outras crises ou nao sera que tenho que procurar algum medico mesmo nao sentindo nada oque o senhor acha dr armando obrigado e tenham fe

  18. pedro proença comenta:

    7 maio, 2013 @ 1:21 PM

    tive uma pancreatite aguda altissima, por problema biliar, me recuperei mto bem da pancreatite, sop que continuo tendo dores no abdomem toda vez que como, inclusive já fiz tbem uma papilotomia , poirque o medido suspeitava que eutinha alguns restos de calculos na papila qdo retirei a visicula, faço tos os exames e nao encontra nada esta tudo otimo graças a Deus, mas minha dor continua toda vez que como qualquer coisa o que faço? por favor poderia me orientar? obrigado

  19. Flavia comenta:

    21 maio, 2013 @ 2:54 PM

    Ola, tive pancreatite aguda no final de 2012, uma semana após ter tido bebê, a amilase chegou a 2400, fiquei em pausa alimentar e melhorei, foi retirado a vesicula, que foi o motivo da pancreatite, uma predra deslocou obstruindo a passagem, mas ainda sinto dores leves e dependendo da alimentação as dores são maiores.
    Estou amamentando e isso me impediu de fazer a tomografia, pois não podia tomar contraste.
    Sera que essas dores leves ainda são normais?
    Tenho medo de ter diabetes, pois conheci uma pessoa que teve como sequela diabetes, tudo sobre pancreatite nao é muito claro, ja fiz exames de sangue e os niveis estao normais. Enfim, gostaria de saber nao posso comer ou fazer, pois moro no interior e aqui nao ha medicos especialista.

  20. Talissa comenta:

    28 agosto, 2013 @ 1:33 AM

    Olá, no ultimo dia dos pais dia 11/08 minha mãe sentiu dores abdominais e começou a vomitar de madrugada, foi levada ao hospital e o médico examinou dizendo que possivelmente seria pancreatite que mais tarde foi confirmada com os exmes de imagem a TC e a Ultrassonografia e o exame de sangue que a amilase e a lipase estavam altissimas chegavam a 3mil, daí ela foi submetida ao tratamento clinico, dieta zero, tomando soro glicosado, cloreto, melhorando significadamente em 7 dias, recebeu alta no sabado dia 17/08, o médico ainda não tinha passado pra ela alimentação nem pastosa nem liquida e quando mandou pra casa disse que ela só deveria ter cuidado para não ingerir proteinas, gorduras e etc…. 3 dias depois ela sentiu dor novamente, precisou ser internada na terça dia 20/08, quando o médico disse que a inflamação havia piorado, estava com leucocitose e os leococitos em 17 mil ( na primeira internação estava em 14 mil), teve que colocar novamente a sonda nasograstica, ficar medindo a urina todas as vezes e ficou internada até ontem dia 27/08, o médico disse que a recuperação foi muito boa, foi incluindo aos poucos a alimentação e ela está fazendo alimentação pastosa com um pouco de peito de frango e legumes batidos no liquidificador,no ultimo hemograma os leucocitos estavam em 10.400, diminuiu bem e segundo o médico isso é bom… acontece que ele não pediu nenhum exame, nem acompanhamento, disse pra ela retornar apenas no dia 11 de setembro e nós estamos muito preocupadas de como aconteceu da primeira vez ela ter que voltar, será que da primeira vez houve a piora por conta da alimentação? quais cuidados devemos ter? há risco da doença voltar? Nos ajude por favor, estamos meio que em pânico, nossa sorte é que ela é uma pessoa muito querida e todos estão orando muito pela recuperação dela, Deus está no comando e está na frente disso tudo, mas precisamos de informações… como deveremos reagir? a atitude do médico é correta? durante esse tempo é realmente desnecessário fazer qualquer exame pra acompanhar?

  21. CLEIA comenta:

    26 novembro, 2013 @ 6:21 PM

    BOM DIA DOUTOR, MORA NA ITALIA MEU MARIDO EM 2007 TEVE PANCREATITE AGUDA POR CAUSA DE COMIDA GORDUROSA E PRINCIPALMENTE A BEBIDA FOI INTERNADO COM URGENCIA OS MEDICOS DERAO 1% DE VIDA PRA ELE MAS GRACAS A DEUS SE SALVOU, O PROBLEMA E QUE VOLTOU A BEBER DE NOVO TOMA 4 GARRAFA DE CERVEJA POR DIA A NOITE E FINAL DE SEMANA CHEGA A TOMAR 15 GARRFAS SOZINHO OS MEDICOS DISSERAO QUE NAO PODERIA MAS BEBER O QUE PODE ACONTECER , POR FAVOR SE PUDER ME RESPONDER AGRADECO ESTOU MUITO PREOCUPADA E O COLESTEROL DELE ESTA ALTO JA TENTEI FALAR COM ELE PRA PARAR MAS NAO TEM JEITO NAO ME ESCUTA OBRIGADO

  22. Fernanda comenta:

    24 fevereiro, 2014 @ 10:15 AM

    Boa tarde!
    Vivo em Portugal tenho 62 anos.
    Tenho colon irritável e sofri em 2008 de diverticulite fui operada e desde então não tenho passado mal.
    recuperei o peso, mas procuro comer de tudo e talvez ultimamente tenha tido menos cuidado alimentar.
    o colesterol e os triglicéridos estão normais.
    Há cerca de 3 semanas comecei com uma dor abdominal do lado esquerdo que vai as costas e peito.Pensei se seria do estomago dado que tenho gastrite. mas e uma dor de lado e não no meio.Vou hoje fazer uma eco abdominal.
    Mas estou em pânico porque a dor nas costas piorou muito.Não tenho vómitos mas como não tenho apetite por causa das dores estou a emagrecer.
    Tenho medo de ser algo grave no pâncreas, embora tenha feito há 9 meses por outras razões (hipoglicemia)
    um rm ao pâncreas e estava tudo bem.
    Sera que com a eco se consegue detetar possível doença grave no pâncreas?
    Se poder agradeço do fundo do coração uma resposta.
    Muito obrigada

  23. katia regina garcia comenta:

    3 abril, 2014 @ 4:33 PM

    tive pancreatite aguda posso ter de novo?

  24. Vivendo com Pedras na Vesícula comenta:

    12 junho, 2015 @ 6:21 PM

    Eu fui diagnosticada com pedras na vesícula e resolvi não
    fazer a cirurgia. Busquei acompanhamento com nutricionista e nunca mais tive
    crises. NUNCA MAIS! Criei um Instagram para compartilhar com todos as dicas de
    alimentos, pratos, lanches e restaurantes saudáveis onde pode-se obter alimentação
    com baixo teor de gordura, é o @VivendoComPedrasNaVesicula! Me segue lá: https://instagram.com/vivendocompedrasnavesicula

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