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11

Fraturas nos idosos - Causas e conseqüencias

Categoria(s): DNT, Gerontologia, Programa de saúde


Editorial

Colaboradores :

Dra Mônica Cristine Jove Motti *

Fernando Savi **

 * Médica geriatra

** Fisioterapêuta e especialista em saude e medicina geriatrica METROCAMP

A fratura está na dependência direta da intensidade do trauma, da resistência do osso e da maior propensão a quedas, embora possam ocorrer fraturas espontâneas devido a rarefação óssea, conseqüência, na grande maioria dos casos, de osteoporose, sendo a causa mais freqüente na mulher. De todas as fraturas associadas a osteoporose, a fratura de extremidade de colo de fêmur é a que apresenta uma maior conseqüência na qualidade de vida do idoso, com um índice médio de mortalidade de 30% nos primeiros seis meses após o trauma e perda da autonomia em 50% dos casos.

As Fraturas da extremidade proximal do Fêmur representam 50% das internações por trauma em pacientes idosos em hospitais de pronto-socorro. Estima-se que cerca de 80% das fraturas de fêmur proximal ocorram em pessoas idosas capazes de andar sozinhas e que vivem na comunidade. A OMS considera como um importante problema de saúde e só no Brasil ocorrem cerca de 100 mil fraturas por ano.

Em 1999, Pinheiro realizou, na cidade do Rio de Janeiro, um estudo sobre as internações de pacientes com diagnóstico principal de fratura de colo de fêmur (total de 1.870 internações) nos hospitais credenciados pelo SUS, nos anos de 1994 e 1995. A média de idade do grupo tratado clinicamente foi de 61 anos. No grupo tratado cirurgicamente, a média foi de 68,8 anos. O tempo médio de permanência observado foi de 10,6 dias no grupo de pacientes tratados clinicamente e de 16,2 dias no grupo de pacientes que foram submetidos à cirurgia. O tempo médio de permanência nos hospitais pesquisados variou entre 5,3 e 34,7 dias.

As fraturas do colo do femur geram grandes despesas, tanto no nivel pessoal, social como financeiro para as entidades assistenciais. Toda via, outras formas de fraturas, têm importância como promotor de invalidez.

Formas de fraturas:
Úmero: fratura determinada por trauma direto ou indirero ao cair sobre o membro superior em extensão;
Punho: fratura de Colles, comum em mulheres, queda sobre a mão em extensão;
Costelas: fratura de arcos costais, podendo ou não haver pneumotórax, enfisema subcutâneo ou hemotórax;
Coluna Vertebral: fratura por achatamento;
Fratura ou luxação da coluna vertebral com trauma raquimedular, consequência de acidente de trânsito, quedas, agressões, esportes como em mergulho em águas rasa e maus tratos;
Bacia: resultado de queda sentado, sobre o quadril ou em politraumatismos;
Patela: fratura de patela

Como prevenir as fraturas

A prevenção das fraturas inicia-se na infância com uma alimentação saudável e reforçar a importância do cálcio, principalmente no sexo feminino como proteção contra futura osteoporose.

Alimentação - Deve-se estimular os hábitos alimentares saudáveis, coibindo o uso do fumo, álcool, drogas ilícitas.

Exercícios físicos - A rotina de atividade física saudável repercute positivamente na mobilidade, agilidade, postura, retardando os processos degenerativos. As atividades físicas devem ser aliadas à adequação postural previnindo os processos dolorosos, desvio de coluna como escolioses, cifoses e lordoses. Os exercícios físicos mal executados, sem a supervisão de um professor de educação física, causa mais malefícios que benefícios.

Fatores ambientais - Os acidentes podem ser prevenidos com retirada de tapetes que escorregam, lugares molhados e escorregadios e barras de apoio.

Controle de doenças - prevenção de outras doenças evitando deficiências como cegueira e deforminades físicas; cuidados com a saúde ocupacional no controle das perdas auditivas e outras incapacidades; manutenção das capacidades cognitivas no desempenho de atividades produtivas e da vida diária, prevenindo situações de dependência física e emocional.

Referências:

Pinheiro RS. Estudo sobre variações no uso de serviços de saúde: abordagens metodológicas e a utilização de grandes bases de dados nacionais [Tese de Doutorado]. Rio de Janeiro: ENSP/FIOCRUZ; 1999.

Yuaso,DR e Sguizzatto,GT; Fisioterapia em pacientes idosos. Gerontologia, cap.30,pg.331-347, Atheneu,2002.

Rabelo, DF; Cardoso, CM. Auto-eficácia, doenças crônicas e incapacidade funcional na velhice. PsicoUSF, jun. 2007, vol.12, no.1, p.75-81.

Moura RN, Santos FC dos, Driemeier M, Santos LM dos, Ramos LR. Quedas em idosos: fatores de risco associados. Gerontologia 1999;7(2):15-21

Cryer C, Patel S - Falls, Fragility,Fractures. National Service Frameword for Older People. London, November 2001. [on line]

Site: Portal equilíbrio e queda nos idosos.[on line]

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