Arquivo de Novembro, 2007

30
Nov

 Vertigem - 200 dúvidas a respeito: Parte 1

Categoria(s): Fisioterapia, Otogeriatria, Saúde Geriátrica

Esclarecimentos

1. Labirintite (sic) tem cura?

Sim, labirintite tem cura. A idéia de que não é possível curar a vertigem é errônea, freqüentemente oriunda da falta de conhecimento sobre os distúrbios labirínticos e de erros diagnósticos e terapêuticos.

2. O que é tontura?

A tontura, também denominada tonteira, zonzeira, atordoamento ou estonteamento, é a sensação de perturbação do equilíbrio corporal. Pode ser definida como uma percepção errônea, uma ilusão ou alucinação de movimento, uma sensação de desorientação espacial de tipo rotatório (vertigem) ou não-rotatório (instabilidade, flutuação, oscilações, etc) desequilíbrio e distorção visual (oscilopsia).

3. Por que algumas pessoas que sofrem de tontura apresentam perda de memória e falta de concentração mental?

Devido às inter-relações entre o sistema vestibular e as diversas áreas do cérebro, pode ocorrer a falta de memória, a dificuldade de concentração, fadiga, além de, insegurança física, psíquica, irritabilidade, perda da autoconfiança, ansiedade, depressão ou pânico.

4. Quais são os mecanismos do equilíbrio?

O nosso equilíbrio é regido por inúmeros processos que envolve os estímulos musculares (fusos musculares e reflexos de estiramento), estímulos posturais (mudanças lineares ou angulares na posição da cabeça em relação a terra e ao corpo), que ativam os receptores vestibulares (células ciliadas dos canais semicirculares e dos órgãos otolíticos. Estes estímulos nervosos, percorrem a espinha, penetram no tronco encefálico e vão terminar no complexo de núcleos vestibulares situado na porção mais alta do bulbo, invadindo a ponte. A figura ilustra as várias estruturas envolvidos nos reflexos do equilíbrio, como os orgãos do sentido (fuso muscular, olho, vestíbulo) e os centros cerebrais, feixes vestíbulo-espinais e espino-cerebelares, núcleos vestibulares, núcleo oculomotor (III) núcleo troclear (IV) núcleo abducente (VI), nervo vestibulococlear e cerebelo.

centros do equilíbrio

A orelha interna, chamada labirinto, é formada por escavações no osso temporal, revestidas por membrana e preenchidas por líquido. Limita-se com a orelha média pelas janelas oval e redonda. O labirinto apresenta uma parte anterior, a cóclea ou caracol - relacionada com a audição, e uma parte posterior - relacionada com o equilíbrio e constituída pelo vestíbulo e pelos canais semicirculares.

Veja mais a respeito

5. O que é vestibulopatia?

Vestibulopatia é a designação genérica para os distúrbios do equilíbrio corporal sediado no sistema vestibular periférico ou central.

6. O que é vestibulopatia periférica?

Tanto a vestibulopatia periférica como a central têm os mesmos sintomas de tontura, porém, as vestibulopatias periféricas podem apresentar, perda da audição, zumbido, sensação de pressão ou desconforto no ouvido, ânsia de vômito, sudorese fria e palidez.

7. O que é vestibulopatia central?

Além da tontura, a vestibulopatia central apresentam incoordenação motora (ataxia), visão dupla (diplopia), perda da força parcial ou total dos músculos da face, dificuldade de engolir (disfagia), fraqueza, distúrbios de sensibilidade.

8. O que é labirintite?

O termo correto é labirintopatia, que é a afecção determinada por comprometimento do ouvido interno (labirinto). Labirintite seria a inflamação do labirinto, que é uma condição rara.

9. Quem costuma ter mais tonturas o homem ou a mulher?

Cerca de 10% da população mundial tem algum tipo de tontura e esta pode ser de origem central ou periférica. Na mulher a incidência é maior que no homem (aproximadamente 2:1) e ao se investigar as causas da tontura verifica-se que todas as citadas pela literatura incidem também na mulher e com o agravante de que a variação hormonal normal ou anormal influencia no funcionamento do ouvido interno; o que pode ocasionar ou agravar a tontura e, com isso, pode-se ter uma paciente com os sintomas de “tensão pré-menstrual” que tem também tonturas.

10. Quais são os tipos de tonturas?

Tontura, tonteira, zonzeira, atordoamento, vertigem, estonteamento, é a sensação de perda do equilíbrio corporal. Pode ser do tipo rotatório (vertigem), ou não rotatório (instabilidade, flutuação, oscilações), desequilíbrio e distorção visual (oscilopsia).

11. A vertigem das alturas é uma doença?

Não, a vertigem das alturas, assim como, as cinetoses (tonturas com o movimento, p.ex barco), as vertigens auditivas, as proprioceptívas (por movimentos bruscos e amplos da cabeça), constituem alguns tipos de tonturas fisiológicas.

12. Por que muitas tonturas parecem não ter cura?

Em muitos pacientes o diagnóstico da causa da tontura não são feitos de forma apropriada e causa real não é identificada. Nesses casos, o tratamento é apenas parcial, insuficiente, puramente sintomático (medicamentos para “circulação”) e os insucessos terapêuticos prevalecem.

13. Quando procurar um especialista?

No primeiro sintoma. Muitas vezes, as pessoas, se auto-diagnosticam e se auto-medicam no primeiro sintoma de tontura. Julgam que o sintoma apresentado, foi decorrente de algum exagero alimentar, de um momento de estresse, de um nervosismo, e que logo vai passar. Aceitam, prontamente, o conselho medicamentoso de um amigo ou vizinho.

Geralmente, o segundo episódio é mais forte que o obriga a procurar um pronto-socorro, no plantão noturno, recebe um medicamento e nenhum estudo diagnóstico.

O correto, para não deixar a doença se torne crônica, é procurar um médico de confiança que certamente o encaminhará para um otorrinolaringologista, já no primeiro episódio de tontura.

14. Como diagnosticar a causa da tontura?

O passo inicial para o diagnóstico é a história clínica, seguida de uma boa avaliação no contexto da medicina geral, otológica e neurológica. Pois, a etiologia pode estar distante dos sistema vestibular. O sistema vestibular é de tal forma sensível à influência de distúrbios em outras áreas do corpo, que as tonturas podem surgir antes dos sintomas da doença principal.

O passo seguinte é a avaliação bioquímica dirigida, exames indicados pelos clínica do paciente, como radiografia do tórax, eletrocardiograma, eletroencefalograma. Complementa o estudo os exames otoneurológicos.

15. Quem deve cuidar do paciente com tontura?

A abordagem terapêutica é multidisciplinar, ou seja, vários profissionais, devem estar envolvidos no processo de cura. Consiste em um grupo de medidas concomitantes (tratamento etiológico, medicamentos, reabilitação auditiva e/ou vestibular, correção de possíveis erros alimentares, orientação de mudança de hábitos, eventual acompanhamento psicológico, etc) capitaneadas pelo médico otorrinolaringologista e/ou clínico geral ou geriatra.

16. O que é ototoxicose?

Ototoxicose é a lesão do aparelho auditivo por alguma substância tóxica. Muitos são os medicamentos (antiinflamatórios, anti-bióticos, hipotensores, hipoglicemiantes, etc) que podem lesar o aparelho vestibular e causar as tonturas. O mesmo, pode ocorrer com os inseticidas, produtos de limpeza, solventes, etc. Quando se pensa nesta etiologia, deve-se afastar rapidamente o produto suspeito.

17. Uma “gripe” pode provocar “labirintite”?

Sim, trata-se de uma infecção com possível etiologia viral, a neurite vestibular, relativamente comum, que ocasiona uma crise vertiginosa súbita. A intensidade do ataque e o tempo até a cura podem variar, mas o que costuma ocorrer é uma progressiva, até completa, recuperação. O episódio geralmente é único. Não existe tratamento específico, apenas repouso. Os exames laboratoriais ajudam no diagnóstico.

18. Um trauma no pescoço pode causar “labirintite”?

Sim, trata-se da chamada síndrome cervical, que se manifesta com dores na nuca, limitação dos movimentos do pescoço, formigamento nas mãos e sem dúvida o quadro de tontura. Pode ser decorrente da chamada síndrome da chicotada (whiplash injury) quando a cabeça faz um movimento rápido como um chicote, inflamatória, osteoartrites.

19. A pressão arterial alta pode causar tonturas?

A hipertensão arterial é uma das causas mais freqüentes de tonturas. Com o controle da pressão os sintomas desaparecem. Caso isso, não ocorra, deve-se pensar em micro infarto cerebral, especialmente na região do cerebelo.

20. A enxaqueca é causa ou conseqüência da tontura?

É muito comum a associação de enxaqueca e vestibulopatia, recebe o nome de enxaqueca vestibular. As possíveis causas dos distúrbios vestibulares podem ser também fatores desencadeantes da enxaqueca e o tratamento deles beneficia a melhora das duas doenças.

Na próxima semana (07/12/2007) a segunda parte.

Semanalmente, serão apresentadas 20 dúvidas, até completar 10 semanas com 200 dúvidas e respostas.

Referências:

No final da série das 200 dúvidas. 

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Veja Também:
Estudo de caso - Vertigem postural fóbica
Vertigem - Síndrome de Ménière
Estudo de caso - Vertigens posturais
Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)
Vertigem - 200 dúvidas a respeito - Parte 9
Vertigem - 200 dúvidas a respeito - Parte 8

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29
Nov

 Estudo de caso - Leucemia mielóide crônica

Categoria(s): Caso clínico, Oncogeriatria

Interpretação clínica

Paciente de 63 anos, safenectomizado há 3 anos, após episódio de infarto agudo do miocardio. Tem feito consulta de acompanhamento periodicamente, com o cardiologista. Nos últimos 2 meses vem sentido muita fadiga, canseira aos pequenos esforços e dor pré-cordial tipo anginosa. Foram novamente realizados todos os exames cardiológicos, que se mostraram normais. Porém, o exame hematológico mostrou hemoblobina de 11 mg/dL e leucocitose de 35.000. Dentre os leucócitos há um aumento de neutrófilos, bastonetes, metamielócitos, e também de eosinófilos e basófilos. As plaquetas estavam em 450.000 (figura).

Diante do quadro o cardiologista suspeitou de leucemia mielóide crônica e encaminhou ao hematologista. Este realizou um exame de biópsia da medula ósssea (mielograma), que mostraou-se com hipercelularidade com granulócitos em diferentes estágios de maturação (bastonetes, metamielócitos, mielócitos, promielócitos e mieloblastos), aumento de eosinófios e basófilos.
O exame citogenéticos detectou cromossomo Filadélfia.

Diante do quadro fechou-se o diagnóstico de leucemia mielóide crônica.

Leucemia mielóide

Análise do caso

A leucemia mielóide crônica (LMC) é uma doença mieloproliferativa crônica, que cursa com grande esplenomegalia e leucocitose. O diagnóstico dessa entidade é feito, geralmente, por exames de rotina do sangue periférico e estudo da medula óssea, e 90% dos casos apresentam alteração citogenética típica, que é a presença do cromossomo Filadélfia.

A LMC possui três formas clínicas: forma crônica, com duração de 3 a 4 anos; forma acelerada, que antecede a metamorfose blástica; e forma terminal, ou crise blástica, caracterizada pela refratariedade ao tratamento, e com duração de três a quatro meses, até o êxito letal.

Uma complicação relativamente rara e de repercussão cardíaca é a hiperviscosidade secundária à leucocitose, que ocorre, geralmente, quando o número de leucócitos está acima de 30000 ml/dl. Com a instituição do tratamento, utilizando a hidroxiuréia com o objetivo de reduzir a leucocitose, a resposta é, habitualmente, satisfatória. Quando a repercussão sistêmica é de grande importância, é indicada a leucaferese. Outra complicação, com repercussão cardíaca, deve-se à presença de anemia, comum na fase acelerada e na crise blástica. Essa anormalidade pode levar a hipoxia tecidual e aparecimento de sintomas de insuficiência cardíaca congestiva. Nesses pacientes, podem ser utilizadas transfusões de glóbulos vermelhos, de acordo com a necessidade.

Tratamento - O transplante de medula óssea (TMO) alogeneico constitui a única forma de tratamento curativo da doença. O uso do quimioterápico (hidroxiuréia) é apenas sintomático, levando a um controle transitório da doença. O uso de alfa-interferon tem sido preferencialmente indicado naqueles pacientes que não dispõem de doador compatível e pode levar tanto à remissão hematológica como citogenética.

Referências:

Bennett J. Claude, Plum Fred. Cecil: Tratado de medicina interna. 20ª ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 1997. p. 524, 976-978, 985-986.

Veja Também:
Desaferentação
Oftalmoplegia externa crônica progressiva (OECP)
Estudo de caso - Prostatite crônica
Estudo de caso - Tumor fantasma
Estudo de caso - poliúria
Estudo de caso - Necrose óssea

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28
Nov

 Angélica - Angelica archangelica

Categoria(s): Bioquímica, Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Angélica - Angelica archangelica L.

A angélica é uma excelente planta melífera, ou seja planta que produz mel.

AngelicaPlanta bienal de porte robusto, munida de um rizoma cônico de cor escura e de poderosas raízes. No primeiro ano, aparece uma roseta de folhas terrestres, no segundo ano um enorme caule em forma de cana, muito ramificado, coberto de folhas alternas dotadas de bainha membranosa. A parte terminal do caule apresenta umbelas compostas, formadas de flores esverdeadas. O fruto é um diaquênio. Toda a planta liberta um aroma agradável.

Para fins farmacológicos utiliza-se, as raízes e os frutos . As raízes são desenterradas depois do segundo ano, de preferência no Outono, altura em que são mais ricas em óleos essenciais. Os frutos são colhidos à medida da maturação das umbelas. Faz-se cair os frutos sobre telas, deixa-se que acabem de amadurecer e secar, depois são limpos e as sementes são retiradas.

As duas partes colhidas contém um óleo essencial, ácidos orgânicos, princípios amargos, taninos e açúcares. Atuam como calmantes do sistema nervoso, reduzem o aparecimento de dores de cabeça e de perturbações nervosas, aliviam as cãibras. Servem de aditivo nas preparações aromáticas.

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Contos da Eneida - As Bonecas de Angélica

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27
Nov

 Poemas da Eneida - Alma enferma

Categoria(s): Contos e Poemas

Poemas

Colaboradora: Eneida Tagliolatto *

* Poetisa Paulista

ALMA ENFERMA

Alma enfermaSe todos pudessem entender
os sentimentos que invadem
a alma de alguém.
Seria no meu modo de ver,
muito mais fácil compreender,
quando essa alma deixa transparecer,
a sua tristeza e sua dor também.

Sim, é verdade, alma tem dor.
Uma dor cruel, que leva ao desespero total,
e que muitas vezes,
pode-se tornar fatal!

Mas é tão simples conter esse pesar,
basta as pessoas que rodeiam o infeliz,
deixá-lo em paz, sem cobrar.
Deixá-lo apenas viver;
viver como sempre quis.

DESILUSÃO

Em nosso vocabulário existem palavras terminadas em “ão” que mexem com nossos sentimentos. Exemplos: emoção, afeição, satisfação, ilusão, e outras tantas mais.
Mas tem uma, que para mim é muito cruel: é a desilusão.

Desilusão é terrível.

Ela já matou meus desejos, anseios, sonhos,
deixando-me triste e magoada.
Vivendo apenas de lembranças,
poucas, quase nada.

Ah, desilusão.
Você é algo que alguém semeia,
e vai regando sutilmente,
fazendo você ir corroendo a alma
da terra em que foste plantada.

Seus brotos aparecem no meu olhar tristonho.
Suas raízes entrelaçam os meus membros,
que se esmorecem,
e não têm mais forças para caminhar.
Até na minha fala você interferiu.
A voz que antes era possante,
agora quer calar.

Mas vejo uma luz no túnel,
e lembro que ainda me resta uma semente,
semente essa; poderosa,
que embora você teime em abafar,
devagarzinho, disfarçada, até um pouco audaciosa,
ela consegue respirar.

Foi plantada de outra forma.
Está sendo regada com estímulos.
E estou com esperança
de voltar a ter a alegria de uma criança,
pois essa semente, me foi dada
por pessoas sem leviandade,
pessoas que apenas querem; a minha felicidade.

Essa semente chama-se: Amizade

* Figuras de Carl Larsson (1853-1919)

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27
Nov

 Menopausa - Riscos da terapia de reposição hormonal

Categoria(s): Endocrinogeriatria, Ginecogeriatria

Revendo

TRHUm dos efeitos colaterais mais freqüentes da terapia de reposição hormonal é o sangramento genital, que ocorre principalmente no período de descanso da reposição com estrogênios e progestogênios cíclicos e quando o estrogênio é contínuo mas a progesterona, cíclica. No entanto, o sangramento também pode ocorrer com esquemas de reposição com ambos os hormônios contínuos, embora isso seja mais raro.

Quando ocorre, o sangramento costuma ser menos intenso do que a menstruação normal do menacme da paciente em questão, tendendo a diminuir com o decorrer do tratamento, e não traz maiores conseqüências, devendo-se esclarecer à usuária para não se preocupar, pois normalmente ela associa o sangramento genital pós-menopausa ao medo de câncer ginecológico. Algumas pacientes não desejam ter sangramento genital tipo menstruação e para essas pacientes deve-se preferir a reposição com estrogênio e progestogênio contínuos.

O tratamento prolongado com estrogênios sem oposição progestagênica aumenta o risco de desenvolvimento de hiperplasia endometrial, com maior chance de ocorrer adenocarcinoma de endométrio. Dessa forma, o uso exclusivo de estrogênio deve ser reservado apenas para as pacientes histerectomizadas. O risco de câncer de endométrio depende da dose e do tempo de tratamento. O uso de progestogênio impede o desenvolvimento de hiperplasia endometrial e, com isso, diminui o risco de câncer de endométrio.

Ação sobre o tecido mamário - Os estrogênios estimulam a proliferação ductal mamária, devendo também estimular o desenvolvimento dos ácinos, pelo menos em altas concentrações. A atuação da progesterona se dá no desenvolvimento lóbulo-alveolar.
Existem relatos de desenvolvimento de cistos ou doença fibrocística mamária em mulheres pós-menopáusicas com terapia de reposição hormonal, havendo melhora com a suspensão do tratamento. Também pode ocorrer mastalgia, que tende a ser aliviada com o decorrer do tratamento.

Com relação ao câncer de mama, não há consenso na literatura médica até o momento sobre o uso de estrogênios e o risco de desenvolvimento de câncer de mama. Foram realizados vários estudos, alguns dos quais concluíram haver aumento do risco sob essas condições e outros, o contrário. Saiba mais

Intolerância a glicose
- Em geral aceita-se que os estrogênios podem produzir alterações da tolerância normal à glicose oral, com aumento da insulinemia. Entre tanto, a estrogenioterapia de reposição com hormônios naturais não está contra-indicada no climatério de pacientes diabéticas sem complicações vasculares.

Sistema digestivo - Algumas mulheres queixam-se de náuseas e vômitos.
Podem ocorrer elevações de enzimas hepáticas, embora não tenham sido descritas lesões hepáticas nas mulheres em uso de terapia de reposição hormonal.

Referência:

González-Merlo J. Ventajas e inconvenientes del tratamiento hormonal sustitutivo de la menopausia. Indicaciones y contraindicaciones. In: Palacios S, ed. Climaterio y Menopausia. Madrid: Mirpal, 1993;241.

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Estudo de caso - Fratura vertebral
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A mulher do século XXI - Osteoporose e TRH
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Câncer de mama e TRH

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