//*** MARCEL => "pub-4189979764094081"; //*** ANA => "pub-2835477731727458"; /*** INDEX ***/ function AdSense_Topo_Index() { } /*** INDEX SEGUNDO POST ***/ function AdSense_Index_Segundo_Post() { } /*** PAGE / SINGLE ***/ function AdSense_Topo_PageSingle() { } /*** LINK ***/ function AdSense_SideBar_Link() { } /*** 404 NOT FOUND ***/ function AdSense_404_Topo() { } /*** 500 ERROR ***/ function AdSense_500_Topo() { //*** EDITE O ARQUIVO 500.shtml } /*** FRAME ***/ function AdSense_Frame_Topo() { //*** EDITE O ARQUIVO frame.htm } /*** SINGLE TOPO ***/ function AdSense_Single_Topo() { } /*** SINGLE RODAPE ***/ function AdSense_Single_Rodape() { } /*** PAGE TOPO ***/ /*** PAGE RODAPE ***/ /*** INDEX SEGUNDO POST ***/ function AdSense_Sidebar_Busca() { echo ( '
Google
' ); } ?> 2007 outubro 23

Arquivo de 23/out/2007





23 - out

Uso da creatina, L-carnitina e aminoácidos de cadeia ramificada nos idosos

Categoria(s): Bioquímica, Endocrinologia geriátrica, Nutrição

Resenha

Um dos grandes vilões da invalidez é a perda da massa muscular (sarcopenia) que acomete todas as pessoas idosas. Em algumas mais rapidamente que em outras. Apesar do considerado o impacto que a reduzida massa muscular parece exercer sobre a morbidade e a mortalidade, relativamente poucos estudos controlados e randomizados foram realizados com intervenções que promovam a recuperação da massa muscular perdida (atuações ergogênicas). Veja sarcopenia

Em indivíduos saudáveis, a suplementação de substâncias ergogênicas é utilizada para aumentar a tolerância ao exercício, postergar a fadiga, ou estimular a síntese protéica muscular, visando assim à melhora do desempenho físico.

A revisão da literatura mostra que, entre os suplementos ergogênicos avaliados, os esteróides anabolizantes, desde que utilizados em doses adequadas e por tempo limitado, parecem ser os mais promissores. Evidências preliminares também apontam bons resultados com o uso da creatina e da L-carnitina e, em menor grau, com os aminoácidos de cadeia ramificada. O emprego do rhGH parece limitado em nosso meio devido ao custo elevado e à administração parenteral.

O uso de suplementações hormonais e protéicas visa a seus benefícios ergogênicos, especialmente aqueles relacionados com o aumento da síntese e/ou diminuição do catabolismo protéicos.

Esteróides anabolizantes – Os esteróides anabolizantes são hormônios sintéticos semelhantes à testosterona, o mais importante hormônio secretado pelas células intersticiais do testículo. Atuam no desenvolvimento dos caracteres sexuais masculinos, promovendo hipertrofia muscular e redução da gordura corporal. O importante efeito anabolizante dos esteróides estimulou diversos pesquisadores a investigar um possível efeito terapêutico dessas substâncias.

O uso prolongado de altas doses em humanos pode levar à deterioração da função endócrina normal da testosterona e ao aumento da concentração de estradiol, hormônio feminino que promove o desenvolvimento de características femininas. Outros efeitos colaterais podem ocorrer, como: aumento do colesterol com diminuição do HDL-colesterola (high density lipoprotein), lesões hepáticas, hiperplasia prostática, impotência e esterilidade.

Creatina – A creatina é um nutriente encontrado em alimentos, como peixes e carnes, podendo ser sintetizado endogenamente no fígado, rins e pâncreas a partir de outros aminoácidos (glicina, arginina e metionina). A maior parte da creatina está no músculo esquelético, sob a forma de fosfocreatina. A fosfocreatina é a primeira reserva energética degradada durante atividades de alta demanda energética, que variam de dez segundos a cerca de um minuto, porém seus estoques são ressintetizados em poucos minutos, o que a torna importante em exercícios intermitentes.

A suplementação de creatina tem sido muito utilizada por atletas. Contudo, evidências recentes indicam que a creatina pode ser útil no tratamento de doenças, principalmente naquelas que resultam em atrofia e fadiga muscular. Outro aspecto relevante, que justificaria o uso da creatina em pacientes com doenças pulmonares crônicas, é que esta população apresenta redistribuição dos tipos de fibras musculares, com predomínio de fibras do tipo II, que se caracterizam por contrações rápidas e apresentam maior capacidade anaeróbia que as do tipo I. Estudos apontam que as fibras do tipo II apresentam maior utilização de fosfocreatina durante o exercício. Desta forma, a suplementação de creatina pode ser uma alternativa válida, juntamente com o treinamento físico, no intuito de diminuir a intolerância ao exercício.

L-carnitina – A L-carnitina é um metabólito essencial envolvido no transporte dos ácidos graxos de cadeia longa, do citosol para a matriz mitocondrial, onde ocorre a ß-oxidação, ou seja, a oxidação dos ácidos graxos, com produção de energia.

Vários trabalhos foram publicados na literatura esportiva abordando o efeito ergogênico da L-carnitina, visando à melhora do desempenho, já que a mesma pode aumentar a oxidação de ácidos graxos, diminuir as taxas de depleção do glicogênio muscular, e aumentar a resistência à fadiga muscular. Porém, a utilização de L-carnitina por longos períodos em indivíduos saudáveis não treinados não mostrou melhora do desempenho físico.

Parece lógico supor que a suplementação de L-carnitina deva ser utilizada preferencialmente em indivíduos com composição corporal adequada, especialmente no que se refere à reserva adiposa, já que a substância estimula a utilização de gorduras como substrato.

Aminoácidos de cadeia ramificada (ACR) – Os aminoácidos de cadeia ramificada (ACR), leucina, isoleucina e valina, são primariamente metabolizados no músculo esquelético como substratos energéticos, ou utilizados como precursores para a síntese de outros aminoácidos e proteínas. Eles exercem uma influência significativa sobre o metabolismo da glutamina e servem como importante substrato energético para o cérebro, rins, fígado e coração. O aumento da concentração de ACR no músculo esquelético reduz a atividade da glutamato desidrogenase, reduzindo a degradação da glutamina. O glutamato intracelular tem papel central na preservação dos fosfatos de alta energia no músculo e seus baixos níveis intramusculares estão associados à acidose lática precoce durante o exercício. A infusão de ACR estimula a síntese e diminui a degradação protéica, regulando a renovação muscular. Durante exercícios prolongados, os ACR podem servir como substrato oxidativo para os músculos esqueléticos. Em condições de relativa falta de energia, como sepse, trauma e hipóxia, o metabolismo dos ACR encontra-se acelerado no músculo esquelético.

Hormônio do crescimento – O hormônio do crescimento é um polipeptídeo composto de 191 aminoácidos, liberado pela hipófise a partir de certos estímulos fisiológicos específicos. Através de técnicas de engenharia genética, pode-se obter sua forma sintética, o hormônio de crescimento recombinante (rhGH). Esta substância pode acelerar a oxidação dos ácidos graxos e aumentar a captação de aminoácidos, além de exercer um efeito diabetogênico, secundário à diminuição do transporte de glicose através da membrana celular. Outros efeitos colaterais relacionados ao rhGH são: edema periférico, hipotiroidismo e ginecomastia.

O hormônio do crescimento estimula o fígado a produzir o fator de crescimento insulina-símile 1, uma molécula que se liga a proteínas carreadoras plasmáticas. Este fator de crescimento constitui o mais importante mediador anabólico do hormônio de crescimento, tendo função central na regulação do metabolismo e na proliferação e diferenciação celulares. Portanto, o emprego do hormônio do crescimento pode ser potencialmente benéfico na sarcopenia.

Referências:

Casey A, Greenhaff PL. Does dietary creatine supplementation play a role a role in skeletal muscle metabolism and performance? Am J Clin Nutr. 2000;72(2 Suppl):607S-17S.

Freund H, Hoover HC Jr, Atamian S, Fisher JE. Infusion of branched chain amino acids in postoperative patients. Anticatabolic properties. Ann Surg. 1979;190(1):18-23.

Gosker HR, van Mameren H, van Dijk PJ, Engelen MP, van der Vusse GJ, Wouters EF, et al. Skeletal muscle fiber-type shifting and metabolic profile in patients with chronic obstructive pulmonary disease. Eur Respir J. 2002;19(4):617-25.

Neder JA, Nery LE. Fisiologia do exercício: teoria e prática. São Paulo: Artes Médicas; 2003.

Persky AM, Brazeau GA. Clinical pharmacology of the dietary supplement creatine monohydrate. Pharmacol Rev. 2001;53(2):161-76.

Platell C, Kong SE, McCauley R, Hall JC. Branched-chain aminoacids. J Gastroenterol Hepatol. 2000;15(7):706-17.

Rodrigues LP, Padovan GJ, Marchini JS. Uso de carnitina em terapia nutricional. Nutrire. 2003;25:113-34.

Schols A. Nutritional modulation as part of the integrated management of chronic obstructive pulmonary disease. Proc Nutr Soc. 2003;62(4):783-91.

Villaça DS, Lerario MC, Dal Corso S, Neder JA – Novas terapias ergogênicas no tratamento da doença obstrutiva crônica. J Bras Pneumol 2006;32(1):

Tags: , , , , ,

Veja Também:

Comments (19)    







23 - out

Contos do Bié – O Santo que eu queria e os sinos de meu desejo

Categoria(s): Contos e Poemas

Sabedoria

Colaborador: Gabriel Araújo dos Santos *

* Poeta Mineiro

São FranciscoAté que enfim se decidiu, após longas e extenuantes reuniões do vigário com os principais da cidade, entre eles o senhor prefeito, a demolição da velha igreja matriz.
Não levou muitos dias chegaram à cidade Dedê e Armelindo, pedreiros competentes, encarregados de construir o novo templo… Solteiros. Dedê, magro, alto, simpático, fala mansa. Armelindo, gordão, também muito amável e comunicativo.

Vi-os pela primeira vez do lado de fora da igreja, em companhia do vigário e de grande parte dos principais da cidade que decidiram levar a cabo a nova obra. Examinaram o velho templo a ser demolido e toda a área em volta, como a estudar onde seriam depositados os materiais básicos da futura construção.

A cidade estava eufórica e eu muito mais ainda. Afinal chegará a hora de ter um santo em minha casa. Seria uma oportunidade para eu rezar quase que dia e noite, a rogar ao santo que mantivesse a guerra lá fora e restabelecesse a saúde de meu pai. As inúmeras imagens e estampas dos santos da igreja seriam distribuídas a determinadas casas da cidade, que aí permaneceriam até a conclusão do novo templo. Ora, eu raciocinava, todos de nossa casa éramos assíduos freqüentadores das rezas e missas , e meu pai, em sendo membro do coro, onde tocava e cantava, e ainda prestava assistência técnica ao harmônico, preenchia todos os requisitos para abrigar um santo em casa. Pronto, eu matutava ,favas contadas, e, no meu íntimo e silenciosamente, alegrava-me, imaginando-me ajoelhado em algum canto da casa, diante do santo que ali iria estar, zelando por mim, por meu pai e meus irmãos, por toda a família.

Amiudaram-se minas idas à igreja, e quantas vezes, durante o dia, via-me a sós com meus medos, pavores e esperanças, postado diante das imagens, como a fazer uma via-sacra, detendo-me diante de cada um dos santos e santas, examinado-os em detalhes, reparando bem neles, no seu jeito de ser, na sua fisionomia, triste, alegra, decidida ou não. Lá num canto, à direita do altar principal, entre outras, via-se a imagem de Nossa Senhora das Dores, que parecia imensa, uma dona de toda altura, o manto a cobrir-lhe a cabeça e todo o corpo até as extremidades dos pés. Expressão de tristeza e dor, o olhar fixo, perdido no espaço, em direção à imagem do filho, o Senhor Morto, estendido no esquife, ali a seus pés. Nunca recebiam minha visita, e eu já descartara a ida dos dois para minha casa. São Sebastião, apesar de crivado de flechas, ensangüentado, não demonstrava expressão de dor e de derrota. A cabeça erguida e os olhos vivos pareciam traduzir sua indiferença ao martírio, o que me deixava seguro e confiante em tê-lo como hóspede e por isto já figura como um dos escolhidos, e, além dele, incluía-se uma santa linda, o olhar terno, as delicadas mãos a segurar um feixe de flores. Devia ser Santa Luzia. Havia outro santo, figura simpática de um velhinho, com uma criança ao lado, uma das mãos em sua cabeça, em gesto de afago. Era São Vicente de Paula. Mas com quem me simpatizei, de fato, e mais me demorava diante de sua imagem, foi São Francisco de Assis. Já escutava muita história a seu respeito, em especial de seu convívio com a natureza, a que chamava de irmã. Figurava entre os mais citados para ficar em minha casa, que, apesar de acanhada e muito simples, pobre até, dispunha, num dos cômodos dos fundos, de um viveiro com tuins, além de um bando enorme de pombas caseiras. Sua imagem poderia ser acomodada ao lado do viveiro, junto aos barulhentos passarinhos verdes.

Todos estes planos eu traçava silenciosamente em meu coração, e não via a hora em que o vigário fizesse o anuncio oficial das casas contempladas para acolher as imagens dos santos de devoção de todos nós, velhos, adultos e crianças. Por isto eu não perdia uma reza, um terço e muito menos missa, na expectativa da grande notícia. Esta frequencia à igreja animou muitas beatas minhas vizinhas e as professoras do grupo onde eu estudava, pois quem sabe haveria em mim uma santa vocação para padre, menino bom, rezador, de bom procedimento- “bem procedido?”

Todas as tardes, a partir das seis horas, logo após o momento do Ângelus na Radio Tamoio, em que Júlio Louzada levava às lágrimas, mormente as mulheres, os ouvintes de seu programa, tinha início a novela em que se abordava a vida dos santos, e estava sendo levada ao ar a vida de São Francisco de Assis.

Chegou, afinal, o dia do grande anúncio e também de minha decepção e tristeza, de vez que nossa casa não figurava entre as que iriam acolher as imagens dos santos e santas. Terminada a celebração daquela manhã fria e úmida do mês de junho, permaneci no interior da igreja, cujos trabalhos de demolição teriam início na semana seguinte, com a retirada das imagens e de todos os utensílios e componentes que pudessem ser aproveitados no novo prédio, e os sinos seriam um dos primeiros a serem retirados, junto com o velho e tradicional relógio e seu pesado pêndulo.

De início em nicho, orei a todos os santos e santas, dentendo-me mais um pouco diante daqueles de minha maior simpatia e devoção. Dei início aos meus passos pela parte reservada exclusivamente às mulheres, e, do último nicho fui para o outro lado, lugar de exclusivo assento dos homens. Passei rápido ao lado de Nossa Senhora das Dores e do esquife do Senhor Morto, postados ao lado da sacristia e do altar-mor.

À tardezinha voltei à igreja e dirigi meu adeus aos santos todos, cujas imagens, na tarde daquele domingo, foram levadas às sua novas e provisórias moradas, em procissão formada por diversos grupos dos fiéis devotos, que iam saindo a entoar hinos de louvores.
E fiquei ali, do lado de fora, tiritando de frio, e vi quando sumiu, no fim do largo do chafariz, o derradeiro grupo de fiéis que levaram o Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores à casa de seu Lalade e Sinhazinha, onde foram acolhidos. E já de noite, no silêncio da rua erma e deserta, tomei o caminho de casa. Aqui e acolá escutavam-se os cantos dos pássaros noturnos, entre eles o curiango, que, piando agouros, dava-me a pressentir.

Uma noite de maus sonhos e pesadelos

Veja Também:

Comments (1)    




" A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica.
Procure sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança "
do_action('wp_footer'); ?>