|
Out
22
|
SARA — sÃndrome da angústia respiratória aguda
Categoria(s): Cardiogeriatria, Emergências, Pneumogeriatria |
Resenha
Colaborador: Dr Roberto Khairalla*
* Médico Intensivista e Pós-graduando do Curso de Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp
A SÃndrome de Angústia Respiratória Aguda (ARDS ou SARA) é uma nova e mais apropriada denominação para a SÃndrome de Angústia Respiratória do Adulto (também denominada SARA), pelo menos por 2 razões. Primeiro, porque a SARA foi denominada originalmente sÃndrome de angústia respiratória do adulto em função de suas similaridades com a RDS (Respiratory Distress Syndrome ou Membrana Hialina) a qual ocorre em crianças prematuras. Este termo provou ter sido um engano, fundamentalmente porque a patologia da SARA e da RDS/Membrana Hialina não são similares. A RDS/Membrana Hialina resulta de uma deficiência absoluta de falta de surfactante devido à imaturidade dos pneumócitos do tipo II, enquanto a fisiopatologia da SARA envolve inflamação neutrofÃlica aguda, com lesão secundária das células do epitélio e endotélio pulmonares. Em segundo lugar a SARA tem sido reconhecida em todas as faixas etárias, ocorrendo com igual prevalência em ambos os sexos.
A SARA ocorre por alteração na permeabilidade alvéolo-capilar com extravasamento de plasma para o interior dos alvéolos e formação de edema pulmonar não hidrostático.
Clinicamente se apresenta com quadro de intensa falta de ar (dispnéia) e diminuição da oxigenação (troca gasosa), necessitando de intervensão imediata com equipamentos ventilatórios. Os quadros de SARA sucedem com complicações de quadros graves de outras doenças. Sua incidência nas UTI é de 2 a 10% dos casos; ocorrendo 18 a 50% nos casos de septicemias; 20% a 24% nos Politransfundidos; 5% a 15% nos traumas;10% das pneumonias; 2% a 10% nas embolias gordurosas; e 7% nas Pancreatite.
Ao exame histológicos dos pulmões dos pacientes que faleceram de SARA encontramos: observam-se poucos alvéolos expandidos. Sua superfÃcie está parcialmente revestida por membranas hialinas. O tecido pulmonar entre estes alvéolos é constituÃdo por alvéolos atelectásicos, infiltrado inflamatório e septos interalveolares edemaciados,
congestão, edema intersticial ou alveolar, necrose do epitélio, aumento do número e neutrófilos nos capilares, microtrombos hialinos. Focos de atelectasia, hemorragia intra-alveolar, formação de membranas hialinas.
Metaplasia epitelial e hiperplasia dos pneumócitos do tipo II, com atipias celulares. Proliferação fibroblástica intersticial.
Em casos menos graves pode ocorrer restituição da integridade.
Fisiopatogênia
Após instalação do fator predisponente, circulação extracorpórea prolongada ou por reação à administração de produtos sanguÃneos ocorrerá a liberação dos fatores mediadores da inflamação e a conseqüente alteração da permeabilidade da membrana alveolocapilar.
Precocemente, grande afluxo de neutrófilos para o território pulmonar e uma série de reações:
a) Liberação de proteases (colagenase e elastase) relacionadas diretamente com a agressão à membrana celular.
b) Liberação de radicais superóxidos pelos polimorfonucleares, que alteram a estrutura secundária de proteÃnas e lÃpides da membrana celular, levando à lesão tecidual.
c) A cicloxigenase e a lipoxigenase (liberadas pelos próprios neutrófilos) na presença de ácidos graxos livres resultantes da lesão das membranas produzem prostaglandinas e leucotrienos. Estes geram vasoconstrição e broncoconstrição. Os leucotrienos possuem também efeito quimiotático para neutrófilos (LTB-4) e alteram a permeabilidade da membrana alveolocapilar.
d) Os neutrófilos recrutados ao parênquima pulmonar são ativados e agregam-se a membrana do endotélio. Essa interação entre neutrófilo e membrana endotelial é fundamental para criar um ambiente em que radicais superóxidos e proteases, liberados pelo neutrófilo ativado, possam agir sem sofrer mediação por agentes normalmente presentes na corrente sanguÃnea. Essa interação é feita por moléculas de adesão, as selectinas, que são expressas na membrana, tanto no próprio neutrófilo (L-selectina) como na célula endotelial (E-selectina e P-selectina). A expressão das moléculas de adesão ocorre em resposta a um estÃmulo por citoquinas (como, por exemplo, fator de necrose tecidual), e facilita a agregação dos polimorfonucleares. Essa interação é feita por moléculas de adesão, as selectinas, que são expressas na membrana tanto do próprio neutrófilo (L-selectina) como na célula endotelial (E-selectina, P-selectina), em resposta ao estÃmulo por citoquinas (como, por exemplo, fator de necrose tumoral) ou mediadores da inflamação (como lipopolissacárides — LPS). Além das selectinas, a famÃlia das integrinas tem papel importante nesse mecanismo de adesão dos neutrófilos. Uma vez ativadas por mediadores como o TNF, passam a expressar receptores de superfÃcie CD11/CD18, que reconhecem as moléculas de adesão intercelulares ICAM-1 e ICAM-2 expressas na superfÃcie do endotélio. Essa interação protéica torna ainda mais forte a adesão, permitindo que a reação inflamatória prossiga localmente.
e) Os neutrófilos ativados liberam citoquinas como o fator de necrose tumoral e as interleucinas, principalmente IL-1, IL-4, IL-6 e IL-8, que têm papel determinante no desenvolvimento da SARA. Em resposta a esses mediadores, verifica-se aumento da atividade pró-coagulante, com deposição de fibrina, aumento da degradação e liberação de produtos de degradação da fibrina e dÃmero D. Esses fenômenos ocorrem em toda a área lesada, mas principalmente no lado alveolar da barreira, contribuindo para a formação da membrana hialina, que é a marca histológica da sÃndrome.
f) A presença de fibrina contribui para a inativação do surfactante. Serve de matriz e estÃmulo para a proliferação e a ativação de fibroblastos, responsáveis pela fibrose e pela reparação do tecido alveolar. Produtos de degradação da fibrina podem aumentar a permeabilidade vascular e a vasoconstrição, uma associação que favorece a formação de edema. NÃveis elevados de dÃmero D e de atividade pró-coagulante no lavado broncoalveolar de pacientes de risco são marcadores do desenvolvimento da sÃndrome.
A ocorrência da sÃndrome em indivÃduos depletados de neutrófilos mostra que, além do neutrófilo, dois efeitos têm papel destacado em seu desenvolvimento: os macrófagos e as plaquetas.
Os macrófagos, células residentes no território pulmonar, contam com um arsenal lesivo semelhante ao dos neutrófilos e produzem grande quantidade de fator de necrose tumoral. Essa citoquina é capaz de desencadear todo o processo da SARA.
As plaquetas, por sua vez, por meio de sua agregação intravascular e conseqüente formação de microtrombos, levam ao desequilÃbrio na relação V/Q, que piora pela vasoconstrição secundária a liberação de prostaglandinas e serotonina. As plaquetas também estão envolvidas no processo de reparação que se segue a lesão do parênquima pulmonar, já que liberam grandes quantidades de PGDF, potente estimulante mitogênico para os fibroblastos.
Recentemente demonstrou-se a importância de um novo mediador da inflamação: o óxido nÃtrico. Liberado por endotélio, neutrófilos, macrófagos e plaquetas, participa diretamente da alteração da permeabilidade da membrana alveolocapilar.
Numa fase mais avançada, há uma certa organização do processo, com proliferação de fibroblastos e deposição de colágeno, culminando com o estabelecimento de fibrose. A fibrose pulmonar depende não somente da presença de mitógenos, como o PGDF, como também de uma matriz apropriada, que resulta da coagulação intra-alveolar da fibrina extravasada do plasma, em função da alteração da permeabilidade da membrana alveolocapilar.
A superfÃcie epitelial dos alvéolos apresenta intensa atividade anticoagulante determinada pela presença de ativadores do plasminogênio. A perda desses ativadores é um dos eventos iniciais na SARA.
A surfactante sofre interferência em sua ação pelos produtos de degradação da fibrina e tem sua produção alterada, por causa do comprometimento dos pneumócitos do tipo II.
Essas alterações causam anormalidades na função pulmonar. Há diminuição da complacência pulmonar e estabelecimento de insuficiência respiratória e hipoxêmica secundária a alterações na relação ventilação-perfusão, e ao estabelecimento de “shunt” venoarterial pulmonar secundário ao colapso alveolar. O broncospasmo, se presente, contribuirá para a intensificação dessas alterações.
Tratamento
1. Corticosteróides
Os efeitos potencialmente benéficos que os corticosteróides podem produzir evitando a lesão da membrana alvéolo-capilar são altamente atraentes. Usados em altas doses e precocemente, inibem a agregação dos granulócitos induzida pelo complemento, previnem o aumento da permeabilidade vascular induzida por edotoxina, dificultam a aderência dos polimorfonucleares ao endotélio da microcirculação, inibem a fosfolipase diminuindo a sÃntese de tromboxana e de outros
metabólitos do ácido araquidônico e inibem a produção de radicais tóxicos de oxigênio. Estudos multicêntricos mostraram que o uso de corticosteróides não previne o desenvolvimento da SARA, e que seu uso em altas doses pode provocar um
elevação da mortalidade por aumento na taxa de infecção. Portanto, o uso de altas doses de corticosteróides na SARA não está justificado. O uso de baixas doses de corticosteróides nas fases da SARA em que predomina a inflamação ainda é preconizado por alguns autores.Meduri et al mostraram que na fase fibroproliferativa da SARA (1 semana de história) o uso de metilprednisolona 2 mg/kg/dia pode levar a uma melhora da função pulomonar e da sobrevida destes pacientes.
2. Prostaglandina E1
As prostaglandinas E podem suprimir a quimiotaxia para os polimorfonucleares, a liberação de enzimas lisossomiais e a produção de radicais tóxicos de oxigênio devido provavelmente à elevação dos nÃveis intracelulares de AMP-cÃclico. Quando administradas, atuam como um potente vasodilatador. Um estudo multicêntrico recente não mostrou uma melhora da sobrevida dos pacientes que receberam a droga.
3. Almitrina
O mecanismo de ação da droga não está completamente esclarecido, mas alguns estudos demonstraram uma melhor distribuição da ventilação alveolar em relação à perfusão. Teria o efeito benéfico teórico de melhorar as trocas gasosas,
contudo, pode aumentar a pressão na artéria pulmonar.
4. Surfactante
O uso clÃnico de surfactante exógeno no tratamento de recém-nascidos com doença da membrana hialina demonstram importantes benefÃcios na melhora da função pulmonar e na sobrevida dessas crianças. A utilização em adultos está fundamentada em evidências comprovando alterações no surfactante de pacientes com a sÃndrome. Os primeiros resultados são promissores, mostrando melhora na expansão pulmonar e manutenção de unidades alveolares abertas com melhor complacência pulmonar. Ainda existem dúvidas quanto à melhor forma de administração, quanto à antigenicidade do material instilado, quanto ao volume e dose a serem administrados. Um outro fator limitante será o alto preço do produto de origem bovina ou porcina
5. Pentoxifilina
A pentoxifilina, que tem sido testada no sentido de bloquear a atividade inflamatória sobre o endotélio, tem a propriedade de se opor ao processo inflamatório induzido pelas citocinas, diminuindo a aderência dos neutrófilos, a produção de radicais tóxicos de oxigênio, e a sua liberação dos grânulos intracitoplasmáticos.
Apresenta também uma série de efeitos hemorreológicos como aumento da flexibilidade das hemácias, redução da viscosidade e aumento do fluxo sangüÃneo capilar. O mecanismo de ação proposto é o aumento do nÃvel de AMP-cÃclico intracelular associado à diminuição do cálcio livre ionizado. Interfere na reação inflamatória por diminuir a produção do fator de necrose tumoral (TNF) e por reduzir a ação tanto do TNF quanto da interleucina-1 sobre os fagócitos e também sobre outras células. Existem estudos experimentais promissores, porém o seu real valor no tratamento ou profilaxia ainda não foi estabelecido.
6. Óxido NÃtrico
O óxido nÃtrico administrado sob a via inalatória em baixas concentrações é um vasodilatador pulmonar com uma meia-vida de apenas alguns segundos. Quando na circulação, é inativado rapidamente ao se ligar à hemoglobina. Suas vantagens são: 1. Produz vasodilatação exclusivamente pulmonar, sem qualquer vasodilatação periférica freqüentemente encontrada com os demais vasodilatadores pulmonares. 2. Ao contrário dos outros vasodilatadores pulmonares que pioram o
equilÃbrio V/Q, o óxido nitrico, por vasodilatar somente as áreas do pulmão que estão sendo ventiladas, melhora a relação V/Q.
Estudos recentes multicêntricos tem mostrado que o óxido nÃtrico inalatório úm vasodilatador pulmonar seletivo diminuindo as pressões da artéria pulmonar em paceintes com hiertensão pulmonar associada a SARA porém não alteram o curso e a mortalidade da sÃndrome.
Alimentação enteral
Na SARA a alimentação enteral deve ser sempre tentada e considerada, como em muitas outras situações crÃticas, a melhor via de administração por prevenir sangramentos digestivos, diminuir as chances de translocação bacteriana, diminuir complicações pulmonares associadas à infusão de lipÃdios e menores chances de disfunções hepáticas. Uma porcentagem muito grande dos pacientes com SARA cursa Nutrição com diarréia, muitas vezes por edema de mucosa. A dieta enteral não deve ser suspensa por este motivo. Deve-se tentar seqüencialmente: infusão contÃnua gota a gota, diminuição da carga osmótica, uso moderado de antidiarréicos, uso de substâncias mais elementares como peptÃdeos e ácidos graxos de cadeia curta ou média.
Dietas ricas em lipÃdios devem ser estimuladas. Ofertas altas de carboidratos podem por ter um coeficiente respiratório maior, aumentar muito a produção de CO² e superar a capacidade de excreção pelo pulmão comprometido. Doentes dispnéicos ou em curso de desmame podem ser prejudicados por um inÃcio de dieta com sobrecarga calórica. Desta forma estimula-se a oferta da maior parte das calorias ser ofertada em forma de lÃpides. A infusão intravenosa de lipÃdios pode piorar a função pulmonar de doentes com SARA, principalmente naqueles com sepse associada e hipertensão pulmonar. Apesar de os efeitos serem reversÃveis após poucas horas, aconselha-se a infusão lenta de lipÃdios durante 24 horas do dia. A sua infusão deve ser criteriosamente avaliada e até mesmo suspensa em pacientes sem reserva funcional,
por exemplo, num paciente necessitando de FIO² de 100% em que uma piora transitória pode ser muito perigosa.
Membranas hialinas. Num mesmo alvéolo podem coexistir as membranas hialinas e hiperplasia regenerativa dos pneumócitos II. Estes tomam aspecto de epitélio cúbico simples revestindo parcialmente a superfÃcie alveolar.
Os pneumócitos II proliferam em resposta à lesão dos pneumócitos I. Devido ao estÃmulo regenerativo, alguns pneumócitos II são hipertróficos, com núcleos volumosos e nucléolos proeminentes. Estes sugerem sÃntese proteica ativa pela célula. Algumas mitoses são observadas.
Referências:
1. Barbas CSV, Amato MBP. SÃndrome do Desconforto Respiratório Agudo. Malorca: Permanyer Publications; 1998. 89p.
2. Pittet JF, Mackersie RC, Martin TR, et al. Biological marker of acute lung injury: prognosis and pathogenetic significance. Am J Resp Crit Care 1997;155:1187-205.
3. Rippe MD, Irwin RS, Alpert JS, Dalen JE, Pratter MR. Respiratory failure V: adult respiratory distress syndrome. In: Intensive Care Medicine. Boston: Little Brown; 1985. p.404-12.
4. Petty TL, Ashbaugh DG. The adult respiratory distress syndrome: clinical features factors influencing prognosis and principles of management. Chest 1971;60:233-9.
5. Carvalho Filho ET,Papaleo Netto M .Geriatria:Fundamentos,Clinica eTerapeutica 2.ed.-São Paulo:Editora Atheneu,2006.
6. Lopes AC .Tratado de ClÃnica Médica,V2 –São Paulo:Editora Roca,2005.
7. Moraes, E.N. PrincÃpios Básicos de Geriatria e Gerontologia. Coopmed, 2006 em editoração).
8. Viana de Freitas, E., [et al.] Tratado de Geriatria e Gerontologia, 2ª ed., Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2006

quezia comenta:
26 Janeiro, 2008 @ 18:52
a quatro anos atrás meu subrinho de um ano e cinco meses foi vitima do sara.na época nunca tinhamos ouvido falar nessa sindrome.foi muito bom saber mais sobre o sara pois na época nao tivemos nenhuma explicação até porque era uma doença desconhecida
sauloperes comenta:
31 Março, 2008 @ 18:37
me ajudo muito esse trabalho na minha matéria de hospital geral na fisioterapia…
Abraços…
karoline comenta:
31 Março, 2008 @ 19:04
moro em Itajai/ Santa Catarina, gostaria de saber local mais proximo para atendimento de crianças com (sara) obrigada !
danielle comenta:
17 Julho, 2008 @ 17:38
a quatro meses tive{ sara,} em consequência de uma{ malária}{falcÃparo}gostaria de saber se por uma vez curada,ela não volta mais.e qual os cuidados tenho que tomar.?moro em porto velho/RO. obrigado…e espero uma resposta..
yuri thompson comenta:
22 Agosto, 2008 @ 00:29
minha filha esta com a sindrome de sara,e o estado dela é grave e keria saber o ke causa a doença de sara,e como e curada? e se causa sequelas e se curada pode voltar e quais sao os cuidados,e se em ultimo caso fazem cirurgia?obrigada!!!!!!!!!!!
LOLA comenta:
23 Agosto, 2008 @ 15:42
Lola comenta:
23/08/08 hora 3h45
meu sobrinho esta com a doença sara ele esta na utei a dois meises eu gstaria de saber
mais sobre esta doença se ela é perigosa o meu sobrinho tem um ano e oito meses tem cura ??????????? obrigada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
yasmin comenta:
8 Setembro, 2008 @ 01:06
eu tive sara!
tenho 15 anos i adiquiri esta doença em um grave acidente, junto a 4 amigos,tds saÃraam bem, menos eu.
no princÃpio era apena uma perna quebrada..
mais depois, deu nessa…
complicaçao i fiquei sem oxigênio durante muitas horas…
o pessoal do hospital nao sabia o qui tinha cmg…
apenas dps d muito tempo qui foram intender..
intao fiqui com 100% d oxigenio i msmo assim nao conseguia captar nem 20%…
foi 1 mes em coma…
i coooom MUITA MAIS MUITA oraçao d amigos familiares i pessoas qui nunca nem vi..
eu consegui sobreviver!!
i hj estou aqui dando esse depoimento para as pessoas qui conhecerem alguém com essa doença…i digo qui pra Deus nada é impossÃvel, basta vc acreditaaar…
naaao é fácil passar por isso,mas tb nao é impossÃvel sair dessa!!!
tem forçaaaaaaaa….
i as sequelas d meu acidente ainda nao acabaram ainda estou em fase d recuperaçao…
Vanessa comenta:
8 Setembro, 2008 @ 16:48
Minha mãe fez uma cirurgia do coração e hj descobrimos que ela está com SARA ela está na UTI entubada gostaria de saber mais sobra a doença e o que fazer conversar com pessoa que já passaram por este caso.
Obrigada.
karoline comenta:
13 Setembro, 2008 @ 22:43
oi eu gostaria de comentar alguma coisa sobre essa terrivel sindrome…..
perdi uma sobrinha de 12 anos…..pois infelizmente a saúde no Brasil está em péssimas condições. eu leveiAndressa (minha sobrinha) no hospital infantil da cidade onde moro, e os medicos diceram que ela tinha uma virose, ela já estava fraca, entao levamos outra vez pro hostital,e nada fizeram ….. na terceira vez quando retornamos era tarde demais deu tres paradas cardiacas e ela morreu!!!! boa sorte para quem está se recuperando e agradeça a deus todos os dias por estar vivo….Obrigada.
esilene comenta:
3 Outubro, 2008 @ 15:13
meu irmão está com sara ,está na uti, em coma induzido a 8 dias, hoje que ficamos sabendo que é sara gostaria de saber mais sobre ,que sequelas poderá ter.
Luiz Doria Furquim comenta:
14 Outubro, 2008 @ 19:42
Por motivo de um acidente com fogo fui levado ao pronto socorro e de lá ao hospital no qual foi realizado um transplante de pele para as partes afetadas. Para tanto fui entubado e posto em estado de coma induzido que durou mais de vinte dias.Ao recobrar a consciencia estava ainda com o tubo traqueal e sem poder falar. Depois que recuperei a fala, retirado o tubo, ainda fiquei em CTI por mais uns meses , até que pude ser mandado para casa, onde prossegui o tratamento com nebulizações e fisioterapia. Hoje posso andar pela cidade, e estou recuperando a função pulmonar, tendo evoluido bastante a ponto de dispensar a nebulização ficando somente com a inalação de seretide . O resultado da espirometria mais recente atesta que estou dentro da normalidade, tendo passado de 90 para 120 o indice.
Mas, não estou livre ainda de problemas de saude graves. Recentemente, descobri pela ressonancia magnética que tenho hidrocefalia , com pressão normal. Já me foi diagnosticado isso e que tenho de me submeter a uma “pequena” cirurgia, para colocação de um cateter a fim de drenar o lÃquido do cérebro desviando-o para o peritônio (operação chamada de derivação).
Diante do meu antescedente hospitalar (teria sido vitimado por SARA, sendo a hipótese a seguinte: ao ser entubado o ar introduzido nos pulmões foi danoso para os alvéolos , o que provocou sequelas pneumológicas como narrado acima), resolvi me preparar para a próxima cirurgia ( a da hidrocefalia), investigando através de exames especificos o verdadeiro estado fÃsico-clinico em que estou. Os exames são favoraveis, não acusando mais debilidades na função pulmonar. Viso todavia, a outra cirurgia, a do cateter no cérebro.
Essa a minha preocupação pelo futuro. Agora, como o neurologista não esclareceu a causa dessa hidrocefalia, tenho dificuldades para me decidir a respeito da cirurgia.
Na verdade, ocorreu-me agora especular pela internet sobre “a causa da hidrocefalia”. Afora o antescedente familiar, que é o de a minha mãe ter falecido após quase dez anos de uma doença associada ou parecida com a de Alzheimer , poderia eu cogitar de uma sequela da SARA , ou seja, a hidrocefalia teria sido provocada também, como o fora, a doença pulmonar ? A sequela da entubação deixou vestÃgio na traqueia, onde foi achada uma estenose traqueal. Ora, é sabido que a falta ou defeito de oxigenação pode afetar em poucos minutos o cérebro, posto que essa é uma das causas de óbito. A hipótese é pois: a entubação brusca teria também causado a hidrocefalia.
Para encerrar , uma indagação: saber a origem da hidrocefalia poderá ajudar na deliberação de seu tratamento ?
gloria santos comenta:
17 Outubro, 2008 @ 14:36
Meu nome é Gloria, moro em Caruaru,PE, perdi um subrinho chamado Danilo, ele faleceu no dia 20 de setembro de 2008, após 15 dias na ITI no hospital da Restauração em Recife,tudo começou apòs uma simples pancada no braço e após cinco dias ele sentia dificuldade pra respirar , febre e dores foi diagnósticado , água na pleura e logo após essa doença de sara ou uma bactéria chamada sthafilococos. Mas estamos inconsoláveis e sem entender muito bem , como tudo aconteceu e porque aconteceu , pois Danilo era muito saudável. Nos ajudem gostaria de uma explição convicente. obrigada. Carauru, 17 outubro 2008.
CÃnthia comenta:
23 Novembro, 2008 @ 17:11
Boa Tarde..Gostaria de agradecer essa explicação excelentissima de SARA..
Uma explicação cientifica e ao mesmo tempo de fácil entendimento…
Parabéns…