Arquivo de 21/out/2007





21 - out

Infecções cutâneas nos idosos – Furunculose, Erisipela, Celulite

Categoria(s): Dermatologia geriátrica, Emergências, Infectologia

Resenha

A pele dos idosos sofrem uma série de transformações com o envelhecimento (veja envelhecimento cutâneo)que a predispõe a inúmeros tipos de infecções que ocasionam graves lesões, até mesmo fatais.

As infecções cutâneas superficiais como, impetigo, foliculite, furunculose, são muito comuns, mesmo em pessoas idosas saudáveis, e podem ser tratadas com antibióticos locais ou orais. Já, processos mais profundos, abscessos subcutâneo, antraz, freqüentemente requerem incisão e drenagem. As bactérias mais comuns nesses processos são Streptococcus pyogenes e Stafilococcus aureus (figura abaixo).

stafilococcus

Portadores de diabetes Mellitus ou insuficiência renal crônica (especialmente aqueles em regime de hemodiálise) podem apresentar furunculose recorrente, muitas vezes necessitando de drenagem por incisão. Estes paciente podem ser portadores de S. aures na cavidade nasal.

Erisipela

As infecções cutâneas disseminadas que envolvem as estruturas mais profundas da derme e gordura subcutânea são denominadas de celulites (figura ao lado). Os agentes mais comuns da celulite são Streptococcus pyogenes (grupos A, B, C e G) e Staphylococcus aureus. Esses microorganismos, que podem colonizar a pele e mucosas, entram através de pequenas, às vezes inaparentes, rupturas da pele associadas a trauma, ou doenças de pele, como psoríase ou infecções causadas pro fungus. O diagnóstico do agente causal é feito por exames de hemoculturas, sobretudo nos pacientes graves.

A celulite responde bem ao tratamento com antibióticos associado a repouso no leito e elevação da área afetada para facilitar a drenagem linfática.

A celulite que segue-se à mordida animal ou humana podem envolver não somente S pyogenes e S. aureus da pele, mas também microorganismos da boca. Embora a flora oral varie entre as diferentes espécies, patógenos inoculáveis incluem anaeróbios, que podem causar infecções necrosantes, dai, a importância da sua rápida terapia.

Referências:

Chapnick EK, Abter EI – Necrotizing solt-tissue infections. Infect Dis Clin North AM. 10:835-855,1996.

Warren HS – Strategies for treatment of sepsis N Engl J Med 336:952-953,1997.

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