Arquivo de 15/out/2007





15 - out

Reabilitação cardiovascular no idoso – Cuidados nos exercícios

Categoria(s): Cardiogeriatria, Fisioterapia

Resenha

O efeito nocivo do repouso no leito, mesmo por alguns dias, é mais evidente nos idosos. A mobilização precoce previne a intolerância ortostática, pois a posição vertical limita a ocorrência de hipovolemia e de taquicardia reflexa.

Nos últimos 30 anos a idéia de contra indicar atividades físicas para cardiopatas, foi progressivamente abandonada. Esta atitude decorreu de inúmeras publicações que evidenciaram os benefícios da atividade física em coronariopatas. Após a alta hospitalar, em nível ambulatorial ou comunitário, a utilização de exercícios dinâmicos em pacientes pós-infarto do miocárdio e nos que foram submetidos à cirurgia de revascularização, permitem um aumento da aptidão cardiovascular, essencial para o desenvolvimento de suas atividades diárias. Outras vantagens da reabilitação cardíaca incluem a diminuição da depressão e da ansiedade.

A reabilitação do idoso deve ser iniciada na fase hospitalar com a deambulação precoce, um componente importante na sua recuperação, pois auxilia o paciente na manutenção do tônus muscular e na mobilidade das articulações. Essa é a oportunidade ideal para ensinar os idosos a fazer exercícios de aquecimento antes das atividades físicas. No sentido mais amplo, todos os tipos de tratamento, como educação, aconselhamento, nutrição e treinamento físico são combinados para compor a reabilitação. Todas essas técnicas têm a finalidade de ajudar os pacientes, dentro de suas possibilidades, a retornar ao estilo de vida normal.Ao idoso, é importante a manutenção de sua orientação de tempo e lugar, o que nem sempre é fácil no ambiente de um centro de terapia intensiva. Muitos desses indivíduos têm limitações de audição e de visão, e freqüentemente a melhor terapia na restauração de sua orientação é simplesmente devolver seus óculos e os aparelhos de audição.

A reação cardiovascular aos exercícios físicos difere no idoso, devido à redução na resposta à estimulação beta-adrenérgica e à maior dependência ao enchimento diastólico no rendimento cardíaco. A elevação do débito cardíaco não é mediada pelas catecolaminas, que é traduzida pela elevação da freqüência cardíaca. Com o envelhecimento, durante o exercício ocorre acentuada elevação das pressões de enchimento do coração, o que contribui para o aumento do volume sistólico, compensando a redução da complacência cardíaca.

A adaptação fisiológica ao treinamento físico nos idosos é mais bem realizada com exercícios de menor intensidade, com maior freqüência e com duração mais prolongada.

Contra-indicações ao condicionamento físico
1. Angina instável
2. Disritmia cardíacas graves
3. Insuficiência cardíaca descompensada
4. Obstrução grave na via de saída do VE
5. Aneurisma aórtico
6. Dissecção da aorta
7. Miocardite aguda
8. Pericardite aguda
9. Doença sistêmica grave
10. Quadro infecciosa recente
11. Tromboflebite
12. Embolia sistêmica ou pulmonar recente
13. Hipertensão arterial descontrolada
14. Diabetis mellitus descontrolado
15. Limitações ortopédicas

Nos idosos, é importante preservar a função física, a mobilidade e a auto-suficiência, que contribuem para uma vida autônoma e independente, além de manter a função mental, que inclui o auto-respeito, a auto-imagem e a consciência, participando da limitação da ansiedade e da depressão.

Referências:

Resnick BM. Rehabilitation is for elderly too. Adv Clin Care 1991;6:43.

Kammer K. Die rolle der pflege in der geriatrischen rehabilitation. Z Gerontol 1992;24:77.

Wenger NK. Improvement of quality of life in the framework of coronary rehabilitation. In: Pashkow FJ, Dafoe WA, ed. Clinical Cardiac Rehabilitation. Baltimore: Williams & Wilkins, 1993;40.

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