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Arquivo de 8/out/2007





08 - out

Contos do Bié – À Terra de Dante – Firenze – Itália

Categoria(s): Contos e Poemas

Sabedoria

Colaborador: Gabriel Araújo dos Santos *

* Poeta Mineiro

Inferno de Dante

Gustave Doré 1861

Esta noite fiquei encafifato, assuntando a vida, e dizia comigo, como esta vida é engraçada, gozada. Busquei no tempo e no espaço pedaços esparsos de minha existência, que giram longe, bem longe, por trás das montanhas, das montanhas das Gerais. Lá, na estreita, íngreme e pacata rua do Gambá, logo depois do largo do Rosário, na aconchegante e distante Peçanha, que tranqüila dormita no regaço dos montes e vales verdejantes, em casa de sa Mariana, exímia quitandeira, temente a Deus e aos Santos e almas do purgatório, iniciei-me nas rezas para a preparação da primeira comunhão. Falava-me de Deus, dos santos todos, das almas e dos capetas. Mostrou-me figuras do céu, do paraíso, d purgatório e do inferno. Assustado, amedrontado, queria não fosse verdade tudo aquilo que me era apresentado. Mas dizia-me sa Mariana: olhe aqui os retratos que um tal de Dante tirou das hostes infernais. Então era um santo este homem, pois como poderia ter ido e voltado das mansões dos mortos a são e salvo? Mas depois vim a saber, santo não era, pois na igreja imagem dele não havia. Retratista, isto sim. Santo, nunca, confirmou o vigário à pergunta que lhe fiz.

Mesmo em não sendo santo, cresceu em mim a admiração pelo retratista Dante, que, em minhas horas de angústia e medo, com ele me apegava, pois se ao inferno chegou e de lá saiu ileso com retratos dos capetas e das almas sofredoras, quem sabe até mais que santo fosse, talvez igual ao próprio Deus? E este tal de Dante, por mim evocado em silêncio e secretamente, muitas vezes me valeu, e o elegi meu santo companheiro, sem contudo desprezar todos os outros, com Santo Antão, São Francisco, São Bento, São Genaro e Bartolomeu.

Cresci, saí do sagrado casulo de minha doce e irrequieta infância, cujas lembranças, em retalhos, tratos e fagulhas, escoaçaram ao vento, perdidas no espaço de uma existência efêmera e passageira.

Mas eis que hoje, nesta noite sem lua e de estrelas repleta, vem-me à mente a figura de Dante, que acolhe em sua terra e no seu idioma – que surpresa! – um despretencioso texto meu, e empresta-lhe doçura e graça, tornando-o harmônico e melodioso, que tão somente o graciosa idioma italiano tem o dom de assim fazer. E não contente com esta empreitada, vai além, quando recebe, feliz e rindo, minha filha bem amada, que, acordada, realiza seus sonhos e que foram sonhos que também sonhei: conhecer a terra de Dante, que um dia foi amigo meu.

Tenho razão quando digo: não é gozada e engraçada esta vida?

E “piu” bela, porque não?

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08 - out

Insuficiência mitral aguda no idoso

Categoria(s): Cardiogeriatria, Emergências

Resenha

No ciclo cardíaco normal a valva mitral em fechar-se no final da diástole, suporta a pressão aumentada pelo início de contração da sístole ventricular (fase de contração isovolumétrica), e se mantém fechada durante toda a sístole quando a valva aórtica fica aberta. O termo insuficiência da valva mitral refere-se a incompetência da valva mitral em manter-se fechada deixando o sangue voltar (regurgitar) para o átrio esquerdo, fazendo o caminho inverso ao normal.

A insuficiência mitral pode ocorrer de forma aguda pelo comprometimento de uma ou várias estruturas que compõe o complexo valvar mitral (seta da figura), quais sejam, as cúspides, as cordoalhas tendíneas, os músculos papilares, o anel fibroso e as paredes de sustentação atrial e ventricular. Deste modo entende-se que, sua etiologia, apresenta-se como a mais variada das lesões valvares.

Ruptura da músculo papilarA insuficiência mitral aguda (IMA) é mau tolerada, se sua instalação ocorrer de forma intensa, como exemplo nos casos de ruptura completa do músculo papilar no infarto agudo do miocárdio (círculo na figura), cuja evolução pode ser com edema agudo de pulmão, choque cardiogênico e óbito, por vezes sem tempo para a realização de reparo cirúrgico.

Etiologias
a) Ruptura de cordoalha tendinea
– Endocardite infecciosa
– Trauma
– Idiopática
b) Doença do músculo papilar
– Rutura pós infarto do miocárdio (figura)
– Miocardites
– Cardiopatia isquêmica aguda
– Doença primária do músculo papilar
– Bloqueio divisionais do sistema de condução
– Endocardites
c) Lesões nas cúspides
– Perfuração por endocardite infecciosa
– Complicações pós-operatória de cirurgia cardíaca
– Rutura por angioplastia

A ruptura da cordoalha tendínea é responsável por mais de 90% dos casos agudos, sendo que 60% não apresentam fatores etiológicos pré existentes. Nos casos de infarto agudo do miocárdio a isquemia dos músculos papilares, que mais comumente aparece nos infartos da parede inferior do VE, é uma complicação muito grave.

A IMA se manifesta com início súbito de dispnéia, geralmente acompanhada de hipotensão arterial e taquicardia. O sopro sistólico de regurgitação no foco mitral é freqüente, mas não obrigatório em 100% dos casos. A dispnéia (falta de ar) é explicada pela volta de sangue ao átrio esquerdo, aumentando a sua pressão e, congestionando as veias pulmonares. (veja edema agudo de pulmão)

O estudo ecodopplercardiografico realizado precocemente é imperativo pois define o estado anatômico e funcional da valva mitral e das câmaras esquerdas, fornecendo uma orientação terapêutica e prognóstico.

Hemodinâmica a beira do leito.

A gravidade do quadro clínico da IMA impõe seu tratamento em unidades de terapia intensiva com monitorização hemodinâmica com cateter de Swan-Gans. Esta monitorização revela onda V “gigante”no traçado da pressão capilar pulmonar. Este achado representa a ejeção do volume ventricular para dentro do átrio esquerdo com cavidade pequena e não adaptada.

A identificação correta da onda V “gigante” no traçado da pressão capilar pulmonar é realizada através do traçado simultâneo do eletrocardiograma. Onde a onda V aparece no final da onda T do eletrocardiograma.

É importante lembrar que na IMA o débito cardíaco geralmente está baixo e a resistência vascular periférica alta (causando palidez cutânea).

A imensa maioria dos pacientes portadores de IMA necessitam de tratamento cirúrgico no prazo de 1 ano de instalação da doença.

Referências:

Caves PK, Stutton GC, Paneth M – Non-rheumatic subvalvular mitral regurgitation. Etiology and Clinical aspects. Circulation, 1973;47:1242.

Braunwald E – Mitral regurgitation. Physiologic, clínical and surgical considerations. New Eng J Med. 1969;281:425.

Caramelli B, Lage SG – Monitorização hemodinâmica no infarto do miocárdio e outras cardiopatias. RSCESP, 1993;3(2):56-59.

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