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Out
05
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Colangite Aguda
Categoria(s): Dicionário, Emergências, Gastrogeriatria, Infectologia |
Resenha
Colangite é a infecção do trato biliar decorrente de obstrução, estase biliar e proliferação bacteriana. A estase biliar constitui no mais importante fator patogênico, pois a simples presença de bactérias na bile não é suficiente para causar infecção das vias biliares sem a ocorrência do fator obstrutivo. Constantemente, a bile é contaminada por bactérias oriundas do trato digestivo através da veia e artéria hepática, dos linfáticos e principalmente do refluxo duodenocoledocociano.
A coledocolitíase é responsável por até 80% dos casos de obstrução do sistema biliar, dai a importância de seu diagnóstico e tratamento precoce. A pressão intraductal normal varia de 7 a 14 cm H2O. Na presença de obstrução e infecção ocorre aumento da pressão intrabiliar e quando esta ultrapassa a pressão secretória do fígado (15 cm H2O) as bactérias refluem para a circulação sistêmica através dos sinusóides hepáticos, causando a colangite (Figura).
Os sintomas clássicos da colangite foi descrito por Charcot em 1887, e compreende, febre com calafrios, dor no quadrante superior direito e icterícia (pele e mucosas amareladas). A insuficiência renal aguda e abscessos intra-hepáticos são as duas complicações mais comuns da colangite. Em 4% a 5% dos casos a manifestação inicial é o choque séptico.
A avaliação inicial após suspeita clínica de colangite deve incluir hemograma completo, bioquímica sangüínea (Bilirrubinas, fosfatase alcalina, amino transferases, amino lipase uréia, creatinina, tempo e atividade de protombina) e gasometria arterial.
A incidência de bacteremia fica entre 40% a 50% dos casos e, o bacteria mais freqüente é a E. coli. A cultura da bile em mais de 50% dos casos mostra infecção poli-microbiana, já a hemocultura isola geralmente um único micro-organismo.
A ultra-sonografia é o exame mais indicado para avaliação da dilatação dos ductos biliares, servindo também como método que demonstra a etiologia e norteia o tratamento. A tomografia computadorizada é preferível nos casos de suspeita de obstrução maligna.
Uma vez confirmada a etiologia da obstrução biliar o próximo passo será o estudo contrastado dessa via em comunhão com a terapêutica. No momento os dois métodos indicados são colangiopancreatografia endoscópica retrógrada e a colangiografia percutânea transepática.
Tratamento
O tratamento da colangite inclui medidas gerais de suporte (hidratação endovenosa, correção de distúrbios eletrolíticos), esquema antimicrobiano de largo espectro, vitamina K e descompressão da via biliar.
A antibioticoterapia de amplo espectro deve ser iniciado tão logo sejam colhidas as hemoculturas e deve cobrir E. coli, Klebsiella e Enterococcus. O esquema clássico consta de ampicilina, gentamicina e metronidazol.
Como foi visto a colangite depende da obstrução, por tanto, a terapia fundamental é a descompressão da via biliar principal, quer seja percutânea, endoscópica ou cirúrgica.
Referências:
McGrath & Baillie j - Cholangitis. Current Treatment Options in Gastroenterology, 2:323-336;1999.
Nash, JA & Cohen SA - Gallbladder and biliary tract disease in Aids. Gastroenterol. Clin N Am 26(20:323-335,1997.
Alves JG, Leite AG, Alves MCG - Colangite Aguda - JBM 80(4):54-58,2001.
Tags: colangite, coledocolitíase, ductos biliares

Marisa comenta:
13 Janeiro, 2008 @ 16:55
Após dois meses de cirurgia de colecistectomia, descobriram q foi obstruído o canal da bile. Estou em tratamento com a prótese baliar (colangiopancreatografiaendoscopica). Existe a possibilidade de ter sido erro no manuseio do aparelho videoscópio na cirurgia?? Erro médico?? A incidencia é grande desses casos?
sonia comenta:
10 Fevereiro, 2008 @ 11:47
gostaria de obter maiores informaçoes sobre( colangite)gostaria de saber se ha restrição alimentar,se deve ou não fazer algum tipo de dieta.
Leila comenta:
11 Outubro, 2008 @ 22:28
Meu avô de 81 anos está com colangite. Ele corre algum risco de vida?
A cirurgia é indicada? Em quanto tempo a doença evolui?