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Set
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Diabetes Mellitus - Terapia nutricional no idoso
Categoria(s): Endocrinogeriatria, Nutrição |
Painel
Colaboradora : Dra Mônica Cristine Jove Motti *
* Médica geriatra
O tratamento dietético é o primeiro e o mais importante a ser utilizado para o controle glicêmico do paciente diabético. O tratamento trabalha a educação do idoso para este novo programa de vida com mudanças no hábito alimentar, assim como entender como agir na doença estabilizada e nas crises.
O tratamento visa balancear a ingestão de nutrientes com a disponibilidade da insulina, mantendo, assim, a glicemia o mais próximo possível do normal, como também os níveis adequados dos lipídios, provendo quantidade de energia necessária para o metabolismo basal e de reserva para no caso dos idosos de recuperação das doenças.
Avaliação nutricional
A avaliação nutricional é realizada através dos métodos diretos: antropometria, a composição corpórea, parâmetros bioquímicos, avaliação do consumo alimentar; e por métodos indiretos: exame físico e avaliação global subjetiva.
Métodos diretos
A antropometria é a medida do tamanho corpóreo e de suas proporções, sendo a mais utilizada o peso, a estatura, as pregas cutâneas e a circunferência. É importante salientar que a medida de circunferência abdominal do homem acima de 94 cm já tem um risco elevado e na mulher acima de 80 cm também tem um risco elevado em relação a complicações matabólicas associadas à obesidade.
Em relação ao IMC para os idosos abaixo de 22 Kg/m2 é classificado como magreza; de 22 a 27 como eutrófico e acima de 27 como excesso de peso.
A composição corpórea permite diagnosticar possíveis anormalidades nutricionais, pois a massa tecidual humana é dividida em massa gorda (gordura) e massa magra (sem gordura), extraindo a gordura corpórea do peso do paciente obtém-se a massa magra que é constituída por proteínas, água intra e extracelular e conteúdo mineral ósseo.
Os parâmetros bioquímicos auxiliam na avaliação nutricional, sendo que a dosagem das proteínas plasmáticas , entre elas a albumina, a transferrina, a pré-albumina e a proteína transportadora de retinol são as mais utilizadas. Quando a concentração esta diminuída pode ser considerada um índice para a desnutrição protéico-energética, ou as proteínas podem estar diminuídas por outros fatores como a hidratação, hepatopatias, aumento do catabolismo, infecção ou inflamação…
A avaliação do consumo alimentar pode ser feito pelo método retrospectivo onde são anotados o recordatório de 24 horas, freqüência alimentar, freqüência alimentar semiquantitativa e história dietética; e pode ser feito pelo método prospectivo onde é feito o registro alimentar estimado ou o registro alimentar pesado.
Métodos Indiretos
Exame físico é um método clínico para detectar sinais e sintomas associados à desnutrição, onde verifica-se o cabelo, os olhos, a boca, as glândulas, a pele, unhas, tecido subcutâneo, tórax, sistema gastrointestinal, sistema músculo esquelético, sistema nervoso, sistema cardiovascular.
A Avaliação global subjetiva baseia-se na história clínica e no exame físico do paciente. Por exemplo a alteração do peso nos últimos meses, perda muscular, edema e ascite…
Após a história clínica, o exame físico e a avaliação nutricional e laboratorial do paciente, o profissional calcula a taxa de metabolismo basal, o gasto energético total, principalmente se o paciente pratica algum exercício físico, se esta hospitalizado ou não, e a partir deste ponto elabora-se uma terapia nutricional.
O principal objetivo no paciente diabético é manter a glicemia o mais próximo possível do valor normal, balanceando a dieta, medicamentos e exercício físico (glicemia acima de 126mg/dl é considerado diabético).
No diabético tipo 1 o plano alimentar baseia-se em acertar a quantidade de alimento durante o dia de acordo com a terapia da insulina e o exercício físico, com horários definidos para as refeições diárias, entretanto de acordo com a flutuação da glicemia, principalmente quando o paciente apresenta hipoglicemia, a quantidade de carboidratos pode ser alterada durante o dia.
No paciente diabético tipo 2 a dieta hipocalórica e a perda de peso normalmente melhoram o controle metabólico a longo prazo. A perda de peso tem-se mostrado eficiente para reduzir a hiperglicemia, a dislipidemia e a hipertensão.
O envelhecimento tem suas próprias mudanças, como a percepção alterada da sede, a quantidade corpórea de água e a capacidade de concentração renal que pré dispõem a desidratação que é comum nos idosos, no diabético também pode levar a hiperglicemia e ao coma hiperosmolar.
No caso da desnutrição que pode ocorrer no processo de envelhecimento, esta pode tornar o controle do paciente diabético mais difícil. Portanto além da hidratação adequada a ingestão de alimento deve ser mais energética no caso do idoso diabético.
As medidas gerais para o controle do paciente diabético:
- terapia nutricional ,
- terapia medicamentosa,
- exercício físico,
- monitorização da glicemia ,
- modificação de comportamento,
- controle da dislipidemia,
- dieta pobre em gordura saturada e colesterol,
- controle do peso
- controle da ingestão de sódio,
- evitar o álcool e o cigarro,
- consumo de fibras,
- participar de programas de saúde.
Referências:
SANCHS,Anita; Diabetes Mellitus. Guia de Medicina Ambulatorial e Hospitalar UNIFESP-Nutrição, cap.9,pg171-188,2005
KAMIMURA,MA et.al; Avaliação Nutricional. Guia de Medicina Ambulatorial e Hospitalar UNIFESP-Nutrição,cap.6,pg89-127,2005
RIBEIRO, Paulo César; Aspectos práticos da terapia nutricional no diabético, Instituto de Metabolismo e Nutrição,2005 [on line]
Tags: desnutrição, diabetes mellitus, terapia

Amilton Althoff comenta:
26 Novembro, 2007 @ 10:58
Como pode ser feita uma terapia nutricional,para diabetes.