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	<title>Comentários em: Contos do Bié - Manhã de amor</title>
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	<description>Tudo sobre Geriatria e Gerontologia - Com Prof. Dr. Armando Miguel Jr</description>
	<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 14:02:20 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Dr. Armando Miguel Jr</title>
		<link>http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/09/25/saude-geriatria/manha-de-amor/#comment-11261</link>
		<dc:creator>Dr. Armando Miguel Jr</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Dec 2007 12:06:17 +0000</pubDate>
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		<description>Resposta do Bié

Prezado Senhor, boa noite, que estendo à sua Dona.
Desculpe-me, mas no seu e-mail enviado ao prestimoso e competente Dr.
Armando, aqui de Campinas, o caro cidadão se diz de Curitiba - não sei
se reside lá - e aquilo ficou na minha cabeça, eis que eu tinha
naquela cidade duas pessoas que eu muito admirei e ainda admiro
poste-mortem. Uma delas é o Dr. Francisco da Cunha Pereira, com quem
mantinha contato telefônico. Quando eu ligava na sua casa era ele
mesmo quem atendia, apesar da avançada idade. Havia também naquela
cidade o Lincoln da Cunha Pereira, sobrinho do Dr. Francisco. Estou
para fazer 76 anos, e me lembro do Lincoln rapazinho lá no meu
lugarejo de Peçanha, onde ele nasceu e onde eu fui criado. Eramos
vizinhos, e a divisa de nossos quintais era uma cerca de acha de
braúna. Seu pai, seu Lalade, era Diretor do Grupo Escolar. E a mãe,
Dona Sinhazinha, agente da Loteria Mineira. O Lincoln era filho único.
Tinham duas empregadas, a Corina, uma preta retinta e brava, e a
Djanira, clara e baixinha. O Lincoln entrou para a o Exército na
Escola de Agulhas Negras. Lembro-me, quando eu já era mais crescido e
contínuo do Banco da Lavoura, das ordens de pagamento de duzentos
cruzeiros mensais que a mãe lhe mandava. A família Cunha Pereira era
numerosa e importantíssima lá naquelas bandas dos Gerais, que tinham
raízes de mando e comando desde o tempo do Império, quando o avô do
Dr. Francisco foi senador. O irmão dele, Dr. Antônio da Cunha Pereira,
foi intendente durante o Estado Novo.O Dr. Simão, também irmão do Dr.
Francisco, político - foi senador - e médico de renome, operou-me de
apendicite supurado em junho de 1950, quando quase bati as botas. Um
filho dele, o Dr. Simão Filho, foi meu professor de História na Escola
Normal (entrei para o ginásio aos 22 anos, de barba e bigode) de
l954 a l957.
Estive em Curitiba em l982, e tive a grande satisfação de um
reencontro com o Lincoln, que ainda estava na ativa. Levou-me à casa
dele e me mostrou os pios de nambus e capoeira e bolas de bilhar que
meu pai, exíminio marceneiro, fizera para ele. Vim embora com o
coração amarrado, tanto gostei de Curitiba...
Tenho aqui guardado um telegrama que o Dr. Francisco me
mandou em função de um evento literário, espécie de relíquia para o
conjunto das lembranças sentimentais que guardo de tempos idos e bem
vividos.
Viu só o que o seu e-mail produziu em mim?
Muito obrigado por ativar tão ternas e doces lembranças.
Saudações, Gabriel.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Resposta do Bié</p>
<p>Prezado Senhor, boa noite, que estendo à sua Dona.<br />
Desculpe-me, mas no seu e-mail enviado ao prestimoso e competente Dr.<br />
Armando, aqui de Campinas, o caro cidadão se diz de Curitiba - não sei<br />
se reside lá - e aquilo ficou na minha cabeça, eis que eu tinha<br />
naquela cidade duas pessoas que eu muito admirei e ainda admiro<br />
poste-mortem. Uma delas é o Dr. Francisco da Cunha Pereira, com quem<br />
mantinha contato telefônico. Quando eu ligava na sua casa era ele<br />
mesmo quem atendia, apesar da avançada idade. Havia também naquela<br />
cidade o Lincoln da Cunha Pereira, sobrinho do Dr. Francisco. Estou<br />
para fazer 76 anos, e me lembro do Lincoln rapazinho lá no meu<br />
lugarejo de Peçanha, onde ele nasceu e onde eu fui criado. Eramos<br />
vizinhos, e a divisa de nossos quintais era uma cerca de acha de<br />
braúna. Seu pai, seu Lalade, era Diretor do Grupo Escolar. E a mãe,<br />
Dona Sinhazinha, agente da Loteria Mineira. O Lincoln era filho único.<br />
Tinham duas empregadas, a Corina, uma preta retinta e brava, e a<br />
Djanira, clara e baixinha. O Lincoln entrou para a o Exército na<br />
Escola de Agulhas Negras. Lembro-me, quando eu já era mais crescido e<br />
contínuo do Banco da Lavoura, das ordens de pagamento de duzentos<br />
cruzeiros mensais que a mãe lhe mandava. A família Cunha Pereira era<br />
numerosa e importantíssima lá naquelas bandas dos Gerais, que tinham<br />
raízes de mando e comando desde o tempo do Império, quando o avô do<br />
Dr. Francisco foi senador. O irmão dele, Dr. Antônio da Cunha Pereira,<br />
foi intendente durante o Estado Novo.O Dr. Simão, também irmão do Dr.<br />
Francisco, político - foi senador - e médico de renome, operou-me de<br />
apendicite supurado em junho de 1950, quando quase bati as botas. Um<br />
filho dele, o Dr. Simão Filho, foi meu professor de História na Escola<br />
Normal (entrei para o ginásio aos 22 anos, de barba e bigode) de<br />
l954 a l957.<br />
Estive em Curitiba em l982, e tive a grande satisfação de um<br />
reencontro com o Lincoln, que ainda estava na ativa. Levou-me à casa<br />
dele e me mostrou os pios de nambus e capoeira e bolas de bilhar que<br />
meu pai, exíminio marceneiro, fizera para ele. Vim embora com o<br />
coração amarrado, tanto gostei de Curitiba&#8230;<br />
Tenho aqui guardado um telegrama que o Dr. Francisco me<br />
mandou em função de um evento literário, espécie de relíquia para o<br />
conjunto das lembranças sentimentais que guardo de tempos idos e bem<br />
vividos.<br />
Viu só o que o seu e-mail produziu em mim?<br />
Muito obrigado por ativar tão ternas e doces lembranças.<br />
Saudações, Gabriel.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: HÉLIO GROTT FILHO</title>
		<link>http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/09/25/saude-geriatria/manha-de-amor/#comment-6707</link>
		<dc:creator>HÉLIO GROTT FILHO</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 12:59:37 +0000</pubDate>
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		<description>Como diz minha mulher (catarinense de Blumenau) a mim, (paranaense de Curitiba): Hélio, nós ainda precisamos morar em Minas! Aquela terra tem algo de especial!
Lendo as preciosidades de um "Tal" Gabriel, poeta mineiro, que por acaso encontrei na Internet, sou obrigado, cada vez mais, a  concordar com Dona Rose.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como diz minha mulher (catarinense de Blumenau) a mim, (paranaense de Curitiba): Hélio, nós ainda precisamos morar em Minas! Aquela terra tem algo de especial!<br />
Lendo as preciosidades de um &#8220;Tal&#8221; Gabriel, poeta mineiro, que por acaso encontrei na Internet, sou obrigado, cada vez mais, a  concordar com Dona Rose.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Helena Borges</title>
		<link>http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/09/25/saude-geriatria/manha-de-amor/#comment-3115</link>
		<dc:creator>Helena Borges</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 18:07:19 +0000</pubDate>
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		<description>Sinto-me enlevada ao ler os contos de meu amigo Bié, tão comovente vê-lo transformar os fatos corriqueiros do dia a dia em pura poesia.
Parabéns e espero que por muito tempo possa ter o privilégio de sua presença em minha vida</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sinto-me enlevada ao ler os contos de meu amigo Bié, tão comovente vê-lo transformar os fatos corriqueiros do dia a dia em pura poesia.<br />
Parabéns e espero que por muito tempo possa ter o privilégio de sua presença em minha vida</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eneida Tagliolatto Pires</title>
		<link>http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/09/25/saude-geriatria/manha-de-amor/#comment-3057</link>
		<dc:creator>Eneida Tagliolatto Pires</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 15:38:07 +0000</pubDate>
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		<description>Boa tarde, meu confrade do Encontro das Letras.
 Agora neste momento aqui não chove, mas está uma tarde melancólica, com ares de que precisa e pede uma chuva; então me lembro que ainda não li aquilo que já tenho certeza está publicado no espaço a ti reservado pelo seu amigo Dr Armando. Abro a página e leio uma declaração de amor tão plena, tão emocionante, tão cheia de companheirismo e fidelidade. Fidelidade não só no caso de que ela é a única, mas fidelidade até em tentar imitar os gestos da pessoa amada. Essa declaração não fica só nessa manhã de amor; fica no cochilo depois do almoço, fica no café da tarde serena, etc... Enfim é a eterna declaração de quem ama e também é amado. É a cumplicidade perene. Eneida</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boa tarde, meu confrade do Encontro das Letras.<br />
 Agora neste momento aqui não chove, mas está uma tarde melancólica, com ares de que precisa e pede uma chuva; então me lembro que ainda não li aquilo que já tenho certeza está publicado no espaço a ti reservado pelo seu amigo Dr Armando. Abro a página e leio uma declaração de amor tão plena, tão emocionante, tão cheia de companheirismo e fidelidade. Fidelidade não só no caso de que ela é a única, mas fidelidade até em tentar imitar os gestos da pessoa amada. Essa declaração não fica só nessa manhã de amor; fica no cochilo depois do almoço, fica no café da tarde serena, etc&#8230; Enfim é a eterna declaração de quem ama e também é amado. É a cumplicidade perene. Eneida</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Gabriel Araújo dos Santos</title>
		<link>http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/09/25/saude-geriatria/manha-de-amor/#comment-3016</link>
		<dc:creator>Gabriel Araújo dos Santos</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Sep 2007 23:40:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/09/25/saude-geriatria/manha-de-amor/#comment-3016</guid>
		<description>Seria a coruja gabando o toco eu, o autor da crônica Manhã de Amor. Não posso deixar de cumprimentar o Dr. Armando pela iniciativa de incluir nessa página algo de fundo lírico ou ilárico, como foi o caso de O VISITANTE. Admiro nele, no Dr. Armando, o interesse pela literatura, e prova disso é a sua criatividade quanto às ilustrações, e tudo se dá as mãos, suas ilustrações e o conteúdo das narrativas. 
Fica aqui o meu muito obrigado pelo medicamento que está a admistrar-me, que é o incentivo às minhas criações literárias neste meu estertor da vida, eis que já me vejo na casa dos mais de 75 anos de vida bem vivida.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Seria a coruja gabando o toco eu, o autor da crônica Manhã de Amor. Não posso deixar de cumprimentar o Dr. Armando pela iniciativa de incluir nessa página algo de fundo lírico ou ilárico, como foi o caso de O VISITANTE. Admiro nele, no Dr. Armando, o interesse pela literatura, e prova disso é a sua criatividade quanto às ilustrações, e tudo se dá as mãos, suas ilustrações e o conteúdo das narrativas.<br />
Fica aqui o meu muito obrigado pelo medicamento que está a admistrar-me, que é o incentivo às minhas criações literárias neste meu estertor da vida, eis que já me vejo na casa dos mais de 75 anos de vida bem vivida.</p>
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