Set
19

Hipotensão ortostática

Categoria(s): Gerontologia


Resenha

circulação cerebralA hipotensão ortostática (HO) é conceituada como a redução maior que 20 mmHg da queda da pressão arterial sistólica quando o indivíduo se põe de pé, que cause sintomas. Ocorre em aproximadamente 30% dos idosos, sendo causa de quedas e suas conseqüências.

Quando a pessoa assume a posição em pé 500 a 900 ml de sangue são seqüestrados nas pernas e na circulação abdominal (vísceras), o que determina redução do retorno do sangue ao coração, menor débito cardíaco e, como conseqüência, estimulação de receptores de pressão (barorreceptores) aórtico e carotídeos, com ativação do sistema simpático e inibição do sistema parassimpático. Esse mecanismo determina aumento da freqüência cardíaca e da resistência vascular periférica (vasoconstricção), mantendo a pressão arterial nos valores normais. Quando ocorre esta queda da PA diminui o fluxo cerebral (figura - artérias cerebrais) levando aos sintomas de vertigem ou tonturas, visão turva ou em túnel, dor ou desconforto na região occipital ou atrás do pescoço.

Sua manifestação pode se dar de forma aguda como em síndromes paroxísticas, podendo ser atribuída a uma exacerbação do sistema nervoso parassimpático e deficiência do simpático e na sua forma crônica devido a um desregulação do sistema nervoso autônomo (disautonomias) como na diabetes, ou a outras causas (simpatotonicas).

Os fatores mais comuns que causam hipotensão ortostática são: primeira refeição, subir rampa ou escadas, hiperventilação, febre, temperatura ambiental elevada.

A hipotensão pós-prandial muitas vezes coexiste com a hipotensão postural, sendo devido ao maior “sequestro” de sangue na circulação esplâncnica nos 90 minutos que seguem uma refeição copiosa.

O teste utilizado não só para o diagnóstico como também para avaliar a evolução é o teste “standing time”, que o tempo em que o indivíduo, partindo da posição supina, pode permanecer de pé e imóvel até o início dos sintomas. Quando o indivíduo e capaz de permanecer nesta posição por mais de três minutos, sem sintomas, considera-se que sua pressão se estabilizou. Veja mais

Etiologias

1. Síndrome de Bradburry-Eggleston
2. Síndrome de Shy-Drager
3. Síndrome de Riley-Day
4. Síndrome da disfunçao noradrenérgica congênita (Deficiência de dopamina beta-hidroxilase)
5. Síndrome de Guillain- Barré
6. Disfunção dos barorreceptores
7. Disautonomia familial
8. Diabetis Mellitus
9. Síndrome de Wernicke-Korsakoff
10. Porfiria
11. Tabes dorsalis
12. Amiloidose
13. Neoplasias malignas
14. Taquicardia atrial

Tratamento não farmacológico

1. Liberação da ingestão de sódio, exceto para portadores de ICC
2. Refeições leves e pequenas
3. Evitar exercícios após as refeições
4. Praticar caminhadas e natação
5.Elevar a cabeceira da cama até 2o graus, atenuando assim a hipertensão supina e nictúria
6. Usar meias elásticas e faixa abdominal
7. Evitar saunas e banhos muito quentes

Tratamento farmacológico

Os medicamentos tem pouca eficácia a longo prazo e utiliza-se cafeina, fludrocortizona, aminas simpatomimeticas e anti-histamínicos.
A fludrocortizona é o medicamento mais simples é mais utilizado no tratamento da HO. A dose varia de 0,1 a 1 mg/dia, devendo-se iniciar com doses menores e observar a resposta clínica.
Caso de dificil controle clínico, sobretudo na HO neurogênica do idoso tem sido preconizado o uso de marcapasso programado atrial.

Referências:

Robertson D, Cavalcante,JW - Hipotensão ortostática Arq.Bras Cardiol, 58(4):255-261,1992.

Schatz IJ - Orthostatic hypotension I. Functional and neurogênic causes. Arch Intern Med. 1984;144:773.

Schatz IJ - Orthostatic hypotension II. Clinical diagnosis, testing, and treatment. Arch Intern Med. 1984;144:1037.

Cunha UGV - Management of orthostatic hypotension in the elderly. Geratrics, 1987;42:61-68.

Kristinsson A - Programmed atrial pacing for orthostatic hypotension. Acta Med Scand, 1983;214:79-83.
Cunha UGV, Machado ELG, Santana LA - Marcapasso atrial programável no tratamento da hipotensão ortostática neurogênica no idoso. Arq Bras Cardiol,1990;55(1):47-49.

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2 Comentários »

  1. andre miranda comenta:

    16 Maio, 2008 @ 16:12

    oi adorei mto!

  2. fernanda comenta:

    25 Agosto, 2008 @ 13:10

    Muito bom!

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