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Set
17
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Relacionamento médico e paciente
Categoria(s): Gerontologia, Programa de saúde |
Editorial
Uma das grandes dificuldades nas consultas médicas é transmitir aos pacientes e familiares, as informações de mudanças de atitudes que devem ser feitas no seu dia a dia. Como incorporar os horários dos medicamentos, das sessões de fisioterapia; as mudanças nos hábitos alimentares, etc.
Todas essas mudanças não conseguem ser assimiladas em uma única consulta, mesmo por mais demorada e completa possível, que dirá numa consulta breve. É comum, após a consulta, o paciente telefonar ao médico, com questionamentos e dúvidas.
Em praticamente todas culturas a palavra do médico é definitiva, mesmo que confusa.
É muito comum o paciente, especialmente idoso, chegar em casa e ter dificuldade de dizer o que o médico explicou na consulta. Então, ele quando inquerido, responde lacônicamente - “O médico, disse que está tudo bem. Só tenho que tomar o medicamento”.
Como podemos fazer com que os pacientes e familiares se integrem ao processo de tratamento?
A transmissão do conhecimento pode ser feita de várias formas, e a retenção deste conhecimento depende da forma que este conhecimento é transmitido. A figura ilustra as formas de transmissão do conhecimento e o grau de retenção da informação.
Ao assistirmos passivamente uma palestra ou alguém transmitindo uma informação para nós o nível de retenção é de apenas 5% após algumas horas. Ou seja, pouco conhecimento fica retido. Observando a pirâmide do aprendizado vemos que os melhores resultados dependem a prática e discussão com grupo. Este tipo de atuação do grupo médico é fundamental nos casos de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares isquêmicas, doenças isquêmicas cerebrais, neoplasias, etc.
Cada dias mais, sentimos a necessidade da participação do paciente idoso nos grupos de apoio a tratamento, perguntando, discutindo e ensinando o que tem aprendido com a doença. Existem vários modelos de assistência incorporando está prática de consultar o paciente-familia como o Diabetes Weekend e o Hiperdia.
Referências:
Maia FFR, Araujo LR - Projeto “Diabetes Weekend” Proposta de educação em diabetes mellitus tipo 1. Arq Bras Endocrinol Metab vol.46 no.5:568-573 São Paulo Oct. 2002. [on line]
