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03

Síndrome do manguito rotador - Tendinite e ruptura

Categoria(s): DNT, Emergências, Reumatogeriatria


Resenha

O principal grupo muscular responsável pela movimentação do ombro é o manguito rotador. O manguito rotador é formado pelos seguintes músculos: supra-espinhoso, infra-espinhoso, subescapular e redondo menor. Possui inserção tendinosa no úmero, facilitando a estabilidade articular e propiciando movimentação.

ombroTendinite do manguito rotador - Também denominada síndrome do impacto é a mais comum causa de dor no ombro, ocorre com maior frequência acima dos 40 anos de idade, com predominância da etiologia traumática.. Pode ser aguda ou crônica e pode estar ou não associada com depósito cálcico tendíneo. O achado mais característico é dor à abertura lateral (abdução) ativa do braço entre 60° e 120°. Em casos severos, entretanto, a dor pode ocorrer desde o início do movimento de abrir os braço.

A tendinite aguda tende a ocorrer em indivíduos mais jovens e mais freqüentemente evoluem com calcificação na inserção do tendão supra-espinhoso. Os depósitos são melhor visualizados nos exames radiográficos planos em rotação externa. Estes depósitos podem resolver espontaneamente.

A tendinite crônica do manguito rotador se apresenta como dor na região lateral do ombro (músculo deltóide) e ocorre com vários movimentos, especialmente abrir o braço e rotação para dentro. Os pacientes referem dificuldades para se vestir e dor noturna.

A tendinite do manguito rotador tem muitos fatores, porém a sobrecarga sobre a articulação geralmente é a principal. Fatores relacionados à idade incluem degeneração e diminuição na vascularização dos tendões do manguito, bem como redução da força muscular.

Osteófitos na porção inferior da articulação acrômio-clavicular ou trauma agudo da região do ombro contribuem para o desenvolvimento da tendinite e processos inflamatórios, tais como a artrite reumatóide, podem causar tendinite do manguito rotador.

Evolução das lesões

Sabe-se que o impacto causando atrito e posterior degeneração ocorre durante a elevação anterior do braço, ocorrendo contra superfície inferior do acrômio.
Alguns autores descrevem três fases clínicas:
- Fase I: abaixo dos 25 anos, ocorrendo dor aguda após esforço prolongado. Nesta fase há edema e hemorragia em nível de bursas e tendões;
- Fase II: entre 25 e 40 anos de idade e já começa fibrose e espessamento da bursa subacromial, além da tendinite. Paciente queixa de dor noturna e após atividades. Pode ocorrer ruptura parcial do manguito rotador;
- Fase III: acima dos 40 anos. Paciente apresenta dor contínua com perda da força de mobilização devido à ruptura completa de um ou vários tendões.

O tratamento consiste em repouso articular, aplicação de calor local ou de gelo ou de ultra-som, com exercícios específicos tolerados pelo paciente. Os antiinflamatórios não hormonais são benéficos.

Ruptura do manguito rotador - Rupturas do manguito rotador são facilmente identificadas após lesões traumáticas. Fratura da cabeça umeral e luxação do ombro devem ser sempre consideradas. Porém, aproximadamente metade dos pacientes não apresentam antecedente de trauma. Nestes casos, degeneração do manguito rotador ocorre gradualmente, resultando em ruptura incompleta e eventualmente em ruptura completa.

As rupturas são classificadas como pequena (< 1 cm), média (1-3 cm), grande (3-5 cm), acentuada (> 5 cm)(8). Dor no ombro, fraqueza ao movimento de abrir o braço e perda da mobilidade ocorre em vários graus, variando de dor importante e discreta fraqueza à ausência de dor e fraqueza severa. Sinal de queda do braço com incapacidade para manter 90° pode estar presente em grandes ou severas rupturas. O tratamento cirúrgico é indicado nestas situações.

O diagnóstico de ruptura do manguito é estabelecido por artrografia que mostra comunicação entre a cavidade gleno-umeral e a bursa subacromial. A ultra-sonografia e a ressonância nuclear magnética (MRI) também podem identificar rupturas do manguito. Pequenas rupturas, completas ou incompletas, são tratadas conservadoramente com repouso, terapia física e uso de antiinflamatórios não hormonais.

Referências:

Fellet AJ, Scotton AS, Fraga RO, Zagueto Z: Ombro doloroso. Rev Bras Med 57:157-167, 2000.

Frieman BG, Albert TJ, Fenlin JM Jr.: Rotator cuff disease: a review of diagnosis, pathophysiology and current trends in treatment. Arch Phys Med Rehabil 75:604-609, 1994.

Naredo AE, Aguado P, Padron, et al: A comparative study of ultrasonography with magnetic resonnance imaging in patients with painful shoulder. J. Clin Rheumatol 5:184-192, 1999.

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14 Comentários »

  1. Célia Pimentel Diniz comenta:

    11 Novembro, 2007 @ 18:08

    Estou com dor no ombro a principio desde o mes de julho,atualmente doe o braço todo, as vezes a dor vai para a clavicula,fiz duas ultrasonografias,e o resultado é tendinite no manguito rotador,tenho tomado antinflamatorio, mais não passa a dor,principalmente à noite, e já fiz 20 ultra som.

  2. sandra alves barbosa dos santos comenta:

    28 Dezembro, 2007 @ 07:40

    tenho tendinite no joelho a dois anos,sofro muito com tanta dor.meu joelho incha sempre e durante a noite e que doi mais.Quero saber se com operação resolve.obrigada

  3. katia helena campos silva comenta:

    11 Março, 2008 @ 16:51

    Tenho 29 anos e num exame clínico diagnosticou-se uma tendinite. O ultra som não deu nada, mas as dores continuam insuportáveis. O que fazer?

  4. fatima comenta:

    17 Março, 2008 @ 01:49

    Tenho sentido muitas dores na rotaçao do braço, uma dor que queima e as vezes me apunhala na clavicula as vezes ela e tão forte que me encomoda , os medicos dizem que é postura , outros que é de movimentos repetitivos , mas eu só quero ficar sem dor , tenho 54 anos e trabalho com sistema de folha de pagto informatizada…mas o braço e o esquerdo e sou adresta…o que pode ser isto e o que devo fazer fazer para tirar esta dor insuportavel que me acompha o dia inteiro e piora a noite

  5. Luciani Rocha comenta:

    7 Abril, 2008 @ 11:59

    Estou sofrendo com dores no braço, e tenho muita dor quando faço movimento de abdução do braço direito. Também sinto dores a noite, para dormir é difícil achar posição confortável. Trabalho muito com o mouse, não sei se isso interfere, pois já fui ao médico e fiz exames de radiografia, ultrassom e um de nome difícil que leva choques e agulhadas nos nervos, mas o médido disse que não tenho nada, nem receitou remédio. Já faz mais de dois anos que sinto dores, está cada vez pior, acho que estou perdendo a força no braço, não sei o que fazer.

  6. vitor comenta:

    16 Maio, 2008 @ 12:21

    perdi a força no braço direto , acho que forcei muito no trabalho , faz quase um ano não consigo recuperar a força, na academia, oque fazer?

  7. Rodolfo Fernandes comenta:

    25 Maio, 2008 @ 23:16

    Fiz ressonância magnética do ombro esquerdo, e o resultado consta.
    1. Tendinose do supra-espinhoso, com pequenas roturas focais.
    2. Bursite subacrômio-deltoideana.
    3. Osteoartrite degenerativa acrômio-clavicular.
    E o ombro direito, teve rotura de tendão, mais já foi feito o reparo do mesmo.
    Gostaria de saber, se este problema é divido a esforço físico, pois trabalho a 12(doze) anos, para telemar e tenho que manusear uma escada que pesa uns 25(vinte e cinco) quilos.
    E qual o procedimento para o braço esquerdo.
    Tenho 52 anos.

  8. Valdir Carvalho comenta:

    27 Junho, 2008 @ 00:42

    LER/DORT/TENDINITE E OUTRAS DOENÇA

    Dos 650 mil operadores no Brasil, pelo menos 25% estão com a doença. Os demais podem estar no grupo de risco. O prejuízo para as empresas inclui queda da produtividade, afastamento do funcionário, treinamento de um novo funcionário e outros fatores.

    DOENÇA PROVOCA

    Dores, dormência, formigamento nos dedos, punhos, braços, cotovelos e ombros. Estes sintomas podem ser os começos de uma LER (lesão por esforços repetitivos) ou DORT (Distúrbio Osteomusculares Relacionado ao Trabalho). Essas são as definições para mais de 30 doenças ligadas as formas inadequadas de trabalhar. Entre as doenças mais conhecidas está Bursite (inflamação das pequenas bolsas que ficam entre os ossos e os tendões e em articulações). Tendinite (inflamações dos tendões) e a Tendossinovite (inflamações do tecido que reveste os tendões).

    Inflamação

    A inflamação é um mecanismo de resposta do organismo a lesão tecidual, seja qual for à origem de agressão (mecânica, química, infecciosa) e (aguda ou crônica) ela depende de respostas hormonais e celulares, que se não tratada evolui para uma fase degenerativa.

    O processo inflamatório está presente em uma gama de patologia, que nos molestam no dia a dia, sejam elas agudas (traumatismo, cirúrgicas e infecciosas) ou crônicas (artrite, doença do colágeno ou artroses).

    Saiba mais acesse http://www.8p.com.br/quantovalesuasaude

    Contato; Valdir (48) 8805.9746 SC (11) 7620.5122 SP.

    E-mail valdir.floripa@gmail.com

    Skype valdir.fenix

    Msn valdir.floripa@yahoo.com.br

    Hi5 http://valdirfenix.hi5.com

  9. Valdir Carvalho comenta:

    3 Julho, 2008 @ 11:08

    LER/DORT/TENDINITE E OUTRAS DOENÇA

    Dos 650 mil operadores no Brasil, pelo menos 25% estão com a doença. Os demais podem estar no grupo de risco. O prejuízo para as empresas inclui queda da produtividade, afastamento do funcionário, treinamento de um novo funcionário e outros fatores.

    DOENÇA PROVOCA

    Dores, dormência, formigamento nos dedos, punhos, braços, cotovelos e ombros. Estes sintomas podem ser os começos de uma LER (lesão por esforços repetitivos) ou DORT (Distúrbio Osteomusculares Relacionado ao Trabalho). Essas são as definições para mais de 30 doenças ligadas as formas inadequadas de trabalhar. Entre as doenças mais conhecidas está Bursite (inflamação das pequenas bolsas que ficam entre os ossos e os tendões e em articulações). Tendinite (inflamações dos tendões) e a Tendossinovite (inflamações do tecido que reveste os tendões).

    Inflamação

    A inflamação é um mecanismo de resposta do organismo a lesão tecidual, seja qual for à origem de agressão (mecânica, química, infecciosa) e (aguda ou crônica) ela depende de respostas hormonais e celulares, que se não tratada evolui para uma fase degenerativa.

    O processo inflamatório está presente em uma gama de patologia, que nos molestam no dia a dia, sejam elas agudas (traumatismo, cirúrgicas e infecciosas) ou crônicas (artrite, doença do colágeno ou artroses).

    Saiba mais poço mandar um laudo cientifica.

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  10. MARIA REGINA DA COSTA NERY comenta:

    21 Agosto, 2008 @ 16:24

    Em maio,levei um tombo em casa e como consequência rompi totalmente o supra espinhoso,deslocamento do deltóide e luxação.Amaioria dos médicos recomenda cirurgia para resolver o problema.Não aceito,tentei fisioterapia,com pouco resultado,e resolvi voltar para musculação,que já fazia antes do tombo.Cuido para não sentir dor.Quando me provarem que a cirurgia é tranquila e que a recuperação é rápida,aceitarei conselhos.Por ora vou levando .Quem tiver alguma notícia boa,é só me mandar.Obrigado

  11. Hugo Alexandre comenta:

    5 Outubro, 2008 @ 23:01

    Tenho 33 anos, em abril sofri queda contra uma parede suportada pela mão espalmada. Houve fratura de colo do úmero direito. Após imobilização de 40 dias por tipóia, realizei 04 meses de fisioterapia, mas continuo com abertura lateral de menos de 60º e com dor. Ultrassonografia em setembro identificou ruptura parcial do tendão do supra espinhoso, descontinuando a fisioterapia, o que ocasionou rapidamente atrofia moderada da musculatura do ombro. Apresenta dor constante, acentuada a noite. O caso é de cirurgia reparadora do tendão. O método de cirurgia aberta é seguro, ou a video-laparoscopia tende a proteger a integridade do deltóide? Tenho que fazer na ocasião um debaste de formação “rombuda” do acrômio na área do contato com o tendão. Moro no Piauí.

  12. Elissandra pereira comenta:

    12 Outubro, 2008 @ 14:23

    Há quase 4 anos sofri um acidente de moto onde uma vaca bateu no meu ombro desde então meu ombro se desloca sinto muita dor dormência nos dedos

  13. josilene pedro da silva comenta:

    2 Novembro, 2008 @ 07:17

    minha mae tem tendinite cronica com a sindrome do impacto e nao conseque mexer o braço e sente dore horriveis o tempo todo ela tambem tem oteosporose e toma alemdromato e calcio e antiflamatorios para alivia a dor por que para nao para ela esta com cirurgia marcada no INTO so que tem que espera ainda muito tempo ai esta a questao eu gostaria de saber se tem algum antiflamatorio mais indicador a essa dor que ela sente para ela sofra menos ate a cirurgia que pelo visto ainda vai demora obrigado josilene

  14. Ana Paula comenta:

    17 Novembro, 2008 @ 10:47

    Bom dia, eu fiz uma ultrassom em setembro de 2007 e acusou tendinite no maguito rotador,mais eu so fiz as compressas, agora volttei a praticar voley e estou mal, não posso levantar o braço no dia seguinte ao treino e estou com medo de perder a força e firmeza do meu braço, foi acusado tambem epicodilite no meu cotovelo no mesmo braço o que devo fazer me respondam pore favor!

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