Arquivo de Agosto, 2007

28
Ago

 Reflexologia

Categoria(s): Fisioterapia, Saúde Geriátrica

Medicina popular

pesA reflexologia é entendida como a linguagem do corpo através dos pés, a figura ilustra as representações dos orgãos nos pés. Egiptólogos descobriram, em uma tumba do ano 2300 AC, desenhos do médico de um faraó executando massagens nas mãos e pés de seu paciente.

Da antiguidade aos dias de hoje, o espírito da reflexologia mantém-se o mesmo. Uma técnica manual aplicada com suavidade, verificando a presença de nódulos (que indicam tensão) e a produra de áreas dolorosas (com sua correspondência aos órgãos afetados).

A reflexologia chegou aos EUA, no ínicio do século XX, através dos ensinamentos do Dr William Fitzgerald, considerado o pai da técnica norte-americana.

O terapêuta além de todo o preparo técnico, precisa “afiar” muito a sua sensibilidade, palpando os pontos e identificando os “bloqueios” energéticos. A partir da palpação vai definir a técnica correta a ser utilizada em cada caso.

As técnicas são múltiplas e variadas, como: fricção, pressoterapia (principal técnica do Shiatisu), rolamento, técnica do piano, amassamento, técnica do polegar, borboleta, puxa-empura, pinçamento dos dedos, técnicas de deslizamento, vibração e percussão com dedos.

Estas sessões de reflexologia, usando óleos amornantes como os de gengibre, gergelim ou à base de alho, são mais quentes, tônificante, yang, ou usando óleos refrescantes, mais sedativos, que têm como princípios ativos o eucalipto, a hortelã, visam promover o equilíbrio energético, combatendo o desgaste da vida e permitindo que o próprio organismo reaja em direção a cura.

Cada vez mais tem sido observado a utilização destas técnicas milenares em associação a terapia ocidental, com apoio de pontos da medicina chinesa e indiana (medicina ayurveda).

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27
Ago

 Minerais nutritivos

Categoria(s): Biogeriatria, Bioquímica, Gerontologia, Saúde Geriátrica

Editorial

Os minerais nutritivos, assim como as vitaminas não são sintetizados pelo nosso organismo e obrigatoriamente tem que ser obtido da natureza, através da alimentação.

Nos devemos entender que basicamente somos formados pela união de 3 gases, ou seja, oxigênio, hidrogênio e nitrogênio. Os minerais funcionam promovendo a formação e estabilização de moléculas que constituem nosso organismo, como: água, enzimas, proteínas, hormônios, etc.

Veja onde os minerais participam no nosso organismo:

1. Boro
– O boro participa na formação dos hormônios esteróides e interfere no metabolismo ósseo e muscular.

2. Cálcio – Este é o elemento mineral mais freqüente nos nosso organismo, componente fundamental dos ossos, porém com importante atividade na contração muscular e tonus cardíaco e vascular. Esta envolvido em funções de proteção contra microorganismos, toxinas e substâncias estranhas ao nosso organismo. Seu metabolismo esta relacionado com as taxas de fósforo e vitamina D III.

3. Cobre – O cobre é um elemento nutricional que age com ativador enzimático, tendo papel fundamental no metabolismo do Ferro.

4. Cromo – O cromo tem importante papel no metabolismo das gorduras e açúcares. Age sobre a taxa de colesterol e das lipoproteinas.

5. Ferro – O ferro é um elemento essencial para a vida, fundamental para o transporte de oxigênio para as células. Sua carência provoca anemia e suas conseqüências.

6. Fósforo – O fósforo é o componente energético importantíssimo para a célula, o chamado adenosima di e tri-fosfato (ADP e ATP). O fósforo esta relacionado com o metabolismo ósseo juntamente com o cálcio e a vitamina D III.

7. Germânio – O germânio foi considerado em 1987 como a pílula milagrosa que curava tudo. Desde gripe até Câncer. Atualmente sabemos que este elemento é útil com coadjuvante no estímulo do sistema imunológico de defesa do organismo.

8. Iodo – Participa no metabolismo dos hormônios tireoideanos, responsável pela taxa de metabolismo corporal. A falta destes hormônio causa fraqueza generalizada, ganho de peso e freqüência cardíaca baixa; sua taxa alta produz perda de peso, aumento do pescoço, freqüência cardíaca alta.

9. Lítio – O lítio é encontrado nos grãos, vegetais de folhas, legumes e frutas. Sua falta esta relacionada com estados depressivos, melancólicos, perda do apetite, tonturas e tremores musculares.

10. Magnésio – O ser humano adulto tem em média de 21 a 26 gramas de magnésio, sendo que 60% deste se localiza nos ossos e 26 % nos músculos. O magnésio está envolvido numa grande variedade de processos bioquímicos e fisiológicos, como a contração muscular e funções cardiocirculatória. A falta de magnésio pode levar a arritmias cardíacas fatais.

11. Manganês – Este mineral atua na ativação de numerosas enzimas ligadas à síntese do tecido conjuntivo, responsável pela integridade das articulações e cicatrizações. Esta relacionado com a Biotina (Vitamina H) e vitamina B5.

12. Molibdênio – Possui atividade anti-cárie e ação pronunciada sobre o fígado, rins e glândulas supra-renais. Ajuda a prevenir anemia e dá sensação de bem estar geral.

13. Potássio – Trabalha em conjunto com o sódio para manter o equilíbrio de água no corpo e regular o ritmo de batimentos cardíacos (o potássio age dentro das células e o sódio fora). O uso crônico de diuréticos pode levar a falta de potássio e conseqüentemente causar caimbras, astenia e fraqueza muscular. Nos portadores de insuficiência renal pode ocorrer acúmulo exagerado de potássio com risco de vida por parada cardíaca.

14. Selênio – O selênio é um elemento essencial na nutrição. Funciona como ativador da enzima glutationa peroxidase que é a enzima responsável pela inativação dos radicais livres. A carência de selênio pode produzir queda de cabelo, dores musculares.

15. Sódio – O sódio juntamente com o potássio são essenciais para o mebolismo hídrico normal. O uso abusivo do sódio (sal de cozinha) pode levar a hipertensão arterial e insuficiência cardíaca.

16. Vanádio – O vanádio tem importante ação inibindo a síntese de colesterol evitando a deposição de gorduras nas paredes das artérias, por tanto, prevenindo os ataques cardíacos e isquemia cerebral. A fonte natural de vanádio são os frutos do mar, rim, fígado levedo de cerveja, alho e arroz integral.

17. Zinco – O zinco está presente em mais de 100 enzimas de nosso organismo, tendo importante papel na defesa e nos processos de cicatrização.
O excesso de cobre e de fósforo pode prejudicar sua absorção causando queda de imunidade, perda da gustação e retardo na cicatrização das feridas sobretudo nas agravadas pelo diabetes.

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26
Ago

 Colostomia - Lavagem intestinal pelo estoma (irrigação)

Categoria(s): Gastrogeriatria, Gerontologia, Nutrição, Sociologia

Editorial

Colaboradora: Natália Azambuja Mendonça *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Desde pequeno somos instruídos a cuidar dos nosso próprios excementos (fezes), utilizando-se de vasos sanitários. Quando se tem uma colostomia, a ótica muda, e estas mudanças afetam o estado psicológico e social. Praticamente, todos temos uma rotina no funcionamento intestinal (hábito intestinal), em algumas pessoas funciona pela manhã, outras à noite, etc. Se a pessoa que tem uma colostomia consegue realizar uma “irrigação” cada dia, sua bolsa praticamente fica vazia e não tem o incômodo de sentir-se inibido com o fato da bolsa funcionar em horários inapropriados.

irrigaçãoA irrigação é um método mecânico para o controle das exonerações intestinais, consiste em uma “lavagem intestinal†realizada a cada 24, 48 ou 72 horas, cujo conteúdo, água, é enviado ao intestino grosso através do estoma, estimulando seu peristaltismo e conseqüentemente o esvaziamento do conteúdo fecal. Pode-se defini-la, portanto como uma evacuação programada. A diminuição da flora bacteriana ajuda na diminuição de gases.

Finalidade

- Estabelecer um hábito intestinal regular em portadores de colostomia;

- Reduzir a incidência de gases e odor;

- Diminuir a freqüência do uso de dispositivos;

- Diminuir a incidência de lesões de pele periestoma e

- Minimizar os custos financeiros do usuário.

Indicações

- Portadores de colostomia descendentes e sigmoidostomia;

- Usuários motivados para o aprendizado;

- Emocionalmente capazes de compreensão e consciência da situação;

- Boas condições físicas;

- Estomas sem complicações;

- Hábito intestinal com certa regularidade, periodicidade de 2 a 3 vezes ao dia no máximo e eliminações de fezes consistentes.

Contra Indicações

- Usuários com doenças intestinais ativas (retocolite ulcerativa, doença de Crohn, diverticulite ou câncer)

- Complicações do estoma (prolapso, hérnia, retração e estenose);

- Usuário em uso de radioterapia ou quimioterapia;

- Incapacidade para realizar o auto-cuidado;

- Extremo de vida (do nascimento aos 2 anos de vida);

- Presença de diarréia (a água age como irritante intestinal prolongando a diarréia).

Vantagens

- Controle das eliminações intestinais;

- Abolição do uso de bolsa coletora;

- Maior variedade da dieta;

- Aumento da confiança e segurança em si mesmo (auto-estima);

- Melhora no ajustamento emocional e social;

- Retorno mais rápido às atividades de trabalho e lazer.

Desvantagens

- Consumo de tempo (aproximadamente uma hora);

- Limitações de sua aplicabilidade;

- Sanitário livre para realizar o procedimento com tranqüilidade e paciência.

O método e programa de treinamento

O método inclui a descrição do processo de treinamento, os dispositivos necessários e o procedimento técnico para a realização da auto-irrigação da colostomia.

Antes do início do programa de treinamento, tendo-se já tanto a indicação médica, como a decisão favorável do cliente, o enfermeiro deve proceder à sua avaliação global que envolverá o estado geral, as condições locais do estoma e pele periestoma e as condições sanitárias residenciais.

O início do treinamento é variável, sendo preconizado um prazo mínimo de 1 mês de pós-operatório, quando o ostomizado, geralmente, se encontra em melhores condições físicas e emocionais.

O processo de treinamento consiste em três sessões que devem ser programadas sempre no mesmo horário e em dias consecutivos:

1ª sessão: a técnica é executada e orientada, passo-a-passo pelo enfermeiro, precedida de explanação sobre o procedimento (utilizando-se de recursos, tais como: fotos, vídeos e outros) e demonstração do equipamento;

2ª sessão: após a constatação dos resultados obtidos com a primeira irrigação, o usuário relembra a técnica executando-a a seguir, com a ajuda do enfermeiro, que reforça os pontos principais a serem observados;

3ª sessão: novamente o usuário relata acerca dos resultados da segunda irrigação e relata a técnica, antes de executá-la sob a supervisão do enfermeiro. Nessa oportunidade o usuário é avaliado quanto a sua competência em auto-irrigar-se sem auxílio. Caso o enfermeiro julgue necessário, novas sessões serão marcadas;

Após a fase de treinamento, o usuário é orientado a irrigar-se diariamente, sempre no mesmo horário por ele escolhido, durante os seis meses seguintes, com no mínimo três visitas domiciliares nesse período, após esta etapa, a freqüência da auto-irrigação poderá ser alterada para 48 ou até 72 horas, em função da resposta intestinal obtida.

Glossário:

Colostomia - exteriorização de um segmento intestinal (colon) para a pele através de uma abertura.
Estomia - abertura ou boca
Iliostomia - abertura com exteriorização de um segmento do íleo para a pele.
Urostomia - abertura abdominal para a criação de um trajeto alternativo de drenagem da urina.

Referência:

- KATAYAMA R.C.V., Manual de Orientações de Estomia, Via Comunicação Editores, São Paulo, 2006.

 

Veja Também:
Colostomia nos idosos - Complicações e cuidados gerais
Diverticulose - Inflamação: diverticulite
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25
Ago

 Bioimpedância - Avaliação da gordura e água corporal

Categoria(s): Bioquímica, Endocrinogeriatria, Nutrição, Saúde Geriátrica

Estudo

O método aceito para medir água corporal se baseia na diluição de isótopos radioativos (deutrim ou tritium) que são metabolizados pelo organismo por um tempo. Tradicionalmente se estima a composição corporal baseado no uso de um plestimógrafo por impedância elétrica.

Todavia, estes métodos são pouco práticos e é necessária uma técnica de medição de composição corporal mais rápida, segura, não invasiva e suficientemente exata e conveniente para permitir seu uso prático. A metodologia para estima composição corporal que cumpre com todos estes requisitos é feito através da medição da resistência elétrica corporal (impedância), por meio de aparelhos simples e práticos como os das figuras.

A medida da bioimpedância é feita com a passagem de uma corrente elétrica alternada senoidal mínima, imperceptível pelo corpo, e calculada a partir do peso e altura da pessoa.

O que é bioimpedância ou biorresistência?

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“Bioimpedância ou biorresistência’ é a palavra científica usada para descrever a capacidade de seu organismo de resistir (atrasar) a passagem de uma corrente elétrica. O tecido gordo, tecido magro e a água resistem ou atrasam esta passagem de formas diferentes. O analisador de composição corporal mede a passagem de sinais elétricos quando estes sinais passam pela gordura, tecido magro e água. Quando a quantidade de gordura, tecido magro e água variam, também variam os sinais, dando a você uma medida confiável e precisa da quantidade de cada um destes componentes que formam seu peso total.

Composição corporal

o corpo é composto por massa livre de gordura (magra), gordura e água. A soma destes valores dão o total de seu peso corporal; (a massa livre de gordura inclui músculos, ossos, órgãos vitais, e etc.); tanto o tecido gordo como o magro contém água. Para ter um corpo são, é extremamente importante uma proporção adequada de tecido magro e gordo.

Por exemplo, o seu corpo deve ter aproximadamente 79% (setenta e nove porcento) de tecido magro e 21% (vinte e um porcento) de tecido gordo.

Quanto mais magro você é, mais ativo é seu metabolismo, mais saudáveis são seus órgãos e mais energia você terá.

- Certo? NÃO!!
- Ser magro tem limites.

Suponhamos que sua roupa esta justa e você decide emagrecer 5 kg. Você precisará saber que vai perder gordura e não tecido magro, que é muito importante para sua saúde e para um correto funcionamento de seu metabolismo. Nenhuma balança comum pode provar esta informação vital, mas sim a ciência da bioimpedância.

Quantidade de Gordura:

A porcentagem de gordura corporal é a medida mais importante para aquilatar seu estado nutricional. Por exemplo, uma pessoa pode medir 1,50 mts, pesar 40 kgs e ter 11 kgs de gordura. Outra de 1,82 mts, 72,5 kgs também pode ter 11 kgs de gordura. Esta pessoa de 72,5 kgs está em melhores condições nutricionais do que a pessoa de 40 kgs, porque os 11 kgs de gordura representam uma porcentagem menor de seu peso corporal total.

Massa magra

Os kilogramas de massa magra no seu corpo, em sua maioria músculos e órgãos vitais, representam o peso de seu organismo que não é gordura. Para um mesmo volume de gordura e massa magra, o tecido magro é mais pesado, em outras palavras uma taça de tecido magro pesa mais que uma taça de gordura. Isto ajuda a explicar porque muita gente alcança um peso e depois não consegue abaixar, mais, mesmo com dieta e exercícios físicos. Eles continuam perdendo gordura, mas paralelamente incrementam sua massa e assim não se pode observar variação no peso corporal total. Os resultados reais, sem dúvida, são: um corpo mais saudável, perda de cm, uma figura mais esbelta, um possível incremento no gasto metabólico basal e um melhor estado nutricional.

A água

Um litro de água pesa aproximadamente 1 kg. A maioria dos fluidos corporais estão contidos na massa magra, que normalmente contem 70 a 75% de água. Muitos tratamentos para emagrecer provocam a perda de peso na desidratação e não na perda real gordura. Isto é extremamente perigoso para sua saúde além de apresentar inconveniente do rápido retorno do peso

Referências:

Rodrigues MN; Silva SC; Monteiro WD;� Farinatti PTV - Estimativa da gordura corporal através de aparelhos de bioimpedância, dobras cutâneas e pesagem hidrostática. Rev Bras Med e Esporte Vol7(4): 125-131, Jul/Ago2001 [on line]

Lafortuna CL, Agosti F, Marinone PG, et al. The relationship between body composition and muscle power output in men and women with obesity. J Endocrinol Invest. 2004;27(9):854-
61.

Acuña K, Cruz T. Nutritional assessment of adults and elderly and the nutritional status of the Brazilian population. Arq Bras Endocrinol Metabol. 2004; 48(3):345-61.

Veja Também:
Terminalidade - Parte 9. Hidratação
Antropometria nos idosos
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Síndrome de má absorção
Hipoestesia
Obesidade - Fator de risco de doenças nos idosos

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24
Ago

 Causas de desnutrição do Idoso

Categoria(s): Nutrição, Saúde Geriátrica

Resenha

A nutrição depende de fatores sócio-econômico culturais, fisiopatológicos, psicológicos e cognitivos. O idoso necessita adaptar seu hábito alimentar a sua nova condição imposta pela idade, ou seja, ele deve se alimentar, não de mesma forma que o fazia quando moço, porém, modificando o seu cardápio para alimentos funcionais, que contenham substâncias com propriedades nutritivas e mesmo terapêuticas e, pouco para alimentos hipercalóricos (chocolates, bolos, refrigerantes, etc).

A terapia contra a desnutrição não passa somente na orientação do que comer, mas sim determinar os possíveis agentes causais dessa desnutrição. Abaixo, estão enumeradas as principais causas que levam a desnutrição no idoso.

1- Alterações gastrointestinais
1.1- Gastrite atrófica, hipocloridria e diminuição do fator intrínseco, que pode ocorrer em 20% dos casos, resultando em má absorção de cálcio, vitamina B12 e ferro
1.2- Fibrose e atrofia das glandulas salivares.
1.3- Perda de dentes.
1.4- Diminuição da atividade da lactase e outras dissacaridases.
1.5- Atrofia de papilas gustatórias.
1.6- Diminuição da sensibilidade de receptores associados ao controle da sede e consequentemente , menor ingestão de água,hipodipsia e desidratação.
1.7- Diminuição de absorção de micronutrientes, em especial do zinco e do cobre.

2- Doenças e outros fatores relacionados
2.1- Diminuição da qualidade de vida com piora da capacidade funcional em geral, o que pode causar dificuldades na aquisição, preparo e consumo de alimentos.
2.2- Depressão associada a anorexia, geralmente relacionada a perda de do conjugue.
2.3-Deterioração da função cognitiva, o que resulta em inabilidade para obter alimento,esquecimento ou incapacidade de se alimentar.
2.4-Doenças gastrointestinais associadas a menor digestão e absorção de alimentos.
2.5-Alcoolismo associado ao isolamento,causando outras deficiências de tiamina, folato e magnésio.
2.6- Caquexia cardíaca e a perda de minerais pelo uso indiscriminado de diuréticos.
2.7-Hospitalizações prolongadas, recebendo ofertas nutricionais inferiores as recomendações estabelecidas.
2.8-Diabete melito com má nutrição secundaria a gastroparesia, incontinência fecal e ingestão pobre de nutrientes com as fibras por ex.
2.9- Neoplasias

3- Alterações sócio-econômicas
3.1- A aposentadoria e o declínio da sociabilização do idoso,gerando isolamento e redução de seus rendimentos.
3.2-Declínio da capacidade psicológica,que pode desistimular a ingestão e a preparação dos alimentos.
3.3-A composição familiar pode prejudicar o acesso a aquisição de medimentos e a alimentação,com a distribuição dos rendimentos do idoso para manter despesas diversas da família.

4-Interação droga-nutrientes
4.1-O uso de múltiplos medicamentos podem influenciar a ingestão, a digestão,a absorção , o metabolismo e a excreção de nutrientes.
4.2-Compromentimentos nos requerimentos nutricionais com a competição de minerais entre si com por ex. zinco e ferro, calcio e ferro.
4.3-Anticoagulantes e antibióticos podem induzir a deficiência de vitamina K
4.4-Resinas ligadoras de colesterol ou óleo mineral podem induzir a má absorção de vitamina A,D,E e K.
4.5-Uso de antiácidos podem diminuir a absorção de ferro, cálcio e vit B 12.
4.6-Barbitúricos,colestiramina,dilantim, trimetoprim e álcool podem resultar em deficiência de folato.
4.7-O uso de colchicina,álcool,neomicina, clindamicina e colestiramina podem acarretar deficiência de vitamina B 12.
4.8-O uso contínuo de isoniazida e hidralazina aumentão as recomendações de piridoxina no idoso.
4.9-O uso de dilantim pode dificultar a hidroxilação hepática de vitamina D
4.10-Dietas ricas em proteínas para pacientes com doença de Parkinson podem diminuir a atividade de agentes dopaminérgicos do tratamento.

Referência:Marchini JS, Ferriolli E, Moriguti JC - Suporte nutricional ao paciente idoso: Definição, Diagnóstico, Avaliação e Intervenção. Medicina, Ribeirão Preto, 31:54-61 Jan-Mar 1998. [on line]

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Alterações no sono do idoso: insônia, hipersonia e apnéia do sono
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