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Ago
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Infecções hospitalares nos idosos - CCIH
Categoria(s): Infectologia, Programa de saúde |
Resenha
Colaboradora: Ana Cristina Tosta *
* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp
O surgimento de novas tecnologias possibilitaram intervenções e procedimentos, outrora inacessíveis aos gerontes, como transplantes, enxertos, revascularização do miocárdio, etc. Este fato, tem motivado discussões sobre os riscos de infecção hospitalar neste grupo etário, instituíndo procedimentos e padronizações especiais, por parte das instituições, afim de manter uma técnica asséptica, assim dificultando o surgimento das infecções.
* A infecção é uma doença com presença de microrganismos (bactérias, fungos, vírus,e protozoários). Esses microrganismos invadem o corpo do hospedeiro (ser humano) e sua multiplicação provoca sinais e sintomas, como: febre, dor no local afetado, alterações laboratoriais, debilidade etc. A infecção pode ocorrer em qualquer parte do corpo, porém depende da “preferência” do microrganismo pelo tecido alvo (ex. meningococo = meninge). Os idosos por sua condição de portador de múltiplas doenças, resistência orgânica deficiente, constitui o grupo de maior risco de sofrer infecção hospitalar.
Consideramos infecção hospitalar quando o individuo adquire a infecção no ambiente hospitalar ou ambulatorial, logo após algum procedimento invasivo para diagnóstico ou tratamento: como cateterismo cardíaco e vesical, exames radiológicos com utilização de contraste, retirada de lesões da pele, nódulos, etc. Sua manifestação pode começar durante o período de internação ou logo após alta. Atualmente, considera-se infecção hospitalar, em um sentido mais amplo, incluindo as infecções que ocorrem na internação domiciliares (home care), nos hospitais dia (day hospital), centros odontológicos e instituições de longa permanência que executem procedimentos invasivos (sondagem, alimentação enteral, cuidados de ostomias, etc).
Riscos para infecção hospitalar:
- Acidentados graves (politraumatizados);
- Longevos desnutridos
- Transplantados;
- Novas tecnologias
Prevenção
As infecções hospitalares são as mais importantes complicações em pacientes hospitalizados, e que mais prolonga sua permanência, ando um custo altíssimo em gastos com procedimentos e condutas terapêuticas.
Entre os principais meios de prevenção incluem-se a lavagem das mãos, isolamentos de doenças transmissíveis e medidas especificas para cada sitio de infecção. O profissional da saúde devem fazer o uso de EPIs (avental, mascara, óculos de proteção) são medidas para sua própria proteção, e para não levar contaminação para outro paciente.
A utilização de cateteres venosos centrais, periféricos e longa permanência também contribuem para um índice significativo em infecções através das punções, manuseio e nos curativos sem a utilização correta das técnicas assépticas. Deve-se seguir os protocolos da instituição elaborados pela CCIH. Enfim, manter-se informado pela comissão de onde se trabalha, pois cada área deve-se ter sua padronização de normas e rotinas.
Comissão de Controle de Infecção Hospitalar
Todo hospital deve ter uma CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), constituída de membros da própria instituição, como: médicos, enfermeiros, farmacêuticos, e outros profissionais da área de saúde de nível superior, segundo portaria do Ministério da Saúde número 2616, de 1998 [on line].
Esses profissionais devem executar tarefas dentro do hospital para manter o controle e a prevenção das infecções, como:
- detectar casos de infecção hospitalar, com critérios de diagnósticos pré-estabelecidos;
- ter conhecimentos sobre a literatura do assunto, para definir as principais condutas no serviço e saber reconhecer índices aceitáveis;
- elaborar técnicas assépticas para os procedimentos, com objetivo de diminuir os índices de infecção;
- colaborar no treinamento dos profissionais da saúde sobre prevenção e controle desses índices;
- controlar o uso de antibióticos;
- reconhecer medidas de isolamento de doenças transmissíveis;
- colaborar na compra de materiais e equipamentos coretos;
- saber questionar e orientar profissionais que trabalham ou freqüentam o ambiente hospitalar, sobre o porquê lavar as mãos antes de qualquer procedimento, no manuseio e na troca de pacientes, na entrada e saída de cada quarto.
A agencia nacional de vigilância sanitária (ANVISA) instituiu um programa de informações no sentido de conhecer melhor o panorama do controle das infecções nos serviços de saúde do Brasil. Para vencer uma guerra é fundamental conhecer o adversário, e os sistemas de informação e comunicação a arma principal. Veja as informações da ANVISA no SINAIS.
SINAIS - Sistema Nacional de Informação para o Controle de Infecções em Serviços de Saúde [on line]
O sistema SINAIS é uma iniciativa da ANVISA, com o intuito de oferecer aos hospitais brasileiros e gestores de saúde, uma ferramenta para aprimoramento das ações de prevenção e controle das infecções relacionadas assistência de saúde. O uso do programa é gratuito para todos os hospitais, independente da entidade mantenedora.
Referências:
Medeiros EAS - Prevenção da infecção hospitalar. Projeto Diretrizes - Sociedade Brasileira de Infectologia, AMB, CFM, [ on line]
Infecção Hospitalar e suas interfaces na área da saúde [on line]

ANTONIO MARCOS DE ARAUJO comenta:
11 Fevereiro, 2008 @ 11:33
gostei mto desta pagina. ESTOU FAZENDO UMA MONOGRAFIA SOBRE CONTORLE DA INFECÇAO HOSPITALAR RELACIONADO A PROCEDIMENTOS INVASIVOS, SE VCS TIVEREM ARTIGOS, TESESOU DISSERTAÇOES SOBRE ESTE TEMA E PUDEREM ESTAR ME INVIANDO FICAREI GRATO. DESDE JA OBRIGADO. ANTONIO.
ANTONIO MARCOS DE ARAUJO comenta:
11 Fevereiro, 2008 @ 11:36
OS IDOSOS POR ESTAREM COM A IMUNIDADE BAIXA ESTÃO COM CERTEZA MAIS PROPÍCIO A DESENVOLVER UMA INFECÇÃO, MAIS AINDA POR PROCEDIMENTOS INVASIVOS SEJA ELE DE QUALQUER NATUREZA. ANTONIO