Arquivo de 1/ago/2007





01 - ago

Fisiologia da dor

Categoria(s): Dicionário

 Dicionário

A origem da dor pode ser central (Sistema nervoso central) ou periférica. Nesta última são encontradas alterações nos distintos subtipos de fibras nervosas, enquanto na dor central as alterações são mais complexas e envolvem vias aferentes, diferentes circuitos cerebrais e a modulação descendente. (Veja a figura)

A fisiologia da condução de um estímulo nervoso envolve quatro componentes funcionais, que podem transformar os sinais de entrada em liberação de neurotransmissores (Ex. bradicinina, prostaglandinas e substância P).

fisiopatologia da dor

O primeiro componente funcional é um sinal de entrada (input) que, após fazer contato com um receptor dendrítico com suficiente intensidade, induz a geração de um potencial receptor, o que transforma um estímulo sensitivo doloroso em sinal elétrico local.

O segundo componente funcional é o sinal de integração. Como o potencial receptor local não pode por si gerar um potencial de ação, deve ser modificado por uma transmissão ativa adicional. Caso os potenciais do receptor desenvolvam uma soma integrada suficientemente excitatória, será iniciado o potencial de ação. Caso não se gere esse potencial de ação, o sinal de entrada se dissipa sem que haja resposta perceptível.

O terceiro componente funcional da condução nervosa é a propagação continuada d potencial de ação para a medula espinhal. O axônio nervoso é o componente anatômico do sistema nervoso responsável pela propagação do potencial de ação. A lesão traumática do axônio é comum, devido à fia freqüentemente longa e tortuosa até a medula espinhal, que torna o axônio vulnerável a uma lesão.

O quarto componente funcional é a ascenção do estímulo às estruturas do sistema nervoso central. O corno dorsal é a região da medula espinhal cujo propósito principal é receber o estímulo aferente (que chega da região da lesão), modifica o sinal de entrada de acordo com as influências descendentes dos centros cerebrais superiores e liberar a informação resultante aos centros cerebrais superiores para continuar o processo de compreensão da dor e do local de lesão.

Fibras aferentes

As fibras aferentes finas (A delta e C) conduzem informação nociceptiva (dor) e terminam na lâmina superficial do corpo dorsal (lâmina de Rexed II – substância gelatinosa). As fibras aferentes grossas (A beta) terminam em lâminas de Rexed III ( e ainda mais profundamente) e conduzem sensações táteis.

Neurotransmissores

O glutamato e a substância P são os principais neurtransmissores nociceptivos das fibras aferentes A delta e C.

Bibliografia:

Ferrel BA. Pain management in elderly people. J Am Geriatr Soc 1991; 39: 64-73.

Thomas E, Peat G, Harris L, Wilkie R and Croft PR. The prevalence of pain and pain interference in a general population of older adults: cross-sectional findings from the North Staffordshire Osteoarthritis Project (NorStOP). Pain 2004; 110(1-2): 361-368.

Davis, MP and Srivastava, M. Demographics, Assessment and Management of Pain in the Elderly. Drugs Ageing, 2003: 20(1):23-57.

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01 - ago

Síndrome Dressler

Categoria(s): Cardiogeriatria, Dicionário

Dicionário

Em 1995, Dresseler relatou 10 casos de pericardite que ocorreu após infarto do miocárdio e que denominou no ano seguinte de síndrome pós-infarto do miocárdio.

Acredita-se que esta síndrome, que no início recebeu o nome de seu descobridor, fosse resultado da sensibilização por auto-antigenos resultante da necrose miocárdica.

No ano seguinte constatou-se que esta patologia ocorria em muitas outras condições, como pós-cirurgia cardiovascular, pós-implante de marcapasso, pós radioterapia, etc. Atualmente prefere-se o termo “síndrome pós-injúria cardíaca”.

Referências:

Dressler W – A complication of myocardial infarction resembling idiopathic, reccurrent bening pericarditis. Circulation 1955;12:697.

Dressler W – A post-myocardial-infarction syndrome: preliminary report of a complication resembling idiopathic, recurrent benign pericarditis. JAMA 1956;160:1379-1383.

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01 - ago

Síndrome da Fadiga Crônica

Categoria(s): Doença de causa desconhecida, Fisioterapia, Infectologia, Neurologia geriátrica, Nutrição

Terapia Ortomolecular

Abstrat:
Chronic fatigue syndrome is a state of chronic fatigue that exists without other explanation for six months or more and is accompanied by cognitive difficulties (problems with short-term memory or concentration). Other symptoms are sore throat, tender lymph nodes, muscle pain, pain in several joints without swelling or redness, headaches that are different in pattern or severity from previous headaches, feeling tired and unrefreshed even after sleeping, and extreme tiredness lasting more than 24 hours after you exercise or exert yourself.

A Síndrome de fadiga crônica (SFC) é uma enfermidade debilitante que afeta tanto os adultos, como as crianças. A enfermidade também é conhecida como Síndrome de deficiência orgânica imune e fadiga crônica (CFIDS) ou encefalomielite miálgica. Apesar de não haver nenhuma causa conhecida da enfermidade existem algumas estratégias de tratamento estão disponíveis aliviar sintomas.

A Fadiga crônica é só um sintoma da síndrome, da mesma maneira que sede crônica podem ser um sintoma de diabete não controlado. Porém, SFC difere do sentimento mais típico de fadiga; é uma doença debilitante que interfere com a habilidade de uma pessoa para participar na atividade de vida diária, às vezes por longos períodos de tempo. Até mesmo as tarefas mais simples pode se tornar um obstáculo a superar, e gasto de uma pequena quantidade de energia pode obrigar a pessoa a repousar-se na cama.

Qualquer um pode adquirir síndrome de fadiga crônica, i.e. crianças, adolescentes, adultos, idosos, e afeta as pessoas de todos as idades e não tem nenhuma relação com o social ou econômico. No momento, não há nenhum etiologia conhecida, e a SFC é diagnosticada por exclusão das outras enfermidades conhecida a ciência de moderna, como esclerose múltipla, lupus, certos cânceres, depressão, SIDA, patologias da tiróide, etc.

Tratamento – O tratamento depende do componente etiológico relacionado com a síndrome de fadiga crônica, porém alguns nutrientes são basicamente necessários no protocolo do tratamento.

Coenzima Q10 ou ubiquinona, toma parte dos ciclos metabólicos do organismo formadores de energia, e como a síntese de ATP é feito, primordialmente, a nível da mitocondria, denota-se a importância da suplementação da ubiquinona, nestas circunstâncias em doses que variam de 10 a 50 mg 3 vezes ao dia, por via oral.

L-carnitina é um aminoácido não essencial importante no metabolismo protéico muscular, seja liso ou estriado, e como o termo fibromialgia inclue o músculo como componente essencial da síndrome, nutrientes que possam favorecer a homeostasia muscular têm indicação no tratamento da síndrome de fadiga crônica. É administrada em doses de 500 mg até três vezes ao dia, por via oral, de preferência antes das refeições.

Complexos antioxidantes, são de vital importância no tratamento da síndrome de fadiga crônica, principalmente por estarem relacionados à miopatia mitocondrial, fonte primária de formação de energia, e evidentemente dos radicais livres.

A combinação dos antioxidantes dependerá da experiência de cada um, porém uma combinação de vitaminas lipo e hidrossolúveis, associadas a minerais que participam como cofatores de enzimas antioxidantes endógenas pode cobrir o espectro de inibição dos radicais livres.

Referencias:

Shafran S: The chronic fatigue syndrome. Am J Med 90:730-739. 1991.
Komaroff AL. Buchwald D: Symptoms and signs of chronic fatigue syndrome. Rev. Infect Dis 13(S 1):9S-I2S, 1991.
Krupp LB, Mendelson WB, Friedman R: An overview of chronic fatigue syndrome. J Clin Psychiatry 52:403-410,1991.
Bell DS: Chronic fatigue syndrome: Recent advances in diagnosis and treatment. Postgrad Med 91:245-252,1992

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