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19
Jul
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Osteoporose - Planejamento terapêutico
Categoria(s): Bioquímica, DNT, Fisioterapia, Reumatogeriatria |
Resenha
Colaboradora : Sandra Chiavegato Perossi
* Fisioterapêuta, especializada no método Pilates, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica - METROCAMP
Do ponto de vista epidemiológico, a osteoporose pode apresentar um problema de difícil solução, com se trata de uma doença pouco sintomática os pacientes somente procuram auxílio médico quando surgem intercorrências, especialmente fraturas e, menos freqüentemente, dores ósseas ou diminuição da estatura.
A incidência e prevalência da osteoporose e fraturas aumentam com a idade. Aproximadamente 15% dos adultos jovens têm osteopenia e 0,6%, osteoporose. A osteoporose é tão comum quanto outras doenças, como a hipertensão arterial, o diabetes mellitus e a hipercolesterolemia. O risco de uma mulher apresentar fratura é maior do que o risco de apresentar câncer de mama e/ou útero.
Prevelência segundo o genero - A osteoporose pode acometer homens e mulheres. Em média, um em cada quatro mulheres após os 50 anos de idade tem osteoporose, comparados com um em cada oito homens na mesma faixa etária.
Considerando-se os aspectos pouco sintomático da osteoporose, o planejamento terapêutico é fundamental para a adesão do paciente ao tratamento.
Planejamento terapêutico
A orientação terapêutica deve levar em conta os seguintes elementos:
1. A osteoporose, quando diagnosticada, significa alteração metabólica que vem evoluindo por muitos anos;
2. As medidas corretivas, quando eficientes, trarão alteração da massa óssea, em geral lenta e de pequena monta;
3. Os métodos de avaliação de massa óssea, exclusão feita densitometria óssea, são pouco precisos;
4. O envolvimento diferente da formação e reabsorção ósseas como elementos causais da osteoporose levantam a necessidade de caracterizar a situação predominante para que se planeje uma terapêutica racional;
5. Os marcadores biológicos do metabolismo ósseo permitem uma avaliação razoável da atividade metabólica predominante e devem ser os elementos mais importantes no planejamento terapêutico.
Estados de atividade metabólica
Uma esquematização didática que pode auxiliar na terapêutica deve incluir os seguintes estados de atividade metabólica:
1. Aumento global da atividade óssea, caracterizada por elevação da fosfatase alcalina e da excreção urinária de hidroxiprolina; o aumento da excreção urinária de AMP-c auxiliará na caracterização de atividade paratireoideana aumentada;
2. Elevação predominante da reabsorção óssea, avaliada por excreção urinária aumentada de hidroxiprolina;
3. Deficiência de mineralização, caracterizada por elevação da fosfatase alcalina e baixa excreção urinária de cálcio e hidroxiprolina;
4. Inatividade óssea, quando todos os índices de formação e reabsorção estiverem dentro dos limites da normalidade.
Referências:
Carvalho Filho, E.T.;Papaléo Neto, M. – Geriatria: Fundamentos, Clinica e Terapêutica –2. edição - Ed. Atheneu – São Paulo, SP, 2006.
Fernandes, C. E. e col. – Osteoporose: Como diagnosticar e tratar - Revista: Revista Brasileira de Medicina – Edição: Dez 00 V 57 N 12 – Osteoporose - Disponível em http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp acessado em 27/06/07 s 23:51 hs.
Frontera, W.R.; Dawson, D.M.; Slovik, D.M. – Exercício Físico e Reabilitação – Artmed – Porto alegre, RS, 1999.
Pinheiro, M.M.; Szejnfeld, V.L. - Osteoporose: noções gerais e epidemiologia – Revista: Sinopse em Reumatologia - Edição: Out 01 A 3 N 4 - Tema: Revisão Disponível em http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp acessado em 26/06/07 s 22:22 hs.
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