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Jul
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Uso do cateter vesical em idosos
Categoria(s): Gerontologia, Nefrogeriatria, Urogeriatria |
Painel
Colaboradora: Astrid Arruda Celidonio Florentino *
* Enfermeira e pós-graduanda do curso Gerontologia da Metrocamp
O idoso com incontinência urinária deve ser reavaliado periodicamente para que se possa ter uma indicação correta para o uso da sonda vesical, classificando o tipo de incontinência.
Quando indicada, a cateterização vesical é realizada por meio de técnica asséptica, por profissional da enfermagem treinado e com uso de material estéril.
Aos familiares e cuidadores, são dados todas as orientações necessárias, frente a medidas de manutenção, higiene, manipulação,etc.
O tempo para troca da sonda é definido conforme orientação médica e/ou casos de obstrução, presença de grande quantidade de resÃduos no sistema, mau funcionamento do cateter.
Tipos de cateter vesical
-uretrovesical simples: utilizado em cateterização de alÃvio;
-cateter folley: possui um balão de retenção, que impede a saÃda involuntária da sonda, utilizado para sondagens de demora;
-cateter folley 3 vias: também possui balão de retenção, utilizado para irrigação vesical.
Apresenta-se de diversos materiais, como: látex, silicone 100%, material siliconizado, impregnado com prata ou nitrofurazona, mas a mais utilizada é a sonda de látex por seu baixo custo. Porém, como desvantagem, deteriora mais rapidamente comparada com a de silicone.
Existem alguns estudos mostrando que o cateter de silicone apresenta menor incidência de obstrução por gerar menos reação inflamatória na uretra.
Cateter impregnado com nitrofurazona e ou prata, é uma alternativa para uso em unidades de queimados.
Profilaxia e tratamento antimicrobiano
A infecção do trato urinário, é uma condição freqüente em idosos, principalmente com o uso do cateter de demora. O uso do cateter vesical por perÃodo superior a trinta dias, aumenta a flora microbiana, porém, o uso do antimicrobiano, não reduz a incidência de complicações, mas contribui para o aumento da resistência bacteriana. Por isso, não deve ser feita de forma intempestiva, onde os riscos superam os benefÃcios.
Em casos sintomáticos (cistites relacionadas ao cateter), o tratamento deve ser realizado por no máximo 14 dias, realizando-se também a troca da sonda vesical.
Papel da enfermeira
O papel da enfermeira é voltado para as orientações frente à conduta de reestruturação da incontinência, prevenindo e melhorando a condição dos idosos incontinentes, através de cuidados básicos, higiene, prevenção de lesões no perÃneo, favorecerem um ambiente adequado para manter a continência, conservando-o seco e evitando outras complicações.
É de fundamental importância, que a enfermeira geriátrica reconheça o impacto que esta condição gera na população idosa, para trabalhar todos os aspectos que influenciam o quadro do problema: psicológico,social e ambiental
Referências:
Freitas, VE Py L - Tratado de Geriatria e Gerontologia. In: maciel c. A; incontinência urinária. Guanabara koogan, 2006. CapÃtulo 72: p. 723 – 732.
Rodrigues AP. Rosalina & Mendes m. R. Maria; incontinência urinaria em idosos: proposta para a conduta da enfermeira. Rev. Latino americana de enfermagem – Ribeirão Preto: julho 1994
Tags: sondas

Janaina comenta:
11 Agosto, 2008 @ 10:28
Se em caso do cateter for iintroduzido na vagina,
Qual a conduta a ser tomada?
aguardo resposta.
Obrigado
Jaqueline comenta:
12 Agosto, 2008 @ 16:07
Existe algum equipo especial para irrigação vesical, ou seja, equipo cuja parte distal conecte diretamente à sonda folley?