Jul
29

Uso do cateter vesical em idosos

Categoria(s): Gerontologia, Nefrogeriatria, Urogeriatria


Painel

Colaboradora: Astrid Arruda Celidonio Florentino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Gerontologia da Metrocamp

sondaO idoso com incontinência urinária deve ser reavaliado periodicamente para que se possa ter uma indicação correta para o uso da sonda vesical, classificando o tipo de incontinência.

Quando indicada, a cateterização vesical é realizada por meio de técnica asséptica, por profissional da enfermagem treinado e com uso de material estéril.

Aos familiares e cuidadores, são dados todas as orientações necessárias, frente a medidas de manutenção, higiene, manipulação,etc.

O tempo para troca da sonda é definido conforme orientação médica e/ou casos de obstrução, presença de grande quantidade de resíduos no sistema, mau funcionamento do cateter.

Tipos de cateter vesical

-uretrovesical simples: utilizado em cateterização de alívio;

-cateter folley: possui um balão de retenção, que impede a saída involuntária da sonda, utilizado para sondagens de demora;

-cateter folley 3 vias: também possui balão de retenção, utilizado para irrigação vesical.

Apresenta-se de diversos materiais, como: látex, silicone 100%, material siliconizado, impregnado com prata ou nitrofurazona, mas a mais utilizada é a sonda de látex por seu baixo custo. Porém, como desvantagem, deteriora mais rapidamente comparada com a de silicone.

Existem alguns estudos mostrando que o cateter de silicone apresenta menor incidência de obstrução por gerar menos reação inflamatória na uretra.

Cateter impregnado com nitrofurazona e ou prata, é uma alternativa para uso em unidades de queimados.

Profilaxia e tratamento antimicrobiano

A infecção do trato urinário, é uma condição freqüente em idosos, principalmente com o uso do cateter de demora. O uso do cateter vesical por período superior a trinta dias, aumenta a flora microbiana, porém, o uso do antimicrobiano, não reduz a incidência de complicações, mas contribui para o aumento da resistência bacteriana. Por isso, não deve ser feita de forma intempestiva, onde os riscos superam os benefícios.

Em casos sintomáticos (cistites relacionadas ao cateter), o tratamento deve ser realizado por no máximo 14 dias, realizando-se também a troca da sonda vesical.

Papel da enfermeira

O papel da enfermeira é voltado para as orientações frente à conduta de reestruturação da incontinência, prevenindo e melhorando a condição dos idosos incontinentes, através de cuidados básicos, higiene, prevenção de lesões no períneo, favorecerem um ambiente adequado para manter a continência, conservando-o seco e evitando outras complicações.
É de fundamental importância, que a enfermeira geriátrica reconheça o impacto que esta condição gera na população idosa, para trabalhar todos os aspectos que influenciam o quadro do problema: psicológico,social e ambiental

Referências:

Freitas, VE Py L - Tratado de Geriatria e Gerontologia. In: maciel c. A; incontinência urinária. Guanabara koogan, 2006. Capítulo 72: p. 723 – 732.

Rodrigues AP. Rosalina & Mendes m. R. Maria; incontinência urinaria em idosos: proposta para a conduta da enfermeira. Rev. Latino americana de enfermagem – Ribeirão Preto: julho 1994

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2 Comentários »

  1. Janaina comenta:

    11 Agosto, 2008 @ 10:28

    Se em caso do cateter for iintroduzido na vagina,
    Qual a conduta a ser tomada?

    aguardo resposta.
    Obrigado

  2. Jaqueline comenta:

    12 Agosto, 2008 @ 16:07

    Existe algum equipo especial para irrigação vesical, ou seja, equipo cuja parte distal conecte diretamente à sonda folley?

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