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Osteoporose - Abordagem não medicamentosa
Categoria(s): Gerontologia |
Resenha
Colaboradora : Sandra Chiavegato Perossi
* Fisioterapêuta, especializada no método Pilates, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica - METROCAMP
A osteoporose é um grande inimigo oculto de toda a humanidade, causando dores e invalidez nos mais idosos e encargos financeiros para os mais jovens. Este fragelo acomete sobretudo as mulheres na idade pós-menopausa. A pedra fundamental no combate à osteoporose é a abordagem terapêutica e preventiva sem o emprego de medicamentos. Esta abordagem visa:
1. Modificar de hábitos de vida
a) Dieta
Otimizar a ingestão de cálcio, presente principalmente em alimentos lácteos e verduras verde-escuras (couve-flor, brócolis, agrião, alface), é a medida mais utilizada e mais aceita por pacientes com baixa massa óssea.
Atualmente, acredita-se que a maior ingestão de proteÃnas, animal ou vegetal, implica em melhor saúde óssea. O aconselhamento para diminuir a oferta protéica nesses pacientes, pelo risco de ocasionar balanço negativo de cálcio, não encontra mais respaldo na literatura. Recomenda-se, ainda, redução do excesso de sal de cozinha.
b) Diminuição da ingestão de bebidas alcoólicas e cafeinadas, bem como redução do fumo
c) Atividade fÃsica
Recomenda-se exercÃcios fÃsicos, principalmente aqueles realizados contra a gravidade, caminhadas e corridas leves. Caminhadas de 40 minutos por dia, quatro a cinco vezes por semana, é o mÃnimo necessário para a manutenção da densidade óssea.
ExercÃcios para promover uma melhora no equilÃbrio, força muscular, coordenação, condicionamento fÃsico, melhora na amplitude de movimento também são recomendados, além de exercÃcios de extensão da coluna.Mais recentemente, a prática da musculação e de Pilates com exercÃcios contra resistência, associados a caminhadas, também tem se revelado útil para a manutenção da massa óssea e melhora do equilÃbrio. ExercÃcios contra a gravidade são também importantes.
Embora os mecanismos não sejam claros, parece que as cargas mecânicas estimulam as células ósseas (osteoblastos e osteócitos) nos ossos carregados a alterarem o fluxo de cálcio para aumentar a produção de prostaciclina, prostaglandina E2, óxido nÃtrico, glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD),além de aumentar a sÃntese de RNA, com subseqüente liberação de crescimento (Frontera 1999).
d) Exposição solar
A exposição ao sol diária por pelo menos 15 minutos fornece a quantidade mÃnima necessária para a adequada conversão da vitamina D pelos raios ultravioleta. O uso concomitante de protetor solar pode prejudicar essa conversão.
2. Emprego da fisioterapia
Objetivos:
1. AlÃvio da dor;
2. Melhora da mobilidade;
3. AuxÃlio para enfrentar os efeitos psicossociais da doença;
4. Prevenção de perdas ósseas adicionais, tendo em vista a redução do risco de fratura.
Métodos:
1. Hidroterapia
2. Massagens
3. Reeducação Postural
4. ExercÃcios
Efeito dos exercÃcios:
1. Promover uma melhora no equilÃbrio, força muscular, coordenação, condicionamento fÃsico, na amplitude de movimento;
2. Diminuir a dor; visando sempre a prevenção de quedas e conseqüentemente risco de fraturas.
Tratamento da osteoporose em homens
Devido a menor prevalência da osteoporose em homens, poucos estudos têm analisado sua terapêutica.
Em homens portadores de osteoporose primária e secundária, um terço dos quais era portador de hipogonadismo, observou-se aumento da massa óssea e redução da incidência de fraturas após administração de 10 mg de alendronato diariamente.
A administração de testosterona durante 12 meses em homens hipogonádicos, eugonádicos e em tratamento com corticoesteróide, determinou aumento de 5% da massa óssea.
Prevenção
Para a prevenção é importante considerar os fatores de riscos da população e principalmente os hábitos de vida, que deverão ser mudados conforme já descrito acima.
As orientações higieno-dietéticas gerais são recomendadas como medidas preventivas. Entre elas, destacam-se o aumento da ingestão de cálcio (leite e derivados), redução do excesso de sal de cozinha, otimização da atividade fÃsica e a exposição solar, reposição hormonal, parar de fumar e redução da ingestão de bebidas alcoólicas e cafeinadas.
Referências:
1. Carvalho Filho, E.T.;Papaléo Neto, M. – Geriatria: Fundamentos, Clinica e Terapêutica –2. edição - Ed. Atheneu – São Paulo, SP, 2006.
2. Fernandes, C. E. e col. – Osteoporose: Como diagnosticar e tratar - Revista: Revista Brasileira de Medicina – Edição: Dez 00 V 57 N 12 – Osteoporose - DisponÃvel em http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp acessado em 27/06/07 à s 23:51 hs.
3. Frontera, W.R.; Dawson, D.M.; Slovik, D.M. – ExercÃcio FÃsico e Reabilitação – Artmed – Porto alegre, RS, 1999.
4. Pinheiro, M.M.; Szejnfeld, V.L. - Osteoporose: noções gerais e epidemiologia – Revista: Sinopse em Reumatologia - Edição: Out 01 A 3 N 4 - Tema: Revisão DisponÃvel em http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp acessado em 26/06/07 à s 22:22 hs.
5. Pinheiro, M.M.; Szejnfeld, V.L. - Osteoporose: quadro clÃnico, qualidade de vida e diagnóstico - Revista: Sinopse em Reumatologia - Edição: Out 01 A 3 N 4 - Tema: Revisão DisponÃvel em http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp acessado em 26/06/07 à s 24:00 hs.
6. Pinheiro, M.M.; Szejnfeld - Tratamento da osteoporose - Revista: Sinopse em Reumatologia - Edição: Out 01 A 3 N 4 - Tema: Revisão DisponÃvel em http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp acessado em 27/06/07 à s 22:31 hs.


magda estrela comenta:
7 Fevereiro, 2008 @ 07:18
Bom dia!
Procuro as recomendações para terapias no meu caso: 48 anos, ainda sem indÃcios de menopausa, mas com osteoporose de fêmur, com perda de 30% de massa óssea. Tenho histórico familiar grave: meu pai está com 90 anos e a doença dele é esta. Histórico de medicação, baixa estatura (1,60), ossos finos; atualmente voltei a caminhar e estou de dieta (60Kg) para perder em torno de 7 Kg (mesmo após a gestação, pesei 49 kg). Há chance de reversão do quadro?
Continuo ainda: tenho tido dores no quadril, dos dois lados que me obrigam a sair da cama e agora, mesmo em pé, dependendo da posição, sinto como se houvesse algo beliscando o músculo. Para dançar, de inÃcio, as dores são muito intensas e tenho que enfrentá-las para prosseguir. Posso ter melhoras significativas? Em tempo: em breve me mudo para minha casa e é um sobrado. As escadas podem me prejudicar ou posso me beneficiar do exercÃcio?
Dr. Armando Miguel Jr comenta:
7 Fevereiro, 2008 @ 09:23
Magda
Dentre as inúmeras propostas terapêutica para a prevenção e tratamento da osteoporose, destaca-se a musculação. Subir escada é um bom exercÃcio.
A importância da musculação foi observada nos astronautas russos que passavam muitos meses na estação espacial, em gravidade zero, e perdiam até 30% da massa óssea corporal. Quando retornavam a terra, não conseguiam ficar em pé e alguns sofreram sérias fraturas. Diga-se de passagem que eles são as pessoas mais bem preparadas fÃsicamentes da terra, melhores que muitos atletas.
Com essa observação, documentou-se a importância da força da gravidade e dos exercÃcios muscular. Criou-se inúmeros aparelhos que estimulavam e simulavam o exercÃcios fÃsicos, as chamadas máquina de “ginástica russa” , que existem em algumas clÃnicas de estética.
Por tanto, respondendo a sua pergunta, a reversão dos quadro de osteoporose e osteopenia passa pelos exercÃcios de musculação.
Neyde comenta:
10 Junho, 2008 @ 11:10
Moro numa cidade no interior de goias, temos duas ou tres academias, mas nenhuma com pessoal habilitado, para o condicionamento fisico para pessoas com osteoporose.
Tenha 68 anos e gostaria de uma proposta para o meu condicionamento fisico, se for possivel.
Ja tomei diversos medicamentos ( bonviva, evista, endronax e calcio) porem por problemas financeiros tive que parar com todos, pois o custo destes medicamentos e muito elevado, hoje estou tomando um mix que foi recomendado pela minha ginecologista ( farelo de arroz, farinha de baru, gergelim, linhaça e mesocarpo de babaçu).
Desde ja agradeço sua atenção.
Neyde