Jul
18

Inapetência alimentar em idosos

Categoria(s): Nutrição, Sociologia


Editorial

Colaboradora: Ana Cristina Tosta *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Todo corpo precisa estar em equilíbrio constante para seu funcionamento, o estado nutricional saudável leva a esse objetivo, desde que os nutrientes atendam as necessidades desse organismo. Portanto, o excesso ou a falta faz com que há um desequilíbrio nutricional.

Para um diagnóstico exato, o paciente deve ser avaliado através de uma triagem nutricional, ou seja, uma historia clinica, exame físico e alguns resultados laboratoriais, objetivando a uma correção dos desequilíbrios orgânicos e determinando prescrições eficazes para o tratamento.

“A nutrição refere-se soma dos processos pelos quais, um ser vivo ingere, digere, absorve, transporta, utiliza e excreta os nutrientes.”(1).

O envelhecimento por alterar funções corporais, fisiológicas, psicológicas e levar a uma redução de sua capacidade de se adaptar ao meio ambiente, contribui também na alteração do estado nutricional dos idosos.

O idoso por apresentar sua velocidade metabólica mais lenta e não praticar atividade física há uma diminuição da quantidade de calorias necessárias para manter o peso ideal assim começa a perder massa muscular e ganhar tecido adiposo, principalmente em regiões do tronco e abdômen.

Dentro da avaliação de uma história clínica, pode-se chegar a achados que determinam o estado nutricional do paciente ,seja por baixo peso ou inapetência, revelando problemas como: dentaduras mal adaptadas, provocando lesões na cavidade oral, diminuição da salivação, dificultando a mastigação e a deglutição, problemas com imobilidade, depressão, solidão, pobreza, conhecimento inadequado, falta de sensibilidade com os sentidos sensoriais (olfato, paladar, visão, tato, audição).

O idoso já se encontra com alguma dessas deficiências e ainda pode estar acometido por outras patologias de base que dificulta sua aceitação alimentar, como uma doença esofágica ou estomacal, ou simplesmente achar que certos alimentos podem fazer algum mal. Outras ainda, como aquelas pessoas que dependem de outra pessoa para praticar seus cuidados pessoais, inclusive o preparo e manipulação dos alimentos. Tudo podendo gerar uma anorexia e uma inapetência.

A alimentação adequada contribui para o controle e prevenção de várias doenças, presentes na 3a idade. O convívio social também pode ajudar na satisfação e estimulação do apetite alimentar do idoso. Contudo, uma consulta com nutricionista, e com dentista regularmente proporciona uma qualidade de vida mais adequada ao estado nutricional dos idosos, seguido de exames laboratoriais e clínicos.

Referências:

Semiologia. Bases para a prática assistencial. Deborah A.Andris et al. Ed.Guanabara Koogan,R.J,2006.

Revista eletrônica,site:www.nutrinfo.com.br/idoso.htm.

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