Arquivo de Junho, 2007

21
Jun

 Audição humana

Categoria(s): Otogeriatria, Publicações

Conceitos

Colaboradores : Ruy Barbosa Oliveira Neto * & Sandra Chiavegato Perossi **

* Biólogo e pós-graduando do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

** Fisioterapeuta e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

O som é produzido por ondas de compressão e descompressão alternadas do ar.
As ondas sonoras propagam-se através do ar exatamente da mesma forma que as ondas propagam-se na superfície da água. Assim, a compressão do ar adjacente de uma corda de violino cria uma pressão extra nessa região, e isso, por sua vez, faz com que o ar um pouco mais afastado se torne pressionado também. A pressão nessa segunda região comprime o ar ainda mais distante, e esse processo repete-se continuamente até que a onda finalmente alcança a orelha.

audição

A orelha humana é um órgão altamente sensível que nos capacita a perceber e interpretar ondas sonoras em uma gama muito ampla de freqüências (16 a 20.000 Hz – Hertz).
A captação do som até sua percepção e interpretação é uma seqüência de transformações de energia, iniciando pela sonora, passando pela mecânica, hidráulica e finalizando com a energia elétrica dos impulsos nervosos que chegam ao cérebro.1. Energia sonora - Orelha externa

O pavilhão auditivo capta e canaliza as ondas para o canal auditivo e para o tímpano. O canal auditivo serve como proteção e como amplificador de pressão.

Quando se choca com a membrana timpânica, a pressão e a descompressão alternadas do ar adjacente à membrana provocam o deslocamento do tímpano para trás e para frente. Logo, o tímpano vibra com a mesma freqüência da onda. Dessa forma, o tímpano transforma as vibrações sonoras em vibrações mecânicas que são comunicadas aos ossículos (martelo, bigorna e estribo).

2. Energia mecânica - Orelha média

O centro da membrana timpânica conecta-se com o cabo do martelo. Este, por sua vez, conecta-se com a bigorna, e a bigorna com o estribo. Essas estruturas (ver anatomia da orelha humana), encontram-se suspensas através de ligamentos, razão pela qual oscilam para trás e para frente.

A movimentação do cabo do martelo determina também, no estribo, um movimento de vaivém, de encontro à janela oval da cóclea, transmitindo assim o som para o líquido coclear. Dessa forma, a energia mecânica é convertida em energia hidráulica.

Os ossículos funcionam como alavancas, aumentando a força das vibrações mecânicas e por isso, agindo como amplificadores das vibrações da onda sonora.

Se as ondas sonoras colidissem diretamente na janela oval, não teriam pressão suficiente para mover o líquido coclear para frente e para trás, a fim de produzir a audição adequada, pois o líquido possui inércia muito maior que o ar, e uma intensidade maior de pressão seria necessária para movimentá-lo.

A membrana timpânica e o sistema ossicular convertem a pressão das ondas sonoras em uma forma útil, da seguinte maneira:

1 - As ondas sonoras são coletadas pelo tímpano, cuja área é 22 vezes maior que a área da janela oval.
2 - Portanto, uma energia 22 vezes maior do que aquela que a janela oval coletaria sozinha é captada e transmitida, através dos ossículos, à janela oval.
3 - Da mesma forma, a pressão de movimento da base do estribo apresenta-se 22 vezes maior do que aquela que seria obtida aplicando-se ondas sonoras diretamente à janela oval.
4 - Essa pressão é, então, suficiente para mover o líquido coclear para frente e para trás.

3. Energia hidráulica - Orelha interna

À medida que cada vibração sonora penetra na cóclea, a janela oval move-se para dentro, lançando o líquido da escala vestibular numa profundidade maior dentro da cóclea.
A pressão aumentada na escala vestibular desloca a membrana basilar para dentro da escala timpânica; isso faz com que o líquido dessa câmara seja empurrado na direção da janela oval, provocando, por sua vez, o arqueamento dela para fora. Assim, quando as vibrações sonoras provocam a movimentação do estribo para trás, o processo é invertido, e o líquido, então, move-se na direção oposta através do mesmo caminho, e a membrana basilar desloca-se para dentro da escala vestibular.

A vibração da membrana basilar faz com que as células ciliares do órgão de Corti se agitem para frente e para trás; isso flexiona os cílios nos pontos de contato com a membrana tectórica. A flexão dos cílios excita as células sensoriais e gera impulsos nas pequenas terminações nervosas filamentares da cóclea que enlaçam essas células.
Esses impulsos são então transmitidos através do nervo coclear até os centros auditivos do tronco encefálico e córtex cerebral.

Dessa forma, a energia hidráulica é convertida em energia elétrica.

Percepção da altura de um som

Um fenômeno chamado ressonância ocorre na cóclea para permitir que cada freqüência sonora faça vibrar uma secção diferente da membrana basilar. Quando sons de alta freqüência penetram na janela oval, sua propagação faz-se apenas num pequeno trecho da membrana basilar, antes que um ponto de ressonância seja alcançado. Como resultado, a membrana move-se forçosamente nesse ponto, enquanto o movimento de vibração é mínimo por toda a membrana.

Quando um som de média freqüência penetra na janela oval, a onda propaga-se numa maior extensão ao longo da membrana basilar antes da área de ressonância ser atingida.
Finalmente, uma baixa freqüência sonora propaga-se ao longo de quase toda a membrana antes de atingir seu ponto de ressonância.

Dessa forma, quando as células ciliares próximas à base da cóclea são estimuladas, o cérebro interpreta o som como sendo de alta freqüência (agudo), quando as células da porção média da cóclea são estimuladas, o cérebro interpreta o som como de altura intermediária, e a estimulação da porção superior da cóclea é interpretada como som de baixa freqüência (grave).

A intensidade de um som é determinada pela intensidade de movimento das fibras basilares. Quanto maior o deslocamento para frente e para trás, mais intensamente as células ciliares sensitivas são estimuladas e maior é o número de estímulos transmitidos ao cérebro para indicar o grau de intensidade. Por exemplo, se uma única célula ciliar próxima da base da cóclea transmite um único estímulo por segundo, a altura do som será interpretada como sendo de um som agudo, porém de intensidade quase zero.
Se essa mesma célula ciliar é estimulada 1.000 vezes por segundo, a altura do som permanecerá a mesma (continuará agudo), mas a sua intensidade será extrema (a potência do som será maior devido à intensidade de movimento das fibras basilares).

4. Energia elétrica - Da orelha interna aos centros auditivos do tronco encefálico e córtex cerebral

Após atravessarem o nervo coclear, os estímulos são transmitidos, aos centros auditivos do tronco encefálico e córtex cerebral, onde são processados. Os centros auditivos do tronco encefálico relacionam-se com a localização da direção da qual o som emana e com a produção reflexa de movimentos rápidos da cabeça, dos olhos ou mesmo de todo o corpo, em resposta a estímulos auditivos. O córtex auditivo, localizado na porção média do giro superior do lobo temporal, recebe os estímulos auditivos e interpreta-os como sons diferentes.

Entendendo - Ressonância

Ressonância é o fenômeno físico em que se registra a transferência de energia de um sistema oscilante para outro, quando a freqüência do primeiro coincide com uma das freqüências próprias do segundo.

Este fenômeno tem aplicações importantes em todas as áreas da ciência, sempre que há a possibilidade de troca de energia entre sistemas oscilantes. A aplicação mais palpável é na área das telecomunicações, onde as ondas eletromagnéticas atuam como intermediárias na transmissão das informações do transmissor até o(s) receptor(es), constituindo-se o que se chama sinal.

Também se pode destacar a área da espectroscopia, onde a energia radiante incidente é absorvida, refletida ou ainda transmitida pela amostra, fornecendo como resultado um espectro que é a informação da energia absorvida em função do comprimento de onda (ou da freqüência) em forma de um gráfico.

Na área médica, a técnica espectroscópica chamada de Ressonância Magnética Nuclear é chamada de Tomografia de ressonância magnética nuclear ou, mais comumente, de Ressonância magnética. Consiste em aplicar em um paciente submetido a um campo magnético intenso, ondas com freqüências iguais às dos núcleos (geralmente do 1H da água) dos tecidos do corpo que se quer examinar. Tais tecidos, absorvem a energia em função da quantidade de água do tecido. Entretanto, para se localizar espacialmente o grupo de núcleos de hidrogênio, é mister se empregar um meio de se diferenciar o campo, impondo-lhe gradientes segundo certas direções.

Referências:

Piteira,M.R. e col. – Sistema Nervoso Periférico – Universidade Nova de Lisboa –Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2006 [on line]

Neves V.T., Feitosa M.A. – Envelhecimento do processamento temporal auditivo – 2002 – [on line]

Veja Também:
Capacidade funcional
Plaquetopenia e plaquetopatias
Flexibilidade nos idosos
Pele humana - Composição
Amiloidose cardíaca
Ritmo circadiano - Cronobiologia

Comentários (2)     Indique esse artigo Indique esse artigo



20
Jun

 Hipertireoidísmo no idoso

Categoria(s): Endocrinogeriatria

Painel

bocioO hipertireoidísmo é uma síndrome clínica resultante dos efeitos teciduais de concentrações elevadas de hormônio tireóideano. Estas alterações podem resultar de distúrbios tireóideanos intrínsecos, da estimulação excessiva pelo hormônio estimulador da tireóide (TSH) hipofisário ou substâncias de ação semelhante (imunoglobulinas ou gonadotrofina coriônica), da liberação hormonal aumentada pela destruição do tecido tireóideano na tireioidites, da administração exógena intencional ou acidental de hormônios tireóideanos, da administração de iodo a pacientes com bócio (fenômeno de Jod-Basedow) ou da presença de tecido tireóideano ectópico (”struma ovari”). Entre todas as possíveis causas do hipertireoidismo, a doença de Graves é, sem dúvida, a mais freqüente.

O hormônio tireóideano exerce efeitos diretos sobre o coração, aumentando as contrações da actina e miosina, aumentando o ritmo cardíaco, contractilidade e aumentando a atividade da adenil-ciclase.

O hormônio tireóideano induz a vasodilatação periférica, conseqüentemente, os pacientes tem sudorese, expansão do volume sangüíneo, fluxo sangüíneo periférico aumentado, ritmo cardíaco rápido, aumento do débito cardíaco e aumento do consumo de oxigênio pelo miocárdio. O hormônio tireóideano tem poderosos efeitos cronotrópicos e inotrópicos positivos, conseqüentemente, a ejeção sistólica fica com até o dobro do volume, elevando a pressão sistólica, tornando o pulso rápido, o precórdio hiperdinâmico, e terceira bulha audível. Freqüentemente ouve-se um sopro de ejeção sistólica, pelo alto metabolismo e volume de sangue ejetado.

Os efeitos cardiovasculares parecem ser devidos aos efeitos combinados do hormônio tireideano e da estimulação simpática, porém este efeito leva a aumento do consumo de oxigênio pelo miocárdio, podem causar angina pecturis e/ou insuficiência cardíaca congestiva.

Nas pessoas idosas, a primeira, se não a única, manifestação do hipertireoidismo e a fibrilação atrial, cuja reversão ao ritmo sinusal esta condicionada ao controle do quadro tireóideano.

Além dos sintomas cardiovasculares o hiperteroidismo se manifesta com: nervosismo, insônia, transpiração excessiva, intolerância ao calor, fadiga fácil, fraqueza muscular, perda de peso, aumento do apetite, hiperdefecação (geralmente sem diarréia), sintomas oculares. A fácies é característica, com o paciente mostrando-se agitado, inquieto, com pele quente e úmida.

O diagnóstico diferencial se faz com os distúrbios psicossomáticos, sendo que nestes últimos a pele apresenta sudorese fria.

Diagnóstico

A confirmação laboratorial do hipertireoidismo é feita pela medida no soro dos níveis de triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), servindo, também, para estimar a gravidade do processo e planejamento terapêutico. TSH (hormônio estimulador da tireóide) hipofisário pode ser avaliado diretamente pela sua mensuração no soro.

Os exames radioisotópicos de captação de iodo radioativo e mapeamento da tireóide estão indicados para avaliação funcional de bócios uni ou multinodulares ou quando há suspeita de tireoidite ou hipertireoidismo factício, quando a captação estará reduzida ou ausente, ao contrário do que ocorre nos bócios difusos tóxicos em que há aumento na captação do material radioativo.


Tratamento

Qualquer que seja sua etiologia, o hipertireoidismo deve ser controlado, quer como tratamento exclusivo, quer como terapêutica temporária até que a causa possa ser eliminada, o que apenas raramente e possível, como nos casos de adenoma tóxico.
O controle medicamentoso representa, portanto, a primeira linha de ação no controle do hipertireoidismo. Do ponto de vista prático utiliza-se as tionamidas, o propranolol e o iodo como fármacos para ao controle do hipertireoidismo.

Tratamento cirúrgico - O tratamento cirúrgico é bem seguro em mãos hábeis de cirurgiões experimentados, tem morbidade reduzida e não provoca hipotireoidismo, nem hipoparatireoidismo. Normalmente preserva-se 4 a 8 gramos de tecido tireóideano, o que minimiza a probabilidade de lesão das glândulas paratireóideanas e dos nervos recorrentes. A recidiva é de 10% dos casos.

Iodo radioativo - em casos particulares pode se utilizar a inativação da função tireoideana com a utilização de iodo radioativo.

Referências:

Lima Neto N - Hipertireoidísmo e tireotoxicose [on line]

Tags: , , , ,

Veja Também:
Hipertireoidismo e fibrilação atrial
Estudo de caso - Uso de amiodarona
Insuficiência cardíaca
Hipertireoidismo - Cardiotireotoxicose
Hipotireoidismo no idoso
Doença de Graves

Comentários (1)     Indique esse artigo Indique esse artigo



19
Jun

 Deficiência da audição nos idosos - Presbiacusia ou surdez

Categoria(s): Otogeriatria, Sociologia

Painel

Colaboradores : Ruy Barbosa Oliveira Neto * & Sandra Chiavegato Perossi **

* Biólogo e pós-graduando do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

** Fisioterapeuta e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A presbiacusia ou surdez do idoso constitui-se em um dos mais importantes fatores de desagregação social. Estudos recentes demonstram que de todas as privações sensoriais, a perda auditiva é a que produz efeito mais devastador no processo de comunicação do idoso.

De acordo com Academia Brasileira de Otologia presbiacusia é o envelhecimento natural do ouvido humano, resultante da somatória de alterações degenerativas de todo o aparelho auditivo. Consiste em uma perda bilateral da audição para sons de alta freqüência, acompanhada, geralmente, por uma perda desproporcional do reconhecimento da fala, sem história prévia de doença sistêmica ou auditiva severa, com início gradual e curso progressivo (Willott, 1991 em Neves, 2002).

As deficiências auditivas acometem 70% dos idosos (mais ou menos 10 milhões de pessoas em nosso país), sendo a segunda inabilidade física mais comum e a quarta afecção mais comum nos EUA.

Os principais agentes agravantes da presbiacusia são: exposição a ruídos, diabetes, uso de medicação tóxica para os ouvidos e a herança genética, e a diminuição da acuidade auditiva na terceira idade.

Muitas vezes a deficiência auditiva pode vir acompanhada de um zumbido que compromete ainda mais o bem estar. Esse zumbido tem como característica à percepção de som na ausência de uma fonte sonora externa e afeta cerca de 20% da população mundial. Suas queixas principais são: “chiadoâ€, “griloâ€, “apito no ouvidoâ€, “panela de pressão na cabeçaâ€, etc.

Manifestações clínicas

Com a diminuição da sensibilidade auditiva ocorre uma redução na inteligibilidade da fala, o que vem a comprometer seriamente o seu processo de comunicação verbal. A perda auditiva em altas freqüências (agudos) torna a percepção das consoantes muito difícil, aos idosos, especialmente quando a comunicação ocorre em ambientes insalubres ou ruidosos. “Não entendem o que é ditoâ€.

A presbiacusia no idoso pode acarretar alguns problemas psicosocias tais como: Isolamento social, Incapacidade auditiva (igrejas, rádio e TV), intolerância a sons de moderada à alta intensidade (agudos). Se a pessoa fala baixo o idoso não ouve se ela grita, o incomoda.

Problemas de alerta e defesa: incapacidade para ouvir pessoas e veículos aproximando-se, panelas fervendo, alarmes, telefone, campainha da porta, anúncios de emergências em rádio e TV.

Quando questionados sobre a patologia os familiares descrevem o idoso como:
Principais sintomas: Dificuldade de participar de conversação ou falar ao telefone, sensação de que não consegue compreender as palavras, necessidade de aumentar o volume da TV ou rádio, dificuldade de localizar uma fonte sonora.

Diagnóstico

O idoso com dificuldades auditivas deve ser encaminhado ao otorrinolaringologista e ao fonoaudiólogo para um teste que poderá indicar ou não a utilização de prótese auditiva.

Tratamento

O tratamento da perda da audição nos idosos, resultante da presbiacusia, se faz através da utilização de próteses auriculares, e mais recentemente do implante coclear (veja mais).

Tipos de Próteses:

Programáveis: necessitam da manipulação da pessoa para ajustes de volume de recepção sonora.

Digitais
: multiprocessadas permitem perfeita adaptação às necessidades de amplificação sonora, podendo ser intracanal ou microcanal.

Cuidados com as Próteses: Devem ser testadas nas condições em que o paciente normalmente realiza suas atividades (compras, passeios, etc.). O paciente deve ser treinado para manipular adequadamente sua prótese (troca de pilha, higiene, e inserção no ouvido).

Entenda da anatomia do ouvido humano [on line]

Referências:

1. Academia Brasileira de Otologia - Presbiacusia: Um desafio a vencer 2007.[on line]

2. Neves V.T., Feitosa M.A. – Envelhecimento do processamento temporal auditivo – 2002 – [on line]

3. Rosa M.R.e col. - Programa de Orientação a Usuários de Prótese Auditiva e Questionários de Auto-avaliação: Importantes Instrumentos para uma Adaptação Auditiva Efetiva - Revista Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia Ano: 2006 Vol. 10 (3) - Jul/Set - (6º) [on line]

4. Carvalho Filho E. , Papaléo Neto M. – Geriatria fundamentos, clinica e terapêutica – Atheneu 2. ed. S. Paulo 2006

5. Psicologia General, Dr. C. George Boeree - Departamento de Psicologia,Universidad de Shippensburg [on line]

Tags: , ,

Veja Também:
Surdez no idoso
Surdez - Tratamento, implante coclear
Hipovitaminose de tiamina - shoshin beriberi
Síndrome de Kearns-Sayre (SKS)
Vitamina B1 (Tiamina) - deficiência nos idosos
Vertigem - 200 dúvidas a respeito - Parte 9

Comentários (3)     Indique esse artigo Indique esse artigo



18
Jun

 Câncer bucal no idosos - prevenção

Categoria(s): Gerontologia, Odontogeriatria, Oncogeriatria, Programa de saúde

Painel

Colaboradora : Dra Mônica Cristine Jove Motti *

* Médica geriatra

Raramente o câncer bucal é identificado no seu início, entretanto quando é identificado de 60 a 80% já esta na sua fase avançada, o que reduz a chance de sobrevida. O carcinoma de células escamosas acomete 90% dos casos, onde a maior incidência é em homens acima dos 65 anos. No Brasil, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer bucal ocorre com maior freqüência nos lábios (figura) , provavelmente devido ao excesso de luz solar.

bucalNo exame bucal, que deve ser feito por todos os profissionais da área da saúde, é muito importante observar os sete sinais de alerta: edema, elevações ou crescimentos, manchas brancas, ulcerações, uma dor de garganta que não melhora, dormência, dor ou sangramento persistentes.

O diagnóstico das lesões pré-cancerígenas é muito importante. Neville et al. definem lesão pré-cancerígena como sendo um tecido benigno, porém morfologicamente alterado e que possui maior risco que o normal para a transformação maligna. As principais lesões encontradas são: leucoplasia; eritroplasia; líquen plano; quilite actínica; nevo pigmentado e xeroderma pigmentoso.

Perussi et al. observou que em idosos o predomínio de lesões malignas ocorrem na região jugal e no palato.

Grupo de risco:
• -Idade superior a 40 anos
• -Tabagista
• -Etilista
• -Desnutrição
• -Exposição crônica a Luz solar
• -Pacientes imunossuprimidos
• -Pacientes em uso de prótese mal adaptadas.

Medidas preventivas do Câncer Bucal:

1 - evitar fumo e álcool;
2 - evitar exposição continuada aos raios solares;
3 - evitar traumas crônicos na mucosa bucal, tais como: prótese mal adaptadas, coroas dentais fraturadas, raízes residuais, etc;
4 - manter higienização adequada, escovando os dentes no mínimo 4 vezes ao dia, principalmente após a ingestão de qualquer alimento, fazer uso do fio dental e se auto-examinar continuadamente conforme descrição acima citada;
5 - fazer alimentação balanceada e completa evitando fazer uso do açucar em excesso (prevenção da cárie) e principalmente fora das refeições;

6 - o mais importante, consultar um dentista de confiança regularmente, não somente quando tm algum problema odontológico.

Referências:

Mello,HSA - Câncer Bucal; Odontogeriatria, Cap12, pág:127 a 133.

www.odontologia.online.com

Câncer bucal [on line]

Câncer bucal - Lesões suspeitas [on line]

Câncer bucal - prevenção [on line]

Veja Também:
Mutilação dentária nos idosos
Cárie dentária nos idosos
Saúde bucal dos idosos
Câncer gástrico
Osteoporose
Falta de apetite nos idosos

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



17
Jun

 Anatomia do ouvido humano

Categoria(s): Otogeriatria, Publicações

Revisão

Colaboradores : Ruy Barbosa Oliveira Neto * & Sandra Chiavegato Perossi **

* Biólogo e pós-graduando do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

** Fisioterapeuta e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

ouvido

O órgão responsável pela audição é a orelha (antigamente denominado ouvido), também chamada órgão vestíbulo-coclear ou estato-acústico.

A maior parte da orelha fica no osso temporal, que se localiza na caixa craniana. Além da função de ouvir, o ouvido também é responsável pelo equilíbrio.

A orelha está dividida em três partes: orelhas externa, média e interna (antigamente denominadas ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno).

A orelha externa é formada pelo pavilhão auditivo (antigamente denominado orelha) e pelo canal auditivo externo ou meato auditivo. Todo o pavilhão auditivo (exceto o lobo ou lóbulo) é constituído por tecido cartilaginoso recoberto por pele, tendo como função captar e canalizar os sons para a orelha média.

O canal auditivo externo estabelece a comunicação entre a orelha média e o meio externo, tem cerca de três centímetros de comprimento e está escavado em nosso osso temporal. É revestido internamente por pêlos e glândulas, que fabricam uma substância gordurosa e amarelada, denominada cerume ou cera. Tanto os pêlos como o cerume retêm poeira e micróbios que normalmente existem no ar e eventualmente entram nos ouvidos.

O canal auditivo externo termina numa delicada membrana - tímpano ou membrana timpânica - firmemente fixada ao conduto auditivo externo por um anel de tecido fibroso, chamado anel timpânico.

A orelha média começa na membrana timpânica e consiste, em sua totalidade, de um espaço aéreo – a cavidade timpânica – no osso temporal. Dentro dela estão três ossículos articulados entre si, cujos nomes descrevem sua forma: martelo, bigorna e estribo.
Esses ossículos encontram-se suspensos na orelha média, através de ligamentos.
O cabo do martelo está encostado no tímpano; o estribo apóia-se na janela oval, um dos orifícios dotados de membrana da orelha interna que estabelecem comunicação com a orelha média. O outro orifício é a janela redonda.

A orelha média comunica-se também com a faringe, através de um canal denominado tuba auditiva (antigamente denominada trompa de Eustáquio). Esse canal permite que o ar penetre no ouvido médio. Dessa forma, de um lado e de outro do tímpano, a pressão do ar atmosférico é igual. Quando essas pressões ficam diferentes, não ouvimos bem, até que o equilíbrio seja restabelecido.

A orelha interna, chamada labirinto, é formada por escavações no osso temporal, revestidas por membrana e preenchidas por líquido. Limita-se com a orelha média pelas janelas oval e redonda. O labirinto apresenta uma parte anterior, a cóclea ou caracol - relacionada com a audição, e uma parte posterior - relacionada com o equilíbrio e constituída pelo vestíbulo e pelos canais semicirculares.

Referências:

Piteira,M.R. e col. – Sistema Nervoso Periférico – Universidade Nova de Lisboa –Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2006 [on line]

Neves V.T., Feitosa M.A. – Envelhecimento do processamento temporal auditivo – 2002 – [on line]

Veja Também:
Deficiência da audição nos idosos - Presbiacusia ou surdez
Vertigem - 200 dúvidas a respeito: Parte 6
Pericárdio
Poemas da Eneida - Limites
Vertigem - 200 dúvidas a respeito: Parte 1
Ãndice de desenvolvimento humano

Comentários (8)     Indique esse artigo Indique esse artigo



Paginas (7): « 1 2 [3] 4 5 6 7 »