Arquivo de Junho, 2007

25
Jun

 Doença de Parkinson - Aspectos fisioterápicos

Categoria(s): DNT, Fisioterapia

Resenha

Colaboradora : Talita Gameiro Ribeiro *

* Fisioterapêuta e Gerontóloga

A Doença de Parkinson (DP) é uma doença crônica progressiva do sistema nervoso, caracterizada pelos sinais cardinais de rigidez, acinesia, bradicinesia, tremor e instabilidade postural. Além disso, a doença pode causar uma variedade de comprometimentos indiretos e complicações, alguns dos quais produzidos por diferentes combinações dos sinais cardinais, incluindo distúrbios do movimento e da marcha, expressão facial, distúrbios cognitivos e perceptivos, disfunção de comunicação e deglutição e disfunção autonômica. O surgimento é insidioso e a progressão é lenta.

Estudos do cérebro dos doentes com DP revelam diminuição no conteúdo de melanina das células da substância negra, uma diminuição seletiva da dopamina (um neurotransmissor inibidor) no núcleo caudado e no putâmen, onde sua concentração é maior.

Os parkinsonianos têm um desempenho ruim em condições de pertubação do equilíbrio. As quedas freqüentes e as lesões decorrentes destas são resultados da perda progressiva das reações de equilíbrio, com cerca de um terço dos pacientes experimentando quedas e um décimo destes caindo mais de uma vez por semana. por isso, o treinamento para reeducar o equilíbrio e o exercício em várias posições deve ser utilizado.

O treino deve começar com transferências de peso nas posições sentada e em pé, ajudando o paciente a conhecer os seus limites de estabilidade. O terapeuta pode ajudar com comandos verbais sobre postura e segurança, e comandos táteis com toques leves para facilitar as respostas desejadas.

bolaO Número de pacientes portadores de doenças degenerativas está em constante crescimento, tanto no Brasil como a nível internacional. Por isso, novas técnicas e terapias mais eficazes estão sendo necessárias, para uma otimização do tratamento e recuperação efetiva, em especial aos portadores da Doença de Parkinson. O uso da bola suíça (figura), além de ser uma técnica dinâmica com integração entre a relação terapeuta e paciente, promove a restauração do déficit postural e do equilíbrio, com uma melhor recuperação para as atividades da vida diária e da auto-estima.

Referências:

SULLIVAN, Susan B.; SCHIMITZ, T J.: Fisioterapia, Avaliação e Tratamento. 2ª ed. Editora Manole Ltda., 2004.

KOTTKE, Frederic J.; LEHMANN Justus F.: Tratado de Medicina Física e Reabilitação de Krusen. 4ª ed. Editora Manole Ltda., 1994.

Veja Também:
Estudo de caso - Parkinsonismo
Estudo de caso - Tremor nas mãos
Doença de Parkinson - Clínica e fisiopatologia
Estudo de caso - Wolff-Parkinson-White
Doença de Paget
Doença de Parkinson - Alterações na marcha

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24
Jun

 Acupuntura

Categoria(s): Gerontologia, Reumatogeriatria

Painel

acupunturaAcupuntura foi uma parte de medicina tradicional chinesa durante pelo menos 2.500 anos. A filosofia Oriental atrás disto é aquela saúde depende de uma energia vital que flui por seu corpo ao longo de 14 caminhos chamado meridianos. Se um determinado ponto deste meridiano está fora de harmonia, de acordo com esta teoria, que você adquire dor e doença. Agulhas inserindo em pontos ao longo dos meridianos desbloqueiam o fluxo de energia e restabelecem o equilíbrio saudável de seu corpo.

Dependendo de suas razões por buscar acupuntura, você terá 1 a 20 ou agulhas inseridas em sua pele e em alguns casos podem penetrar até 7 centímetros, dependendo em onde elas são colocadas e o para o qual o tratamento é indicado. Normalmente são mantidas no local de 15 a 30 minutos. A colocação das agulhas geralmente não causa nenhuma dor da inserção, embora pode ser em ocasião, dolorosa. Algumas pessoas acham a experiência relaxante. Uma vez inserida, as agulhas podem ser estimuladas com uma corrente elétrica.

Geralmente o alívio ocorre após várias sessões, mas se nada acontecer depois de seis ou oito sessões, acupuntura deverá ser reavaliada.

Efeitos colaterais adversos de acupuntura são raros, mas eles acontecem. Houve casos de hepatite B que é transmitido através de agulhas impropriamente esterilizadas. Outros riscos incluem lesões da pleura ou dos pulmões e dano de nervo. A maioria dos efeitos adversos é o resultado da falta de conhecimento médico, práticas anti-higiênicas ou treinamento inadequado.

Medicina Ocidental tradicional sempre rejeitou a acupuntura, porém em1998, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos liberou uma declaração de consenso que reconhece a falta de uma pesquisa bem projetada e controlada em acupuntura. Mas, a declaração também disse que existem bastantes evidências para mostrar que acupuntura claramente alivia dor depois de cirurgia dental, como também a náusea e vômitos da quimioterapia, da anestesia ou da gravidez. Avaliando os estudos, o Instituto concluiu que acupuntura também pode ajudar no controle a dor de cólicas menstruais, cotovelo de tênis, fibromialgia, osteoarthritis, dor de cabeça e outras condições que envolvem dor crônica.

Um dos estudos citado foi feito pelo médico Abass Alavi, chefe de medicina nuclear no Centro Médico da Universidade de Pennsylvania, que mostrou a acupuntura afetando o fluxo de sangue no cérebro. Ele usou Tomografia Computadorizada (SPECT) para ver os cérebros de quatro pessoas com dor e cinco pessoas sem dor. Dr. Alavi achou que depois que foram inseridas agulhas de acupuntura, todos os pacientes tinham aumentado fluxo de sangue ao thalamus, a área do cérebro que retransmite dor e outras mensagens sensórias. Porque os cérebros do grupo sem dor mostraram as mesmas reações que os com dor, não puderam ser atribuídas as mudanças em fluxo de sangue a um efeito placebo.

Há um cálculo de 10.000 acupuntores autorizados nos Estados Unidos, sendo 3.000 médicos. No Brasil existem 120 médicos acupuntores filados a Sociedade Brasileira de Acupuntura.

Referência:

Sociedade Medica Brasileira de Acupuntura [on line]

Veja Também:
Radicais livres e terapia bioenergética: acupuntura
Incapacidade funcional e o papel da fisioterapia
Síndrome de Ménierè - Revisão e atualização

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23
Jun

 Câncer gástrico

Categoria(s): Gastrogeriatria, Oncogeriatria

Painel

O câncer gástrico é a mais freqüente das neoplasias malignas do tubo digestivo, ocupando o segundo lugar entre as neoplasias malignas no homem e o quinto entre as mulheres. É mais freqüente no homem na proporção de 1,6:1. Quanto à faixa etária é maior entre a Quinta e a Sexta décadas. A maior incidência é no Japão, Chile e Finlândia, com baixas taxas nas Filipinas, Honduras e Estados Unidos.

cagastrico
Exame histológico de adenocarcinoma gástrico - as células apresentam-se com núcleos celulares de vários tamanhos, grandes, hipercorados, disformes, com excesso de cromatina nuclear (poliploidia). As células perdem todo padrão normal característica do tecido sadio.

Embora a etiologia seja desconhecida, os estudos epidemiológicos demonstraram a grande importância dos fatores dietéticos no seu desenvolvimento, sendo os fatores de risco a ingestão se amido, carboidratos, alimentos defumados e conservas (teoria das nitrosaminas). A baixa quantidade ingerida de vegetais, frutas frescas, micronutrientes e proteínas é apontado também como fator de risco.

Sob o ponto de vista histológico, os tumores do estômago são: epiteliais (adenocarcinomas - figura acima, tumores endócrinos, carcinossarcomas, carcinoma adenoescamoso) e mesenquimais (linfomas, tumores de células adiposas e musculares, tumores neurogênicos e alguns outros sarcomas). Os adenocarcinomas gástricos correspondem a 95% das neoplasias gástricas malignas, sendo os linfomas o segundo em freqüência, correspondendo esta entre 3 e 5 %.

No tratamento das neoplasias gástricas não-adenocarcinomas, em especial dos linfomas gástricos, a quimioterapia tem um papel importante, configurando um grupo de neoplasias de melhor evolução do que os adenocarcinomas gástricos avançados, após cirurgia.

Referências:

Boeing, H - Epidemiological research in stomach cancer. Progress over the last ten years. J. Cancer Res and Clin Oncol, 117 ( 3 ): 133-143, 1991.

Muraro, C.P.M.; Aquino, J.L.B.; Lucena, F.P.T.; Lintz, J.E. & Biolcati, P.P. - Estadiamento e ressecabilidade do câncer gástrico. Rev. Med. Puccamp, 1997.

Kurtz, R.C. & Sherlock, P. The diagnosis of gastric cancer. Seminars in Oncology 12 (1):11-18, 1985.

Henri, M.C.A.; Saad, L.H.C.; Gonçlaves JR, I.; Bozoni, L.L.M. Gastric cancer. The analysis of the results of the surgical treatment. Arq. Bras. Cir. Dig. 6 (4):82-5, 1991.

Veja Também:
Estudo de caso - Sangramento intestinal
Estudo de caso - Icterícia
Câncer e Morte celular programada
Apoptose
Perfil do câncer no Brasil
Câncer - Marcadores tumorais

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22
Jun

 Desnutrição em idosos institucionalizados

Categoria(s): Gerontologia, Nutrição, Programa de saúde

Resenha

Colaboradora : Angela Terezinha Favari Fornari

* Nutricionista - Pós-graduanda em Saúde e Medicina Geriátrica - Metrocamp

Em nossa sociedade, a velhice tende a ser vista como época de perdas e incapacidades. Situações como viuvez, aposentadoria, menor oportunidade de empregos formais e estáveis e aumento dos gastos com a própria saúde fazem com que ocorra a perda de poder aquisitivo do idoso, menores oportunidades de convívio social, perda de familiares e amigos e institucionalização, que podem acarretar isolamento social, sentimento de inferioridade e depressão.

Um importante problema do envelhecimento populacional é a ocorrência de pessoas com dependência e necessidade de institucionalização (WHO, 2005).

As condições financeiras têm tudo a ver com a qualidade do envelhecimento. O idoso que tem recursos próprios pode pagar profissionais que cuidem das suas necessidades, inclusive a alimentação.

No Brasil e em outros países em desenvolvimento, os idosos se encontram em completo abandono. Abrigar-se em asilos particulares é muito caro. Nos asilos públicos quando há vagas, não existe o cuidado e o respeito necessário. A tendência é a perda da auto-estima e da dignidade do idoso. Sem vontade nem motivações para viver, ele limitará sua alimentação a um mínimo necessário, cairá doente, será hospitalizado e não tardará a morrer.

Quando a família opta por cuidar de seus idosos, isso não significa que eles estejam sendo bem tratados. No Brasil, estima-se que 1,3 milhão de idosos estejam com baixo peso por conta da desnutrição.

As instituições de longa permanência (ILP) para idosos recebem várias denominações, como casa de repouso, asilo, clínica geriátrica. As principais causas de institucionalização do idoso são imobilidade, incontinência urinária e fecal e demência. Os residentes de instituições de longa permanência apresentam como características comuns múltiplas doenças crônicas e diminuição da independência.

Idosos institucionalizados normalmente são mais velhos que aqueles que vivem em comunidade, com idade média em torno dos 80 anos, apresentam maior número de doenças e dependências físicas, psíquicas e sociais.

A alimentação é um aspecto importante nesta faixa etária, pois os efeitos do avanço da idade, como as mudanças na composição corporal e no sistema orgânico, alteram os requerimentos nutricionais desta população. A maioria dos idosos conserva os hábitos de alimentação formados quando ainda eram mais jovens É comum encontrarmos idosos desnutridos em nosso meio, especialmente em instituições asilares e em hospitais.

Deve-se destacar que na terceira idade é comum a prescrição de dieta para determinada doença que passa a ficar incorporada a vida da pessoa. O hábito de consumir com muita freqüência “chá com torradas” provoca situação vulnerável a inúmeras deficiências alimentares.

A desnutrição protéico-calórica (DPC) é distúrbio nutricional mais importante observado nos idosos e está associada ao aumento da mortalidade e infecções, com redução da qualidade de vida. Entretanto, a DPC é freqüêntemente ignorada porque é erroneamente vista como parte do processo normal de envelhecimento.

No envelhecimento normal ocorrem aumento do tecido adiposo, redução da massa muscular, redução da água corporal total, perda de paladar e olfato, diminuição na produção de pepsina e do ácido clorídrico, com conseqüente diminuição na ingestão de alimentos.

Muitas pessoas nessa faixa etária correm risco de desnutrição por vários motivos:
- Falta de informação sobre uma nutrição adequada
- Limitações financeiras
- Incapacidade física, que interferem com a compra e preparo de alimentos
- Isolamento social
- Anorexia (falta de apetite)
- Mal absorção provocada por doença gastrointestinal agravam ainda mais o estado nutricional do idoso
- O uso à longo prazo de certas drogas terapêuticas que interferem com a absorção e o metabolismo de nutrientes, pode também causar desnutrição nos idosos.

Muitos idosos têm dificuldade em mastigar, além disso, azia, prisão de ventre, intolerância a lactose e outros problemas digestivos aumentam com a idade.

Estudos mostram elevada ocorrência de baixo peso em idosos de ILP, como também elevada percentagem de pacientes com obesidade. Pessoas idosas que habitam casas de repouso de má qualidade podem desenvolver grave estado de desnutrição simplesmente devido à ingestão inadequada.

Há evidências de que cerca de 70% dos idosos institucionalizados ingerem dieta deficiente em energia e fibras, e cerca de 80% apresentam níveis reduzidos de albumina e 50% emagrecimento importante. Estima-se que, atualmente, cerca de 20% da população idosa ambulatorial brasileira tenha desnutrição. Entre idosos hospitalizados e institucionalizados este número pode chegar a 60%.

A desnutrição pode não ser reconhecida nos idosos porque as mudanças associadas ao envelhecimento podem estar sobrepostas à condição de baixo conteúdo protéico energético. Casos de desnutrição grave são mais facilmente identificados do que os leve ou moderadamente desnutridos, que podem não ter sinais declarados de desnutrição. O descuido dos profissionais da saúde em relação a estes aspectos, é responsável pela subnotificação da desnutrição subclínica. A desnutrição leva à confusão mental e a uma série de sintomas vagos de difícil diagnóstico. Há perda de peso, fraqueza, queda de cabelos, inchaço, alterações da cor da pele, etc.

Os fatores psicológicos, sociais e culturais têm influência na qualidade da alimentação dos idosos. Uma alimentação bem balanceada é capaz de fornecer todas as vitaminas necessárias ao organismo. É fundamental que o idoso apresente uma dieta equilibrada em carboidratos, proteínas, gorduras. O atendimento das necessidades de vitaminas e minerais é essencial, pois esses nutrientes, além de atuar regulando diversas funções no organismo, agem como antioxidante e previnem o envelhecimento e aparecimento de doenças. Além disso, é importante a refeição apresentar aspectos agradáveis, como a cor, sabor, aroma e textura, e que seja priorizado o prazer no momento da refeição, atendendo as preferências do idoso.

Referências
APM NOTICIAS. 2007 [on line]

AZEVEDO, João R. D. Ãgua, Desnutrição, Vitaminas e Sais Minerais. Boa Saúde. 23 de Maio de 2000.[on line]

EMED, Thereza. Avaliação da Composição Corporal do Paciente Idoso. Instituto de Metabolismo e Nutrição. 2006. [on line]

GORZONI, Milton Luiz; PIRES, Sueli Luciano. Idosos asilados em hospitais gerais. Rev Saúde Pública 2006; 40(6):1124-30.

MARCHINI, JS; FERRIOLI, E.; MORIGUTI, JC. Suporte nutricional no paciente idoso. Simpósio: Nutrição Clínica. Medicina, Ribeirão Preto, 31(1): 54-61, jan./mar. 1998. [on line]
OTERO, Ubirani B.; ROZENFELD, Suely; GADELHA, Angela M.J.; CARVALHO, Marilia S. Mortalidade por desnutrição em idosos. Rev Saúde Pública 2002; 36(2):141-8.

RGNUTRI. A Importância da Nutrição na Terceira Idade. Saúde & Qualidade de Vida – Idosos [on line]

RGNUTRI. Idoso. Saúde & Qualidade de Vida – Idosos [on line]

SALGADO Jocelem M. Envelhecer com dignidade – 08/08/2004.[on line]

SILVA, Tais E.; REZENDE, Carlos H.A. Avaliação transversal da qualidade de vida de idosos participantes de centros de convivência e institucionalizados por meio do questionário genérico whoqol-bref. Horizonte Científico. v. 1, n. 6, 2006.[on line]

VILLAS BOAS, Paulo José Fortes. Avaliação nutricional do estresse oxidativo e ocorrência de infecção em indivíduos institucionalizados do Asilo Padre Euclides de Botucatu-SP. 2006. Tese (Doutorado) – Instituto de Biociências de Botucatu, Universidade Estadual Paulista. [on line]

Veja Também:
Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 4. Ações da TO com idosos institucionalizados
Cárie dentária nos idosos
Envelhecimento do sistema imunológico
Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 5. TO e os Familiares
Mutilação dentária nos idosos
Vitamina B1 (Tiamina) - deficiência nos idosos

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21
Jun

 Glândula Adrenal

Categoria(s): Dicionário

ândula suprarenal O córtex da glândula suprarenal (adrenal) secreta três categorias de hormônios: glicocorticóides (cortisol), mineralocorticóides (aldosterona) e androgênos(testosterona).

Adrenal

Glicocorticóides

O cortisol é produzido na zona fasciculada e é considerado o principal glicocorticóide endógeno, sendo indispensável para o funcionamento normal de todas as células do nosso organismo.

Os glicocorticóides exercem os seus efeitos ativando um receptor intracelular de glicocorticoide (GR), presente em níveis significativos em todas as células. Estes se localizam no citoplasma das células, e se translocam para o núcleo, quando ligados ao cortisol. O GR, então se liga a genes-alvos, ativando ou suprimindo a transcrição de genes relacionados às ações do cortisol.

A produção do cortisol é regulada pela liberação do hormônio liberador da corticotropina (CRH) do hipotálamo e do hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) da glândula pituitária. O cortisol é necessário para o metabolísmo dos carboidratos, proteínas e lipídios.

O cortisol atua no funcionamento do sistema imunológico, síntese e ação das catecolaminas e dos receptores adrenérgicos, contratilidade miocárdica, tônus vascular, integridade do sistema endotelial e permebilidade vascular. Com estas ações o cortisol modera as ações inflamatórias.

Os níveis normais de cortisol é de 5 mg/m2 e são máximo entre as 4 e 8 horas dia.

Mineralocorticóides

Os mineralocorticóides são produzidos na zona glomerulosa. A aldosterona é o seu principal representante. A aldosterona está envolvida na regulação da homeostasia dos ions sódio e potássio, e desta forma, no volume intravascular.

A secreção de aldosterona é primariamente regulada pelo sistema renina-angiotensina e pelas concentrações séricas de potássio. Nas situações em que ocorre redução de volume intravascular (Ex. grandes sangramentos), da pressão de perfusão renal ou da carga filtrada de sódio ocorre estímulo à produção de renina pelo aparelho justaglomerular do rim. A renina transforma o angiotensinogênio pelo fígado em angiotensina I, que por sua vez é transformada em angiotensina II pela enzima conversora da angiotensina. A angiotensina II liga-se a receptores específicos na zona glomerulosa, para estimular a produção da aldosterona.

Referências:

Oliveira A, Nácul FE - Insuficiência adrenal em paciente crítico. JBM, 87(2):81-90,2004.

Burchard K - A review of the adrenal cortex and severe inflammation: quest of the “eucorticoid” state. J. Trauma, 51:800-814,2001.

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Veja Também:
Estudo de caso - Fadiga por uso de corticosteróide
Glândula Adrenal - Insuficiência: Doença de Addison
Paciente crítico - Reação da glândula adrenal
Estudo de caso - Hipertrofia adrenal assintomática
Glândula Adrenal - Hiperaldosteronísmo primário
Glândula Adrenal - Feocromocitoma

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