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Jun
29
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Demência de causa vascular
Categoria(s): DNT, Neurogeriatria, Psicogeriatria |
Painel
Colaborador : Dr Adilson Valezin Castro *
* Médico geriatra
Apesar da doença de Alzheimer ser o transtorno da deterioração mental que mais comumente afetam as pessoas com mais de 65 anos de idade, não se pode afirmar que cada indivÃduo com déficit cognitivo neste grupo etário sofra desta doença. Existem bem mais de 100 causas e fatores que contribuem para o aparecimento de déficit cognitivo.
O envelhecimento não necessariamente está associado ao aparecimento de demência, porém, a probabilidade de ocorrer deterioração da capacidade cognitiva aumenta com a idade. Algumas obstruções de pequenas resultam em “micros” infartos, que, aparentemente silenciosa podem levar a alterações cognitivas em idosos que confundem com a Doença de Alzheimer. Este tipo de demência recebe o nome de sÃndrome demencial vascular ou demência vascular, e é caracterizada por alterações cognitivas temporalmente associadas com acidentes vasculares cerebrais, com evidência clÃnica e radiológica de enfartes cerebrais.
As doenças vasculares do cérebro ocorrem mais em homens que em mulheres e aumentam com a idade ou na presença de fatores de risco, como: aumento do colesterol, hipertensão arterial sistêmica, tabagismo, sedentarÃsmo, uso de esteróides.
A demência vascular pode apresentar-se com a perda da capacidade cognitiva em uma ou mais áreas do cérebro – por exemplo, cálculo, memória, orientação, raciocÃnio – resultando para o indivÃduo perda de sua capacidade profissional, aprendizado, etc.
Os principais sintomas são os déficits de memória recente, alteração no tempo e no espaço, sem comprometimento no nÃvel de consciência, alteração do comportamento e do humor, desinteresse pelo ambiente, etc. Dependendo de qual área cerebral afetada, outras alterações podem existir como: dificuldades com cálculos matemáticos, orientação temporal e espacial, raciocÃnio lentificado – resultando para o indivÃduo perda de sua capacidade profissional, aprendizado, etc.
O Médico geriatra deve estar atento à distribuição topográfica da disfunção cerebral, para o ajudar no diagnóstico da demência vascular: As lesões do lobos temporais levam a déficit da memória; dos lobos frontais das funções executivas; dos hemisférios frontotemporoparietais da linguagem; dos hemisfério parietal dominante - da habilidade de cálculos matemáticos; das lesões da região parieto-occipital - à problemas visuais; do hemisfério parietal não dominate (geralmente direito) da praxia ao vestir-se. As lesões dos circuitos fronto-subcorticais levam a diminuição na velocidade do pensamento.
No tratamento da demência vascular é essencial o controle dos fatores de risco presentes, em especial a hipertensão arterial e o tabagismo, pois, estes contribuem para a destabilização e retardo no sucesso do tratamento. O tratamento com drogas que aumentam o teor de neurotransmissor acetilcolina deve ser sempre considerado.
Referência:
Roman GC, et al - Vascular dementia: diagnostic criteria for reserch studies. Neurology 1993;43:250-260.
Demência [on line]

Neura nildes comenta:
29 Maio, 2008 @ 09:22
Bom dia! O artigo é exelente,o meu avô tem 85 anos e já pela segunda vez ,
ele passou por esse transtorno,chamado demência vascular.Quando os sintomas aparecem,é confundido com um tipo de derrame,os médicos não sabe dizer com precisão se é derrame ou ou demência vascular.Ele embora tenha 85 anos é uma pessoa muita lúcida,quando os sintomas aparecem,ele não reconhece ninguém,não consegue falar embora tente e até xixi na roupa ele faz sem sentir.Há tratamento,tem como evitar que esses transtornos aconteçam…
Joana comenta:
4 Agosto, 2008 @ 11:26
Eu gostei muito deste site. Encontrei porque entrei no google e perguntei o que pode causar contratura muscular e câimbras na região do pescoço cervicais e frontal e que irradiam pelas costas atingindo a parte toráxica. Se for possÃvel gostaria que me respondessem, não me encaixei em nehuma dessas sÃndromas apresentadas.
Obrigada.