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Doença de Parkinson - Aspectos fisioterápicos

Categoria(s): DNT, Fisioterapia


Resenha

Colaboradora : Talita Gameiro Ribeiro *

* Fisioterapêuta e Gerontóloga

A Doença de Parkinson (DP) é uma doença crônica progressiva do sistema nervoso, caracterizada pelos sinais cardinais de rigidez, acinesia, bradicinesia, tremor e instabilidade postural. Além disso, a doença pode causar uma variedade de comprometimentos indiretos e complicações, alguns dos quais produzidos por diferentes combinações dos sinais cardinais, incluindo distúrbios do movimento e da marcha, expressão facial, distúrbios cognitivos e perceptivos, disfunção de comunicação e deglutição e disfunção autonômica. O surgimento é insidioso e a progressão é lenta.

Estudos do cérebro dos doentes com DP revelam diminuição no conteúdo de melanina das células da substância negra, uma diminuição seletiva da dopamina (um neurotransmissor inibidor) no núcleo caudado e no putâmen, onde sua concentração é maior.

Os parkinsonianos têm um desempenho ruim em condições de pertubação do equilíbrio. As quedas freqüentes e as lesões decorrentes destas são resultados da perda progressiva das reações de equilíbrio, com cerca de um terço dos pacientes experimentando quedas e um décimo destes caindo mais de uma vez por semana. por isso, o treinamento para reeducar o equilíbrio e o exercício em várias posições deve ser utilizado.

O treino deve começar com transferências de peso nas posições sentada e em pé, ajudando o paciente a conhecer os seus limites de estabilidade. O terapeuta pode ajudar com comandos verbais sobre postura e segurança, e comandos táteis com toques leves para facilitar as respostas desejadas.

bolaO Número de pacientes portadores de doenças degenerativas está em constante crescimento, tanto no Brasil como a nível internacional. Por isso, novas técnicas e terapias mais eficazes estão sendo necessárias, para uma otimização do tratamento e recuperação efetiva, em especial aos portadores da Doença de Parkinson. O uso da bola suíça (figura), além de ser uma técnica dinâmica com integração entre a relação terapeuta e paciente, promove a restauração do déficit postural e do equilíbrio, com uma melhor recuperação para as atividades da vida diária e da auto-estima.

Referências:

SULLIVAN, Susan B.; SCHIMITZ, T J.: Fisioterapia, Avaliação e Tratamento. 2ª ed. Editora Manole Ltda., 2004.

KOTTKE, Frederic J.; LEHMANN Justus F.: Tratado de Medicina Física e Reabilitação de Krusen. 4ª ed. Editora Manole Ltda., 1994.

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1 Comentário »

  1. Cristiane comenta:

    25 Abril, 2008 @ 03:25

    Adorei todas as informações!!!Ajuda muito aos leigos que estão entrando na fase dos 50anos…

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