Jun
23

Câncer gástrico

Categoria(s): Gastrogeriatria, Oncogeriatria


Painel

O câncer gástrico é a mais freqüente das neoplasias malignas do tubo digestivo, ocupando o segundo lugar entre as neoplasias malignas no homem e o quinto entre as mulheres. É mais freqüente no homem na proporção de 1,6:1. Quanto à faixa etária é maior entre a Quinta e a Sexta décadas. A maior incidência é no Japão, Chile e Finlândia, com baixas taxas nas Filipinas, Honduras e Estados Unidos.

cagastrico
Exame histológico de adenocarcinoma gástrico - as células apresentam-se com núcleos celulares de vários tamanhos, grandes, hipercorados, disformes, com excesso de cromatina nuclear (poliploidia). As células perdem todo padrão normal característica do tecido sadio.

Embora a etiologia seja desconhecida, os estudos epidemiológicos demonstraram a grande importância dos fatores dietéticos no seu desenvolvimento, sendo os fatores de risco a ingestão se amido, carboidratos, alimentos defumados e conservas (teoria das nitrosaminas). A baixa quantidade ingerida de vegetais, frutas frescas, micronutrientes e proteínas é apontado também como fator de risco.

Sob o ponto de vista histológico, os tumores do estômago são: epiteliais (adenocarcinomas - figura acima, tumores endócrinos, carcinossarcomas, carcinoma adenoescamoso) e mesenquimais (linfomas, tumores de células adiposas e musculares, tumores neurogênicos e alguns outros sarcomas). Os adenocarcinomas gástricos correspondem a 95% das neoplasias gástricas malignas, sendo os linfomas o segundo em freqüência, correspondendo esta entre 3 e 5 %.

No tratamento das neoplasias gástricas não-adenocarcinomas, em especial dos linfomas gástricos, a quimioterapia tem um papel importante, configurando um grupo de neoplasias de melhor evolução do que os adenocarcinomas gástricos avançados, após cirurgia.

Referências:

Boeing, H - Epidemiological research in stomach cancer. Progress over the last ten years. J. Cancer Res and Clin Oncol, 117 ( 3 ): 133-143, 1991.

Muraro, C.P.M.; Aquino, J.L.B.; Lucena, F.P.T.; Lintz, J.E. & Biolcati, P.P. - Estadiamento e ressecabilidade do câncer gástrico. Rev. Med. Puccamp, 1997.

Kurtz, R.C. & Sherlock, P. The diagnosis of gastric cancer. Seminars in Oncology 12 (1):11-18, 1985.

Henri, M.C.A.; Saad, L.H.C.; Gonçlaves JR, I.; Bozoni, L.L.M. Gastric cancer. The analysis of the results of the surgical treatment. Arq. Bras. Cir. Dig. 6 (4):82-5, 1991.

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3 Comentários »

  1. Joelma comenta:

    7 Outubro, 2007 @ 05:27

    gostaria de obter informações sobre: secreção gástrica,mucosa duantro corpo e fundo apresentando ares focais com edemas no pâncreas.Isso é uma prévia do laudo da endoscopia que minha mãe fez e pediu para pesquisar.

  2. IARA DOMAR ROGERIO comenta:

    19 Novembro, 2008 @ 23:28

    PORQUE O GRUPO SANUINEO A TEM MAIOR RISCO DE CONTRAIR ADENOCARCINOMA ???

  3. andre montenegro comenta:

    20 Novembro, 2008 @ 13:48

    as pessoas que possuem a tipo sanguíneo A produzem menos muco que as pessoas dos outros tipos sanguíneos, protegendo menos os estômago do ácido clorídrico secretado na digestão dos alimentos. Em casos de adenocarcinoma gástrico, que na maioria relaciona com gastrite crônica, as pessoas do tipo A são lesados com mais facilidade, e essa lesão contínua pode gerar neoplasias, sendo linfomas, adenomas, adenocarcinomas, entre outros.

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