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Anatomia do ouvido humano

Categoria(s): Otogeriatria, Publicações


Revisão

Colaboradores : Ruy Barbosa Oliveira Neto * & Sandra Chiavegato Perossi **

* Biólogo e pós-graduando do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

** Fisioterapeuta e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

ouvido

O órgão responsável pela audição é a orelha (antigamente denominado ouvido), também chamada órgão vestíbulo-coclear ou estato-acústico.

A maior parte da orelha fica no osso temporal, que se localiza na caixa craniana. Além da função de ouvir, o ouvido também é responsável pelo equilíbrio.

A orelha está dividida em três partes: orelhas externa, média e interna (antigamente denominadas ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno).

A orelha externa é formada pelo pavilhão auditivo (antigamente denominado orelha) e pelo canal auditivo externo ou meato auditivo. Todo o pavilhão auditivo (exceto o lobo ou lóbulo) é constituído por tecido cartilaginoso recoberto por pele, tendo como função captar e canalizar os sons para a orelha média.

O canal auditivo externo estabelece a comunicação entre a orelha média e o meio externo, tem cerca de três centímetros de comprimento e está escavado em nosso osso temporal. É revestido internamente por pêlos e glândulas, que fabricam uma substância gordurosa e amarelada, denominada cerume ou cera. Tanto os pêlos como o cerume retêm poeira e micróbios que normalmente existem no ar e eventualmente entram nos ouvidos.

O canal auditivo externo termina numa delicada membrana - tímpano ou membrana timpânica - firmemente fixada ao conduto auditivo externo por um anel de tecido fibroso, chamado anel timpânico.

A orelha média começa na membrana timpânica e consiste, em sua totalidade, de um espaço aéreo – a cavidade timpânica – no osso temporal. Dentro dela estão três ossículos articulados entre si, cujos nomes descrevem sua forma: martelo, bigorna e estribo.
Esses ossículos encontram-se suspensos na orelha média, através de ligamentos.
O cabo do martelo está encostado no tímpano; o estribo apóia-se na janela oval, um dos orifícios dotados de membrana da orelha interna que estabelecem comunicação com a orelha média. O outro orifício é a janela redonda.

A orelha média comunica-se também com a faringe, através de um canal denominado tuba auditiva (antigamente denominada trompa de Eustáquio). Esse canal permite que o ar penetre no ouvido médio. Dessa forma, de um lado e de outro do tímpano, a pressão do ar atmosférico é igual. Quando essas pressões ficam diferentes, não ouvimos bem, até que o equilíbrio seja restabelecido.

A orelha interna, chamada labirinto, é formada por escavações no osso temporal, revestidas por membrana e preenchidas por líquido. Limita-se com a orelha média pelas janelas oval e redonda. O labirinto apresenta uma parte anterior, a cóclea ou caracol - relacionada com a audição, e uma parte posterior - relacionada com o equilíbrio e constituída pelo vestíbulo e pelos canais semicirculares.

Referências:

Piteira,M.R. e col. – Sistema Nervoso Periférico – Universidade Nova de Lisboa –Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2006 [on line]

Neves V.T., Feitosa M.A. – Envelhecimento do processamento temporal auditivo – 2002 – [on line]

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8 Comentários »

  1. lohoca comenta:

    27 Novembro, 2007 @ 02:26

    um trablho bem feito mereçe elogio faz bem para nos que estudamos e fortifica os que escrevem

  2. sanahh comenta:

    9 Abril, 2008 @ 17:11

    Imagem .perfeita e explicação impecável…
    Parabéns…

    bY:Estudante de Fonoaudiologia ^^

  3. Rodrigo comenta:

    24 Abril, 2008 @ 16:44

    Olá sou do Interior do Paraná, gostaria de saber se por acaso vcs já ouviram falar em Osteoporose nos ouvidos, pois meu pai esta perdendo a audição e segundo o médico aqui da minha cidade informou-nos sobre dignóstico….
    Desculpe ivandir o espaço por aqui, mas é que estamos muito preocupados!
    Grato,
    Rodrigo

  4. Fernando comenta:

    22 Maio, 2008 @ 21:52

    ajudou muito no meu trabalho da escola..explicação perfeita e a imagem perfeita..

    **Parabens**

  5. Nayara comenta:

    19 Agosto, 2008 @ 18:32

    Um trabalho EXCELENTE!!!!!!!PARABÉNS!!!!!!!!

  6. Patricia comenta:

    11 Setembro, 2008 @ 11:09

    Bom Dia!!!!
    Nas áreas de atuação dentro do item categorias, não está incluso a área de fonoaudiologia… Que tal relacioná-la e comentar sobre o trabalho fonoaudiológico nas disfagias orofaríngeas neurogênicas e as disfagias por envelhecimento, nas presbifonias, nas prebiacusias, etc….. Grata

  7. ANTONIA BONIOTTI comenta:

    24 Outubro, 2008 @ 11:29

    Gostaria de ter informações sobre o exame de “impedanciometria”.
    Meu neto tem problema na “tumba”, …é reta….ele tem 2 aninhos
    preciso saber aonde se faz este exame
    e se o estado tem algum hospital especializado em ouvidos.
    obrigada
    antonia

  8. aline comenta:

    31 Outubro, 2008 @ 10:55

    Olá Bom Dia

    Eu sou estudante do 1º ano ano de Fonoaudiologia, e estou desenvolvendo um trabalho sobre a coclea, e estou querendo saber quais são todos os componentes da coclea, seria possivel me auxiliar nisso.

    Grato
    Aguardo p resposta obrigado

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