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Dietas – Desnutrição grave: como agir

Categoria(s): Bioquímica, Cuidador de idosos, Emergências, Gastroenterologia, Nutrição




Resenha: Desnutrição Grave

Colaboradora : Joana Luísa Fernandes Souza

* Nutricionista, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica – METROCAMP

desnutriçãoA Desnutrição Segundo Jellife (1966), é um estado mórbido (secundário a uma deficiência ou excesso, relativo ou absoluto, de um ou mais nutrientes essenciais), que se manifesta clinicamente, ou é detectada por meio de testes bioquímicos, antropométricos, topográficos ou fisiológicos.

Desnutrição de moderada a grave é a desnutrição protéica calórica, em seu estágio avançado, ela é mais prevalente em seguimentos de nossa sociedade com baixo poder sócio econômico e em grupos de pessoas com determinadas condições de saúde: câncer, doenças pulmonares crônicas e infecções (como Aids e a tuberculose). O problema também se manifesta com freqüência em situações que exigem do organismo um maior gasto de energia (condições hipermetabólicas), como traumas, queimaduras extensas e período pós operatório.

Na desnutrição grave, considerado o estágio final do processo de caquexia, ocorre uma redução tanto da gordura corporal como a massa celular corporal (massa muscular, massa visceral e componentes sólidos do sangue – provocando anemia). Do ponto de vista funcional, altera o trabalho de diversos sistemas do organismo.
• Aparelho respiratório
• Aparelho circulatório
• Aparelho digestivo
• Sistema nervoso.
• Sistema imunológico

Aspectos gerais das condutas dietéticas

Quando estamos nutrindo um paciente com desnutrição grave, devemos levar em conta que o processo de reabilitação dos tecidos e sistemas é sempre mais lento do que o processo de perda.

A oferta calórica deve ser estimada em função de sua situação de hipercatabolismo mas começando com uma oferta de 20 a 30 Kcal/Kg/dia, onde não se corre o risco de superalimentar e chegar a 35 a 40 kcal/kg/dia na etapa de estabilidade do organismo, ou quando através de exames bioquímicos verficamos a homeastase.

A oferta protéica deve ser de 1 a 1,2 grs /kg/dia.

A oferta lipídica de 1,0 gr/kg/dia, oferecendo 5 a 10% das calorias totais em forma de ácido linoleico e linolênico.

As ofertas de micronutrientes vitaminas e sais minerais deve ser de acordo com RDA (Recomended Dietary Allowances) e DRI (Dietary Reference Intakes).

Em pacientes Desnutridos Graves devemos utilizar a alimentação Enteral quando houver necessidade de suplementar ou até mesmo alimentar,
• Devido a baixa ingestão
• Intolerância Gástrica
• Anorexia ou inapetência

Plano Alimentar:

Primeira fase

Dietas líquidas leves de fácil digestão.
Adicionar suplementos protéicos aos sucos, sopas, leite.
Peça ao paciente para lhe sugerir algo que lhe apeteça.

Segunda fase

Os alimentos devem ser de fácil digestão com boa tolerância do paciente.
Boas fontes protéicas.
Valor alimentar concentrado, como cereais, batatas, cremes, sorvetes, leite, ovos.
Carne e vegetais folhosos devem ser introduzidos assim que tolerados.
Alimentação entre as refeições devem ser incluídos, com líquidos que forneçam proteínas e calorias, como por exemplo, leite maltado, suco com açúcar.
Ir aumentando as calorias (200 Kcal)e proteínas (até 1,5 grs/kg) assim que o paciente estiver com seus sistemas estáveis.

Alimentos funcionais e antioxidantes devem fazer parte do plano alimentar.
A preocupação nesse momento é uma nutrição adequada que se possível se priorize a ingestão oral, mesmo que em pouca quantidade para melhorar a absorção e resposta imunológica.

Prevenção
Torna-se evidente que a prevenção é a chave do problema.

A pessoa idosa caminha para a desnutrição. Fatores diversos entram em causa. Programar a alimentação adequada para a pessoa idosa é valiosa medida de proteção à saúde, favorecendo-se, assim, a competência física e mental e adiando-se, por assim dizer, as mazelas do envelhecimento.

A falta de recursos financeiros; o desconhecimento sobre a importância de uma alimentação balanceada e adequada; fatores emocionais e isolamento social são causas diretas de alteração do estado nutricional de indivíduos.

Referências:

1. Krause e Mahan – Alimentos, Nutrição e Dietoterapia
2. Dan. Waitzemberg – Nutrição enteral e Parenteral na Prática Clínica
3. Campos, AC. Nutrição em Cirurgia, ANO VII – VOL 1. Ed. Atheneu. São Paulo. Rio de Janeiro. Belo Horizonte, 2001.
4. Andréa Abdala Frank. Nutrição no Envelhecer

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2 Comentários »

  1. lucimar nunes comenta:

    15 junho, 2008 @ 12:52 AM

    preciso de uma dieta para uma portadora de cancer e sem condiçoes financeiras que mora em um lugarejo onde não tem nem hospital,qdo precisa de hospital tem que viajar qdo tem ambulancia , vou enviar alguns alimentos pra ela não pereciveis e fraldas
    gostaria de saber quais mais nutritivos e eficazes rapido. com muita urgencia é bom ajudar mas da maneira correta. chega do idoso ser tratado aqui como .” se ja estivesse fazendo hora extra” amo os idosos um dia tb serei . é urgente quem tem cancer tem pressa.

  2. nicole comenta:

    17 junho, 2011 @ 9:15 AM

    eu achei muito triste e muito bom falar um pouco mais sobre isso

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