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Mai
31
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SÃncope nos idosos - Desmaio, perda da conciência
Categoria(s): Cardiogeriatria, Emergências, Neurogeriatria |
Painel
A sÃncope é definida como perda abrupta, completa e transitória da consciência, com incapacidade de manutenção do tônus postural e com recuperação espontânea. Devemos considerar pré-sÃncope, quando o paciente apresenta sensação iminente de sÃncope, com perda do tônus postural sem perda da consciência.
SÃncope recorrente para aqueles pacientes que apresentarem mais de um episódio sincopal e a sÃncope de origem desconhecida quando após a avaliação inicial, não for possÃvel identificar a causa.
Kappor classifica as sÃncopes em de origem: cardÃaca, não cardÃaca e desconhecida.
As causas cardÃacas correspondem a 47% dos diagnósticos, sendo a taquicardia ventricular a mais comumente identificada, seguida pela disfunção do NÓ sinusal, os bloqueios atrioventriculares do segundo grau ou maiores, a estenose aórtica e a hipersensibilidade do seio carotÃdeo.
A avaliação inicial da sÃncope é feita pela história clÃnica e exame fÃsico detalhado e como exame complementar o eletrocardiograma de repouso, manobras vagais (estimulação do seio carotÃdeo), dosagem da glicemia, dosagem dos eletrólitos plasmáticos e Holter de 24 a 48 horas.
Alguns diagnósticos podem ser feitos pela história clÃnica, outros com nas disautonomias* (hipotensão ortostática) utiliza-se a medida da pressão arterial em várias posições.
A informação sobre a medicação utilizada, sobre tudo nas recentemente introduzidas, o mesmo na mudança das dosagens deve ser sempre considerada.
O exame fÃsico apurado é fundamental para o diagnóstico. Alguns profissionais param a avaliação neste ponto, só prosseguindo se a sÃncope se repetir. Isto se justifica pois 50 a 70% dos pacientes não apresentam recorrência, os pacientes sem cardiopatia, no exame inicial, tem boa evolução, e os outros procedimentos são muito onerosos.
O método diagnóstico mais fiel é o Holter (eletrocardiograma contÃnuo por 24 horas) e neste considera-se de alta correlação com a sÃncope os seguintes achados: a pausa sinusal maior que três segundos, o bloqueio átrio-ventricular (AV) do segundo grau Tipo II, a taquicardia supraventricular com freqüência alta, a taquicardia ventricular sustentada e a disfunção de marca-passo artificial; é considera-se de baixa correlação com a sÃncope : a pausa sinusal menor que três segundos, o bloqueio AV de segundo grau Tipo I, a taquicardia supraventricular e a taquicardia ventricular não sustentada.
Considera-se, opcionalmente, os seguintes exames complementares: Hemograma, Ecocardiograma, eletrocardiograma de esforço, eletrocardiograma de alta resolução e consulta Neurológica acompanhada de eletroencefalograma e tomografia cerebral.
* Disautonomia - alterações do sistema nervoso simpático (sistema nervoso autonomo).
Referências:
Gruppi CJ, Barbosa SF, Moffa PJ - SÃncope. Possibilidade diagnóstica e avaliação. Arq Bras Cardiol, 1991;56(1):73-77.
Kapoor WN, Karpf M, Wieand S, Peterson JR, Levery GS - A prospective evalutation and follow-up of patients with syncope. N Engl J Med,1983;309:197-204.
Kapoor WN, Snustad D, Peterson JR, Wieand HS, Char R, Karpf M - Syncope in the elderly. Am J Med 1986;80:419-428.
Kundenchuk PJ, McAnuity JH - Syncope: evaluation and treatment. Mod Concepts Cardiovasc Dis. 1985;54:25-29.
Strasberg W, Sagle A, Rachavia E, Sclavovosky S, Agmon J - The noninvasive evaluation of syncope of suspected cardiovascular origin. Am Heart J,1989;1:160-163.
Tags: disautonomia, lipotÃmia, sÃncope
