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Arquivo de 29/maio/2007





29 - maio

Reabilitação do paciente idoso

Categoria(s): Fisioterapia, Gerontologia, Nutrição, Programa de saúde pública, Sociologia

Painel

Colaboradora : Dra Mônica Cristine Jove Motti *

* Médica geriatra

reabilitaçãoAntes de falar em reabilitação, precisamos definir quais os pacientes que necessitam de uma avaliação para a reabilitação, definir o que é capacidade funcional, autonomia e independência.

A capacidade funcional pode ser definida como o grau de preservação da habilidade em executar, de forma autônoma e independente, as atividades de vida diária básicas e as atividades instrumentais de vida diária, dependentes de habilidades físicas e mentais.
A limitação da capacidade funcional é expressa por meio de dificuldade em 4 ou mais atividades de vida diária, sendo influenciada por variáveis sócio-demográficas, de saúde e sociais, como: o analfabetismo, idade acima 65 anos, ter sido internado nos últimos 6 meses, apresentar problemas visuais, história de acidente vascular cerebral, auto- avaliação pessimista da saúde, não visitar amigos e parentes, não ser proprietário de uma casa própria.

A independência e a autonomia, refere-se ao exercício de autodeterminação associado a liberdade individual, privacidade, livre escolha, auto-regulação e independência moral.
A perda da autonomia e da independência leva o idoso a um quadro de fragilidade, de sofrimento, de exacerbação de sua doença e vulnerabilidade.

Observa-se que o equilíbrio entre a saúde e a doença começa a ser rompido , principalmente sob a ação do processo de envelhecimento, aumentando a vulnerabilidade física e funcional, prejudicando a capacidade funcional e aumentando as chances de fragilidade.

O idoso frágil apresenta várias doenças crônicas e tem algumas limitações quanto ao exercício de atividades de vida diária e clinicamente, apresenta alterações que levam a maior vulnerabilidade biológica. Por exemplo a sarcopenia, a perda de peso e a diminuição da capacidade imunológica; as doenças crônicas; as limitações vasculares, neurológicas e sensoriais…

O idoso frágil tem um rápido declínio do estado de saúde e da sua capacidade funcional.

Neste momento em que defini-se qual o idoso que precisa de cuidados e de reabilitação, percebe-se que o trabalho apenas esta começando, que vai ser longo e nem sempre o resultado será o total restabelecimento da capacidade funcional, porém o pouco de melhora nas atividades, na busca da autonomia e da independência melhora em muito a qualidade de vida.

A reabilitação é um conjunto de intervenções avaliativas, diagnósticas e terapêuticas cuja proposta é restaurar a habilidade funcional ou aumentar a capacidade funcional residual em idosos com deficiências incapacitantes (Wells et al).

Segundo Perracini, Najas & Bilon, é o conjunto de intervenções diagnósticas e terapêuticas cujo objetivo é manter e/ou restaurar a capacidade funcional de idosos, otimizando o potencial individual.

A reabilitação visa otimizar a capacidade funcional, entretanto deve-se enfatizar a reabilitação preventiva, ou seja a intervenção precoce, que visa à promoção do envelhecimento saudável e a manutenção ou à recuperação máxima da capacidade funcional.

Por exemplo um paciente obeso com osteoartrose de joelho, não deveria ter a reabilitação somente após a queda e a fratura, deveria ser monitorado e ter a reabilitação preventiva e assim diminuir os riscos evitando as séria complicações.

Instrumentos de avaliação para reabilitação

1- Capacidade funcional global: BOMFAQ; Katz ALD Index; Bardthel; Lawton; Medida de Independência funcional (MIF); Health Assessment Questionnaire (HAQ).

2- Mobilidade: Timed up and go test (TUGT); Performance-Oriented Mobility Assessment (POMA); Funcional Reach Test (FR); Balance Scale; Dynamic Gait Index.

3- Cognição: Mini exame do estado mental (MEEM).

4- Estado Psicoafetivo/sintomas depressivos: Geriatric Depression Scale (GDS).

5- Tolerância ao exercício: Teste de caminhada em 6 minutos.

6- Qualidade de vida: Short-Form (SF-36); WHOQOL-100; WHOQOL-bref.

De acordo com as informações obtidas, após a escolha do melhor método de avaliação, a respeito do estado geral de saúde e funcionalidade do paciente idoso, recomenda-se que a classificação de cada caso seja feita pelo preenchimento do “check list” padronizado pela Organização Mundial de Saúde.

Esse formulário de uso clínico mostra os aspectos positivos e negativos para cada domínio do CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde), e à partir deste modelo é realizada a avaliação do potencial de reabilitação, influenciado pelos aspectos sócio-econômicos, culturais e ambientais, podendo ser mensurada de forma mais objetiva, e portanto um melhor planejamento da reabilitação, visando a recuperação da função, ou a compensação e a adaptação do paciente idoso.

Definiu-se o quadro clínico, a alteração funcional, depois o tipo de reabilitação, e agora em posse deste quadro deve-se individualizar o tratamento e incluir o cuidador/família, explicando qual a finalidade da reabilitação e que o idoso difere quanto ao quadro de envelhecimento e de doenças e recuperação de outro paciente idoso, ou seja personificando o tratamento.

O trabalho é realizado por uma equipe interdisciplinar com um único objetivo, que é promover a autonomia.

Bibliografia:

1- Cordeiro,R.C. – Reabilitação Gerontológica; Guia UNIFESP, cap.17, pg 209 a 227, ed Manole,2005

2- Granger,C.V. – Reabilitação para Idosos; Geriatria Prática, cap.18, pg173 a 181, ed.RevinteR,1997

3-Perracini,M e et.al -Conceitos e Princípios em Reabilitação Gerontológica: Tratado de Geriatria E Gerontologia, cap.98,pg.814 a 819, ed.Guanabara,2002.

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