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Arquivo de 24/maio/2007





24 - maio

Traumatismo cardíaco – Contusão miocárdica

Categoria(s): Cardiogeriatria, Emergências

Painel

Com a crescente utilização do automóvel como meio de transporte e aumento da freqüência de acidentes automobilístico, aliada ao rápido socorro tem se observado o grande número de lesões cardíacas em vitimas não fatais, cujo diagnóstico e intervenção precisa e imediata se faz necessária.

As lesões e contusões cardiovasculares podem ocorrer em traumatismo penetrante ou não do tórax, sendo muitas passíveis de correção.

trauma Nos acidentes automobilísticos, a brusca desaceleração do corpo e o impacto do corpo contra as estruturas do automóvel leva a rotura de câmaras cardíacas e do pericárdio, disfunções valvares, formação de aneurismas ou pseudoaneurismas, lesões das artérias coronárias, e formação de comunicações entre as câmaras. Figura A – ponto de laceração da parede do átrio direito; B – coleção de sangue no pericárdio (hemopericardio).

Muitas destas disfunções cardíacas agudas podem passar desapercebidas, devido a dificuldade diagnóstica em pacientes com lesões em muitos órgãos, e geralmente inconsciente ou com respiração assistida.

Não podemos nos esquecer que a massagem cardíaca a tórax fechado é uma das casas de traumatismos cardíacos.

Diagnóstico:

O eletrocardiograma pode sugerir comprometimento cardíaco em até1/3 dos casos, pela presença de alterações isquêmicas que lembram o infarto recente do miocárdio.

A radiografia de tórax é extremamente útil para o diagnóstico de derrame pericárdico hemorrágico. Porém é o ecodopplercardiograma que nos revela corretamente as lesões anatômicas e nos instrui na terapêutica a ser seguida. Este fato, aliado a inocuidade do exame nos impele a sugerir que o mesmo seja realizado nos pacientes acidentados, politraumatizados e nos pós-massagem cardíaca a tórax fechado.

O tratamento cirúrgico ou expectante dependerá do tipo de lesão. Havendo casos, por exemplo, de fechamento espontâneo de comunicação interventricular traumática.

Referências:

Pomerantzeff PMA, Pêgo-Fernandes PM, Stolf NAG et al – Rotura do átrio direito por traumatismo fechado. relato de caso operado com sucesso. Arq Bras Cardiol,1987:48(1):57-60.

Borja AR, lansing AM – Traumatic rupture of the heart. Ann Surg,1970;171:438.
Liedtke AJ, DeMuth WE – Nonpenetrating cardiac injuries: A collective review. Am Heart J, 1973;86:687-695.

Goldberg SE, Parameswaran R, Nakhyavan FK, Ablaza SGG – Echographic diagnosis of traumatic ventricular septal defect. Am Heart J, 1984;108:416-417.

Engelman RN, Rousou JA, Schaweiger M _ Traumatic ventricular septal defect following closed chest massage: A new approach to closure. Ann Thorac Surg. 1984;38:529-532.

Jacob JLB, Cury MVCA, Cury Jr J, et al – Comunicação interventricular traumática. Relato de caso. Arq Bras Cardiol, 1990;54(2):133-135.

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