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AGA avaliação geriátrica ampla: Estado funcional do idoso

Categoria(s): Conceitos, Gerontologia, Programa de saúde


Resenha

Colaboradora : Ana Cristina Tosta

* Enfermeira, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica - METROCAMP

A avaliação geriátrica ampla (AGA) foi iniciada por volta da década de trinta e conseqüentemente através de novos estudos e pesquisadores foi se difundindo tendo seu conceito cada vez mais conhecido. A médica britânica Marjory Warren interessou pela importância da AGA, após ter assumido um hospital com pacientes incapacitados, deu inicio a uma reabilitação a todos, conseguindo a alta para a maioria, depois de um planejamento e um diagnostico preciso teve a indicação para internações em clinicas de longa permanência. A AGA são elementos de um exame clinico eficaz, avaliação neuropsicológicos, e uma avaliação do âmbito social de cada idoso ou uma população.

Basicamente interdisciplinar, objetivando um planejamento do cuidado e um acompanhamento em longo prazo aos idosos, baseado em escalas e testes quantitativos, assim tendo uma visão do idoso como um “todo”. Por ser um método que contem instrumentos que quantificam a capacidade funcional e avaliam limites psicológicos e sociais, há conseqüentemente uma intervenção, no ato da internação, da reabilitação, ou apenas de aconselhamento.

A AGA tem utilidades trazendo benefícios para o idoso em sua individualidade com um diagnóstico preciso determinando o grau e a extensão da incapacidade motora, psíquica e mental, identificando riscos funcionais, estado nutricional, indicando novas especialidades para restaurar e preservar a saúde, estabelecendo medidas de prevenção. Ainda na avaliação individual há a orientação ou observação em mudanças e adaptações ambientais em que vive, reduzindo suas desvantagens e preservando sua independência. Por fim, estabelece critérios para indicação de internação hospitalar ou instituições de longa permanência. A AGA também consiste em benefícios a nível populacional, onde se avalia a capacidade funcional e a qualidade de vida, assim identificando populações de riscos para medidas de prevenção, servindo de planejamento para ações e políticas de saúde.

A Organização Mundial de Saúde conceitua e classifica três diferentes domínios em que um determinado dano ou lesão pode causar disfunção para o paciente (BRASIL, 1995):

1. Deficiência (Impairment) – anomalia ou perda da estrutura corporal, aparência ou função de um órgão ou sistema;

2. Incapacidade (Disability) – restrição ou perda de habilidades;

3. Desvantagem (Handicap) – restrições ou perdas sociais e/ou ocupacionais experimentadas pelo indivíduo.

Conclui-se que a avaliação geriátrica ampla tem como objetivo identificar as deficiências, incapacidades e desvantagens que os idosos apresentam, quantificando e identificando os mais frágeis e de alto risco, estabelecendo medidas preventivas, terapêuticas e de reabilitação, resultando em aconselhamento apenas, ou internação em hospitais ou clínicas de longa permanência. (1)

Porém há estudos que indicam falhas nestas avaliações geriátricas amplas, por não serem adaptadas na utilização para nossa população. Apenas 2 são adaptadas ao Brasil, e mesmo assim são usadas sem uma adaptação formal prévia, onde a avaliação é incompleta e pouco sistematizada no Brasil.(2)
Referências:

1-Costa,E.F.de A.; Monego,E.T. Avaliação Geriátrica Ampla. Revista da UFG, vol.5, n 2, Dez.2003 [on line]

2-Paixão Jr.,C.M.; Reichenheim,M.E. Uma revisão sobre instrumentos de avaliação do estado funcional do idoso. Cad. Saúde Pública vol.21, n1, RJ, jan/fev.2005.

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4 Comentários »

  1. cleber comenta:

    23 Janeiro, 2008 @ 21:05

    Ola. meu vo de 83 anos teve uma parada cardiaca e depois que os medicos fizeram ele voltar com choque, ele ta na uti, so que com muita dor no corpo principalmente no peito, e tambem ainda sente vontade de vomitar, e as vezes vomita, ele sente muita sede tambem, só que dão bem pouca agua, hoje ele vomitou e parece q inalou um pouco do vomito, parece q agora deu uma parada respiratória, esta com dificuldade de respirar e ainda esta desacordado, com aparelho no nariz e um caninho na boca, queria por favor que vcs pelo menos tentasse me dar o quadro dele hoje, sera q ele pode estar em coma ? ou pode estar sedado para tirarem os residuos do vomito agradeço desde ja.

  2. Prof. Armando Miguel comenta:

    24 Janeiro, 2008 @ 10:36

    Cleber,
    É difícil dizer alguma coisa sobre o estado geral do seu vô. O que podemos te dizer é que o quadro é grave. Após uma parada cardíaca, dependendo do motivo que causou a parada, procura-se deixar o paciente sedado para melhor controle e diminuir o consumo energético. A evolução do quadro nas primeiras horas e dias é fundamental para recuperação.

  3. Neuza comenta:

    9 Julho, 2008 @ 19:09

    li oseu comentario sobre o seu avo´´edigo que só jesus é a solução p/ tudo qdo os recursos humanos acabam começam o poder de Deus a se manifestar pela fé em jesus cristo que morreu na cruz por todo nós pecadores e levou sobre si nossas enfermidades.Eu estava a beira da morte com cancêr de útero já desenganado pela medicina eu fui a uma igreja evangelica uma pessoa de Deus preparado em jejum e oração orou por mim e fquei curada para a gloria de Deus. acredite se creres o seu avõ ficará curado.sou técn. de enfermagem e no momento estou cursando o 2] semestre de enfermagem . sei do que estou falanndo e em que tenho crido. Que Deus abenç~oe a todos.neuza

  4. Antonio Rodrigues comenta:

    23 Outubro, 2008 @ 22:22

    Sou acadêmico de FISIOTERAPIA em uma clinica onde faço estágio iniciei um acompanhamento residente com a “avaliação geriátrica ampla (AGA) ” mas devido alguns incidentes não consegui manter o acompanhamento devido do grupo controle, estou pensado seriamente em fazer deste trabalho meu artigo de conclusão de curso, gostaria que você (Ana Cristina Tosta) me indicasse alguns árticos relacionados, dês de já muito obrigada pela sua atenção um abraço fraterno.

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