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Arquivo de 21/maio/2007





21 - maio

Hipotireoidismo no idoso

Categoria(s): Endocrinologia geriátrica

Painel – Hipotireoidismo no idoso

Colaboradora : Dra Mônica Cristine Jove Motti *

* Médica geriatra

A tireóide secreta os hormônios tireoideanos que são responsáveis por controlar a velocidade com que as funções químicas ocorrem. Os hormônios influenciam a taxa metabólica de duas maneiras: através da estimulação de quase todos os tecidos do corpo para que eles produzam proteína e através do aumento da quantidade de oxigênio utilizado pelas células.

O hipotireoidismo é a condição em que a quantidade de hormônio produzido pela tireóide em um organismo esta abaixo do normal. A incidência aumenta a partir dos 60 anos, com freqüência de 0,5 a 5% nos casos de hipotireoidísmo franco e de 15 a 20% nos casos de hipotireoidismo subclínico, sendo mais freqüente em mulheres e na raça branca.Uma em cada 10 mulheres com mais de 65 anos apresenta sinais leves de hipotireoidísmo.

hipotA apresentação clínica do hipotireoidísmo nos idosos é atípica, devido ao início insidioso, pela coexistência de patologias e por sintomas atribuídos ao processo normal do envelhecimento, como fadiga, intolerância ao frio e outros sintomas, este quadro recebe o nome de hipotireoidísmo subclínico (HTS). O HTS é bem comum, entre 4 a 10% de múltiplas amostras populacionais.

Sintomas

1. As funções orgânicas ficam mais lentas, confundindo com quadros de depressão;

2. As expressões faciais são grosseiras, a voz é rouca e a fala é lenta, as pálpebras caem um pouco,e os olhos e a face tornam-se inchados;

3. Alguns tem ganho de peso, tornam-se constipados e apresentam intolerância ao frio;

4. Os cabelos tornam-se escassos, grossos e ressecados, a pele fica áspera, ressecada, descamativa e espessa;

5. O indivíduo pode ocorrer a associação com a Síndrome do Túnel do carpo, causando formigamento nas mãos ou mesmo a dor;

6. A freqüência do pulso pode estar diminuído, as palmas das mãos e a planta dos pés podem apresentar uma coloração alaranjada;

7. A parte lateral da sombrancelha caem lentamente;

8. Nos idosos é mais freqüente a confusão mental, o esquecimento ou mesmo a demência, o qual pode ser confundido com Alzheimer;

Quando não tratado o hipotireoidismo pode levar ao quadro de anemia, temperatura corpórea baixa e insuficiência cardíaca; O hipotiriodismo clínico está associado com anormalidades do metabolísmo lipídico, predispondo ao desenvovimento de doença arterial coronariana aterosclerótica.

Os sintomas neuropsiquiátricos (a confusão mental, o estupor e o coma mixematoso) ocorrem em aproximadamente 60% dos indivíduos e há uma incidência de 80% de óbitos associados ao mixedematoso.

A causa mais comum de hipotireoidismo permanente é uma condição auto-imune crônica, a tireoidite de Hashimoto. Altas concentrações de anticorpo anti-peroxidase tireoidiana (anti-TPO) podem estar presentes em até 95% dos doentes e facilitam o dignóstico. A dosagem dos anticorpos anti-peroxidase são especialmente úteis para prever a evolução do hipotireoidismo subclínico para o hipotireoidismo clínico. O risco anual de desenvolver hipotireoidismo clínico após os 20 anos é de 43% em mulheres com aumento do TSH e anticorpo anti-peroxidase tireoidiana (anti-TPO) presente e 2,6% em mulheres com HTS sem anti-TPO.

A confirmação laboratorial é feita pela dosagem plasmática de TSH* (hormônio tireo-estimulante) e T4 (tiroxina) livre. Qualquer paciente, em especial os idosos, com uma anormalidade laboratorial inexplicável, como hipercolesterolemia, hiponatremia, anemia, hipercalcemia, creatinina fosfoquinase elevada, justifica um teste sorológico de TSH. Pode ocorrer associação com outras doenças auto-imunes (diabetes tipo 1 e artrite reumatóide).

O tratamento é a reposição do hormônio tireoideano, a L-tiroxina, com doses baixas, aumentando gradativamente, 12,5 a 25mcg por dia, tomado em jejum.

Controla-se a eficácia da medicação com dosagem periódicas (1 a 3 meses) do TSH, e verifica-se as possíveis reações adversas com exame de hematológico completo (uso prolongado pode ocasionar leucopenia). Deve-se tomar cuidado com a reposição hormonal excessiva, pois o risco de fibrilação atrial em idosos é 3 vezes mais freqüentes nos casos de hipertireoidismo iatrogênicos.

* O TSH hipofisário é responsável por manter a morfologia normal da tireóide e por fornecer o estímulo primário para a síntese e a secreção dos hormônios tireoidianos tiroxina (T4) e tirosina triiodada (T3). Existe uma relação inversa entre os níveis de TSH e de T3 eT4 circulantes, onde tipicamente os altos níveis de TSH indicam hipotireoidismo e secreção hormonal insuficiente pela tireóide.

Referências:

Romaldini JH, Sgarbi JA, Farah CS – Disfunções mínimas da tireóide: hipotiroidismo subclínico e hipertireoidismo subclínico. Arq Bras Endocrinol Metab 48:147-158;2004.

Liberman,Sami; Doenças da Tireóide e da Paratireóide, Livro: Tratado de Geriatria e Gerontologia, cap.59, pg.502 a 503, 2002. Manual Merck Sharp & Dohme, secção 13 Distúrbios Hormonais, cap.145- Distúrbios Tireoidianos.

Kanaan S, Garcia MAT, Carvalho CB, Cárcano FM – Alterações laboratoriais hormonais em geriatria. JBM 89(5/6):12-24,nov/dez,2005.

Kanaan S, Garcia MAT, Carvalho CB, Cárcano FM – Alterações laboratoriais hormonais em geriatria. JBM 89(5/6):12-24,nov/dez,2005. Kanaan S, Garcia MAT, Carvalho CB, Cárcano FM – Alterações laboratoriais hormonais em geriatria. JBM 89(5/6):12-24,nov/dez,2005.

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