Arquivo de 11/mai/2007





11 - mai

Saúde dos pés

Categoria(s): Dermatologia geriátrica, Gerontologia, Programa de saúde pública

Resenha

Colaboradora : Natália Azambuja Mendonça

* Enfermeira – Pós-Graduanda em Saúde e Medicina Geriátrica – Metrocamp

Quando sadios, os pés garantem a sustentação e o deslocamento de nosso corpo, suportando cargas enormes durante a marcha, a corrida e o salto sem qualquer dor ou desconforto. É composto por estruturas complexas, as quais fazem parte: 28 ossos entre si, articulações, ligamentos, nervos e músculos.

As afecções nos pés se devem a hábitos errados, como: marcha anormal, uso prolongado de calçados inadequados, dores causadas por traumas, inflamações, doenças hereditárias ou adquiridas.

Para manter os pés saudáveis são necessários boa circulação sanguínea – pois, este é o sistema responsável pelo fornecimento de sangue oxigenado para os pés e o retorno deste, de volta para o coração e pulmões – e, inervação integra – responsável pelo envio de sinais nervosos para o cérebro, sobre as sensações táctil, térmica e dolorosa.

Doenças dos pés

Vasculopatia – Os principais sinais que identificam uma circulação deficiente, causada por uma doença vascular periférica (aterosclerose é a causa mais comum), são: pele grossa, seca, e escamosa, calosidades ou rachaduras; pés frios, pálidos, ou com coloração azulada, ou inchado; dor ao caminhar; feridas que não cicatrizam; e perda da sensibilidade tátil, térmica e dolorosa.

Neuropatia – A Neuropatia (as casuas mais comuns são a diabetes e o etilísmo) é a lesão que impede que os pés sintam dor, pressão, ou alterações térmicas e mantenham o equilíbrio quando o indivíduo está em pé. Os sinais de identificação são: perda da sensibilidade (dormência); queimação, dor penetrante que piora à noite; feridas e úlcera de pressão que podem ser indolores.

Pode ser difícil determinar se a lesão presente foi causada por uma circulação deficiente ou neuropatia, porém, ambas influenciam na capacidade de determinar corretamente a temperatura, assim, é necessário alguns cuidados, como: verificar a temperatura da água do banho com a mão; quando andar descalço, observar a temperatura da superfície do chão; evitar queimaduras nos pés por água, sol ou aquecedores.

Higiene – Manter os pés limpos tem grande importância para prevenção de infecção, especialmente na presença de diabetes ou neuropatia. Portanto, os pés devem ser limpos diariamente com água e sabão. Deve-se assegurar de secar bem entre os dedos, evitando umidade entre eles, pois facilita a proliferação de fungos e bactérias. Para maior eficaz, é recomendado o uso de toalha de papel ou papel higiênico que absorve melhor a umidade do que uma toalha de pano.

Cuidados com as unhas
– As unhas devem ser aparadas, utilizando o material adequado – de preferência lixas ao invés de tesoura – o “corte” deverá ser em linha reta para evitar que encravem.

Hidratação – Na prevenção de rachaduras e securas, devem-se manter os pés hidratados. Pés ressecados são comuns em idosos. As causas comuns são: o tempo frio e os banhos freqüentes. O banho quente elimina os óleos superficiais, permitindo que a pele torne-se seca.

Calosidades – O aumento de pressão ou agressão externa provoca calos. A calosidade é uma reação cutânea desenvolvida como resposta a um estímulo de pressão local. Ocorre por razões externas (aumento do peso corporal, ação dos calçados, hiperuso) ou por razões internas (presença de irregularidades ósseas congênitas ou adquiridas). O aumento da pressão, acelera-se a formação de placas queratinizadas (calosidades) que recobrem a região comprometida. A prevenção é muito importante, porém, após a formação da calosidade, há uma gama de produtos que proporcionam melhora, como: os agentes queratolíticos que dissolvem a queratina e contêm o ácido salicílico; dispositivos de proteção com formatos adequados, aliviando a pressão no local; utilização de uma pedra pome durante o banho.

Os calçados – A escolha do sapato adequado e essencial para um pé saudável. O sapato que calça mal pode causar feridas, deformação dos dedos, bolhas e calosidade. O sapato ideal deve oferecer proteção (solas firmes e a parte superior macia); evitar salto alto e sapatos pontudos; adquirir sapatos do tamanho adequado dos pés.

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