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Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)
Categoria(s): Fisioterapia, Otogeriatria |
Resenha
Colaboradora : Talita Gameiro Ribeiro *
* Fisioterapêuta e Gerontóloga
Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a vestibulopatia mais comum em idosos, principalmente do sexo feminino. A VPPB é um distúrbio que se caracteriza por episódios momentâneos recorrentes de vertigem que sugerem à mudança de posição da cabeça, principalmente à extensão do pescoço, ao rolar da cama de um lado para o outro, ao levantar-se da cama ou inclinar o corpo para baixo. A vertigem começa após uma latência de alguns segundos após assumir-se a nova posição. Aumenta até um nível máximo de ceder, durando em geral menos de 1 minuto.
A VPPB está associada ao nistagmo rotatório, com abalos em direção ao solo se o paciente estiver deitado com a cabeça para o lado do ouvido afetado. Quando o paciente se senta ou se coloca em uma posição neutra, ocorrem ainda alguns abalos nistagmos, com a fase rápida em direção ao lado oposto. Estes sintomas podem ser reproduzidos no consultório através do teste posicional. A VPPB é fatigável. A repetição do teste posicional abole a resposta.
A VPPB pode estar associada a traumatismo craniano, infecção ou degeneração, mas as vezes pode ocorrer espontaneamente no idoso. O paciente em geral não se queixa de perda auditiva, zumbido ou plenitude aural. Os cristais de carbonato de cálcio (resto de otólitos) se deslocam do utrículo para o canal semicircular posterior, superior ou lateral (canaliculitíase) ou se aderem à cúpula (cupolitíase) destes canais, excitando anormalmente as estruturas sensoriais labirínticas à ação da gravidade na mudança de posição da cabeça de posição da cabeça e gerando a vertigem.
É bastante freqüente, a associaçãoda VPPB com a doença de Ménière e a migrânea (enxaqueca).
Diagnóstico
O diagnóstico de VPPB pode ser feito quando há vertigem posicional e quando o teste de posicionamento que usa a manobra de Dix-Hallpike precipita um surto de nistagmo de torção exacerbado. Pode ser usado também um par de lentes de Fresnel, o que provoca o nistagmo rotatório na direção do ouvido que está pendente. Em casos persistentes e crônicos, refratários ao tratamento, deve ser obtida uma imagem de Ressonância Magnética (IRM) para excluir a possibilidade de neuroma acústico ou tumor no quarto ventrículo. Avaliação otológica, com teste audiológico e vestibular também podem ser solicitados.
Tratamento
A história natural da vertigem posicional benigna é sua resolução espontânea. A maioria dos pacientes fica livre dos sintomas em algumas semanas ou meses. Os sintomas podem ser abolidos por vários exercícios posturais, reabilitação vestibular, uso de medicamentos ou até em alguns casos o tratamento cirúrgico.
Tire suas dúvidas acessando as 10 páginas - Vertigem - 200 dúvidas a respeito
Referências:
Resende, C. R.; Taguchi, C. K.; Almeida, J. G.; Fujita R. R. – Reabilitação Vestibular em Pacientes Idosos Portadores de Vertigem Posicional Paroxística Benigna. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, julho/agosto 2003. [on line]
Ribeiro, A. S. B.; Pereira J. S.- Melhora do equilíbrio e redução da possibilidade de queda em idosas após os exercícios de Cawthorne e Cooksey. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, jan/fevereiro de 2005.[on line]
Silva, A. L. S.; Simões E. L. – Tratamento Individualizado de Paciente Idoso com Vertigem Postural: Relato de Caso. Portal do envelhecimento, junho de 2005. [on line]
Tags: canaliculitíase, cupolitíase, labirintite, vertigem, zumbido

Antonio José Lobo Teixeira comenta:
16 Agosto, 2007 @ 01:14
Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) - quais exercícios posso fazer?
Dr. Armando Miguel Jr comenta:
1 Dezembro, 2007 @ 13:17
Prezados Internautas
As labirintopatias são as doenças mais desconfortáveis que existem. Não causam a morte, mas levam a incapacidade e suas conseqüencias.
As dúvidas são muitas. E somente neste século estamos compreendendo-as melhor.
Estamos colocando no site páginas com 200 dúvidas e respostas a respeito de Labirintopatias.
Semanalmente estamos colocando 20 dúvidas e respostas.
Acreditamos que atingiremos 90% das dúvidas dos nossos internautas.
As primeiras referem-se as dúvidas e sugestões mostradas nesta página.
É muito importante entendermos com o nosso organismo ajuda ao cérebro a promover o nosso “instável” equilíbrio, pois assim, agiremos de forma coerente nas nossas condutas frente as vertigens e tonturas. Nem tudo é Doença de Ménière ou mesmo labirintopatia (doença do labirinto). Entendendo o que pode estar ocorrendo, podemos procurar os profissionais indicados para cada caso ou situação.
Prof. Armando
aurimar eduardo de oliveira comenta:
13 Dezembro, 2007 @ 13:52
Tenho 69 anos. Já tive crise ( uma algo violenta ) de labirintite vertiginosa ( é isso? ), há uns quase 15 anos. Minha queixa maior é ter a testa e pulsos frios.. Em 2004, tive episódio isolado
de fibrilação idiopática, revertida com amiodarona no hospital, menos de 24h. Tomo Sotacor
desde então. Já relatei ao cardiologista a queixa atual, atribuiu-a ao nervosismo, o que não
me satisfez, sinceramente.Intuo, como PACIENTE, que ou é circulação deficiente ou crises
menores e cíclicas de síndrome de Meniere…será??? O que posso fazer para EU ME CONVENCER
do diagnóstico, pois entendo que isso é IMPORTANTÍSSIMO pra mim e o médico, não?
Prof. Armando comenta:
13 Dezembro, 2007 @ 16:03
Aurimar,
Faça um boa avaliação do complexo sistema labiríntico (responsável pelo equilíbrio) com um médico otorrinolaringologista.
Veja nas páginas das sextas-feiras as dúvidas e respostas a respeito do assunto.
Prof. Armando
Silvana comenta:
26 Dezembro, 2007 @ 13:08
Fiz vários exames ,devida as vertigens na qual estou tendo e descobriu que estou com VPPB e vi que isso acontece com idosos e eu só tenho 29 anos.O médico pediu para eu fazer o exame Manobro de Eplus esse é o método certo ou existe outro métodos.
Dr. Armando Miguel Jr comenta:
2 Janeiro, 2008 @ 10:58
Silvana,
Acredito que seu médico tenha proposto a realização da Manobra de Epley, que é uma manobra de reabilitação vestibular utilizada em caso de VPPB por lesão de canal semicircular posterior direito.
Existem vários protocolos de reabilitação vestibular descritos: a utilização depende da familiaridade e da experiência do especialista, geralmente fisioterapeuta, que trabalha com a reabilitação dos distúrbios do equilíbrio corporal.
No tratamento da VPPB por meio da reabilitação vestibular conta com quatro principais manobras físicas: Brandt& Daroff, Semont, Lempert e de Epley.
Referência: Epley JM - The canalith repositioning procedure for treatmente of bening paroxystical positional vertigo. Otolaryngol Head neck Surg 1992; 107:399-404.
Dr. Armando Miguel Jr comenta:
2 Janeiro, 2008 @ 17:45
Em se tratando de VPPB o conhecimento prévio da localização do canal semicircular comprometido (posterior, lateral ou superior) e do lado da lesão (direito ou esquerdo) é fundamental para a prescrição dos exercícios de reabilitação mais indicados para cada caso.
As características do nistagmo postural, à prova de Dix-Hallpike, com a cabeça pendente, virada para um dos lados e depois para o outro (manobra de Hallpike), possibilitam a identificação do canal semicircular posterior afetado na VPPB (geralmente, o mais afetado). O nistagmo rotatório anti-horário com a orelha direita voltada para baixo localiza o sítio da lesão no canal semicircular posterior direito. Inversamente, o nistagmo rotatório horário com a orelha esquerda voltada para baixo indica o canal semicircular posterior esquerdo como a sede da lesão. Se o paciente apresenta estes dois tipos de nistagmo postural, a lesão é bilateral.
Dix MR, Hallpike CS - Pathology symptomatology and diagnosis of certain disorders of the vestibular system. Proc Roy Soc Med, 1952;45:341-354.
maiko comenta:
29 Janeiro, 2008 @ 03:43
Quando tinha 15 anos, tive uma grave crise de labirintite, me debilitando por quase 2 semanas.
Até o presente, tenho hoje 31 anos, não tive mais crises, porém faço tratamento com venlafaxina há 2 anos.
Quando fico 2 dias sem tomar a medicação, me ocorre a VPPB, diagnosticada por um neurologista.
Existe algum medicamento ou exercício indicado para o meu caso.
priscilla comenta:
7 Julho, 2008 @ 20:51
estou em crise ha mais ou menos 2 anos, mas nessa ultima semana, nao posso deitar ou levantar da cama que fico tonta,ninguemdescobre o que tenho, se alguem souber me ajude. e horrivel.
Raimundo Nascimento comenta:
25 Julho, 2008 @ 09:37
Olá. Ontem, fiquei sabendo que existem certos exercícios simples que podem trazer benefícios para quem tem vertigem posicional, libirintite, vertigem pós-traumática etc.
São exercícios com os olhos, pescoço e ombros. Eles me foram explicados, mas eu gostaria muito de ter uma referência visual dos mesmos.
Andei procurando na internet mas não encontrei nada ilustrado. Mas encontrei esse site e acho que talvez, aqu,i encontre uma resposta.
Se alguém souber de algum livro ou site que contenha esses exercícios, eu agradeceria o compartilhamento dessa informação.
Desde já agradeço qualquer resposta.
Abraços,
Raimundo
NEWTON comenta:
29 Agosto, 2008 @ 22:54
OLÁ DESCOBRI QUE TENHO VPPB, ESTOU FAZENDO TRATAMENTO COM LABIRIN JA FAZ 02 MESES E FAÇO TB REABILITAÇÃO VESTIBULAR. NO CASO DO MEDICAMENTO NA VERDADE ELE NAS CRISES NAO AJUDA EM NADA PARECE Q PIORA E FAZ 02 ANOS QUE TENHO ESSA TONTURA , MAS ELA NAO É ROTATIVA É PRA FRENTE OU PARA TRÁS, NO FINAL DO DIA ME DA UM CANSAÇO E PARECE Q PIORA. ALGUM OUTRO MEDICAMENTO SERIA A MELHOR MANEIRA DE TRATAR? POIS ATÉ QD VOU FICAR ASSIM?
Aureo Cesar comenta:
9 Setembro, 2008 @ 18:18
Exercícios para o VPPB, quais e como fazê-los. Onde obtenho imagens destes exercícios. Há alguma alimentação especial?
Renata Kelle Barbosa comenta:
16 Outubro, 2008 @ 22:12
Dr Armamndo Miguel Jr moro em RO e minha querida avó mora aí no RN em Caiçara do Rio dos Ventos e tem um problema serio de equizema pulmonar e nós da fami´lia não temos condicões de proporciona-la uma consuta e nem mesmo um tratamento especializado para ela e por isso apelo para que se o senhor puder arrumar uma consulta ou um tratamento para ela por favor entre em contato comigo obrigado e que Deus possa lhe abençoar ricamente.