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Arquivo de 7/maio/2007





07 - maio

Dor no joelho – Osteoartrose de joelho:Gonartrose

Categoria(s): DNT, Reumatologia geriátrica

Resenha

Colaboradora : Sandra Chiavegato Perossi

* Fisioterapêuta, especializada no método Pilates, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica – METROCAMP

artroseA osteoartrose de joelho também chamada de gonartrose, é uma doença de caráter inflamatório e degenerativo, que provoca a destruição da cartilagem articular e leva a uma deformidade da articulação. A etiologia da degeneração é complexa e inicia-se com o envelhecimento (1).

Aspectos epidemiológicos – A doença é de caráter crônico, de evolução lenta e sem comprometimento sistêmico de outros órgãos, afetando as articulações periféricas e axiais, mais freqüentemente as que suportam peso. Na grande maioria dos indivíduos se desenvolve de maneira silenciosa. Abaixo dos 40 anos, a freqüência é semelhante, em ambos os sexos sendo, esta patologia, um tanto quanto incomum. Estudos radiológicos demonstraram que a freqüência da Osteoartrose gira em torno de 5% em indivíduos com menos de 30 anos e, atinge 70% a 80% daqueles com mais de 65 anos. Contudo, somente 20% a 30% dos portadores de alterações radiológicas apresentam sintomas da doença.

Particularmente, na articulação do joelho, evidenciou-se, que 52% da população adulta apresenta sinais radiológicos da doença, sendo que, somente 20% destas apresentam alterações consideradas como graves ou moderadas. Já foi demonstrado que a gonartrose (artrose do joelho) tem uma incidência de cerca de 2% por ano nos Estados Unidos, A incidência desta patologia aumenta com a idade, estimando-se atingir 85% da população até os 64 anos sendo que, aos 85 anos é ela universal. Seu impacto social e seu grau de incapacidade e tão importante, que motivou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a criar a Década do Osso e da Articulação (2).

Um recente estudo a OMS refere que a osteortrose seria a quarta causa mais importante de incapacidade entre as mulheres e a oitava entre os homens. Estudos radiográficos mostram algumas alterações em 30% dos homens e mulheres acima de 65 anos, mas apenas um terço desses são sintomáticos (2).

Fatores de Risco (3):
1- De suscetibilidade individual a:
– Hereditariedade (filhas de mães com artrose tem mais probabilidade de desenvolver a patologia).
-Fatores Hormonais (descontroles hormonais propiciam a agudização da doença).
– Obesidade (indivíduos obesos possuem maior carga articular propiciando os fenômenos degradativos).
– Massa óssea (alterações de massa óssea interferem no aparecimento da patologia).
-Hipermotilidade (a hipermotilidade implica em maior stress articular e, como conseqüência, maior facilidade na ruptura da malha colágena)
– Doenças metabólicas.
2 – considerados fatores mecânicos:
– Macro traumas.
– Traumas repetitivos localizados.
– Sobrecargas esportivas.
– Uso inadequado de aparelhos de musculação.
– Alteração da biomecânica normal da articulação.

Sintomas (1):
• Dor relacionada a exercício físico;
• Dor ao repouso;
• Dor noturna;
• Rigidez após inatividade (tempo parado);
• Perda de movimento;
• Sensação de insegurança ou de instabilidade;
• Limitação funcional;
• Incapacidade.

Sinais (1):
• Pontos doloridos nas margens da articulação;
• Sensibilidade exagerada na articulação;
• Inchaço articular;
• Crepitações (atritos);
• Derrame intra-articular;
• Movimentos restritos e dolorosos;
• Atrofia muscular periarticular;
• Enrijecimento da articulação;
• Instabilidade articular.

Fisiopatogenia

Na fase inicial da OA, ocorre fibrilação e irregularidades da camada superficial da cartilagem articular, que se estende para demais camadas com posterior desenvolvimento de microfissuras. Em estágio mais avançado, com a perda da cartilagem e exposição do osso subcondral com microfraturas trabeculares, há ativação osteoblástica, que determina esclerose óssea, formação de cistos subcondrais e osteófitos, estes geralmente situados na periferia articular. Estudos recentes têm sugerido que o envolvimento inicial ocorre no osso subcondral e que este favorece a liberação de citocinas e outros mediadores inflamatórios que atingiriam a cartilagem promovendo a sua degradação.

A degeneração da cartilagem articular causa alterações secundárias na membrana sinovial, ligamentos e músculos. Do ponto de vista celular, a OA é resultado do desequilíbrio entre processo de síntese e destruição da cartilagem articular, incluindo alterações na matriz extracelular (produção aumentada, porém de qualidade anormal de proteoglicanos, diminuição na produção de colágeno tipo II e, em estágios mais avançados, a concentração de proteoglicanos se torna inferior a 50% do normal), condrócitos com pouca responsividade para a síntese, seja pela sua senescência, ou por dano mecânico associado com morte celular.

Embora a OA seja considerada uma doença não inflamatória, alterações articulares estão associadas à inflamação. A membrana sinovial, em resposta aos fragmentos de cartilagem no líquido sinovial (LS), produz metaloproteinases (MMP-2 e MMP-9) e citocinas como IL-1, IL-6 e TNF-α. A IL-1, mais do que as demais citocinas, está associada com estímulo aos sinoviócitos que irão produzir prostaglandina E2, resultando em dor e inflamação. Trata-se de potente interleucina causadora de degradação cartilaginosa por meio da liberação aumentada de metaloproteinases e da inibição de síntese de matriz extracelular.

Tratamento medicamentoso (2)

O uso de anti inflamatórios deverá obedecer as crises de inflamação e, quanto aos anti artrósicos de ação lenta, estes se justificam, e fazem parte da ação condroprotetora e de redução de medicamentos anti-álgicos e antiinflamatórios não hormonais.
Depois de numerosos anos, a Glicosamina foi proposta como um tratamento de primeira linha para as manifestações sintomáticas da Artrose (dor e limitação de função). Já existe um grupo convergente de estudos, de qualidade metodológica pelos meios válidos, sugerindo de fato que, esta molécula pode melhorar dentro de um prazo de 4 a 6 semanas os sintomas principais portadores de artrose. Se bem que dois estudos rigorosos (1,2) confirmam após um a duração de 3 anos que o Sulfato de Glicosamina em uma dosagem de 1500 mg/dia, permite bloquear a progressão estrutural da Osteoartrose de Joelhos (gonartrose). Certo número de pontos de interrogação, persistem quanto à eficácia anti álgida da Glicosamina quanto a melhor maneira de prescrição (formulação, posologia e duração) deste tratamento.

Tratamento cirúrgico (2)

Artroplastia do Joelho: Trata-se de um procedimento cirúrgico complexo que tem por objetivo a restauração da função articular, e a melhora do quadro doloroso. Isto é obtido através da substituição desta articulação acometida por componentes que serão implantados no ato operatório.

Tratamento Fisioterapêutico (2,5):

A fisioterapia é utilizada para aliviar a dor em fases agudas, preservar a função das articulações e melhorar sua movimentação. A fisioterapia alivia a dor e os espasmos musculares, proporcionando a articulação um certo grau de movimento.

As aplicações do calor ou do frio são recursos valiosos na prática da fisioterapia. Ambos constituem-se em recursos terapêuticos de grande valia no alívio da dor e na melhora da função articular. Atualmente não existe um consenso entre os profissionais de reabilitação sobre qual dos recursos terapêuticos empregar em pacientes com artrose avançada. A literatura é vasta em defender o uso tanto da crioterapia quanto do uso sistemático do calor, seja ele na forma de calor superficial ou profundo.

O uso do calor no tratamento de pacientes portadores de gonartrose é eficaz, pois têm a propriedade de alivia a dor, aumentar a flexibilidade dos tecidos músculo-tendíneos, diminuir a rigidez das articulações, melhora o espasmo muscular e a circulação.

Os efeitos terapêuticos da crioterapia também são pronunciados pois através de pacotes ou o gelo em pinceladas se obtém os seguintes resultados: diminuição do espasmo muscular, alivio da dor, eficaz nos traumatismos (entorses, contusões, distensões musculares, etc.), previne o edema e diminui as reações inflamatórias.

Para o alívio da dor e inflamação são utilizados termoterapia por condução, calor local e também eletroterapia, como o TENS e o interferencial.

Os exercícios são os principais recursos para recuperar a força muscular e quando utilizados com eletroterapia aliviam a dor.

Conclusão:

É importante essaltar que a osteoartrose é a doença reumática mais comum entre os idosos e quando não tratada adequadamente pode levar a incapacidade física, quedas e imobilização devido as dores e perda da força muscular, tornando-se assim um grande problema de saúde pública.

Ver mais

Gonartrose – Condroproteção

Gonartrose – Viscossuplementação

Referências:

1. Cossemerlli, W – Reumatologia Básica. Ed. Sarvier – São Paulo, SP, 1992.

2. Marx,F – Tradução e Validação do questionário algofuncional de Laquesne para osteoartrite de joelhos e quadris para a língua portuguesa

3. Resende M – O que é osteoartrose

4. Novaes, A – Osteoartrose – Conceitos e Aspectos Epidemiológicos [on line]

5. Marques AP, Kondo A – A fisioterapia na osteoartrose: uam revisão da literatura. Rev. Bras Reumatologia 38(2)Mar/Abr:83-90,1998 [on line]

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07 - maio

Fabricando doenças

Categoria(s): Gerontologia, Notícia, Sociologia

Fabricando doenças

Revendo o brilhante texto do Marcelo Leite, colunista do Jornal Folha de São Paulo a respeito do uso e abuso da medicina pelas indústrias farmacêuticas e os meios de comunicação mundiais. Gostaria de transcrever trechos, que nos fazem pensar, quanto disto envolve nossos idosos, criando falsas esperanças de rejuvenescimento, e não do envelhecimento saudável.

____O ser humano, de uma forma geral, sempre buscou por soluções simples para problemas complexos, em especial os de saúde, este é o segredo explorado há milênios pelos vendedores de ungüentos, garrafadas e emplastros milagrosos. Porém, bem mais lucrativo que inventar remédios, é fabricar doenças novas, com critérios de diagnóstico amplos e algum recém-desenvolvido medicamento de uso contínuo. Dá para ganhar bilhões.
____A receptividade e o entusiasmo dos consumidores contemporâneos para com as novas moléstias, exploradas pela mídea, parecem inesgotáveis. Nem as escolas médicas escaparam do marketing que mantém as empresas farmacêuticas como um dos ramos mais rentáveis da indústria, ainda que sua capacidade de inovação -medida pelo número de novos princípios ativos aprovados para comercialização- esteja em queda contínua.

____Essa tendência do mercado farmacológico para a massificação de moléstias preocupa um número cada vez maior de médicos e até de jornalistas, em geral coadjuvantes empenhados desse processo. Ele já foi chamado de medicalização da vida, mas hoje é conhecido de maneira mais pejorativa como “disease-mongering” (algo como “apregoar doenças”, aqui traduzido por “fabricação de doenças”).

____Uma coleção de ensaios publicada no periódico científico de acesso aberto “PloS Medicine” (medicine.plosjournals.org), três dezenas de páginas de ataque frontal às táticas de vendas das empresas farmacêuticas e aos médicos e jornalistas que se prestam a implementá-las.

____O termo “disease-monger” foi criado em 1992 por Lynn Payer, relembra Leonore Tiefer, da Universidade de Nova York, em seu artigo para o dossiê da “PloS Medicine”. Payer também listou os dez mandamentos para a fabricação bem-sucedida de uma nova doença:
1. Tomar uma função normal e insinuar que há algo de errado com ela e que precisa ser tratada;
2. Encontrar sofrimento onde ele não necessariamente existe;
3. Definir uma parcela tão grande quanto possível da população afetada pela “doença”;
4. Definir a condição como uma moléstia de deficiência ou como um desequilíbrio hormonal;
5. Encontrar os médicos certos;
6. Enquadrar as questões de maneira muito particular;
7. Ser seletivo no uso de estatísticas para exagerar os benefícios do tratamento disponibilizado;
8. Eleger os objetivos errados;
9. Promover a tecnologia como magia sem riscos;
10. Tomar um sintoma comum, que possa significar qualquer coisa, e fazê-lo parecer um sinal de alguma doença séria.

____O ponto forte do dossiê da “PloS Medicine”, editado pelos australianos Ray Moynihan (jornalista, autor do livro “Selling Sickness”, ou “Vendendo Doença”) e David Henry (farmacologista clínico, fundador da página de internet Media Doctor, www.mediadoctor.org.au), é não poupar a imprensa como co-autora dessa obra de falsificação em massa. O ponto fraco é algum excesso na demonização da indústria farmacêutica, que não exerce um papel tão proeminente assim na exageração de outras panacéias biomédicas, como a genômica e a pesquisa com células-tronco.

____A “big pharma”, afinal, só vende o que nos dispomos a comprar, como lembrou Ben Goldacre, médico e autor do popular blog britânico Bad Science (má ciência): “Somos todos participantes desse jogo. Fingir que a medicalização é algo imposto a nós -por malvadas e poderosas influências externas- só enaltece um sentimento perigoso de passividade”, ressaltou Goldacre.

Referências:

LEITE M. – HIPOCONDRIA DE RESULTADOS: Revista médica acusa indústria farmacêutica de fabricar moléstias para vender remédio. Folha de São Paulo, São Paulo, domingo, 23 de abril de 2006

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