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Arquivo de 4/maio/2007





04 - maio

Riscos do uso dos antidepressivos e antipsicóticos

Categoria(s): Bioquímica, Emergências, Neurologia geriátrica, Psicologia geriátrica

Resenha

O estudo epidemiológico (Epidoso) da população idosa no Brasil que 32% faziam uso de vários medicamentos, e 18%, drogas para o sistema nervoso. A polimedicação já é vista como uma forma de alto risco para a população em geral, sobretudo nos idosos, que são portadores de múltiplas patologias que necessitam de tratamento. Os antidepressivos e antipsicóticos (medicamentos neurolépticos), freqüentemente, têm efeito anticolinérgico , causando, confusão, retenção urinária, constipação e boca sêca. O quadro agudo mais crítico e dramático que se caracteriza por rigidez importante, hipertermia, tremor, alteração do estado mental, disfunção do sistema autonômico (alterações do ritmo cardíaco, intestinal, urinário), elevação da taxa sangüínea dos leucócitos e da enzima creatinofosfoquinase, recebe o nome de síndrome neuroléptica maligna (SNM)

A SNM é uma reação idiossincrática ao uso deste neurolépticos, tendo já sido descrita como ocasionada pela retirada de agentes antiparkinsonianos e drogas depletoras de dopamina. O agente causal mais frequente é o haloperidol. Lavie e col. relataram história de uso de haloperidol em 55% dos 55 casos de SNM estudados. Os mesmos autores citam a clorpromazina como envolvida em 29% dos casos. Diversas outras drogas têm sido citadas como causadoras de SNM entre elas flufenazina, lítio, tioridazina, clozapina, metoclopramida, tetrabenazine, ecstasy, carbamazepina, entre outras.

SNM constitui uma complicação do uso de neurolépticos mais comum do que se imaginava devendo seu diagnóstico e manejo ser do conhecimento não só do psiquiatra e neurologista mas também do geriatra, fato este que pode levar ao diagnóstico mais precoce da síndrome, o qual contribui decisivamente para o sucesso do tratamento e para o completo restabelecimento dos indivíduos acometidos.

Sérias complicações freqüentemente se desenvolvem em pacientes com SNM, sendo que mais de um terço destes necessitam de cuidados em unidade de terapia intensiva. A maior causa de morbidade e mortalidade é a insuficiência respiratória. Esta pode ser ocasionada por broncoaspiração, taquipnéia superficial com hipoventilação, embolia pulmonar, choque. Outras complicações são a insuficiência renal secundária à rabdomiólise e mioglobinúria e as convulsões3

Diagnóstico diferencial

No diagnóstico diferencial da SNM várias situações clínicas devem ser consideradas, sendo diagnóstico de exclusão em pacientes com alteração do estado mental, febre e hipertonia. Infecções causando exacerbação de sinais extrapiramidais pré-existentes e diminuição de nível de consciência podem erroneamente ser interpretados como SNM. Pneumonia seguida de reação distônica generaliza é, sem dúvida, o principal diagnóstico diferencial da SNM. Síndrome de abstinência como delirium tremens e interações medicamentosas também devem ser excluídas. Uma síndrome semelhante em pacientes psicóticos não tratados, conhecida como catatonia letal, caracterizada por uma fase prodrômica de mania, anorexia, comportamento destrutivo seguida de catatonia, febre e instabilidade autonômica pode simular SNM.

Tratamento

No tratamento da SNM estão incluídas medidas de suporte como hidratação, suporte ventilatório e nutricional adequados, prevenção de eventos tromboembólicos através do uso de heparina em baixas doses.

O tratamento específico da síndrome permanece controverso. Embora vários estudos relatem o benefício do uso de dantrolene e/ou bromocriptina, lisuride, eletroconvulsoterapia, plasmaferese, levodopa intravenosa, carbidopa/levodopa, ainda existem algumas dúvidas sobre tal valor.

Referências:

Garcia JT – Uso de Medicamentos. In Ramos LR, Toniolo Neto J, Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar UNIFESP – Geriatria e Gerontologia. Editora Manole Baarueri SP 2005 Cap 3. 27-36.

Hanel RA, Sandmann MC, Kranich M , Bittencourt PRM – Síndrome Neuroléptica maligna: Relato de caso com recorrência associada ao uso de olanzapina. Arq. Neuro-Psiquiatr. 56(4):833-837 São Paulo Dec. 1998

Buckley PF, Hutchinson M. Neuroleptic malignant syndrome. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1995;58:271-273

Lavie CJ, Olmsted TR, Ventura HO, Lepler BJ. Neuroleptic malignant syndrome: an underdiagnosed reaction to neuroleptic agents? Postgraduate Med 1986;80:171-178.

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