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Pneumonia nos idosos – Antibioticoterapia
Categoria(s): DNT, Emergências, Infectologia, Pneumogeriatria |
Resenha
Colaboradora : Dra Mônica Cristine Jovê Motti
* Médica Geriatra
O tratamento das pneumonias comunitárias bacterianas no idoso começa pelas medidas de suporte como a hidratação, a nutrição, a oxigenação e controle das funções cardiovasculares e renal. Como não podemos deixar o paciente sem cobertura antibiótica, nas primeiras 24hs, mesmo não sendo especificado o agente etiológico, deve-se iniciar a antibioticoterapia baseada na idade do paciente, no local onde a infecção foi adquirida, na possibilidade de ter ocorrido aspiração de secreção da orofaringe, na presença de comorbidades, nas condições imunológicas do paciente.
Agentes etiológicos
Os principais agentes etiológios de acordo com o local de aquisição são:
1. Pneumonias adquiridas na comunidade: Streptococcus pneumoniae; Haemophilus influenzae; bacilos gram-negativos (Klebisiela, Enterobacter, Pseudomonas, Acinetobacter); Cocos gram-negativos (Moraxella), Microorganismos atÃpicos (Mycoplasma, Legionella, Chlamydia, Coxiella); Staphylococcus aureus; VÃrus da gripe (Influenza).
2. Pneumonias adquiridas no Hospital: Bacilos gram-negativos, Polimicrobiana, Streptococcus pneumoniae, VÃrus da gripe, Microrganismos atÃpicos; Staphylococcus aureus; Anaeróbios.
3. Pneumonias adquiridas nas instituições asilares: Streptococcus pneumoniae; Polimicrobiana; Bacilos gram–negativos; Staphilococcus aureus; Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis; Anaeróbios; Microrganismos atÃpicos.
Antibioticoterapia
O perÃodo recomendado de tratamento é de 10 a 14 dias, porém nos casos de pneumonia por anaeróbio e em função da gravidade pode-se tratar até 21dias.
1. Pneumonia adquirida na comunidade e sem necessidade de internação: amoxacilina- ácido clavulânico 500 mg a cada 8 hs ou cefuroxima axetil 500 mg a cada 12hs ou ceftriaxona 1 a 2 g (intramuscular) 1 vez/dia. Considerando que a idade avançada é um fator de risco para Legionella , é aconselhável entrar com um macrolÃdeo: eritromicina 500 mg (via oral) a cada 6 hs ou claritromicina 500 mg a cada 12 hs, ou ainda azitromicina 500 mg (via oral) no primeiro dia e após 250mg por dia (via oral) por 5 dias.
Em pacientes fragilizados ou mesmo em estado grave as quinolonas são recomendadas: levofloxacino por (via oral) ou (intravenosa) 500 mg 1vez/dia ou moxifloxacino 400 mg/dia ou gatifloxacino 400 mg/dia.
2. Pacientes em estado grave e que necessitem internação : cefalosporinas de 3ª geração (ceftriaxona 1g (intravenosa) a cada 12 hs ou cefotaxima 1 a 2 g (intravenosa) a cada 12 hs) associadas à eritromicina ou a outro macrolÃdeo.
3. Pacientes com pneumonia adquirida em asilos: quinolona (levofloxacino, moxifloxacino ou gatifloxacino) ou ainda as cefalosporinas de 2ª geração( cefuroxima 500 mg a cada 12 hs) ou cefalosporina de 3ªgeração (cefriaxona, cefotaxima), associada a um macrolÃdeo.
Quando a suspeita de pneumonia aspirativa, deve-se entrar com tratamento para anaeróbio: clindamicina 600 mg (intravenosa) a cada 6 hs, ou metronidazol 500mg (intravenosa) a cada 8 hs, ou isoladamente o Imipenem 1 g (intravenosa) a cada 12 hs ou meropenem 1g (intravenosa) a cada 8 hs.
4. Nos idosos com pneumonia hospitalar: nos casos leves a antibioticoterapia é semelhante a das pneumonias em asilares, já nos casos graves deve-se pensar em pseudomonas, portanto tratar com ceftaxidima 1 a 2 g (intravenosa) a cada 8 hs, cefoperazona 2 a 4 g (intravenosa) a cada 8 hs, imipeném 1 g (intravenosa) a cada 12 hs, ciprofloxacino 200 a 400 mg (intravenosa) a cada 12hs ou ainda cefepima 1 a 2 g (intravenosa) a cada 12 hs e piperacilina/tazobactam 2,25 a 4,5 g (intravenosa) a cada 8hs. Caso suspeita de S. aureus acrescentar a vancomicina 500 mg (intravenosa) a cada 6hs ou teicoplamina 200 mg (intravenosa) 1vez ao dia.
Referências:
Abitbol,R.A. – Pneumonia Comunitária em Adultos, Rotinas de ClÃnica Médica, Medstudants, 2000. Costa, E.F.A., Pneumonias,Tratado de Geriatria e Gerontologia, cap.42, pg.353 a 361,2002.
Almada-Filho, C.M.A.;Gagliardi,A.M.Z.;Trembuch,M. – Infecções In: Ramos L.R. & Toniolo-Neto J (Cord) – Guia de medicina da UNIFESP – Geriatria e Gerontologia, cap 9, pg 121 a 127,2005.

rosana comenta:
29 janeiro, 2010 @ 12:24 PM
Minha mãe tem 75 anos é portadora de lupus tb , ela ficou com febre e dor de garganta , ta fraca não aguenta ficar em pé direito , sonolenta , e pouca apetite . uns dois dias atras ela reclamou de dor nas costas .
Pode ser pneumunia ?
Obrigada
Edilaine comenta:
18 julho, 2010 @ 11:08 AM
Meu avó tem 88anos está com câncer no esôfago já está nessa luta 1ano e 2meses mais ou menos, está com sonda na barriga, esteve internado ha uma semana atrás pq não urinava mais, com grau de pneumonia tbm, paralisou a bexiga dele, e os medicos descobriram que poderia ser o remedio que ele está tomando (codein fosfato de codeina 30mg), inclusive este medicamento faz com que ele fique totalmente fora de si, delira, tem alucinações, fica agressivo, tem varias reações. mas se ele não toma o medicamento o peito fica cheio de gosma e ele tem que jogar pra fora se não ele se engasga e é perigoso ele morrer sufocado.
Será que teria outro medicamento que substituisse este? Mas que ele não tivesse essas alucinações e nem ficasse agressivo, ou seja ficasse conciente, conhecesse todo mundo, pq ele não sabe nem quem ele é… e isso para nós é muito triste.
Obrigada.