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Abr
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Fraturas osteoporóticas vertebrais - Prevenção
Categoria(s): Demografia, Programa de saúde, Reumatogeriatria |
Resenha
Colaboradora : Angela Terezinha Favari Fornari
* Nutricionista - Pós-Graduanda em Gerontologia - Metrocamp
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a osteoporose é o segundo maior problema de saúde pública, sendo uma doença silenciosa e mal diagnosticada, apesar de afetar milhões de pessoas no mundo. Com o aumento da incidência do envelhecimento a osteoporose tem aumentado significativamente em todos os países.
A osteoporose é caracterizada por um distúrbio metabólico que provoca a diminuição da densidade mineral óssea (DMO) e a redução da massa óssea, provocando a fragilidade dos ossos. Em sua fase inicial, a doença não apresenta sintomas, porém em 50% dos casos provoca fraturas dolorosas e é quando a doença vem a ser diagnosticada. As fraturas mais comuns são as de coluna, fêmur, costelas e punhos, podendo ocasionar incapacidade física.
Até os 40 anos o indivíduo atinge o pico de massa óssea, decrescendo de maneira lenta a partir dessa idade, contudo 25% das mulheres terão uma perda rápida em 10 a 15 nos de menopausa. Com o passar do tempo, as mulheres com osteoporose podem perder até metade de sua massa óssea. Segundo o Ministério da Saúde, o sexo masculino é afetado em 4 a 6% daqueles com mais de 50 anos. Existem duas formas primárias de osteoporose: a pós-menopáusica e a senil. Devido a características genéticas, as mulheres negras ou mulatas raramente apresentam a doença, que se manifesta mais intensamente entre as mulheres brancas na fase pós-menopáusica.
Estima-se que 75% das fraturas em homens e mulheres com mais de 45 anos tenham relação com a osteoporose. Com relação às mulheres com mais de 75 anos, calcula-se que 20% apresentem fraturas vertebrais. Estudos demonstram o aumento do risco de fraturas vertebrais quando há uma perda de 10% da massa óssea na coluna.
Os cálculos de freqüência em relação às fraturas vertebrais são subestimados porque essas fraturas são assintomáticas. Estudos recentes das deformidades compressivas da coluna vertebral indicam que um terço das mulheres com mais de 65 anos têm uma ou mais fraturas vertebrais, com cerca de 33% devido a quedas; de 10 a 20% seriam por levantar um peso; e 50% teriam causa espontânea. A estimativa é de que na coluna ocorram 30% das fraturas osteoporóticas. A incidência de fraturas aumenta 10 vezes nos homens e 20 vezes nas mulheres com idades entre 60 e 90 anos. Para cada 7 mulheres com fraturas vertebrais, apenas um homem apresenta a lesão, enquanto que para as fraturas de quadril a proporção é de apenas 2/1.
As fraturas vertebrais causam fortes dores nas costas, diminuição da altura e posição corcunda. A mortalidade por fraturas vertebrais é bastante baixa, porém essas fraturas ou deformidades crônicas se arrastam por muitos anos e oferecem um grande risco tanto para novas fraturas, como também para a saúde geral dos idosos.
Diagnóstico
O diagnóstico e acompanhamento da osteoporose é feito através da densitometria óssea, que é um método sensível, preciso, não invasivo, rápido e seguro. O exame das áreas centrais é o mais indicado e permite determinar os riscos de fraturas, identificar os pacientes que precisem de tratamento e avaliar mudanças na massa óssea com o passar do tempo.
Segundo os critérios da OMS o exame é realizado através de avaliação da coluna lombar, pois o melhor local para se avaliar risco de fratura da coluna é a própria coluna. Para acompanhamento dos resultados dos tratamentos, recomenda-se a realização da densitometria em intervalos de 12 a 24 meses.
Os exames de Raio-X não são indicados para o diagnóstico da osteoporose. Radiografias das colunas lombar e dorsal são indicadas para avaliar fraturas ou redução inesperada da estatura e também são úteis para identificar outras doenças que podem atingir os ossos.
Reduções vertebrais de mais de 50% requerem avaliação por tomografia computadorizada.
Caso existam sinais de problemas neurológicos, deve-se realizar ressonância magnética.
A maioria das fraturas vertebrais não necessita de cirurgia, mas se o paciente apresentar deficiência neurológica, instabilidade, progressão da deformidade ou dor intensa e refratária, é necessário considerar a intervenção, que pode ser convencional ou por vertebroplastia percutânea (VP). A VP é o reforço ósseo vertebral com cimento acrílico, usando polimetilmetacrilato (PMMA).
Tratamento e prevenção
No tratamento com medicamentos a maioria são anti-reabsortivos, que atuam sobre a reabsorção óssea; outros atuam sobre a formação do osso.
O melhor tratamento para a osteoporose é a prevenção, é muito importante que as mulheres conheçam, não só os fatores que aumentam o risco de desenvolver a osteoporose, mas também as formas de prevenção. Caso a mulher desconfie que corre esse risco, deve consultar um médico para uma avaliação e diagnóstico e, se necessário, receber orientação sobre o tratamento mais adequado ao seu caso.
Além dos fatores genéticos, a utilização do fumo, o consumo excessivo de álcool e café, o sedentarismo e a escassez de cálcio na dieta, podem aumentar o risco de osteoporose. Por isso, algumas mudanças saudáveis, no estilo de vida, podem ser úteis para retardar a perda de massa óssea.
Os exercícios físicos diários ajudam a manter os ossos firmes e saudáveis. Exercícios simples podem ser feitos por quem já tem a osteoporose, porém é necessário o acompanhamento médico.
O consumo regular de alimentos fontes naturais de cálcio é importante na prevenção da osteoporose, mas suplementos somente devem ser consumidos sob orientação médica.
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