Abr
18

O futuro da população brasileira - Transição demográfica

Categoria(s): DNT, Demografia, Gerontologia, Programa de saúde, Sociologia


Editorial

Muitas vezes, ouvimos os profissionais da “área da saúde pública”, afirmarem que - “Existe uma correlação direta entre os processos de transição demográfica e epidemiológica de uma população”. O que isso significa?

Os avanços médicos das últimas décadas promoveram a queda da mortalidade entre as doenças infecciosas, beneficiando os grupos mais jovens da população. Estes “sobreviventes” passam a viver mais e expostos a fatores de risco para doenças crônico-degenerativas e, na medida em que cresce o número de idosos e aumenta a expectativa de vida, tornam-se mais freqüentes as complicações destas moléstias.

Esse quadro descrito acima mostra uma modificação no perfil da população, ou seja mais idosos, e menos crianças e jovens (transição demográfica); ao invés de processos agudos que “se resolvem” rapidamente através da cura ou do óbito, tornam-se predominantes as doenças crônicas e suas complicações, que implicam em décadas de utilização dos serviços de saúde (transição da epidemiologia - tipos de doenças).

Este tipo de transição epidemiológica obrigará a readequar os programas de saúde pública, com prioridade para as medidas assistenciais e preventivas para as doenças não transmissíveis, como a hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, pulmonares e saúde mental; e programas sociais com forte ação na socialização do idoso e seu retorno a vida ativa no mercado de trabalho.

demografia

A tabela ilustra o fato, com o aumento, ano a ano, da expectativa de vida e a redução da taxa de fecundidade dos brasileiros, mostrando o rápido envelhecimento da população.

Este quadro tem sido acompanhado por mudanças dramáticas nas estruturas familiares, com urbanização - migração dos jovens para as cidades à procura de mercado de trabalho - familias menores, e mais mulheres compondo a força de trabalho, o que significa menos pessoas disponíveis para cuidar dos parentes idosos. Muitos jovens, sem qualificação para o trabalho engrossam as fileiras de marginalizados, pioram o quadro social das grandes cidades.

Para cuidarmos dos idosos que as atuais conjunturas populacionais estão criando, necessitamos de profissionalizar os jovens prevendo para as próximas décadas o seu ingresso no futuro contingente de idosos. Pois, como sabemos, o emprego, é um fator determinante por toda a vida adulta, tendo grande impacto sobre a preparação, sob o aspecto financeiro, da pessoa para a velhice.

- Não adianta criar emprego, se não tiver pessoa habilitada para ocupá-lo.

Se mais pessoas puderem dispor, o quanto antes em suas vidas, de oportunidade de trabalho digno, com remuneração adequada, irão atingir a velhice ainda capazes de participar ativamente no progresso do País. Estes novos cidadãos poderão incluir no seu projeto pessoal para a velhice, pensão de aposentadoria, poupança e fundos compulsórios. Cabe aos governantes promover reformas políticas que favoreceram estes benefícios pessoais com incentivo a poupança voluntária, programas de seguro ao desemprego e rápido retorno ao mercado de trabalho, encorajar o trabalho por mais tempo e a aposentadoria gradual, como preconiza a Organização Mundial da Saúde no seu projeto “Envelhecimento Ativo”.

Os processos de transição demográfica e epidemiológica da população brasileira prevê para 2050, um grande caos social, se não houver um grande investimento na formação profissional e novas medidas para o emprego e previdência.

Referência:

IBGE. Informações estatísticas e geocientíficas. [on line]

OMS _ Envelhecimento ativo [on line]

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1 Comentário »

  1. luisa comenta:

    8 Outubro, 2008 @ 05:13

    esta pagina esta ilegivel

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